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Amar sem sentir

Será possível Amar sem nunca ter sentido, tocado ou mesmo ter olhado nos olhos?
Nunca acreditei nisso. Tenho que sentir faísca, conhecer bem… Tenho que confiar e isso só se conquista com o tempo e a vivência diária.
Eu pensava assim até começar a trocar mensagens com “Ela”.

Somos dois seres tão parecidos, tão iguais na forma de pensar, de agir e de sentir. Um diz mata, o outro diz esfola. Ela vulcão, eu furacão. O meu coração mexe, salta e rebola sempre que recebo uma mensagem na esperança que seja da Minha Deusa.
Nunca me senti assim, tão desperto para a vida, tão desejoso que conhecer alguém mas ao mesmo tempo a querer parar tudo, esquecer e seguir outro rumo.
Diz-me com todas as letras que vou encontrar a minha Princesa, que mereço pois sou um homem bondoso, carinhoso e amoroso, e ao lhe responder que não sei se mereço a resposta é tão breve como concisa.
“Mereces”
Eu quero acreditar nisso mas meu coração quer esta mulher, no entanto o meu cérebro e os meus valores dizem que não.
Ela é comprometida e sabendo que se nos envolvermos poderei destruir uma união tão linda… Não quero isso, é um peso que não quero suportar nos ombros.
Sinto uma rebelião de sentimentos por não sentir o seu sabor, o seu cheiro, o seu calor, de não a olhar nos olhos. Se soubesse o quanto a desejo já estaria aqui, a sentir-me.
Sinto-me Lancelot, o bravo de desejável Cavalheiro da Távola Redonda em que o seu Amor pela Rainha Genevieve levou ao fim do reinado do Rei Arthur.

“Não fazes ideia a forma como mexes comigo!”
A minha vontade diz-me que terei de a olhar nos olhos para tirar as dúvidas mas no fundo sei que estou a deixar-me levar pelas emoções, pelo desejo. Erro meu ter-me metido contigo, sabendo que és esposada.
Não gosto disto. Querer-te e não te poder ter, e ainda com o receio de não te resistir. E como poderia eu te resistir? És divertida, inteligente, linda e sexy de morrer, amorosa, apaixonada e respeitadora, és uma mulher inatingível.
Passamos horas a imaginar-nos juntos, a insinuar, a provocar. Imagino como seria o nosso primeiro encontro. Será possível detalhar desta maneira tudo o que desejamos sentir?
O seu beijo, como será? Imagino-o, sem dúvidas, terno e leve, onde tomaria o seu sabor e a textura dos seus lábios sempre de olhos fechados. Assim que sentisse a doçura e a ternura da sua boca o beijo seria mais forte e cheio de desejo. Nossas línguas se cruzavam e enrolavam como duas espadas em duelo intenso. Nossas salivas se misturavam e juntas formavam um forte cocktail de tesão. Nossos corpos respondiam abraçando-se e colando um ao outro… Seria intenso e delicioso… Não sei se conseguiríamos parar pois a nossa vontade é tão grande e o desejo imenso que certamente nos iriamos amar naquele momento. E que maravilhoso é esse pensamento! Bem tento distrair-me para só a consigo imaginar nos meus braços, totalmente á minha mercê.

“Confio em ti, sei que não me vais deixar cair em tentação.”
Não dá. Desejo-te tanto, lentamente, vagarosamente… Aproveitar-me de todas as suas deliciosas e perigosas curvas. Fazemos amor de uma maneira tão apaixonada e ternurenta que parece que somos amantes desde sempre.

“Já viste como me deixas? Estou tão irracional que nem sei o que fazer.”
E eu como fico? Neste momento apenas a distância nos limita de cometer uma loucura.
Mas não o fazemos. Respiramos fundo, lemos tudo o que nos rodeia, o que nos move e pensamos com consciência.
“Não podemos, não devemos, não estaríamos a ser corretos um com o outro.”

