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Sinto-te minha, no silêncio da manhã

Quando cheguei, tu já la estavas.
Na minha mesa, tudo estava perfeitamente alinhado como eu gosto. A agenda de hoje é extensa, os assuntos são delicados, complicados até, mas o teu empenho na organização do meu dia trará os seus frutos como sempre, tudo fluirá sem percalços, sem surpresas.
Que seria de mim sem ti?
Sabes, gosto de te ter aqui por esta hora, quando todo o edifício ainda é só teu, ainda bem antes do frenesim e do ruído dos dias que irá invariavelmente invadir este espaço calmo e sereno.
Gosto de ouvir os teus saltos no velho soalho de madeira, nada apressados, mas empenhados, assertivos, compassados, como que numa valsa que só tu sabes dançar.
Gosto dos teus lábios sinuosos, quase tão sinuosos como o cume elevado dos teus seios, que teimas esconder-me por detrás desse decote que me enlouquece.
Gosto da tua pele morena, de mulher quente, africana, crepitante, com sabor amargo a terracota, gosto do teu cheiro suave e desse olhar que me lanças com os teus olhos cheios de tesão sincero.
Quero-te.
Sempre te quis.
Sempre te desejei.
Será que sabes?
Será que também tu me desejas?
Sabes, Imagino tantas vezes o barulho do teu vestido a ecoar sem rédeas no chão encerado do meu gabinete, o desapertar apressado do teu soutien rendado, deixando livres esses teus seios fartos que me enlouquecem, o rasgar sem piedade das tuas cuecas quando os meus dentes, sem reservas, as arrancam de uma vez.
Imagino o timbre dos teus gemidos, dos teus ais, dos teus gritos de prazer, enquanto que a minha língua desliza sem pressa nessa tua vulva em erupção, ou quando os teus orgasmos abundantes te fazem gritar bem alto o meu nome, entre o teu arfar e os espasmos compassados que farão o teu suco jorrar abundantemente na minha boca. 
Fantasio contigo debruçada na minha mesa, de pernas ligeiramente afastadas, com o rabo bem empinado, pronunciado, contorcendo essas curvas de sedução à espera de que de uma vez, e sem contemplações, o meu membro o invada até ás profundezas de ti.
Parece que oiço o som dos meus testículos a baterem forte na tua vulva encharcada, enquanto que o meu membro chega cada vez mais fundo nesse teu rabo que me suga. 
Sinto em mim todo o meu sangue a ferver, as veias do meu membro enrijeceram, estão agora bem visíveis, duras, todo o meu suco desliza em mim de forma abundante aproximando-se da saída, a minha glande cresceu, o teu suco é agora também abundante, sinto-te encharcada nesta nossa cavalgada desenfreada.
O fim está próximo, não aguentarei muito mais, tu sabes isso, mas não te incomodas, pois saberás aproveitar cada gota do meu suco como se do elixir da vida de tratasse. 
Diz-me, será que amanhã poderás vir novamente mais cedo?
#PSassetti #69Letras 07.06.2017

Há que limpar as vistas, meninas!

“Ver e não mexer”

Mas porque não?! Há coisas que não basta ver! Tem de se tocar, apalpar e sentir o material. A textura é um factor que não deve ser ignorado! 

Imaginemos um belo espécime do sexo oposto. Vá lá meninas, sei que não é difícil, há muito bom exemplo por aí. Imaginem-no por exemplo de camisa branca, barba na medida certa e um sorriso colgate!….. 

…………………………………… Ãh? Desculpem parei no tempo! Estava a limpar as vistas. Mas voltemos à questão! Como é que eu sei que a camisa escorrega ao toque, que a barba está suave o suficiente para não deixar vermelhão na cara ou como é que eu sei que por trás daquele colgate todo, o rapaz tem mau hálito?!? 

Há que tocar! Sentir! Cheirar! Fazer uso dos 5 sentidos que a vossa mãe vos deu! Não mexer… Eu mexo no que eu quiser! 

E garanto-vos que as minhas vistas estão um brinco… 

Autora da página Deusa Do Caos

©Miss Steel 69Letras 2017 

Com os seus olhos me fascinou

Com o seu sorriso me encantou

No mistério se envolvia

Quando me sorria era pura magia

Dávamos as mãos

E ouvíamos o coração

No silêncio de um olhar

Voávamos pra um lugar só nosso

Lá, em sonhos perdidos

Entre risos distraídos.

Lá, em sítios distantes

Onde eramos amantes.

Lá, onde tu e eu

Eramos nós.

Mas a realidade era diferente

Não nos deixou seguir em frente

Perdi-me no tempo

Contigo no pensamento.

Não sei onde estou

Nem para onde vou

Mas quero-te comigo

Para a vida ter sentido.

Lá, em sonhos perdidos

Entre risos distraídos.

Lá, em sítios distantes

Onde eramos amantes.

Lá, onde tu e eu

Eramos nós.

Lá, onde tu e eu

Onde eu e tu

Eramos…nós.

© Fox 2017 #69Letras

Adoro como me acordas!

