Arquivo de etiquetas: voltar

Tenho saudades…

Tenho saudades…
Saudades de ouvir, sentir, cheirar…
Saudade daquele momento em que me fazes esquecer tudo o que me rodeia. Por instantes esqueço todos os meus problemas e viajo pelos meus pensamentos fora. És o único que me faz parar no tempo. Preciso de te ver novamente. Sentir o teu cheiro mesmo antes de te ver. Sentir-te a subir pelas minhas pernas fora. Preciso tanto de esvaziar a minha cabeça. Infelizmente estou bem longe. Neste fim do mundo não tenho acesso ao mar. Não te posso ver.

Mas um dia… Breve…vou voltar!

Peregrinus #69Letras

Não sei o que será pior

Não sei o que será pior um amor não correspondido ou a ausência de amor?!

Quando se ama, apesar de não sermos correspondidos, sentimos que estamos vivos porque transbordamos dum sentimento de desejo carnal e possuir a alma da outra pessoa, de beijar, de acariciar, de abraçar, de fazer amor! Quando passamos para palavras e expressamos os sentimentos à pessoa amada, ela diz-nos “Gosto de ti mas apenas como amiga…” É um balde de água fria… Mas sentimos algo… Embora não correspondido… sentimo-nos vivos.

Quando existe a ausência sentimo-nos vazios, questionamos se voltaremos a amar, a sentir desejo, a sentir entusiasmo de receber aquela sms, aquele telefonema, aquele convite… Apenas nos sentimos vazios… Sem alma, sem nada… Apenas o vazio!

Ladybug

Apenas um beijo

image
Um beijo é tudo o que te peço.
Só preciso de te dar um beijo para devolver à tua alma a esperança e voltares a acreditar que poderás voltar a amar,
Apenas um beijo será suficiente para sentires que ao meu lado nunca deixarei que te falte nada e que se é o céu que me pedes é para lá que voaremos.
Só te peço um beijo, um único beijo para provares o gosto do quanto te quero e te convencer a entregares-me a tua alma, saborearás nos teus lábios o gosto do amor, e sei que não o irás desperdiçar.

A Vizinha – Segue-me no facebook. Clica aqui.

Ai se eu um dia te beijar, ahahah

10473194_1640640129515051_8037369471923363689_n.jpg
Ai se eu um dia te beijar, ahahah até me rio só de pensar, na cena das borboletas a pairar e outras cenas que conseguia fazer animar e não era borboletas não, escusas de te por a imaginar. Se um dia te beijar não é a lingua que te vai incomodar, porque mesmo suspendendo o teu respirar, vais sentir aquela falta de ar que ressoa na cabeça quando ouves o coração a bombear. E nesse beijo em que ficas a flutuar, vês cotovias no montado a pairar, chaminés de forno aceso e cheiro de pão quente no ar e manteiga derretida a acompanhar. E nesse dia em que te beijar, em que teu coração na minha morada pela porta entrar, ouvirás o som do piano velho da sala a tocar apenas para ti, para teu rosto encantar. No dia em que eu te beijar, despedes te de ti no cais de embarque em que te fizeste embarcar, segura no caule do girassol sorriso que te fizeste acompanhar na mais perfeita forma de juizo sem forma de te julgar. Nesse dia em que te beijar e em que te sentirás voltar a viver, a ocupar o teu lugar que te dá direito novamente a amar é nesse dia de encontrar que te vais perder, que serás tu mesma, uma conhecedora do teu ser, alma viva, livro aberto de pagina em branco a se escrever. Nesse dia com a mente em desalinho, sorrirás só para mim, sorriso unico do certo caminho, vida consentida e corpo dado numa cama enrolada em lençois de linho e no meio de tanta perfeição imaculada havemos de nos amar devagarinho, sem pressas de sair de tua morada. No dia em que te beijar todo o teu mundo vai mudar, mas queres mesmo saber ? Nao queres nem, te vais importar, renasces para ti, somente para ti sem nenhuma satisfação ou vontade de a dar, apenas sofrega de meus lábios procurar numa sede imensa essa vontade de á cama voltar.

O Inquilino

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

 

ef878fa0ffad630e4dde267b784e16c1

 

Todos os dias ela sussurrava o seu nome. Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

A Vizinha

Não vale a pena estares aí e eu aqui.

78aed081444d8410ce44f1bd845844bf

Não te iludas.
O que sentiste comigo nunca mais se vai repetir noutro corpo.
A explosão nuclear que vivemos só acontece uma vez, mas se algum dia voltares a viver algo na mesma medida, liga-me, manda-me um e-mail ou sms e cala a minha presunção.
Nós dois, no mesmo espaço, fodemos a alma antes do corpo!
Basta cruzarmos o olhar que o teu sexo aperta dentro das calças e entre as minhas pernas o clima vira tropical.
Esta paixão! Ai a nossa paixão!
Confessa que morres de saudades de soltar a fúria do teu demónio no meu corpo, sem limites, quando, onde e como querias?
Lembras-te como o nosso fogo dispensa palavras?
A nossa paixão pedia,
roupas esquecidas no chão,
pele rasgada e pintada,
mãos endiabradas,
beijos de suor e fluidos,
cheiro a sexo no ar,
gemidos abafados entre almofadas.
Não vale a pena estares aí e eu aqui.
Aí não me tens.
Aí não me vês, não me tocas e não me fodes.
Vem.