Será possível Amar sem nunca ter sentido, tocado ou mesmo ter olhado nos olhos?
Bem, agora começo a acreditar…

© O Vizinho 2017 #69Letras

A melhor sangria que bebi

Querida! Já viste a bela tarde de sol de hoje? Apetece-me fazer algo… Sei lá!
Olha! Vamos estender a rede na varanda e prostrar-nos a contemplar o mar? Eu e tu, o sol e a brisa marítima. Ah! Podemos juntar uma bela e refrescante sangria de frutos vermelhos...

Hum.. A ideia agrada-me… Aliás, cresceu em mim um sentimento de nostalgia. Lembras-te da última vez que bebemos sangria de frutos vermelhos? Onde a saboreaste, e quando nos começou a subir o álcool à cabeça?

A melhor sangria que bebi! Aquele saber impetuoso e almiscarado do teu ventre deixou-me completamente fora de mim. Senti o salgado da tua pele suada, a doçura da humidade dos teus lábios, o calor do teu peito finalizando com a magnífica contemplação de todo o teu corpo… Ai! Preciso mesmo desse refresco pela minha garganta e pela boca!

Levantar-me deste sofá para te servir, é o meu maior prazer. Não me olhes assim enquanto ando por favor! O teu olhar encadeia-me de tal forma, que faz com que eu não consiga pensar em mais nada… Só em ti… Na sangria… na cama de rede… Na fruta no meu corpo… na tua boca na fruta… Ok. Calma! É melhor abrir o frigorífico, preciso de “arrefecer”…

É impossível não olhar para ti, deixar a imaginação fluir e o desejo subir. Cada passo que dás em bico de pés é de uma sensualidade brutal que me deixa prostrado e encantado com a tua beleza.
Vem, anda… Vamos nos encontrar nesta cama de desejo e vontade onde nossos corpos só desejam estar juntos a maravilhar este belo por do sol…
Anda, sai desse frigorífico e anda te deitar ao meu lado mas não tragas o gelo pois se o fazes não me responsabilizo pelos meus atos..

Adorava saber o que vai na tua cabeça nestes 2 minutos que demorei… Será que me vais mostrar o que penso? O que anseio? Será que tens noção do quanto te desejo? Do que me apetece fazer-te neste momento? Mesmo que não saibas, faço questão de te mostrar. Sirvo-te a sangria a olhar-te nos olhos… Com a ponta dos dedos, tiro um morango do teu copo, coloco-o entre os meus lábios e beijo-te!

Esse beijo despertou em mim todos os sentidos e desejos que tenho em mim por esses lábios de fada, por esse corpo escultural e curvilíneo onde me perco sempre que te encontro.
Querida, promete-me que não saímos mais daqui…

Sinto que não tenho mais nenhum lugar para estar, a não ser nos teus braços. A vontade é imensa e o desejo tornou-se incontrolável. Quero que o mates mas que mantenhas a chama da paixão viva para nos perdermos um no outro…

Minha Princesa. Hoje fazemos Amor ao som das ondas, à brisa do mar e à luz deste maravilhoso sol que nos aquece.
Hoje somos unos e presentes, apaixonados e quentes. Hoje selamos novamente o nosso amor e a nossa paixão nesta sintonia e desejo.

 

Annastasia
&
O Vizinho 
© 69 Letras 2017

X Edição do Eros Porto – Crónica do Vizinho

E chega ao fim a X Edição do Eros Porto, a maior feira Erótica do Norte país e quem sabe de Portugal.

Foram 4 dias de luxuria e sensualidade onde profissionais da arte de sedução e prazer carnal nos mostraram todo o seu saber, sempre com aquele brilho nos olhos e intensidade nos atos.
Desde produtoras de filmes adultos a sex-shops, passando por demonstrações da Arte de BDSM, a sensuais e provocadoras danças de strip-tease, passando pela arte sexual nas telas, terminando em exóticas danças de ventre. Houve de tudo que se possa imaginar quando se idealiza tesão, desejo e vontades persistentes.

