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Entrega em crescendo…

|M18 |

Escuta….
Sente….
Deixa-te levar pelos sentimentos, pela luxúria.
Hoje quero que sejas a minha coelhinha.
Vem.. nessa pele branca e rosa.
Deixa-me acariciar-te, ouvir o teu gemer.
Sentir esse corpo frágil, trémulo debaixo deste flopper.

Absorvo…
Entrego-me…
Submeto-me às pequenas torturas que nos enchem ambas de fogo, sou a tua bichinha esta noite…
Contorço-me sob o toque por ora leve do chicote e vejo prazer nos teus olhos…
Fecho os meus e mergulho… Continuar a lerEntrega em crescendo…

Baby Kat, Big Kat

Oiiiii malta gira cá estou eu de novo, mais uma quarta feira que vocês levam comigo.
Epahhh levam comigo salvo seja, que não estou de strap-on posto, ninguém leva com nadica de nada, mas talvez gostassem, vá admitam !
Pois bem pessoal eu acho que no começo vos tinha falado que além de explicar alguns termos técnicos e práticas e blá blá wiskas saquetas também iria escrever sobre situações reais e relatos de amigos etc e tal.
Hoje vou contar uma pequena história que se passou comigo.
A verdade é que nem sempre fui Domme, era bom mas ninguém nasce ensinado e eu devo muito a uma pessoa da minha vida que foi quem me mostrou como o BDSM e eu tínhamos de estar ligados e fazia parte da minha vida mesmo sem eu naquela altura saber.
Bem cá vai, não é coisa que costume dizer a torto e a direito, só contei a meia dúzia de gatos pingados mas estou num ponto da minha vida que sinceramente a opinião de terceiros é-me um pouquito indiferente.
Sei quem sou, o que sou e o que valho.
Aqui a Kat começou nestas andanças como gatinha/Kitten ou melhor “Miauzinha”que era o meu nome, pronto já disse.
Esta alcunha de Miau, Gata ou Gatinha já existe na minha vida desde a adolescência e vou ser velhinha e algum babão no lar vai me chamar de velha gatona.
Pffff não era submissa pois nunca me iria submeter no sentido que a palavra tem, e como já expliquei a capacidade de ser submisso nasce com uma pessoa, não dá para se tornar ou tentar ser.
E eu realmente não dava para submissa, mas pronto, na altura não havia tantos termos e acesso a informação.
Pois bem a baby Kat apaixonou-se na altura por uma pessoa que era Switcher, como sabem nutro um grande respeito por SW´s pois para mim, como costumo dizer, são os mais completos dos praticantes e com uma certa lógica.
Era bem mais velho que eu, como quase todos os homens da minha vida são sempre mais velhos que eu …Tipo 10 anos para cima eheh…..
Na altura a coisa começou de forma muito orgânica e natural pois além de eu ter uma postura dominante e activa no sexo também gostava da parte passiva e até meter um pouco de masoquismo à mistura.
E foi assim que aos poucos ele foi feito malandro introduzindo plays no contexto de relacionamento baunilha e sexo baunilha tornando a coisa, como alguns dizem, baunilha apimentado vá.
Depois devido a práticas mais complexas lá tive coragem de perguntar como sabia fazer aquelas coisas e ele revelou-se, se já gostava dele na altura fiquei a gostar mais ainda.
Então lá fui aprendendo as coisas aos poucos com muita paciência da parte dele e devoção pois eu era “UMA PESTE DOS INFERNOS”.
O que agora chamam de Brat´s, blahhh não tenho paciência para Brat´s.

 Já agora posso explicar os Dominantes  que gostam de Brat´s são chamados de Tamer, eheh Domadores, é que não podia ser mais adequado.

Um animal selvagem a ser domado, bem, pode-se vergar mas vira as costas e se puder ataca, eu era um pouco assim, só baixava a cabeça quando queria brincar senão tava tudo estragado que não havia cá “Miauzinha” para ninguém lol.
E assim de mansinho e com muito castigo à mistura, sim porque eu não era submissa mas a parte física e disciplinar sempre me agradou então fui castigada muita vez porque vá, tenho de assumir, só fazia merd@ para ele me fazer maldades.
Mas lá está nunca me quis entregar ou só permitia até certo ponto, quando via que a coisa já não dava para mim torcia o nariz e batia o pé.
Coisa de Rainha como é óbvio, como vos expliquei ele era Switcher então também me permitiu aprender e treinar nele.
Ainda me lembro da primeira vez que o pude marcar, mas marcar como deve ser e fui feita parva exibir a minha bela arte feita nas costas dele a uma amiga minha.
Ele todo envergonhado e eu orgulhosa de ver aquelas costas num péssimo estado e ela achou o máximo.
Acho que no caso dele ainda era mais humilhante porque eu era uma catraia e ele já um homem feito com idade para ter juízo, mas no que tocava à minha pessoa perdia o juízo todo.