Beijaste-me o umbigo… e acordei!
A tua pele queimava, colava na minha …..
Deslizas-te pelo meu corpo, descendo , beijando o meu desejo que estava a ser despertado …
Encaixas-te no meu ventre ….

Continuar a lerAdoro como me acordas!

Momentos só nossos…

Gosto de pensar que alguns momentos serão sempre meus.
Chego a parar para me forçar a recordar…
Não os quero perder…
São meus e teus…
Talvez quem comigo os viveu já não os guarde…
Quem sabe alguns que eu não guarde, tenham dona e sejam guardados em outra memória que não a minha…
São belos momentos de vida que não quero que se percam nas memórias.
Não desejo perder a capacidade de me voltar a enamorar pelas borboletas que senti…
E por isso paro…
Paro e recordo…
Recordo a vibração que aqueles momentos a esvoaçar em mim me provocavam…
E sorrio…
Sorrio com a ternura que dentro sinto …
Dos beijos apaixonados que dei e recebi…
Dos lábios que me beijaram…
As mãos sedosas que me percorreram…
Aquelas que desejei…
Recordo gemidos de prazer…
Não aqueles de prazer carnal!!
Os pequenos…
O entrar…
O… “Estas em mim…”

©Read Mymind 2017 #69Letras

Deixa-me revelar o teu ser…

Porque quase sempre começa numa brincadeira…
Num avaliar superficial…
Aquele parecer ser que acaba por não ser…
E vais raspando assim sem querer…
Revelando o ser que se esconde…
E o que era uma brincadeira torna-se um prazer…
Descobres o que não te quer esconder.
Talvez seja sempre uma brincadeira…
Mas é uma brincadeira que já me dá prazer…
E o que seria de nós se não tivéssemos quem nos desse prazer em conhecer o seu ser??

©Read Mymind 2017 #69Letras

Sous le ciel de Paris

E lá estava ela.
O olhar brilhante, o sorriso doce, as madeixas douradas a ondular ao sabor da brisa, o casaco vermelho a combinar com a boina, o corpo esbelto e perfeito.
Na ponte sobre o rio Sena lá estava ela, a contemplar a Torre Eiffel, como sempre fazia ao fim da tarde.
A neve caía-lhe sobre os ombros como se algodão fosse e ela não se importava com o frio cortante que se fazia sentir naquele Inverno parisiense.
E, como sempre, aqui estou eu sentado na escadaria à espera que ela chegasse, apenas para a contemplar.
Apenas a olhar, sem a poder tocar, sem lhe poder dizer que o meu coração se prendeu a uma estranha.
O meu coração prendeu-se a ela.
Mas hoje foi diferente.
Hoje, depois de olhar a Torre, ela olhou para mim.
O seu olhar chocou com o meu e, timidamente, ela sorriu.
Sorriu para mim. E aproximou-se.
“Posso sentar-me aqui?”
Surpreso, apenas acenei a cabeça em sinal afirmativo.
O meu corpo estremeceu quando ela se sentou e o seu perfume suave invadiu o espaço.
“A vista é linda. Todas as tardes venho até aqui para olhar para a Torre e ver o anoitecer cair sobre ela.”
“Eu sei. E eu venho aqui só para te olhar e comprovar que o teu brilho é maior que o das estrelas”, pensei.
Sorri para ela e apresentei-me.
A conversa sobre Paris e a sua beleza prolongou-se até a noite chegar.
“Amanhã irei voltar. Encontro-te aqui?”
Ela queria voltar a estar comigo.
O meu coração quase explodia com tanta felicidade.
A semana passou-se com encontros diários na escadaria.
E eu sentia-me apaixonado.
Numa dessas tardes ela contou-me porque olhava sempre para a Torre Eiffel ao anoitecer.
“Um dia gostava de ir até ao cimo da Torre e olhar as estrelas. Acredito que de lá lhes poderia tocar e que os meus desejos se realizariam.”
“E qual é o teu desejo?”, perguntei.
“Neste momento…tu”.
Os nossos olhares fixaram-se, aproximando os nossos rostos e fazendo com que os lábios se tocassem.
Que beijo tão suave e doce.
Eu amava-a. Eu queria tornar os seus sonhos realidade.
Uma tarde, antes de nos despedirmos, sussurrei-lhe ao ouvido:
“Esta noite vais mais alto. Esta noite vais tocar nas estrelas.”
E entreguei-lhe uma chave. Uma chave para a Torre.
Os olhos dela ganharam um brilho maior que o do sol.
Abraçou-me.
“Obrigado! E tu? Vens comigo? Queres ir mais alto e sentir como é tocar numa estrela?”
“Eu já senti. Eu já te toquei.”
E assim nos despedimos.
Na noite cerrada, caminhei em direcção à Torre Eiffel.
Parei na ponte onde sempre a costumava ver.
Olhei para o topo da Torre e vi uma silhueta.
Uma silhueta esbelta e mais brilhante do que o anel de diamante escondido no meu bolso.
Tocava nas estrelas pedindo os seus desejos. Estava lá, mais alto.
A mulher a quem entreguei o meu coração.
A mulher que amo.

© Fox 2017 #69Letras