Assistimos a insinuadas danças de profissionais do varão onde os desafios constantes ao público levou homens, mulheres e mesmo casais subirem ao palco e se juntarem às provocações e olhares desejosos. De princípio tímidos, sem grande à vontade mas com o desenrolar da dança e perfeita colaboração das estrelas do palco, todos eles acabavam por se desinibir e dançando, enrolando seus olhos e suas línguas, seus braços e suas pernas, terminando com os seus corpos despidos a serem unos e sem vontade de ali sair.


Pelo público via-se risos exuberantes e olhares indiscretos, lábios mordidos e inspirações profundas, manifestações de euforia e vontades assim como timidez, muita timidez. Performances arrojadas por parte dos dançarinos da Hotgay marcaram quer o público masculino quer o feminino pois em todas as sessões de dança o palco estava repleto de espectadores à sua volta, uns atentos, outros reprovadores, outros trocistas, no entanto acredito que a maior parte invejou o arrojo e a coragem dos artistas presentes em palco. Eu invejei e admirei mesmo!

Uma temática que sempre me suscitou curiosidade foi o BDSM (com a ajuda da Misses Kat ainda tirei umas dúvidas mas não foi o suficiente), e este esteve muito bem representado com várias sex-shops direcionadas para o comércio e
demonstração de instrumentos para práticas de Sado-masoquismo. Desde agulhas pelo corpo (needle play), cordas (Shibari) e mumificação em película aderente, ao uso da strap-on, chicotes e floggers, mordaças e ball-gag, de tudo foi possível ver e evidenciar nesta feira erótica.

Nos diversos stands lindas promotoras tentavam convencer os visitantes, quer singulares quer casais, a entrarem nos “privados” onde por uma módica quantia teriam direito a um show único e exclusivo. Diversas vezes fui tentado a entrar nesses shows mas resisti (vai-se lá saber porquê), talvez por achar que seria uma coisa banal, igual aquilo que me habituei nas minhas aventuras de errabundo, no entanto por duas vezes cedi à tentação. Entrei numa sala onde cerca de 20 espectadores de ambos os géneros assistiam ao espetáculo de 2 homens e 4 mulheres em cima de um palco, em que de diversas formas, posições e ângulos demonstram o porno na sua forma crua e dura. A segunda experiência foi bem mais surpreendente. Mesmo!
Num palco decorado com tecidas acetinados brilhantes e de tons avermelhados começamos a ouvir tambores xamânicos tocados por 3 homens de semblante concentrado e quase inexpressivo, subindo ao mesmo uma seminua e bela mulher de atributos generosos mas de uma sensualidade tremenda. Dança do Ventre! Durante os cerca de 20 minutos de espetáculo dezenas de espectadores vão se juntando e ficando espectados com a graciosidade da dança e o vibrar da bela e doce melodia. Que magnificência! Que deslumbre para os meus olhos e dos restantes. No final uma voz masculina anuncia a continuação do espetáculo no interior do seu espaço, e de tão maravilhado que fiquei, entrei e sentei-me numa das simples cadeiras dispostas à volta de um palco todo ele bem decorado como o do exterior. Arte através de dança com demonstração da sensualidade e conexão através dos conhecimentos do sexo tântrico, assim foi anunciado.
Centrado e prostrado naquela cadeira simples que mais parecia uma bela poltrona, observo aqueles corpos femininos ondulantes e sensuais onde, como homem que sou, a minha atenção fica totalmente retida. É de uma beleza e magnificência cada toque e cada olhar, cada insinuação e cada morder de lábio que estaticamente observo, e ao mesmo tempo dá vontade de me juntar aquelas musas de beleza única.
Apetece sim, saltar da cadeira e fazer parte daquele show de corpos serpenteantes e exóticos, envolver-me no desejo bem marcado dos olhos e toques insinuantes. Senti uma conexão tão forte e atraente que não queria sair dali. Assisti não a um, nem dois nem três mas sim a quatro espetáculos daqueles e a minha vontade era mesmo continuar ali a usufruir daquela paz e sensualidade que nunca tinha sentido em todo o Eros. Após todos os espetáculos fiquei ali sentado a absorver todas as sensações que ali senti, parado e emocionado mesmo!