Era tão bom quando eu ia trabalhar e ele dispendia de umas 4 a 5 horas para ficar num canto a ver-me trabalhar, apenas isso.

Quieto, num espaço comercial, feito estátua a ver-me, porque para ele simplesmente olhar para mim era algo que o preenchia e era mais que suficiente.
Tenho que lhe agradecer pelas palmadas que me deu e ensinou a dar, posso-vos dizer que recentemente fui assistir a um play em que uma pessoa levava com um flogger, mas quem estava a dar não tinha experiência ou conhecimento de como o fazer.
Era tipo test drive vá, a rapariga estava lá consciente que isso lhe poderia acontecer e a qualquer momento poderia interromper, bastava uma palavra.
Mas não posso deixar de dizer que fiquei um pouco revoltada e até me ausentei da sala para fumar, beber e fechar os olhos.
Pensei: “Calma ela está bem, ela pára quando quer”.
Não gosto deste tipo de situações por uma razão: imaginei-me na pele dela, aquela pessoa não lhe era nada, não tinha amor, não tinha sentimento de pertença, nada, nem uma amizade vá, para poder estar à vontade, a mim já bastava isso.
E sei o que custa levar com um flogger e que mal ou bem convém ir mudando de local, ir alternando, variando a força a distancia etc e tal.
Cada vez que ele não mudava, algo em mim me deixava desconfortável.

Talvez porque sabia que a pessoa em questão não é muito masoquista então apanhar por apanhar é tipo o oposto do que ela gosta, precisa de outro tipo de estimulos.
Sei que o facto de me ter iniciado assim me torna um pouco mais compreensível ás necessidades de quem me pertence e de outros.

Assumo que não sou uma Domme muito sádica e isso não tem mal nenhum.
Gosto de ser adorada e venerada pelo que sou.
Entendo que muitos SW não digam o que são não pela vergonha ou assim, mas pelo facto de neste meio, quando se sabe que existe essa possibilidade, muita gente abusa da confiança e acham que podem tratar de forma diferente e da forma que querem só porque têm essa informação.
Mas as coisas não são assim tão lineares, Sou Domme, já fui Switcher neste momento masoquismo apenas em contexto sexo, nada de Dominação/Submissão.
Por isso de forma alguma devo ser tratada de outra forma que não como se trata uma Domme.
Um dia conto algumas peripécias da “miauzinha”, espero que tenham gostado da conversa que mais pareceu uma sessão com um psicólogo ehehhe.
Gosto de sessões mas de outro estilo.

Fiquem bem 69´nrs e não se esqueçam, sejam vocês tarados ou não, kinksters ou totalmente baunilhas o que interessa é que se sintam bem com o que são e não reprimam vontades e desejos.
A vida são dois dias e quando dás por ti podias ser mais do que és hoje.
Por isso divirtam-se, uma beijoca gorda cheia de cuspo.
©Misses Kat #69letras

Entrevista com um submisso | Rúbrica: Conta-nos a tua história

Desde já agradeço a disponibilidade e confiança que me foi depositada, para relatar uma forma de vida paralela à nossa realidade.

Desconhecida por alguns, repugnada por outros.

Pessoalmente considero uma alternativa a explorar outro género de sexualidade.

Espero que esta entrevista seja esclarecedora.

Deixo-vos o relato de um submisso.

 

 

  • Como conheceu o Universo BDSM?

 

O Universo BDSM é vasto e abrange inúmeras vertentes de interacção entre pessoas totalmente diferentes que optam por seguir os caminhos mais variados dentro do que se designa como BDSM.

Para ser mais concreto por exemplo, quem como eu, dentro desta Filosofia de vida se interessa quase em exclusivo pela vertente da Dominação Feminina ou Femdom não poderia, como é óbvio, estar mais distante de todos os que pelo contrário têm fascínio pela submissão Feminina, e apreciam situações em que o homem domina, em contexto BDSM, Senhoras submissas.

Ou seja, BDSM é uma designação muito genérica que engloba imensos temas diferentes, por vezes mesmo antagónicos, mas existem também pontos comuns nas várias vertentes do Universo BDSM. Esta designação tem um reconhecimento e contribui para a criação de uma identidade própria positiva para quem a conhece melhor e para quem sente alguma curiosidade por este mundo, ainda considerado por tantos como algo de muito misterioso e enigmático.

