Exteriorizações da memória

Confesso que precisei de saber. Precisei de saber se realmente valeria a pena esperar e lutar por ti. Não foi fácil estar horas deitado no sofá a ouvir aquelas memoriosas músicas do VH1 que me lembravam o quanto inocente e ignorante era eu na Arte da Sedução (sim, seduzir é uma arte, resistir faz parte)…

Corpo cansado mas guloso…

Hoje acordaste mais tarde, cansada e sonolenta. “Dói-me o corpo todo!” dizes-me com um sorriso safado. Não seria para menos. Os teus gemidos e suores, as nossas posições e as tuas suplicas durante todo o tempo que foste minha só poderiam ter como consequência um acordar com teu cansaço e satisfação. Mas é teu cansaço…

Geografia das curvas

Traças cada curva do meu corpo com os dedos, cada caminho onde se escondem todos os meus medos, como que se um mapa explorasses, terra virgem desbravasses, entre estradas e arvoredos,

Raros são os toques que falam… Aquele toque onde correm amperes de sensações, onde se lê um livro, onde se vive. O toque que nos suspende a respiração, nos dispara as palpitações, nos acorda os sentidos… Esse toque que preenche com carinho, que revela perversões, que é escandaloso e terno…

O(s) meu(s) Orgasmo(s)

Texto explícito | M18  Pediram-me uma visão do orgasmo, do meu orgasmo… Não consigo. Não consigo descrever uma sensação, um sentimento, um tipo único… Todos os orgasmos são diferentes…

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari. Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher. Teimas em…

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me. Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos. Perco-me livremente…