Artextasia (http://artextasia.com/pt) foi para mim a maior surpresa de todo o Salão Erótico pois não estava mesmo á espera de sentir estas vibrações tão intensas, maravilhosas e extasiantes…
Foi uma boa estreia esta minha caminhada entre luxuria, desejo, vontade e imenso prazer sexual que toda a X Feira Erótica do Porto, o Eros Porto!

Esperem por mim no próximo ano…

© Vizinho 2017 #69letras

Tarde de Inverno

Texto Erótico|M18

“- Hello Mrs. V…
– Boa tarde Miss E… Como está?
– Estava com saudades suas…
– Hum… Também tinha saudades suas Miss E… Já á muito tempo que não falava consigo…”
Ali parados em frente à cafetaria e ao frio trocamos olhares quentes e saudosos. Que saudades desta bela mulher.
“- Miss E, entramos? Estou desejoso para experimentar o capuchino de chocolate, que segundo dizem é a especialidade da casa.
– Sure Mrs. V. Let´s go!”

Durante duas horas falamos acerca das suas férias no Brasil, da passagem por Cuba e Jamaica, tudo na companhia da sua parceira de crime, Miss A. As aventuras engraçadas, as conquistas one nigth stand e daqueles que ficaram marcados na sua memória e nas suas fantasias. A nossa amizade era assim. Sem tabus nem julgamentos, sempre em prol do bem estar um do outro.
Damn! Já tinha saudades de estar assim com ela…

“- V, vou para hotel. Miss A está à minha espera para irmos ás compras. Chegamos e não temos roupas de Inverno!”
Saímos, andamos 5 minutos e um chuveiro apanhou-nos de surpresa. Puxei Miss E para mim, para o meu regaço e senti o volume dos seus voluptuosos seios. Olhos nos olhos ficamos prostrados e encostados á porta da livraria que entretanto encerrou para almoço. Em silêncio mas numa conversa tão intensa dominada pela tesão e desconforto latente entre as minhas coxas…
“- V, isso é tudo alegria por estar comigo?
– Você sempre me deixou assim, “alegre”…
– Oh… Novidade para mim. Sempre pensei que eu fosse apenas a sua submissa preferida… apenas isso…”

Nossos corpos estão cada vez mais molhados, e o tecido da blusa adere à pele, e adquire aquela transparência reveladora…
A visão fica turva pelo desejo, e pelos grossos pingos de água da chuva, que obriga a cerrar os olhos. Procurar abrigo sob essa tempestade, seria inútil, mas um pouco de privacidade para dar vazão à luxúria é urgente.
Corremos pela rua, de mãos dadas, rindo e nos recostando de tempos em tempos contra uma parede, para trocar mais um beijo, enquanto pressiono meu corpo contra o seu.
Sentindo meu membro rijo e pulsando diz-me:
“- Não podemos suster mais esta rigidez!”

Naquela parede agreste e fria onde suas costas estão prostradas contra a mesma, seu corpo fica entre a minha tesão e minha vontade de a possuir. Nada mais desejo senão o seu calor e o seu toque nesta tarde fria e escura.
Com as minhas mãos hábeis subo a saia até a altura dos quadris, e a fina cueca de renda é desfeita em pedaços.
Não aguentando mais a pressão das calças e abro os botões, apresentando o meu membro ao seu quadris já desejoso de me possuir. Enquanto a minha boca percorre o seu pescoço, desço pelo seu colo e a surpreendo abrindo a sua blusa já com os seios, com os mamilos rijos de tesão a esperar pelo meu toque.
Minhas mãos percorrem todo o seu corpo, e ao ergue-la pelo quadris perde o fôlego por uns segundos, e assim suspensa, com as pernas em volta de minha cintura, penetro-a profunda e intensamente.
Não sentimos mais a chuva, nem mesmo a parede fria. Todos os nossos sentidos agora estão tomados na nossa presença. Só sinto o seu cheiro, só ouço a sua respiração junto da minha, sinto somente sua pele, seu sabor delicioso, mesmo meus olhos só a vêm diante de mim…
Nada mais pode importar, pois agora Miss E é minha e eu sou dela…
Nada mais desejamos, nada mais queremos, apenas este orgasmo nos pertence.

