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Coração cheio

10h20 da manhã.
Parei o carro, respirei fundo.
Ganhei coragem.

Entro ginásio adentro com mais preguiça que vontade, mas mais um dia tem de ser.
Juro que vou de alma e coração, sabem porquê?
Não tarda está ai o verão !

Calcei os ténis, o calção bem justo ao rabo.
De toalha e garrafa de água na mão congelei à entrada da sala de máquinas de ginásio.

Moreno, cintura cavada, abdominais esculpidos.
Sorriso maroto e olhar sedutor.
Contemplei-o de cima a baixo sem perder um único pormenor.
Pela minha saúde, era apenas dele que eu necessitava. De um treino árduo com ele
Com ele não me custaria de certo!
passo a passo lá fui…
“Então Krishna, que treinamos hoje?”

Não sei se pensei ou se disse:
“Hoje apetecia-me treinar em ti…”

Sei que de certo a boca dele rasou o meu ouvido e segredou de leve:
“Jacuzzi”

Toda eu tremi. Nem sabia bem ao certo o que ali tinha acontecido, mas nem por sombras iria desperdiçar tal escapada.

Sala do jacuzzi trancada e passeando aquele rabo tonificado a minha frente, toda eu gemi por dentro. A minha pouca roupa saltou e eu para dentro do jacuzzi fui, agarrar-me a todo aquele pedaço.
Conseguimos suar dentro de um jacuzzi…

Até que um estrondo ouvimos.
Pelos vistos o dono do ginásio estava a porta do jacuzzi!
Saltei envergonhada e rapidamente vesti-me, abri a porta como se nada fosse…
Bem …demasiado corada e seca à pressa.

Mas satisfeita, muito satisfeita por mais um treino cumprido, saio de coração cheio.

 

© Krishna 2017 #69Letras

Seria o teu verão se me deixasses…

Seria o teu verão se me deixasses,
por mais que te lembrasses que a tua vida é um senão,
seria o calor da areia quente em teu dorso,
a agua que varre esse coração que não palpita,
que nessa forma maldita indisposto, se sobranceira,
se põe em bicos de pés, dessa maneira tão vazia,
sem querer deixar mensagem á deriva numa garrafa vadia,
que dá á costa, e não vagueia, ali fica inerte a espera,
que eu me lembre de quebrar a monotonia.
Seria a tua primavera, de cheiro a flores campestres,
mesmo em beijos que nunca me deste, sobrevivo,
musa dos meus pensamentos e me deixa assertivo,
por não conseguir sair a rua quando faz sol e nos lamentos,
da calçada que piso, vejo as gotas de tuas lágrimas, résteas da chuva de ontem,
teus tormentos, minhas saudades que improviso, por não te ter,
por não te conseguir ver, nas folhas dos abetos que me circundeiam,
e imaginar que em seus ramos nossos corações passeiam, libertos.
Poderia ser o teu verão se me deixasses ou até primavera de teu cheiro repleto,
ou até inverno que me encoberto no teu calor de lareira acesa, me afogasses em teus braços,
e ali ficasses, á espera do meu outono, de roupa despida, princesa de corpo nú na surpresa,
de não haver dono, nem dona, apenas deitada sobre a mesa, á luz da vela,
apreciar a beleza nessa semiescuridão em que a tua sombra deitada sobre mim,
te faz tão bela, tão sensível a meu toque, nesse choque em que te fechas como flor na minha mão.
Seria o teu verão se me deixasses…

Uma noite que nunca mais vou esquecer…

Texto Erótico|M18
Há uma noite que nunca mais vou esquecer… Era Verão, por volta da uma da manhã e estava imenso calor. Estava eu a passar na Rua Dr. Manuel Espírito Santo em frente a escola EB 2 e 3 de Luís António Verney quando avisto um casal no pátio da escola aos beijos… Só reparei neles porque não eram meros beijos, eles beijavam-se intensamente. Notava-se bem o desejo mútuo entre eles. Sem consciência do meu ato, escondi-me atrás de um dos arbustos e fiquei a velos. Vejo o homem encostar a mulher a parede e suas mãos deslizarem para um dos seios da mulher, com um movimento rápido sua blusa e sutiã desceram para sua cintura o que deixou a vista uns belos seios espetados. Aquele homem cheio de fome agarra num dos seios e começa a chupar. Vi aquela língua percorrer cada centímetro dela e desejava que fosse eu… Levei a mão esquerda aos seios e a direita a coxa. Como estava de vestido bastou-me deslizar à mão em direção a minha vulva e sentir o quão molhada já estava simplesmente vendo aquele casal se amar. Ele levantou a saia da mulher virou-a de costas para ele e desviando sua cueca penetrou-a bem fundo e forte. Ela deu um grito que se transformou num intenso gemido. Enquanto ele investia nela eu penetrava-me com dois dedos. Os meus movimentos estavam sincronizados com as investidas dele. Levei os dedos a boca para me saborear e penetrei-me novamente… As investidas começaram a ser mais rápidas e os três atingimos a êxtase ao mesmo tempo. Sem dar tempo para recuperar o fôlego apressei-me a recompor-me e a sair dali, para que ninguém me visse. Com passos rápidos encaminhei-me para casa do meu namorado e cheia de desejo passei uma noite intensa e prazerosa com ele.

