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Perigos do BDSM

Oiiiiiiiiii pessoal, como vai isso?
Mais uma quarta feira, né?
Vocês ainda não se fartaram disto?!
Como fiquei sem assunto tava a pensar começar a escrever poemas sobre BDSM, que acham?
Nahhhhh tava no gozo, vocês não queiram que escreva coisas dessas, isso fica para as autoras do blog como a Lola e a Lilith que percebem disto.
Eu sou mais de acção que de escrita, por isso é que a rubrica é um desafio.
Juroooooo que estou a fazer um esforço para não dizer muitos disparates e manter alguma seriedade no que vos trago semanalmente, apesar de ser difícil pois a minha vontade era avacalhar.
Mas vá, eu já estico a corda demasiado qualquer dia recebo um raspanete aqui da Dona do condomínio e lá fico eu de malas à porta e depois? O que vai ser de mim?!
Quem vai ler os meus devaneios das quartas-feiras?!
Pois bem, tá na hora de falar sobre assuntos sérios, malta ponham as vossas caras de jogador de Poker que o assunto assim o exige.

PERIGOS DO BDSM.
Sim em caps lock e tudo que é pra ser mais visível e não meto em Bold porque já era demasiado.

Agora fora de brincadeiras, sim o BDSM pode ser perigoso já vos falei de práticas que tinham advertências do género “Não fazer isto em casa”
E sempre que possível dei conselhos de como podem minimizar os perigos se resolverem experimentar por vossa conta e risco, quem é amiguinha?Quem é?!
A ideia é que se tente não correr riscos desnecessários, a não ser que seja propositado, ehehe aí pronto temos pena e vão se queixar ao Tota.
Mas ir ao supermercado também pode ser perigoso, já vi muito boa gente a provar uvas antes de comprar que nem lavadas estão com paletes, resmas de germes.
Pahhh até andar de metro hoje em dia é um perigo.
Por isso podem praticar BDSM que às tantas aleijam-se menos.
NOT, a não ser que sejam Top´s aí não se aleijam muito é verdade, bem eu fico com as mãos negras das palmadas que dou e fico ás vezes com nódoas negras em sítios estranhos, mas é do entusiasmo nem dou conta que me estou a aleijar.

Se eu fosse falar de todos os perigos que envolve a prática de BDSM tinha de escrever um testamento daqueles, por isso vou resumir um pouco.

Definir limites e Contratos.
Pois bem se formos a ver uma das formas de uma pessoa se proteger também passa por saber ao certo os seus limites físicos, psicológicos, emocionais e éticos.
À partida se isso estiver bem estipulado entre participantes a coisa corre bem, caso não estejam pode dar para os dois lados.
Ou a parte dominante opta por ir aos poucos testando limites sempre com bom senso e tomando as devidas precauções ou então se for assim tudo abandalhado dá merd@, desculpem a franqueza.
Eu pessoalmente não faço contratos, não porque ache desnecessário muito pelo contrario mas sinceramente acho que não se aplica, como o tipo de relacionamentos D/s que gosto existe muito diálogo então facilita bastante nesse aspecto.
Tenho contratos verbais vá.
Além que para efeitos legais os contratos não têm qualquer legitimidade.
Mas voltando aos limites, é a base de tudo e de qualquer tipo de relação que possam encontrar neste meio.
Limites são isso mesmo, limites e serve para serem respeitados.
Claro que existem limites ultrapassáveis e limites intransponíveis acho que não preciso explicar a diferença de ambos.
Agora caso já tenham lido sobre relacionamentos TPE (total troca de poder) como relações D/s de Dono/a e Escrava/o podem ter ficado com a impressão que limites não há nenhuns mas ao meu ver, sim, têm limites dentro do que se considera legal.
Pois mesmo dentro do BDSM , abuso é isso mesmo abuso logo é crime, qualquer tipo de relação se algo for feito contra a vontade de um dos participantes não deixa de ser criminoso.
Dou-vos um exemplo, imaginem que se trata de uma relação Dono e Escrava e supostamente não existem limites nenhuns, certo dia ao Dominante dava-lhe na cabeça de prender e forçar a Escrava a ter relações sexuais recorrendo a violência contra a vontade da mesma.
Isso não deixa de ser uma violação, dentro de uma relação sim mas temos de dar nomes às coisas.