Componho nossa roupa e pego sua mão. Seguimos mais uns metros e entramos no hotel e misteriosamente Miss A não está, mas deixou a lareira acesa com a sua chama calorosa.
Deito-a em cima do cobertor e em frente ao fogo que nos aquece, e aí sirvo-lhe um belo copo de Vinho Tinto.
Aquecidos e saciados, recosta-se nos meus braços, enquanto acaricia meu peito.
Poderia até lhe perguntar se foi mesmo bom mas não o faço… Seus suspiros e o seu abraço apertado dizem tudo.
Com um sorriso safado e com um brilho nos olhos, tirando o copo das minhas mãos e pousando-a num lugar seguro sobre a mesa, beija-me dizendo:
“- Foi bom, mas o melhor está para vir!”

O Vizinho #69Letras® 28-02-2017

A minha secretária

Texto Erótico|M18

Nesta solidão de Inverno safo-me com o bom tinto e a lareira como companhias imprescindíveis, mas nem sempre é suficiente. A vontade de partilhar uma garrafa de Quinta de Cabriz, Reserva 2011 e umas boas horas de conversa é mais forte. Aproveito estes dias de chuva para colocar a escrita em dia mas hoje não me sinto inspirado.
– Plim! – Uma notificação de mensagem…
“- Olá V! Que fazes?”
Pergunta pertinente neste dia de vontades preguiçosas.
“- Boa tarde MJ. Estou a colocar as minhas escritas em dia mas não está fácil. Falta-me inspiração.
– Alguma coisa que posso fazer por ti?
– Estás tão longe…
– Alguma vez isso foi impedimento para nós?
– MJ, não me ponhas com ideias…
– Oh… Ele vai-se cortar… És mesmo tu quem está aí desse lado?
– Apenas não me sinto virado para esses lados…
– V, estás no teu escritório? Na tua bela secretária sempre arrumadinha e pronta a receber-me?
– MJ, nunca mais esta secretária foi a mesma após aquela reunião…”

Ela sabe bem como me provocar. Bastou umas horas para ficar a saber um pouco de mim, de e até onde pode ir comigo, como e quando o fazer.
Neste momento imagino-a sentada à minha frente em cima da secretária enquanto eu fico sentado na cadeira. A imaginação flui, a excitação aumenta.
Fico a pensar “De que cor será a lingerie? Será rendada? Ou não usará? ”
Iimagino na minha forma muito veloz de pensamento que nem eu próprio me acompanho. Acabei de ficar segundos a imaginar a suas pernas abertas, de saia, lingerie preta rendada, com cinta e meias pretas. Um belo manjar de deuses. Com os joelhos prostrados nos meus ombros vou tirando os seus sapatos, deliciando me com os seus pés, lentamente retiro as meias…
Exalo o odor vaginal das suas cuecas permitindo que o meu inchaço me obrigue a libertá-lo. Sem pudores massajas o meu caralho com o pé direito, enquanto o outro se afasta ainda mais de si permitindo uma abertura de pernas que aguardam impacientemente pela minha língua. Desculpem mas não perdoo as cuecas. Terei que as rasgar.
Que bela e deliciosa visão.
Minha língua fica trémula e impaciente, minha boca seca e meus olhos brilhantes…
Será desejo ou sede?
Acho que é mesmo sede de desejo.
O seu olhar pede-me para não parar e como bom menino que sou assim o faço.
Beijando o interior das suas coxas chego a si, ao seu ninho de prazer. O cheiro inebria-me o discernimento, obrigando a ficar de língua de fora.
Com a ponta toco suavemente no grande lábio esquerdo e ele treme, largando um breve gemido…
Delicio-me com a sua cona lambendo, sugando e chupando. Minhas mãos ficam irrequietas e meus dedos prontos…
Um, dois… Meus dedos a penetram e sentem a sua macia e quente vontade de ser fodida..
Por detrás do clitóris sinto a sua rugosidade, Teu ponto G? Vamos já descobrir…
Enquanto a minha boca se ocupa do teu clitóris meus dedos entram, massagem e circundam, voltando a sair consecutivamente, libertando em ti um orgasmo belo e intenso, fazendo tremer a tuas pernas e endurecendo o meu caralho.
Está pronta para ser fodida!
Levanto me e apontando me para dentro de si, com a mão ajeita e permite que entre em si… Olha-me nos olhos, deseja que lhe enterre até ao fundo, e eu acedo pois também o desejo…
Com movimentos certeiros e fortes permitimos que o nosso desejo termine num belo e ruidoso orgasmo.
Acordo deste sonho de imaginação fértil e cruel ao mesmo tempo, sentindo um enorme inchaço entre pernas… No ecrã do computador as seguintes palavras:
“- Já vi que estás ocupado. Deixo-te com um belo e prazeroso beijo… Até amanhã V…”
Porra! Logo agora que tínhamos assuntos a debater…