Para se conhecerem melhor as várias vertentes do universo BDSM existem hoje, felizmente, várias fontes de informação interessantes, em português, incluindo o próprio blog 69Letras que também tem incluído nas suas publicações fantásticos artigos sobre esta opção de vida que a mim sempre pareceu super saudável, lógica e natural.

Como testemunho pessoal quem nos ler compreenderá assim que as minhas respostas sejam direccionadas para o que é a minha forma de estar neste Universo, numa perspectiva consequente de quem vive apenas o lado da Dominação Feminina e pratica esta Nobre Filosofia, enquanto submisso.

O encontro com a vertente Femdom do BDSM foi muito precoce, e nasceu de forma espontânea. Como tantos rapazes que se encontram na idade em que começam a intensificar a atracção pelo Sexo Feminino o meu fascínio pelo Sexo Forte foi-se ampliando com a percepção de como as Mulheres (à data em particular as Raparigas e Senhoras mais desenvoltas e seguras do seu Poder Magnético de Sedução) são Superiores aos homens em praticamente tudo o que importa, na Inteligência, na Beleza, na Sensibilidade, na Sedução, na Sociabilidade, na capacidade Mágica de espalharem Charme, Distinção e Calor à sua volta, sabendo Bem o efeito que provocam em quem não consegue resistir aos seus encantos.

Consolidando-se essa certeza e uma sempre crescente admiração pelo Sexo Feminino foi muito simples perceber como vem de tempos imemoriais a consciência do acréscimo de Beleza, Romantismo e Paz que se atinge quando o nosso coração e a nossa alma percebem qual pode ser o nosso papel submisso e masoquista, dedicado a uma Deusa que saiba como Deslumbrar também pela forma Arrogante, Autoritária, Cruel e Sádica como sabe usar e abusar de todos os que descobriram a Plenitude que só é possível atingir num contexto em que não há qualquer disputa de poder entre sexos.

 

  • Existem regras nessa prática? Quais?

 

As regras principais da Dominação Feminina, para os submissos, são a coerência e a consistência, um submisso não pode em situação alguma, ser indelicado com uma Senhora, e Deve, até que a Dona se farte dele (seja por que Razão for) e o escorrace dos seus Domínios, seguir paulatinamente uma via de sentido único que representará a sua Completa anulação enquanto criatura com “vontade própria” que exista fora do contexto em que se encontra, e o Triunfo Sublime da DONA que o oprime e usa de forma despótica para Satisfazer Todas as Suas Fantasias, Caprichos e Ideias mais “ousadas”.

 

 

  • O que o motivou à prática desse fetiche?

 

Fetiche é uma palavra muito interessante, bonita mesmo, e de origem portuguesa, mas que na sua génese designa a adoração quase religiosa de algo estranho, mas algo ser estranho é completamente relativo, sei que o que é estranho para mim para outros é perfeitamente normal, sei até que algo que é profundamente chocante para mim como o machismo, (em todas as suas vertentes), até para algumas Senhoras por vezes parece aceitável, portanto e perdoem-me a aparente contradição, em rigor sinto que é um “fetiche” totalmente esquisito um homem sentir-se bem, óptimo até, quando está sentado no sofá a ver televisão enquanto a Mulher trabalha, ou quando a Mulher fica em casa a cuidar dos filhos e ele vai encontrar-se com uma amante.

A Dominação Feminina não será, portanto em si, um fetiche, mas inclui o recurso a algumas das imagens e adereços mais famosos e magnéticos do Universo BDSM (os Chicotes, Corpetes e Botas de cano alto e Salto Agulha das Dominadoras), bem como as algemas e mordaças que os submissos têm muitas vezes de usar, e estes acessórios e o que com eles se faz é generalizadamente considerado como práticas fetichistas. O que me motiva e a tantas outras Dominadoras e submissos adorar entrar nessa espiral de acções intensas é um tema interessantíssimo para o qual em rigor seria necessário dar uma resposta bem mais longa, certo para mim é que nada terá a ver com traumas de infância ou outras explicações de psicologia simplista. O uso do chicote simboliza muito mais que uma prática fetichista, quantas pessoas não usam esta alusão noutros contextos, com um grande gozo? Todos têm traumas? E os Saltos altos agulha que são quase universalmente considerados como um expoente de Feminilidade? Todos os que sentem um arrepio com a Elegância de uma Senhora Elegante que os use são perversos?

