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Só me apetece desaparecer

Estou num daqueles dias que só me apetece desaparecer.
Ir até uma praia deserta.
Sentir a areia nos pés e um vento leve na cara.
Sentar-me e desligar de tudo.
Hoje estou assim – a precisar do meu cantinho para esquecer tudo e desaparecer por um tempo.
Poder sentir o mar no meu corpo assim como o cheiro.
Poder dar um mergulho e lavar todas as mágoas e tristezas.
Quero gritar, chorar e sorrir como uma perdida.
Hoje estou a precisar.

Peregrinus #69Letras

Já trato os ciúmes por tu!

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Conheci o ciúme no mesmo momento em que te conheci a ti. Desde aí que morro de ciúmes de tudo o que está contigo sempre que não estou como é caso do vento que te cheira a pele ou o casaco que te abraça; as meias que te cobrem as pernas e os sapatos que te levam para longe de mim; a agua que te molha os lábios e os alimentos que se deleitam com o gosto da tua boca; do creme que te lambuza o corpo e do teu cabelo que massaja o pescoço; do telemóvel que escuta a tua voz e do banco do carro que te dá colo.
É grave.
Não consigo evitar estes ciúmes loucos de tudo o que te tem quando não estou.

 

A Vizinha

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A vida como a conheço, desapareceu assim como tu.

 

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Fotografia: Via Pinterest
Talvez um dia o Universo nos permita viver a ‘parte II’ dos nosso amor.
Hoje és a lágrima que escorre pelo rosto quando o vento me beija, e eu sorrio.
Sorrio, com memórias felizes, com a fantasia de um dia voltarmos a sorrir juntos.
Às vezes, fixo as estrelas e partilho com elas histórias de quando me amaste.
Para mim, nem para as estrelas que acolhem cada palavra que partilho, acredita que o nosso amor nunca cairá em desuso, foi um amor anónimo, mas digno de ser representado em livros, em peças de teatro, filmes, digno de ser eternizado nem que seja só no meu coração. E é o que basta. É o nosso amor. Nosso. Ninguém o saberá medir ou igualar, sentir ou emocionar como nós…
Este adeus forçado obriga-me a enfrentar a vida sem ti, mas meu amor, escondo-te nas minhas memórias, declamo o teu nome sempre que me perco a fitar o horizonte, desejo e suplico ao vento que me traga por instantes a memória do teu cheiro.
Amo-te em segredo e espero-te em silêncio, porque sei que,
um dia retornarei a ti.
Um dia retornarás a mim.
Um dia retornareMos.

 

A Vizinha

Devolve-me…!

Fotografia: Louise Coghill Photography
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Foste-te embora com a força de um vendaval! Tal como o vento que varre tudo à sua passagem, também tu partiste, e levaste a minha pele, o meu sangue, a minha pulsação, o meu coração… não precisas de voltar, devolve apenas o que levaste.

Quero um abraço que me deixe libertar

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Sei do que estou a precisar.
Sei o que me está a fazer falta, mas desconfio que se o fizer irei desfazer-me em lágrimas e receio, sozinha não ser capaz de suportar.
Pudesse eu, largar esta dor num abraço quente, mas onde paira este abraço que tanto preciso, quem o carrega?
Onde está quem se deixe afogar nas minhas lágrimas?
Quero um abraço que me deixe libertar.
É numa falésia que gostaria de estar neste momento. A ver o mar e a ser apaparicada pelo vento. (Quero o vento gelado no rosto e o céu cinzento a sombrear o mar revolto do inverno).
Vou fechar os olhos e ouvir-me. Vou ouvir tudo o que não digo, tudo o que não escrevo e o vento vai levar para o mar as lágrimas salgadas que me lavam a cara.
E de repente o teu abraço surgirá por trás… viras-me para ti e seguras o meu rosto com as mãos largando um leve beijo nos lábios…
Quando não existir mais lágrimas, em silêncio iremos tomar um banho quente, e já na cama… serei embalada pela melodia da tua respiração…
© Cátia Teixeira 69 Letras 2017

Não tenho pressa de chegar ao fim.

Aqui, te confesso que seduziste a minha pele e deste um novo despertar ao meu corpo.

 

Sim, ele aclama pelo teu corpo, despido, no meu.
Aquela noite que subtilmente lançávamos ao vento o desejo de acontecer, teve, finalmente direito ao primeiro episódio.
Sei que tu, estejas onde estiveres, estejas a fazer o que quer que seja, estás a inventar os episódios que se seguem assim como eu… Mas sabes? Não tenho pressa de chegar ao fim.
Duas almas como as nossas necessitam de degustar o s3xo em toda a sua dimensão.
Vou descortinar, contrariar, confundir e dominar os teus cinco sentidos.
Iniciámos esta viagem que só irá terminar quando os nossos corpos se incendiarem pela fricção da nossa química enquanto saciamos o desejo carnal da mente e da alma.

 

 

Até lá… Exploramos….

Para já … Quero ver-te de novo.

 

Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 2013