O Vizinho #69letras® 28-02-2017

Comemoração do nosso S. Valentim

Texto Erótico|M18

Passou a tarde a chover. Volta e meia entre tarefas parei para a ver cair na janela. Hoje podia ser um dia como os outros, mas a rua está cheia de namorados e semelhantes. Não tenho ninguém. Nem quando tinha gostava deste dia. Celebrar o quê? Se estás com alguém especial celebras isso todos os dias. Acho assim. Mas também estou farta de estar só. … Lembro-me do vizinho. Aquele pedaço de mau caminho… Volta e meia lembro-me dele… Posso usar o S. Valentim como álibi para lhe ligar. Sem hesitações, pego no telefone.

Como adoro os fins de tarde e noites chuvosas! Pijama, lareira e um bom copo de vinho são os meus acompanhantes neste dia de S. Valentim. Apesar de ter celebrado várias vezes nunca gostei deste dia. É como a versão comercial do Natal em que só se lembram em comprar, gastar o que não têm e mostrar aquilo que se recebe. Não entendo…
Dou um trago no belo Chardonnay quando o telefone toca. Marie… Que quererá a esta hora? Queres ver o lavatório entupiu outra vez? Não resmunga Vizinho… Ela compensa-te bem com o delicioso bolo brigadeiro.

– Tou vizinho? Olá… Olha… Arranjaste alguma namorada que te cobrasse provas de amor no dia em que se celebra o dia que o Padre Valentim foi morto por andar a casar soldados às contra as ordens do Imperador de Roma?

– Esse literalmente perdeu a cabeça por causa do Amor! Não é para menos pois ninguém gosta de ser negado o Amor em prol da guerra. Sabias que ele casava os soldados Romanos às escondidas do Imperador?

– Foi o que li… Um homem que acreditava no amor…  Queres vir até cá falar nisso? (Prometo que não te ponho a trocar lâmpadas)

Então anda. Vou abrir mais uma garrafa. Sabias que o vinho está associado à longevidade e ao bem-estar? E ajuda a libertar a mente e a quebrar medos. E acredita, acho que estou a precisar…

– OK… Tinha convidado eu, mas o vinho está na casa dele. Bora!
E saltei do sofá numa euforia meio inexplicável.
Somos amigos… Vou de pijama e pantufas…
Quando chego, a porta está aberta, vou entrando e anunciando a minha chegada.
Não esperava vê-lo ainda a apertar o botão das calças… Ai, Vizinho… Se não me controlo está tudo lixado!

Aquele sorriso e rubor na sua face comprometeu-a. Ofereço-lhe um copo de tinto e um sorriso. Ela retribui e envergonha-se. Esta não é a Marie que eu estou habituado.
Conversa puxa conversa, riso puxa descontracção, vinho puxa tesão. Estou a ferver e o volume das minhas calças comprometem-me.