O fundo psicológico e o jogo de aprofundamento da subserviência de um submisso são campos de Diversão e Fonte de Prazer praticamente ilimitado para quem gosta de expandir com Requinte e Sofisticação a Dominação Feminina para práticas criativas. O BDSM atrai há vários anos alguns dos mais influentes criadores contemporâneos que adoptam sinais, conceitos e o estilo mais rapidamente identificado com este Universo nas suas produções, levando esta linguagem para fora da comunidade dos adeptos do BDSM, e em simultâneo contribuindo para enriquecer com a sua visão inovadora e desafiadora o património já consolidado das bases Femdom que em larga medida estruturam alguns pontos-chave da nossa cultura, com o cavalheirismo como plataforma mínima, mas que tantas vezes prossegue muito para lá da atitude de deferência e veneração que o Sexo Forte Impõe de imediato.

 

  • Como foi a sua primeira experiência?

 

A minha primeira experiência foi no final da adolescência, quando finalmente tive coragem para expor o que penso a uma Namorada com quem tinha iniciado uma relação em que mais uma vez a Dominação Feminina não estava presente, senti que a Namorada podia ter interesse por este Universo e pouco a pouco fui tentando sugerir que o relacionamento ganhasse contornos em que progressivamente a Dominação Feminina se tornasse a essência da relação, Felizmente com Bastante Sucesso, um pouco à imagem do que sucede na Obra-prima Total da Literatura Femdom, o Livro “A Vénus das Peles” de Leopold von Sacher Masoch, autor que pelo conjunto do seu trabalho estabeleceu as bases “modernas” do masoquismo masculino, (termo que tem origem no próprio apelido deste notável escritor).

Recordo com Enorme Emoção a forma espontânea, mas bem consciente do seu significado, como decorreu a entrega do submisso, a sua consagração inebriante à Veneração da Fantástica Dominadora que se revelou ao dedicado e apaixonado submisso em Todo o Seu Jovem Esplendor e Requinte de Malvadez. Aliás continua hoje a impressionar imenso este submisso o Grau de Sublime Ousadia com que uma Deusa Dominadora Gere uma relação deste tipo, como revela Capacidades e Qualidades Brutais para tornar algo que começa quase como uma aventura numa experiência inesquecível, em que DONA e escravo consolidam sentimentos de uma Pureza e Intensidade Únicos.

 

  • Como é ser-se submisso?

 

Ser submisso é ter a Honra Enorme de poder assistir de Muito Próximo à Afirmação de uma Senhora Superior que sabe Apropriar-se Muito Bem de Tudo o que de Melhor a Vida lhe pode Oferecer.

Ser submisso é estar preso, amarrado, controlado e Totalmente condicionado e dependente da Personalidade da Dona, mas ter a sorte de poder fazer-se esta entrega voluntária e ilimitada não significa que se perde qualquer possibilidade de viver com intensidade, antes pelo contrário, a um submisso é concedido um pequeno espaço em que se pode manifestar, no estrito quadro, que de há muito é conhecido, de procura da Perfeição no acto de ser capaz, útil e produtivo a Executar as Ordens da Dona, a antecipar os seus Desejos, a propor com humildade e subserviência Completas novas formas de Servir a Dona.

 

  • Que tipo de prazer tira dessa relação Dominadora/submisso?

 

O único Prazer do submisso é constatar como a Dona é Feliz, Feliz de Forma Plena, Sustentada e Constante, porque poder conhecer em profundidade a Dimensão e Magnificência do Ego da Dona, o Patamar Superior em que aos Mais Variados Níveis está enche de orgulho (um submisso por muita vergonha que tenha deve confessá-lo) quem está exclusivamente centrado nesse objectivo Magnífico.

Decorre desse processo a inevitabilidade de o submisso sofrer, pois nada se obtém sem educação e trabalho, e é precisamente para trabalhar sem hesitações nem cansaços, nem lamentos, que o submisso é educado de forma Impiedosa pela Dona, deleitando-se a Dominadora em constantemente evidenciar na frente do submisso esta inevitabilidade, esta relação directa que existe entre exploração desenfreada do submisso e o aumento do Grau em que são atingidos os Objectivos cada dia mais Vistosos da Dona.

 

  • De tudo o que envolve o BDSM, você pratica todas as áreas ou só algumas?

