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Molha-me a mente, refresca-me os sentidos…

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Seca-me com prazer, sentir sede.
Molha-me a mente, refresca-me os sentidos.
Não escondas, excita-te. Mais que muito…
Só de estar aqui, entregue a ti.
Que dependência tenho do teu beijo.
Do teu calor em cima de mim.
Faz-me suar
Gemer e gritar.
Faz-me transpirar.
Sim…por favor…
Solto palavras com esta língua que o teu corpo percorreu.
Inunda o meu corpo.
Faz-me babar por onde falta…

Krishna    69Letras

Não era para ser assim.

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Fotografia: Via Pinterest

 

Não era para ser assim.
Era para chegar e quando nos olhássemos sermos apenas a lembrança de um passado.
Era para ser um “olá tudo bem” “foi bom ver-te”, e não um abraço que nos fez tremer a alma, suar a pele, e querer que aquele reencontro se tornasse suspenso por toda a eternidade.
Não era para ser assim, porque tens outro alguém.
Mas aquele reencontro tão inocente, tão certo como dois bons amigos, se tornou no pecado que tão docemente errado nos levou a transpirar na pele um do outro.
Poderia ter sido um “ola tudo bem”, meramente carnal, mas não. O sentimento à muito deixado para trás veio reivindicar o direito de voltar a ser vivido e agora todos os dias erramos e alimentamos este nosso pecado.
E este pecado embora amargo para ela, para nós é a sobremesa que não resistimos a pedir, repetir devorar e consumar.

A Vizinha

Qual cama qual ninho!

 

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Qual cama qual ninho!
Gosto é de me enroscar no teu colo quando te sentas na tua cadeira de descanso.
Quero é o meu corpo livre de roupas em cima da tua pele também nua… es quente.
No teu colo,
Esfrego-me
Enrosco-me
Encosto-me
Desencosto-me
Cheiro-te
Embriago-me
Enlouqueço
Umedeco…. e eu quero-te e tu negas, rejeitas-me e inflamas-me!
No teu colo rosno no teu ouvido súplicas de desejo, lambo e mordisco os teus lábios na tentativa de te roubar os beijos que não me estás a dar, lambo o teu pescoço e fico a salivar com o teu sabor, dou murros no teu peito devido à tesão, encosto-me
Aperto-me
Ajeito-me no teu sexo, sinto-te duro, esfrego-me, molho-te as pernas com o que escorre entre as minhas pernas, imploro, transpiro e por fim…
Cedes e sossegas-me.

 

A Vizinha

Como se volta à vida quando parte de nós nos abandona?

 

Eu não acreditava na vida depois da morte… No inferno…
Mas depois de ti…

Aprendi que ninguém sai de um amor com vida.

É óbvio que estou vivo, respiro, o meu corpo move-se dia após dia…
Mas a minha alma, o meu brilho, o meu lado de menino apaixonado, o meu encanto…
Levaste contigo no dia em que me deixaste.
Habito agora um corpo apático que outrora transpirava emoções…
Sobrevivo neste inferno que é não te ter e eu não chamo isto de estar vivo.

Como se volta à vida quando parte de nós nos abandona?

A falta que tu me fazes, ninguém faz.
A paz que tu me trazes, ninguém traz.
As saudades com que tu me deixas, ninguém deixa.

KingOfMysteries #69Letras