É crime.
Não é por uma pessoa aceitar uma relação TPE que deixa de ter palavra no que lhe acontece.
A ultima palavra é sempre de quem se entrega, acho que já disse isto várias vezes.
Talvez alguns praticantes de BDSM Hard discordem de mim, mas heiiiii quem escreve aqui sou eu.
Não sou a Dona da razão mas é este o meu ponto de vista.

Perigos silenciosos.
Depois existem aqueles tipo de perigos que uma pessoa nem dá conta que pode se dar mal.
A importância da palavra SEGURO.
Pois já falei várias vezes na importância de ter o material limpo e etc e  tal wiskas saquetas para prevenir fungos, infecções bacterianas entre outras.
Mas e coisas mais importantes como fazer exames regulares, principalmente se existirem mais que um parceiro sexual e se forem praticantes de BloodPlay.
Não partilhar brinquedos ou material como floggers, canas chicotes e afins.
Pois bem, muitas vezes em espaços de BDSM como bares e afins é comum haver plays com material fornecido pela casa, não acho piada nenhuma a isto.
Quem vos garante que aquele objecto já não foi usado em alguém até rasgar a pele?! Quem vos garante que não vos faça um rasgo em vocês?! Entendem onde quero chegar?!
É uma questão de bom senso NADA DE PARTILHAR material faz favoriiiiii, e se por ventura acharem por bem irem numa brincadeira onde é usado um objecto que possa resultar em ferimento que não saibam que foi devidamente higienizado pahhh deixem lá isso de lado.

Pessoal, claro que perigos existem, muitos sim, é um facto mas claro que quando se tem acesso a informação não há desculpa para cometer erros básicos que podem pôr em risco a integridade física, mental ou emocional de cada um.
Por isso tenham cuidado, acima de tudo tenham a certeza que confiam o vosso corpo e alma à pessoa a quem se entregam, isto para Bottom´s, quanto aos Top´s falo para quem está ainda no começo, leiam, aprendam, não tem mal nenhum dizer.
“-Eu não sei muito sobre isso, mas vou me informar.”
Humildade para assumir os seus pontos fracos e respeito pela pessoa que confia em vocês.

E com esta vou encerrar por aqui a conversa que já dei muito assunto para lerem.

Uma valente lambidela no nariz pra todos.
Até prós ranhosos que torcem o nariz com as coisas que escrevo.
©MissesKat #69letras

 

E porque falei em abuso  e violência deixo aqui os contactos da APAV porque falar pode fazer a diferença.

Podem contactar através da Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da Linha de Apoio à Vítima: 116 006 (chamada gratuita, dias úteis 09h-19h) ou www.apav.ptapav.sede@apav.pt

 

Respeito,Poder e Entrega .

Agora que já conhecem um pouco mais sobre o “Quem é quem?”  já posso falar sobre alguns tipos de relacionamentos que podem encontrar neste meio.

Tudo começa com o conceito de cedência de poder ou como alguns se referem “power exchange”, já tinha dito anteriormente qualquer relação independentemente que possa haver ou não envolvimento pessoal a palavra de ordem é “respeito”
Quando aceitamos ter o controle ,aceitamos a responsabilidade que isso acarreta ,temos de cuidar, aconselhar e proporcionar experiências sempre tendo em conta os desejos de quem a nós se submete.
Qualquer prática seja de humilhação, infligir dor enfim não interessa o que quer que façamos são ferramentas usadas para obter uma reacção no bottom.
Seja de forma de correcção ou apenas prazer,entendam que se um submisso for humilhado não é porque a parte Dominante tem desdém pela pessoa pelo contrario respeita-o.
Se um Top sádico inflige dor na sua submissa não signifique que não a ame.
Pode parecer confuso ,mas é assim mesmo.
Ao meu ver para que um relacionamento desde cariz funcione a parte dominante entende que o verdadeiro poder está sempre na mão do submisso/a.
Pois se formos a ver quem se entrega tem sempre a ultima palavra ao que acontece e é quem escolhe ceder o poder, pois ele não pode ser tirado e não se ganha , é sim como um presente que nos é dado.
Espero que entendam que não falo por todos os praticantes e esta é a minha percepção,a informação que transmito é apenas um mecanismo de aprendizagem para quem quer saber mais sobre este assunto ou está a iniciar.