 

Apenas na área da Dominação Feminina há algumas práticas mais extremas que este submisso ainda não experimentou, por várias razões, mas o universo Femdom em que o submisso se enquadra tem na sua raiz acções quotidianas tão elementares como executar Todas as Tarefas Domésticas, Sem Excepção, pois a Dominadora jamais poderia perder um minuto que fosse do seu Precioso tempo com este tipo de actividades, até porque ir às Compras, ao Cinema, a Festas e Jantar Fora com as Amigas, as horas de Ginásio, Spa e Cabeleireiro, as Férias e Fins-de-semana com Namoradas e “amantes” mais ou menos temporários deixam até pouco tempo livre para Controlar e Fiscalizar todos os trabalhos a que o submisso se tem de dedicar com esmero logo que chega a casa, vindo do emprego.

A Dominação Feminina está também em regra associada a um conjunto de princípios muito claros no campo da sexualidade, que assenta, como nas suas várias outras componentes, na Exclusividade de Direitos de quem Domina e na continuidade da repressão dos instintos “sexuais” impróprios e lamentáveis de um submisso.

A castidade masculina forçada torna-se portanto muitas vezes numa inevitabilidade permanente, e em mais uma forma de condicionar e humilhar de forma extrema tanto física como psicologicamente o submisso. Os devaneios eróticos de um submisso são estimulados tanto quanto possível, de forma o mais provocatória que se consiga conceber e o estado de ansiedade contínua em que o submisso fica, a sua arrasadora frustração permanente são uma arma extra que a Dona usa para manietar e ridicularizar o submisso, extraindo desse desespero as últimas réstias de “masculinidade” primária e bárbara que têm de ser direccionadas para comportamentos efectivamente valiosos para a Dona.

A oposta e Divina Liberalidade da Vida Sexual da Dona do submisso tanto pode passar pela utilização, sem qualquer tipo de compaixão, do sempre disponível submisso para Satisfazer a Dona quando e onde lhe apetecer, de mil e uma maneiras, (mas nunca permitindo que o submisso obtenha qualquer tipo de satisfação), como pelo reforço do rebaixamento do submisso em relação a outros submissos que possam pertencer à Dona, preferindo-os para este fim em detrimento do submisso, como ainda permitindo que o submisso, em posições degradantes, possa vislumbrar a Dona a Divertir-se Imenso com outras Amigas Dominadoras ou até a partilhar com o submisso experiências sexuais com outros Homens bem menos submissos.

 

  • Pode existir algum sentimento entre os dois?

 

Sentimentos não faltam num acordo entre um submisso e a Dona, outros sentimentos diferentes daqueles que a pergunta pretenderá referir que serão os de reciprocidade e companheirismo numa relação menos profunda.

A cumplicidade numa relação entre Dominadora e submisso é ímpar, ambos têm a consciência do grau Completo de Confiança (um tipo muito especial de confiança, é certo) que tem de existir enquanto durar o interesse da Dona pelo submisso, ambos têm de estar certos que jamais se mudarão as regras base, e que a única saída é quando o submisso é pontapeado para fora da Vida da Dona.

Os sentimentos que o submisso nutre pela Dona já terão sido razoavelmente descritos nas perguntas anteriores, a Mais Arrebatadora Paixão e o Amor mais Radical que se possa imaginar são a fonte de energia inesgotável do submisso, mas o escravo sabe também bem quais são os Sentimentos da Dona para com aquele que lhe pertence, antes do mais o desprezo mais atroz, justo e legítimo, matizado com a irritação por o submisso estar Sempre aquém do que a Dona dele espera, apesar de a Dona ter de se manter Motivada por acreditar (com base nas provas anteriores dadas pelo submisso) que o escravo ainda conseguirá dar-lhe Muito Mais, que no mínimo conseguirá superar-se muito para lá do que já conseguiu proporcionar à Dona.

 

  • O BDSM teve alguma implicação a nível pessoal e profissional? Estes dois mundos podem coexistir ou colidem?

 

Viver a Dominação Feminina com muita dedicação pode e deve coexistir de forma minimamente tranquila com a ocupação profissional do submisso, mas este nunca pode ser um território em que a condição de submisso esteja ausente, são muitos os rituais e sinais que ao longo de um dia de trabalho regular podem marcar a condição de submisso e a sua inequívoca e indelével ligação de propriedade com a Dona que Tem Todo o Poder para Controlar Tudo o que o submisso faz. Uma Dominadora Sabe a Qualquer hora como Estimular qualquer tipo de estado de espírito no submisso, incluindo embaraçá-lo subtilmente perante os colegas e principalmente perante as Senhoras que com ele poderão trabalhar.

A um nível pessoal ser submisso significa abdicar com coragem e determinação da vida pessoal, mesmo os relacionamentos familiares ficam reduzidos ao estritamente necessário pois todo o tempo de um submisso é pouco para conseguir Servir Como Deve Ser a Dona, e não há nunca qualquer tipo de transigência com factores que se tornam quase irrelevantes perante a Magnitude da Missão a que o submisso se Dedica de Corpo e Alma.

