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Comemoração do nosso S. Valentim

Texto Erótico|M18

Passou a tarde a chover. Volta e meia entre tarefas parei para a ver cair na janela. Hoje podia ser um dia como os outros, mas a rua está cheia de namorados e semelhantes. Não tenho ninguém. Nem quando tinha gostava deste dia. Celebrar o quê? Se estás com alguém especial celebras isso todos os dias. Acho assim. Mas também estou farta de estar só. … Lembro-me do vizinho. Aquele pedaço de mau caminho… Volta e meia lembro-me dele… Posso usar o S. Valentim como álibi para lhe ligar. Sem hesitações, pego no telefone.

Como adoro os fins de tarde e noites chuvosas! Pijama, lareira e um bom copo de vinho são os meus acompanhantes neste dia de S. Valentim. Apesar de ter celebrado várias vezes nunca gostei deste dia. É como a versão comercial do Natal em que só se lembram em comprar, gastar o que não têm e mostrar aquilo que se recebe. Não entendo…
Dou um trago no belo Chardonnay quando o telefone toca. Marie… Que quererá a esta hora? Queres ver o lavatório entupiu outra vez? Não resmunga Vizinho… Ela compensa-te bem com o delicioso bolo brigadeiro.

– Tou vizinho? Olá… Olha… Arranjaste alguma namorada que te cobrasse provas de amor no dia em que se celebra o dia que o Padre Valentim foi morto por andar a casar soldados às contra as ordens do Imperador de Roma?

– Esse literalmente perdeu a cabeça por causa do Amor! Não é para menos pois ninguém gosta de ser negado o Amor em prol da guerra. Sabias que ele casava os soldados Romanos às escondidas do Imperador?

– Foi o que li… Um homem que acreditava no amor…  Queres vir até cá falar nisso? (Prometo que não te ponho a trocar lâmpadas)

Então anda. Vou abrir mais uma garrafa. Sabias que o vinho está associado à longevidade e ao bem-estar? E ajuda a libertar a mente e a quebrar medos. E acredita, acho que estou a precisar…

– OK… Tinha convidado eu, mas o vinho está na casa dele. Bora!
E saltei do sofá numa euforia meio inexplicável.
Somos amigos… Vou de pijama e pantufas…
Quando chego, a porta está aberta, vou entrando e anunciando a minha chegada.
Não esperava vê-lo ainda a apertar o botão das calças… Ai, Vizinho… Se não me controlo está tudo lixado!

Aquele sorriso e rubor na sua face comprometeu-a. Ofereço-lhe um copo de tinto e um sorriso. Ela retribui e envergonha-se. Esta não é a Marie que eu estou habituado.
Conversa puxa conversa, riso puxa descontracção, vinho puxa tesão. Estou a ferver e o volume das minhas calças comprometem-me.

Sinto a líbido pontapear as portas do armário onde a tranco.
– Não imaginas a vontade que tenho dessa tua boca!
Ele sorri… Sabe… Está farto de saber e sem dizer mais nada tira os copos da mesa, dá dois passos em direção a mim, levanto a cara à espera do beijo…
Mas não é o que faz…

– A menina dança?
Frank Sinatra ecoa no sistema de som enquanto agarro a sua mão e aperto a sua cintura contra mim. Por momentos ficamos a olhar um para o outro, libertando um sorriso tímido e lindo em uníssimo. No momento em que se encosta a mim sinto uma ligeira faísca no meio das minhas pernas e num reflexo desço a minha mão ao seu rabo. Que belo e macio rabo…

Quando me apertou contra ele, não sei se foi isso, se foi o vinho, senti-me tonta… Ébria de desejo… Desceu a mão para o meu rabo…
Vizinho… Eu não estou em condições de resistir… Estremeço… De tesão…

Afasto-a e noto a sua expressão de desejo, de líbido explosivo e vontade de se entregar ao momento. Não perco tempo, viro-a de costas para mim encosto-a à mesa da sala. Debruça-se sobre a mesa e num gesto repentino baixo-lhe as calças do pijama. Sem surpresa! Não tem cuecas… Já sabias para o que vinhas Marie… Passo a minha mão pelas suas costas libertando o resto da roupa deixando assim o seu corpo totalmente nu e à minha mercê.

Fico nua, corpo e alma entregues á vontade que o transforma…
Com força vira-me de costas, dobra-me sobre a mesa da cozinha, agarra-me as mãos atrás das costas… Fico leve nas mãos dele. Solto um gemido gutural quando me agarra por baixo. Aperta. Sinto transbordar a tesão por entre as pernas… Ele pára… “Pede!”
Peço… Hmmmmm anda… Fode-me!

Rapidamente o feitiço vira-se contra o feiticeiro! Num movimento rápido e muito delicioso deita-me sobre a banca da cozinha e cavalga-me sem dó nem piedade provocando um orgasmo em conjunto. Ofegantes e deliciados bebemos o resto do Chardonnay convidando a um resto de noite ainda mais prazeroso.
Nunca um S. Valentim se tornou tão quente e deliciosa. Numa noite onde o vinho escorregou, as roupas caíram no canto da sala e o desejo fluiu pelos nossos corpos, a celebração do Amor tornou-se um hino à luxuria e a todas as obscenidades quentes que o desejo possui.

E nessa faísca onde nos permitimos incendiar, sem mais que não a tesão do momento, fazemos acontecer, talvez, a mais genuína celebração de S. Valentim.

Marie
&
O Vizinho #69Letras

Valentino, sê meu.

Que manhãs!
De moleza, ternura e preguiça…
Tenho expulsar toda esta vontade de nada fazer para fora de mim!
Adoro esticar o esqueleto e sentir toda a pressão de uma noite bem passada a sair suavemente …
Acordar e não te ver é tortura sabes disso? Adoro-te demais para não saberes isso.
És calor entre a brisa fresca da noite que corre entre nós, o meu fresco quando me elevas aos 100°C.
Sem dúvida, o meu peso, conta e medida…tudo o que necessito.
Sei que sabes.
Peço-te que não te esqueças.
De longe o melhor que me rodeia…para além destes lençóis pretos que me enrolam o corpo estourado de uma noite perdida de amor, que ainda tem a forma desse templo que tanto contemplo, o cheiro e o toque.
Meus Deus!
O toque, a suavidade e brutalidade selvagem de um verdadeiro homem…
Continuo preguiçosa para sair desta cama…
Encurtas a distância do dia, com as tuas atitudes, o teu ternurento ser, e querido pensamento…que em todos os momento se relembra de mim.
És deveras o melhor de mim, o melhor para mim.
Serão sempre poucas as palavras para te agradecer, serão sempre poucos pequenos almoços na cama para te mimar tanto quanto me mimas a mim.

Valentino, sê meu.
Neste dia, e todos para o resto da nossa vida.

 

Krishna #69Letras