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Fujo de ti como o diabo foge da cruz

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Tramaste-me.
Fujo de ti como o diabo foge da cruz não que eu seja um anjo, mas tu és terrivelmente diabólico queres-me aprisionar a ti que deixe de ser minha para ser tua.
«Tu já és minha» Irritas-me quando dizes isso, és convencido, presunçoso e… tens razão! Mas não ta dou, pelos vistos não preciso, tu sabes tudo, sabes antes de mim, mais que eu. Sabes-me.
No instante em que te vi sorrir pela primeira vez eu soube. Apenas soube que me poderia vir a apaixonar por ti e é por isso que te evito.
Escondo-me de ti, privo-me de te olhar, não deixo que me vejas e por isso não te sinto, não te abraço e não sorrio com o teu sorriso.
Tenho de te evitar não me quero apaixonar…mas espera!
Não estarei eu já apaixonada
por ti?

 

A Vizinha

É sempre o mesmo jogo.

É sempre o mesmo jogo. Ou acaba contigo a implorar para que fique enquanto me vês partir, ou acaba comigo ajoelhada aos teus pés.

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Fotografia: Via Pinterest
Entro no bar finjo não te notar, sento-me na mesa do centro para que me alcances, e desprezo-te. Sempre que os teus olhos me mordiscam, surge uma terrível comichão no meu tornozelo ou brincar com o meu cabelo passa a ser um entretém fascinante.
É sempre o mesmo jogo.
A melhor parte é quando me vou embora. Despeço-me com um beijo no canto dos teus lábios, um leve roçar de corpo até que me puxas para ti ardendo de vontade e súplicas para que espere que todos se vão. Na maior parte das vezes não fico apesar do meu corpo ficar inconsolável, mas este meu lado sádico, gosta de morrer e de te ver arder de vontade. Ler tesão no teu rosto é um autêntico éclair de prazer. É quando te sinto doente de desejo que fico. Fico para que me castigues por te fazer implorar por mim, por me aproveitar do teu ponto fraco. Eu.

A Vizinha