 

 

  • Que peso poderia ter, se algum dia se apaixonasse? Revelaria à sua companheira, o seu fetiche?

 

Um submisso é a criatura mais apaixonada que se pode imaginar à face da Terra, a pergunta parece perspectivar a possibilidade de um submisso algum dia sentir uma inquietação em relação à sua condição de vassalo da Dona, e poder ter uma queda num mundo em que a Dominação Feminina não esteja presente, ou seja que o submisso tentasse fugir do Controlo da Dona, a traísse e se apaixonasse por uma Mulher que não tenha nenhuma relação com o Universo Femdom.

De facto esta é uma pergunta a que este submisso não sabe responder, o medo de algo de tão catastrófico poder suceder bloqueia o meu pensamento, e a segunda pergunta ainda mais assustadora é, que dilema terrível, com o qual nem nos meus piores pesadelos imagino que possa vir a ser confrontado.

 

 

Entrevistadora: Lola

Entrevistado: José Maria

#69Letras


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Submisso

TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?
Queres que seja a tua Rainha?
Terás de te subjugar aos meus caprichos,
Submeter-te aos meus desejos mais insanos.
A partir de agora serás meu submisso,
meu escravo.
Obedecerás às minhas ordens, sem questionar.
Terás de fazer tudo na perfeição, se pretendes ser recompensado.
Hoje quero que me satisfaças com a tua boca,
Quero que me faças rugir de prazer
AJOELHA-TE!
Quero que comeces pelos meus pés, que vás subindo até
entre as minhas pernas, aí…..
Terás que te exceder, dedicar-te de corpo e alma,
até me fazeres vir,
Até sentires o meu néctar jorrar pelos teus lábios,
escorrer pela tua boca.
Não!! Não profiras nem uma única sílaba.
Senão a tua punição será maior.
Sentar-me-ei no teu rosto até te sentir sufocar,
Esfrego-te com a minha parte íntima e obrigo-te a que
a deixes limpa, sem vestígios.
Hoje submetes-te assim, sem poderes gozar.
Amanhã o teu castigo será outro.
©Lola 2017 #69Letras

Blood and more Blood

Olá gente doida, como estão vocês esta semana?
Resolvi falar convosco sobre… Preparados?!  3, 2, 1 SANGUE…

Ahhh pois é bebé, eu cá adoro este tema e antes que comecem a pensar que sou vampira ou algo que valha, aproveito para dizer que não sou lol, mas não me importava nada.
A verdade é que desde muito pequena que tenho um fascínio por sangue em particular com o meu que tem uma característica muito engraçada que a longo prazo não tem piada nenhuma e posso vir a ter bastantes problemas. O nome é  (creio eu, lol,  já foi há muitos anos que me disseram o que era) Hipercoagulação e no meu caso é defeito genético.
Agora vem a parte em que explico porque acho giro, lol.
Pois sempre que me feria os meus cortes cicatrizavam a olhos vistos o meu sangue ficava feito gelatina e estancava super rápido, assim como a minha cicatrização é rápida demais o que é bom mas também tem desvantagens, fazer tatuagens acaba sempre por expelir a tinta enfim um filme mas em compensação 4 dias e é como se tivesse feito à 1 mês lol.
Bem mas já deu para entender de onde vem o meu fascínio por sangue, né?!
Agora onde entra o sangue no BDSM?!

Bem de várias formas muitas vezes até nem é intencional depende dos limites impostos e práticas feitas.
Só para que saibam não é só em BDSM que existe excitação. Nas práticas que têm sangue, existe um fetiche mesmo, o termo certo creio que é Hematomânia mas a maioria da informação que existe na net escrevem fetiche de sangue e tá feito.

Bem, ele consiste em ter satisfação sexual em assistir alguém sangrar, beber ou apenas ver sangue no corpo mesmo que não seja de nenhum dos participantes.
Cá por terras lusas não é muito comum mas já li que em outros países existem comunidades de “vampiros” que é comum este tipo de práticas, até o consumo diário.
Eu já tive oportunidade de falar com um senhor que mora na Inglaterra que se diz vampiro. Digo senhor porque era homem para cima de 57 anos.
A família quase toda era vampira,  achei um piadão falar com ele e gostei de saber que até me enquadrava no estilo de vida vampírico.

Eles não são inflexível, são vampiros que trabalham e andam ao sol, é mesmo só o gosto pelo degustar de sangue.
Ahhhhhhhh só um reparo. Antes que partam as cabeças a pensar se esta malta faz sangria (termo dado para sangrar, não tou a falar da bebida tá) uma das formas de consumo e a principal pelo que fiquei a saber é sangue menstrual 😉 pronto já meti nojo a 95% das pessoas que estão a ler.

Até existe uma categoria porno só pra isto, podem ir ver se faz favor é Menstrual sex 🙂 para maiores de 18 sim?

Pois bem, bebem, lambem e guardam no congelador.

Como?!

Pois eu por acaso também uso o acessório em si não para esse efeito, chama se copo menstrual é um copito que se insere na dita cuja e guarda o sangue menstrual até 8 horas e depois é esvaziado.
Pronto é assim que eles fazem para não perderem nenhuma gotinha.
Achavam que iam aos hospitais buscar saquinhos de plasma como na série Buffy, a caçadora de vampiros?!

Nahhh assim vem direito da fonte é melhor.

Aproveito já agora para falar de uma coisa importante que é segurança nestas práticas, não é coisa que se faça assim à maluca geralmente é com um parceiro fixo e exige exames regulares.
Para não falar na noção de anatomia como onde cortar, onde NÃO se deve cortar e até ter em conta a área a cortar. Pois não querem numa zona onde a pele esteja muito esticada pois a cicatrização é mais difícil, entre outras coisas a ter cuidado.
Por isso não é aconselhado a inexperientes, tá? É aquele momento que se ouve uma voz off a dizer :
“Meninos, não tentem isto em casa”.

Existe algum play com sangue?! Yessssssss a categoria é Bloodplay.

Agora calmex que não andamos por aí a cortar pessoas a torto e a direito, tanto que não é das práticas mais comuns entre praticantes.
Claro que a intensidade dos cortes varia de pessoa para pessoa. Temos de lembrar que a pele é feita por 3 camadas.  Alguns apenas rasgam a Epiderme com leves rasgos feitos pela ponta de um objecto afiado e outros a derme e aí já faz sangue mas não ao ponto de se ficar com cicatriz pois aí já teria de se atingir a terceira cama que é a Hipoderme.
Já fiz algumas cicatrizes de propósito e posso dizer que para quem faz Cutting (cortar) pelo menos a parte submissa, não há nada mais satisfatório que guardar aquela cicatriz como uma recordação de momentos passados e entrega total.

Para malta mais Hard temos o Branding aqui não é tão focado no sangue mas na marca em si, tal qual como marcar gado com ferro quente.  É feita uma queimadura com um símbolo de forma a submissa/o ficar marcada/o para o resto da vida como propriedade da parte dominante.
Ainda existe a Escarificação, creio que já devem ter visto nalguma imagem parece uma tatuagem mas feita com objectos cortantes e o resultado é uma linda cicatriz (ou não lol) com desenhos e formas.

Já que estamos a falar de modificação corporal não podia deixar de falar de BodyPiercing Play ou Needle Play que é outra vertente.
Acho que a primeira é bastante óbvia e até entusiasmante a ideia de ter as endorfinas aos saltos.
Atenção que ambas as práticas devem ser feitas com todo o cuidado de higiene e segurança seja como materiais descartáveis e esterilizado, utilização de antissépticos e afins.
Vocês podem até achar estranho como se pode tirar prazer em fazer um piercing mas heyyyy temos gostos para tudo sim?

Neddle Play já falei anteriormente e é realmente algo lindo de se ver. Uma verdadeira obra de arte e cá está uma coisa que aqui a Kat quer aprender um dia 🙂 para isso claro que vou pedir umas lições a quem realmente sabe, não me vou por a inventar, estejam tranquilos.

Bem espero ter elucidado um pouco sobre este assunto do qual gosto bastante.

Uma lambidela nas costas de todos.

©Misses Kat 2017 #69letras

 

Prazer na dor

Olá sejam bem vindos novamente ao nosso cantinho de javardice, obscenidades coisas kinkys e afins.

Para quem segue a rubrica já está familiarizado com o sadismo/masoquismo e o que isso significa.
Como sabem, eu falo (escrevo) tudo assim de fugida sem grandes mimimis *

Uma coisa que todos os praticantes de BDSM têm em comum será a sua relação de prazer/dor, seja infligir ou receber.
Nunca fiz nenhuma pesquisa super cientifica e não tenho gráficos catitas para vos mostrar, mas já falei com muita gente e dei lhes a conhecer quem sou para também os poder conhecer.
Para além dos nicks, para além dos estatutos ou categorias.
De todas as pessoas com quem falei existe um denominador em comum (por momentos ia escrever dominador lolol)
E qual é, perguntam vocês?! Bem a nossa relação com a dor/prazer é notório desde criança assim como alguns fetiches e parafilias.

Talvez faça confusão quando pensamos que é algo que remota ainda na fase da inocência, como a infância.
Muitas vezes digo que uma pessoa não se torna ou aprende a ser Bottom ou Top , nasce connosco.
Vem daí, pois tenho quase a certeza que sim e influência muito a nossa maneira de ser. Alguns reprimem as vontades e até se culpabilizam por terem gostos que parecem desajustados ou depravados até.

Muitos de vocês podem ter filhos, são mães ou pais ou podem ainda vir a ter.
Pensar que um dos vossos filhos possa vir a ter um fetiche é coisa que não nos passa pela cabeça provavelmente.

Na minha sim e, penso que até gostava de ter isso em comum com os meus filhos.
Como seria esconder uma vida inteira a nossa verdadeira essência?! Não quero pensar nisso sequer.
A sexualidade supostamente devia ser discutida sem tabus, devemos sim esclarecer e elucidar os nossos filhos a tomarem as decisões para se protegerem a eles mesmos e a quem eles escolherem para ser parceiros.

Mas e o bdsm?!Não se resume a sexo, pode até não ter nada a ver com sexo na verdade.
Não é comum discutir preferências sexuais com a família, mas depois dou por mim a pensar…
Se ultimamente se fala de bissexualidade e homossexualidade tão abertamente porque não se fala de BDSM?
Que mal tem em se ter prazer com a dor?!
Entendo quem se esconde, quem omite e mente, quem se proteja.
Mas lamento ao mesmo tempo essa opção que é não poder viver em pleno, eu quero um dia ser totalmente livre, aos poucos soltar as amarras que me foram atribuídas no dia que assumi para mim mesma o que sou.
O que quero.
Não sabia que o tema de hoje ia ser tão pessoal e, se não estão habituados, desde já peço desculpas e aceitem uma palmada no rabinho da minha parte.

Mas se estas nossas conversas servem para elucidar e desmistificar certos assuntos que sirva também para abrir os olhos pois hoje são vocês que me lêem um dia quem sabe possa ser um dos vossos filhos.

Por isso meus amores, sejam vocês obscenos na normalidade ou banais com a vossa vida kinky estarei cá para vos estender uma luva de latéx ou nitrilo branca (alguns entenderam).

Neste cantinho que são as conversas sem mordaças.

Uma grande lambidela no pescoço.

©Misses Kat 2017 #69letras

*Termo brasileiro para conversa fiada ou serve como blá blá blá 🙂 lol nunca fiz um asterisco e a modos que me apeteceu fazer um.

História por terminar…

Não sei como aconteceu, aliás até sei, mas não sei o porquê de te teres atravessado no meu caminho, foi algo inesperado que me virou do avesso assim como a minha maneira de encarar a vida e o sentir.

Deixei de tentar encontrar explicações, só sei o quanto sinto e o quanto isso me assusta.

Mais velho, dotado de uma inteligência fora do comum, carregado de charme e de saber como seduzir, encaminhaste-me para um mundo excitante de submissão que só em sonhos conhecia, e eu ingénua e curiosa, armada em forte, deixei-me levar.

Não me arrependo, de nada, com tudo isso conseguiste despertar o meu eu oculto que há tanto tempo estava adormecido, talvez à espera de encontrar alguém como tu para se revelar, alguém que não me julgasse pelos meus desejos e me aceitasse como sou.

Mas… Como sempre tinha que haver um mas… É algo impossível, embora precise de ti tanto como precisas de mim, embora distantes e fazer-mo-nos tão bem, há muito mais envolvido do que apenas nós os dois e os nossos desejos.

Tento constantemente afastar-me, dói-me não poder estar contigo, não poder viver tudo o que já falámos e sentimos os dois, mas em vão… Acabo sempre por voltar a procurar-te, tamanho é o poder que tens sobre mim que me prende, me faz delirar de prazer pela maneira como me tocas sem me tocares, pelas palavras de ordem que proferes para teu e meu prazer, e que me faz sentir tão liberta.

Acordaste um demónio em mim que agora não me larga, tudo o que seja banal e considerado normal para mim já não me chega, deixou de me satisfazer, de me saciar.

Tantas vezes me interrogo porque tinhas que te cruzar no meu caminho, mas se não o tivesses feito hoje não seria a mulher que sou, completa…

© Miss Kitty 2017 #69Letras