Já agora alguns de vocês podem ter ouvido falar de BDSM de quarto e como muita gente anda a experimentar trazer o BD e SM para o leito conjugal e que bem que fazem afinal nada melhor que apimentar as coisas , certo?!
Á conversa com várias pessoas acabo sempre por explicar a diferença de ser passivo e activo e ser dominador/a ou submisso/a,aproveito já para pedir que não confundam isso,somos passivos ou ativos não faz de ninguém dominador ou submisso,pode ser?!É que ser dominador/a não é coisa assim que se aprenda em 5 minutos convém fazer TPC´S ehehe e uma mulher não é submissa só porque de longe em longe adora levar uns valentes estalos na cara que lhe puxem o cabelo e chamem de cadela,ok?! Ainda bem que essa parte ficou entendida.
Já para não falar que sexo não está sempre presente nas relações DS ,BDSM não é foda vai bem alem disso .
Desculpem se estraguei aí algumas fantasias lol,mas a verdade é que nem todos os praticantes o fazem isso vai depender de muita coisa.

A verdade é que não há BDSM certo ou errado tudo é válido seja Hard,Soft,Sensual Dominance ,Gore enfim cada um vive á sua maneira eu por exemplo gosto de relacionamentos DS 24/7 significa que mantenho contacto com quem me pertence e crio um relacionamento com a pessoa ou seja não se limita a sessões esporádicas ou praticas regulares, existe quase que um vinculo de amizade a diferença é na postura pois trata-me pelo meu titulo nunca me trata por tu e nunca deixamos o nosso alter ego ou seja assumo sempre postura de Domme e ele de submisso.
Mesmo que seja pra reclamar do tempo ou porque o Sporting perdeu de novo,ehehe.
Não quereria de outra forma,afinal o tipo de submisso que gosto são Pet´s e como qualquer bichinho de estimação cuido, dou atenção , treino e moldo aos meus gostos recebo em troca devoção completa e entrega total , para mim é mais que perfeito.

Por falar em Pet´s outro tipo de relacionamento semelhante a este é o que os Daddys Dom´s ou Mommys têm com os seus Littles também existe um cuidado e proximidade para não falar de intimidade para com este tipo de submissas/os pois neste tipo de relação há carinho não é só castigos e rabinhos vermelhos de levar com chibatas ou réguadas lol.
E os Daddys ou Mommys têm cuidados extras com estes tipos de submissos, dão atenção, cuidam, disciplinam mas ao mesmo tempo faz da dinâmica deste play .

Mas se formos falar de um escrava aí a coisa muda de figura pois as expectativas são completamente diferentes que as de uma baby girl ,uma escrava á partida sabe que o seu propósito de existência é para dar prazer ao seu Dono/Mestre e sem questionar servi-lo da melhor forma que pode, não contraria não há cá quereres ou birras é uma coisa completamente distinta outro tipo de ligação além que é raro um relacionamento genuíno de escrava/o e Mestre/a não se vê aí aos pontapés, pois o envolvimento passa para além de plays e mistura com a vida baunilha é comum ver casais neste tipo de relacionamentos em que vemos num contexto de dia a dia a submissa ou o submisso a usar um adereço que aos olhos alheios pode parecer um simples colar ou pulseira mas que o significado é que pertence a alguém e aquilo que usa simboliza essa união, tal qual uma aliança de casamento, ao meu ver são muito intensos este tipos de relacionamentos onde se pratica o TPE (Total Power Exchange)que resumido é uma entrega total  é de louvar quem tem este estilo de vida.

O escravo/a nunca deixa de o ser seja em contexto familiar,social enfim é escravo dentro e fora das sessões , limites há poucos.

Mas para já acho que já deu para perceber mais umas coisitas,bem Kinksters por esta semana é tudo ,espero por vocês na próxima quarta.
Um valente chupão nesses pescoços , #Misses Kat
#69letras