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Irritas-me e eu adoro-te!

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Irritas-me!

Irritação imediata desde a primeira troca de palavras, não sei de onde ela surgiu, mas tu afetaste-me. Se falavas, irritavas-me, se não falavas pior eu ficava. Era chuva e sol.

Noite e dia, era azeite e vinagre… mas juntos éramos o tempero perfeito.

As palavras rompiam dos meus lábios sem filtro, dura e crua assim me mostrava numa naufragada tentativa em diminuir o impacto profundo que provocavas em mim.
Um homem dois sentimentos divergentes, minha doença meu médico, frio e calor!
Não podias!
Não podia ser, tinha de te afastar, empurrar para bem longe e cada vez que te aproximavas caracterizava-me de vilã e esquartejava-te verbalmente para que fosses e levasses todo esse poder que tinhas sobre mim… Mas não arredaste pé, implacável desde aquela primeira impressão.
Calores.. suores… tremores… vida no meu corpo desde o primeiro olhar.
Desafias-me… devolvo-te…
Faíscas atravessam-nos numa luta constante onde sangramos até morrermos naquele beijo que rompe a “chinesise” verbal e aí, renascemos, na pele de amantes numa mansa paz, onde as nossas metades se unem, onde a linguagem é igual e se eu estiver por cima e tu por baixo ou se invertermos papeis nao constituirá problema.
Foi t3são ou paixão desde aquele instante? Foi ambos?
Fomos nós capazes de sentir tanto?
Irritas-te!
Quero-te!
Não quero!
Irritas-me!

 

  © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

Vontade ou necessidade

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O sonho… Vontade ou necessidade
Alguém que faça de tudo para saciar esta vontade necessária que tenho de sorrir
É um sonho… Mas eu não sonho e por isso quero que o sonho volte a viver para matar de vez esta necessidade…

~PensamentosDeAlexandra

O destino juntou a fome com a vontade de comer

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O nosso instinto de predadores acordou no mesmo instante em que os nossos olhares se tocaram. Soubemos que tínhamos de ser um do outro e fomos. A presa um do outro.
Aquele beijo…! Nem nas inúmeras vezes que o inventei teve tanta vida!
Aquele tão explosivo primeiro beijo atravessou as roupas e acertou em cheio entre as minhas coxas, as pernas, esses tremeram de desejo!.
Ah! Este desejo não se quer regular pela sociedade! Ai não!
Somos dois animais que merecem a liberdade de se devorarem pelas ruas de Lisboa espalhando as roupas rasgadas e as gotas de suor pelo chão e com a ajuda do vento levar o cântico dos nossos gemidos a toda a Cidade.
… A fome e a vontade de comer finalmente se conheceram..
E agora?

Desejo tão urgente que não precisa de apresentações.

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Hoje as mãos rejeitam a caneta, o papel não acolhe as palavras e tu penetras-me na mente e impedes-me de cuspir o turbilhão de emoções com que me invades sem permissão a altas horas da noite.
Tento-me concentrar nas palavras que trocámos hoje, mas foi mesmo sobre o quê?
Apenas me recordo do movimento dos teus lábios e de me perder no teu rosto enquanto dentro de mim combatia a vontade de te encurralar contra a parede e descobrir na tua boca o quanto me queres.
Não preciso de dizer o que quero, a minha voz treme, abandona-me, diz-te tudo o que precisas saber.
Já perdi a conta das vezes que passei a mão no cabelo, fechei os olhos e desejei ter-te a respirar no meu pescoço… desperto para a realidade e só o ar me rodeia.
Quero-te.
Desejo-te.
Desejo tão urgente que não precisa de apresentações.
Deixemos a biografia para outra ocasião, o meu alvo, está no que o teu olhar anunciou, bem debaixo dessas roupas, deixemos as formalidades e vamos alimentar estes dois predadores com apetites irracionais, não convencionais.

Os teus lábios são o teu cartão de visita.

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Impossível esquecer a bela Margarida, morena magra com curvas deliciosas, olhos doces e penetrantes, lábios perfeitamente desenhados, sorriso escondido pela timidez mas impossível de resistir, cabelos negros e suaves como a seda que lhe escondem o rosto, e subtilmente discreta.
Foi quando ela estava a picar o gelo para as bebidas que me aguçou a curiosidade.
O jeito como a bela Margarida colocou o cabelo atrás da orelha acordou os meus instintos de predadora, revelou um delicioso pescoço acompanhado por uns ombros que dão vontade de morder, o que me fez perguntar o que mais esconde aquela Margarida.
‘vou-te beijar’, deixei escapar quando me levantei e fui para junto dela. Retornei ao meu lugar e deixei-a estar entre o gelo e as palavras que lhe deixei.
A festa estava animada e o som das pessoas satisfeitas ecoava no ar, mas ela deixou se estar ali, perto de mim, encostada à bancada da cozinha sem nada dizer.
‘és minha’ pensei.
Fui para junto dela, levanto-lhe o rosto escondido pela timidez, com a mão esquerda seguro-lhe os cabelos na nuca e exponho a beleza daquele rosto com a mão direita trago a boca dela à minha… Doce e intensa Margarida de fazer ferver o sangue ao sentir a ansiedade dela no peito a arfar contra o meu. Deliciosa morena que se rendeu aos meus caprichos.
Beijo doce e delicioso… Fui provar o resto….

King and Queen

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No meu mundo, eu e tu somos rei e rainha e tudo o resto a nossa vontade.
Aqui, os súbitos beijam-nos os pés, idolatram-nos, curvam-se à nossa passagem, matam-se para ganhar o nosso afecto, e mascaram-se para nos agradar.
Sentados lado a lado, cheiramos a pequenez destas pessoas e troçamos delas.
A nossa lealdade foi forjada numa corrente de aço com a bênção dos céus e da terra, tornando-a inquebrável.
Presos pela alma e livres no corpo é assim que reinamos.
Alma fiel.
Corpo vadio.
O nosso castelo tem paredes cinza e pretas cuspidas com o sangue dos pobres bajuladores que caiem nos nossos lençóis.
Aqui no nosso reino, somos predadores crus e insaciáveis e perdidamente apaixonados um pelo outro.
Aqui amamos-nos sem roupas e adereços, e o escuro das nossas almas é a luz desta paixao.
No meu mundo, tu és o meu rei.
No meu mundo, sou a tua rainha.
E tudo resto, é o que nós quisermos!

A Vizinha

Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras