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Pensa… será que te sou indiferente?

Sou independente
numa vida pendente
onde me sinto de dependente
não só no coração como na mente!
Já devia ter-te esquecido
porque o caminho é em frente,
não banco de coitado nem de inocente
o erro foi meu mas como posso esquecer
um passado tão presente?
Pensa… e será que te sou indiferente?
É que nenhuma história acaba
quando ainda se sente.
És dona do meu inconsciente
até quando estou ciente.
Tens explicação para isto?
Eu tenho! É transcendente!

©CJAH 2016 #69Letras

—agora abri a garrafa.

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Talvez um dia acabe por ficar.
Hoje não é o dia.
Quero a liberdade de partir quando sentir que devo e experienciaras inúmeras mascaras da paixão!
Quero sentir todos os tons da paixão na minha pele, os cheiros, as temperaturas sem promessas ou amarras.
Quero o gosto doce do nascer de uma nova paixão nos meus lábios, e a despedida amarga que encerra essa mesma, para dar inicio a outra.
Talvez um dia acabe por ficar, hoje quero partir. Ah! E amanhã também.
Pertenço à paixão, talvez um dia te pertença.
Voltarei quando me embriagar.
Para já, ainda agora abri a garrafa.

Dá-me um abraço

Na fotografia: Meghann Stanley
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Dá-me um abraço e deixa que te arranque um pedaço para que possas partir mas um dia tornes a mim.
Dá-me um abraço de pedra e cal que penetre nas memórias e sobreviva com o passar das memórias.
Dá-me um abraço onde me arrancas um pedaço para que quando ao deitar sintas frio me possas recordar e sentires-te embalado pelo meu afago.
Dá-me um abraço sem principio e sem fim onde o dialogo atravessa as nossas peles num audível e perfeito rufar do bater dos nossos corações, onde sentimos naquele perfeito encaixe que só somos inteiros quando nos perdemos naquele nosso abraço.

Onde quero estar.

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Hoje perguntaram-me para onde eu gostaria de ir.
Respondi que gostaria de ir até um país qualquer com belíssimas praias paradisíacas.
Esta, foi a resposta que dei através dos lábios.
Sabes o que respondeu o meu coração?
Quero ir para os teus braços, é o único paraíso para onde quero viajar e quem sabe até, talvez morar.

Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

O perigo é teres receio do que desconheces

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O que é o perigo ?
Esse eterno desconhecido que nos impele as cautelas,
é o olhar penetrante quando estamos lado a lado,
é o mundo aberto que se tenta medir em tabelas,
é o corpo deitado de uma mulher em homem acautelado.

É a mulher no seu recôndito mais escondido,
é a vida que não se sabe mas que ás vezes nos sabe tão bem,
é o cheiro que não se tem e o sabor desconhecido,
é flor que não se abre mesmo quando o sol vem.

É o desejo de ter o que nunca se teve,
é o som da voz que nos embala no berço e nos faz esquecer,
é a noite feita dia e que em nosso peito contem,
a alegria de estarmos vivos mesmo sem saber o que dai advier.

O perigo é teres receio do que desconheces no passo descompassado,
de um coração ansioso mesmo sabendo que existem passos em vão,
é o que nos impele a sermos diferentes mesmo sabendo do passado,
e essa veia que temos de sangue na guelra e que nos dá a paixão.

Acautelando-nos, reservando-nos em nós nos acomodamos,
na esperança que a tristeza não nos faça voltar a chorar,
vivemos na certeza que aquilo que sonhamos,
não seja mais do que aquilo que algumas vezes nos faz pensar.

Em perigosamente vivemos muitas vezes mesmo ao pé do abismo,
como se tivéssemos o dom de o dominar,
tédio que se apodera de nós como um cataclismo,
e na certeza porem que algum perigo também é amar.

É  mulher sábia que o homem sabe dominar,
é a maneira hábil que tem de ser mulher,
é o homem que impelido pelo desejo se deixa enganar,
é a mulher que por está bem se deixa colher.

Viver perigosamente em vagas constantes,
deixa-nos exaustos sem saber muitas vezes o que fazer,
estarrecidos e desorientados ficamos expectantes,
que esse perigo nos possa algum dia acolher.

Mas a borboleta quando nasce da larva não sabe o perigo que é nascer,
mas da beleza que irradia em tempo seja ele de vida que num só dia,
e viva na sua mais completa alegria de poder por minutos viver,
nasce feliz por dar cor ao mundo e alegria.

Por isso te digo, perigo não significa negativo,
é apenas a incerteza que tem duas faces desconhecidas,
uma que tomamos com consciência que se erra porque se está vivo,
e outra que tomamos consciência por experiencias vividas.

Não há como fugir ao perigo mesmo que queiramos,
ele está presente em todo o lado,
mesmo quando nem do amor nos aproximamos,
e muitas vezes nos refugiamos no nosso triste fado.

Por isso vive com alegria e esperança,
leva as coisas de mente aberta e por isso te digo,
conhece, levando sempre na lembrança,
belos momentos vividos em cima desse mesmo perigo.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

O nosso crescimento depende todo da dor

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Deixo-vos algo diferente para reflectirem.

No decorrer das nossas vidas passamos por tantas almas.
Encontramos pessoas amigas, pessoas tranquilas, complicadas, sofridas, amadas…cada relação é uma aula de aprendizagem.
Há quem seja negativa e se nutre da escuridão, mas há o reverso de quem transborda de luz, de felicidade..pessoas abençoadas, positivas.
Quando achamos que já vimos tudo, bate-nos à porta mais uma desilusão…mais uma lição de vida!O nosso crescimento depende todo da dor, pois não vi ainda ninguem a crescer do riso.
Assim é a nossa estrada da vida… uns dias ensinando outros aprendendo,outros dias decpecionando outros surpreendendo…. é uma estrada árida, mas às vezes florida.
Todos nós temos as nossas feridas, umas maiores que outras que custam a sarar mas, nesta estrada que percorremos arranjamos sempre uma força surreal para as sararmos…

Tenham uma BOA NOITE!!

LOLA