Sinto a líbido pontapear as portas do armário onde a tranco.
– Não imaginas a vontade que tenho dessa tua boca!
Ele sorri… Sabe… Está farto de saber e sem dizer mais nada tira os copos da mesa, dá dois passos em direção a mim, levanto a cara à espera do beijo…
Mas não é o que faz…

– A menina dança?
Frank Sinatra ecoa no sistema de som enquanto agarro a sua mão e aperto a sua cintura contra mim. Por momentos ficamos a olhar um para o outro, libertando um sorriso tímido e lindo em uníssimo. No momento em que se encosta a mim sinto uma ligeira faísca no meio das minhas pernas e num reflexo desço a minha mão ao seu rabo. Que belo e macio rabo…

Quando me apertou contra ele, não sei se foi isso, se foi o vinho, senti-me tonta… Ébria de desejo… Desceu a mão para o meu rabo…
Vizinho… Eu não estou em condições de resistir… Estremeço… De tesão…

Afasto-a e noto a sua expressão de desejo, de líbido explosivo e vontade de se entregar ao momento. Não perco tempo, viro-a de costas para mim encosto-a à mesa da sala. Debruça-se sobre a mesa e num gesto repentino baixo-lhe as calças do pijama. Sem surpresa! Não tem cuecas… Já sabias para o que vinhas Marie… Passo a minha mão pelas suas costas libertando o resto da roupa deixando assim o seu corpo totalmente nu e à minha mercê.

Fico nua, corpo e alma entregues á vontade que o transforma…
Com força vira-me de costas, dobra-me sobre a mesa da cozinha, agarra-me as mãos atrás das costas… Fico leve nas mãos dele. Solto um gemido gutural quando me agarra por baixo. Aperta. Sinto transbordar a tesão por entre as pernas… Ele pára… “Pede!”
Peço… Hmmmmm anda… Fode-me!

Rapidamente o feitiço vira-se contra o feiticeiro! Num movimento rápido e muito delicioso deita-me sobre a banca da cozinha e cavalga-me sem dó nem piedade provocando um orgasmo em conjunto. Ofegantes e deliciados bebemos o resto do Chardonnay convidando a um resto de noite ainda mais prazeroso.
Nunca um S. Valentim se tornou tão quente e deliciosa. Numa noite onde o vinho escorregou, as roupas caíram no canto da sala e o desejo fluiu pelos nossos corpos, a celebração do Amor tornou-se um hino à luxuria e a todas as obscenidades quentes que o desejo possui.

E nessa faísca onde nos permitimos incendiar, sem mais que não a tesão do momento, fazemos acontecer, talvez, a mais genuína celebração de S. Valentim.

Marie
&
O Vizinho #69Letras

Cumplicidade

Quando preciso de falar da falta de tempo, da falta de dinheiro, da falta de afecto…. Quando preciso de falar da falta de sexo, da falta de tempo….

Penso naquela que tem sempre paciência, um Sorriso e uma palavra amiga para mim. Não me adianta querer apenas sexo selvagem, pois mesmo esse sem um quê de carinho não me seduz…

Seduzem-me as gargalhadas. A troca de segredos idiotas nas horas tardias.. As palavras doces, as palavras ásperas ….
O abraço que em luas de outras vontades, me sacia…

Consola-me a tristeza nos dias de aperto no coração, acalma a minha raiva e meu temperamento mesmo quando não quero sequer ver a minha sombra… Com aquele abraço sinto um calor tão bom que invade o meu coração e fico desarmado, eliminando quaisquer sentimento de maldade e revolta…

E às vezes a tesão… Pura, animalesca, aquela tesão de quem quer num momento perder toda história, a memória, a noção do tempo perdido, do tempo corrido, dos dias a fio…. A vontade carnal…
E depois de novo o afeto… Cobrindo todas as dúvidas, sarando feridas, e duas piadas ligeiras … Uma música ao tom dos sentidos… E todo um sentido real que nos toma de assalto…

Com um beijo na testa prendo-te a mim, segurando toda esta euforia neste abraço lindo e apaixonado.
É para estes momentos que vivemos a nossa paixão e nosso carinho, nossa cumplicidade e amizade… É por isto que Amo a vida de corpo e alma…

É por isso que te amo a ti.
Porque te dás sem que te amarrem os pretextos.
Porque gaguejas nesse teu corpo imenso e viril, porque choras.
Porque estás aí.
E sorris…

Marie
&
O Vizinho #69Letras