Peregrinus #69Letras

Imagem: Taylor Hill by Miguel Reveriego

Sejamos alegres como as manhãs de primavera.

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Quero que passe o inverno, e não pelas saudades que me traz do verão, mas este tempo frio e chuvoso faz-me tremer e sucumbir ás mais infinitas tentações de desejoso carnal, do tédio que se revolta no meu corpo com a saudade de ti. Vislumbro nas gotas que caem na minha janela cada curva de teu desenhado corpo, e imagino-te a ver gémeas desta gota bater incessantemente na tua, pedindo que o meu conforto sejam teus braços, e pernoitar contigo, calorosamente, pelos simples facto de te ter a meu lado. Quero que passe o inverno porque esta imagem não me serve de consolo e a ti não serve de guarida no escuro da solidão. Sejamos alegres como as manhãs de primavera.

Ricco #69Letras
Na fotografia: Monica Bellucci

 

 

 

Poesia da adolescencia

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A vida deixou-nos seguir caminhos diferentes, viver aquela que deveria ser a nossa história com outros personagens, e apesar daquele adeus, apesar de todas as novas escolhas que se fizeram, ontem, passados tantos anos, os dois adolescentes que um dia se amaram e sonharam para sempre juntos ficar, voltaram a encontrar-se depois de nos despirmos de armaduras, mágoas, orgulho. Quando as defesas se dissiparam, voltámos a renascer no olhar um do outro.
Olhámo-nos com a mesma poesia de quando éramos adolescentes, parecia que não estivemos separados por sete Verões… a vida modificou a tua menina, mas foi quando disse adeus às defesas que o amor que sempre sentiste por mim e o mantiveste em cativeiro se libertou no teu olhar. Sorriste e disseste: Já me tinha esquecido que é por isto que me apaixonei por ti!’.

 

A Vizinha

Imagem: Via Pinterest

No meu peito… apenas uma cor o veste.

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Li por aí que a cor preta absorve todos os raios luminosos e que não reflecte nenhum.
Até pode ser, mas o tom da tua pele, faz engrandecer a minha pele branca.
A minha pele pálida, ganha vida e calor quando misturada com a tua. Tu fazes emergir beleza à minha pele, tu tornas-me bela quando me rodeias com a tua cor de verão!
Nas tuas mãos, sou uma pequena pérola branca, que acresce valor sob o contraste da tua pele.
Tu libertas a minha luz, e tu, és a excepção do que se diz, pois vejo na tua pele o reflexo da minha luz!
A tua pele, é das peles mais belas que alguma vez tive o prazer de tocar.
Toco-te como se eu fosse a tua criadora. Como se das minhas mãos a tua silhueta tivesse resultado. Percorro o teu corpo, e admiro a tua textura… textura de seda, que brilha sobre o meu olhar… Provo cada pedaço de ti…. sabor doce que lava a pele, e eu deleito-me, sugando o teu aroma nos meus lábios de pérola branca.
No meu peito… apenas uma cor o veste.
O meu coração veste o tom da pérola negra.

Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.

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Espero.
Por ti!
Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.
Por ti eu espero.
Logo
Logo, tu vais chegar com o brilho das estrelas a reflectir no teu olhar.
Daqui a pouco a lua sobe ao céu e tu vens com o teu sorriso encantado.
Por ti, controlo as saudades mas só até me colar ao teu corpo, aí, solto a respiração desenfreada no teu pescoço.
Por ti, eu espero.
Por ti, vejo as árvores despirem-se, o vento a levar as suas roupas e a chuva a devastá-las, pois tu vens com o primeiro raiar do sol apaixonado da primavera.
Tu és a primavera, neste inverno.
Por ti, espero e sorrio, mesmo quando o frio gela a minha pele e à minha volta todas as sombras têm o calor de um abraço.
Eu não quero um abraço, quero o teu abraço.
Por ti, a eternidade é o tempo certo para te esperar.
Sabes?
Já consigo ouvir os teus passos num cantinho do meu coração.
Não tardas!
Eu, não vou a lado nenhum, e aqui sentada a observar a mudança das estações, espero a primavera, vestida de paixão para te tornar verão.
Quando chegares seremos mais quentes que o sol.