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Sexting

Texto erótico | M18

Tal como ontem, hoje cheguei mais cedo a casa outra vez. Tu ainda tens mais umas horas de trabalho pela frente, mas hoje sei exactamente que o vou fazer para combater o tédio.
Depois de cumprir a rotina de estender roupa, passar a ferro, adiantar o jantar e por aí fora, vou tomar banho. Visto apenas uma tanguinha preta e uma t’shirt. Tua!
Ajeito as almofadas e sento-me na cama. Pego no telemóvel e tiro uma foto. Daquelas em que se vê tudo e nada ao mesmo tempo, para te activar a imaginação.
Antes de enviar, escrevo “Hoje quem dita as regras sou outra vez eu… Posso começar?”
Em menos de um minuto respondes “Nem precisas perguntar. Estou sempre pronto! P.S.- Deixares-me excitado no local de trabalho, vai dar direito a castigo!”
Rio-me, feliz por o deixar assim só com uma foto. E respondo “Então a regra é, terás que ler tudo o que vou escrever, respeitando rigorosamente a pontuação. Já irás perceber. Ok?”
Resposta rápida “Siga!”
Acomodo-me melhor entre as almofadas e começo a escrever:
“Não estás aqui mas mal posso esperar que chegues que venhas consumir toda a minha energia que venhas com tudo o que tens para me deixares ainda mais louca por ti. Tenho a minha mão esquerda a brincar com o meu mamilo mas não é a mesma coisa que ter aqui a tua boca a trincar a morder a sugar a brincar a fazer-me cocegas a dar-me prazer a deixar-me ansiosa para o que vem depois.”
Tiro mais uma foto para comprovar esse momento e envio. Passados uns minutos a tua resposta “Bem, vou-me repetir! Deixares-me excitado no local de trabalho, vai dar direito a castigo!!! Reza para eu não ter que me levantar entretanto! E já agora, porque não estás a usar virgulas?”
Solto outra gargalhada e continuo, ignorando a tua última pergunta…
“Se estivesses aqui, agora e depois de brincares com os meus mamilos irias deixar um rasto de beijos pela minha barriga até chegares ao centro do meu prazer mas como não estás vou fechar os olhos e fazer eu isso com a minha mão. Não é a mesma coisa claro que não mas faz-me recordar a suavidade da tua língua na minha pele sensível e macia o calor da tua boca a misturar-se com o calor do meu desejo os teus dedos a invadirem o meu corpo deixando-me ainda mais ansiosa.”
Mais uma foto e aí vai meu amor. Resposta rápida “Já estou a caminho de casa… Tu prepara-te!”
Penso para mim que mal posso esperar…
“Já devias aqui estar a arrancar-me a roupa a deixar-me nua e à tua vontade a castigar-me como eu mereço porque eu adoro os teus castigos por isso despacha-te e vem para aqui que eu estou mortinha por te ter dentro de mim.”
Envio desta vez sem foto. Olho para as horas, sorrindo por saber que estás quase quase aqui. Não consigo deixar de pensar em como me sinto excitada por ter feito esta brincadeira.
“-Ah estás aqui!!”
Entras no quarto sem eu ter sequer percebido que tinhas chegado. Deitas-te em cima de mim, fazendo-me prisioneira do teu corpo… Depois de um longo beijo, eis a pergunta:
“-Porque é que escreveste sem virgulas? Até perdia o fôlego a ler aquilo.”
“-Era mesmo essa a intenção! Tirar-te o fôlego, agora está na hora de seres tu a tirar-me o meu…”
E assim foi, até nos lembrarmos que se calhar era boa ideia ir comer alguma coisa…

Raio de Sol | #69Letras

Não sei o que será pior

Não sei o que será pior um amor não correspondido ou a ausência de amor?!

Quando se ama, apesar de não sermos correspondidos, sentimos que estamos vivos porque transbordamos dum sentimento de desejo carnal e possuir a alma da outra pessoa, de beijar, de acariciar, de abraçar, de fazer amor! Quando passamos para palavras e expressamos os sentimentos à pessoa amada, ela diz-nos “Gosto de ti mas apenas como amiga…” É um balde de água fria… Mas sentimos algo… Embora não correspondido… sentimo-nos vivos.

Quando existe a ausência sentimo-nos vazios, questionamos se voltaremos a amar, a sentir desejo, a sentir entusiasmo de receber aquela sms, aquele telefonema, aquele convite… Apenas nos sentimos vazios… Sem alma, sem nada… Apenas o vazio!

Ladybug

Tua para sempre.

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Ainda que não recebas aquele sms ou uma chamada minha no visor, é o teu nome que ainda esfrego entre os meus lábios. Carrego-te no sorriso e vivo cada palavra por ti um dia aclamada. Há muito que a tua figura arrefeceu no meu colchão mas pele a noite adentro aqueço os lençóis que um dia nos aqueceram aos dois. Sou tua mulher ardente e todos os meus orgasmos frutos da tua presença dentro de mim. Plantaste-te em mim, tal semente que germinou na minha alma brotou forte sentimento que perdurou.
Inspiro lembranças.
Expiro saudades.
Sempre.
Tua.
Para sempre.

A Vizinha

Liga-lhe!

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Na fotografia: Marilyn Monroe

Manda-lhe um sms, ou melhor, liga-lhe!
Diz que tens saudades e que a/o queres ver HOJE!
Hoje diz-lhe que está em todos os teus sonhos, ou que morres de vontade de conhecer o encaixe entre os vossos corpos!
Liga-lhe!
Apenas porque sim, apenas porque sorris ao escutar a sua linda voz!

Nunca quis saber se pertencias a alguém , nesses momentos eras meu.

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Já não me lembrava de ti , sinceramente já não passavas de uma memória arrumada na gaveta .
Mas hoje tive um bom dia teu , olhei para o tlm e pensei … Humm tu?
Respondi te secamente ao bom dia
: disseste me …
-Voltei.
Mas que raio me interessa saber se voltaste ou não … Pensei eu .
Não me saíste da cabeça
: comentaste tu .
– Lá vamos nós outra vez , sabia eu .
Foste uma história para arquivar , mas que valia a pena recordar era um facto inquestionável .
Lá me lembrei eu do Sr Doutor , dos seus fatos feitos à medida , as camisas perfeitamente engomadas com a respectiva gravata , que tantas vezes me tiraram do sério.
As vezes que vinhas ao Norte e imploravas para me ver .
Eu , que me fazia sempre de indiferente , mas cada vez que saiamos para jantar me fazias sentir uma rainha , que me presenteavas com tudo que uma mulher deseja .
Claro que me fazia de difícil , até me levares para a tua cama e me despires sem qualquer cuidado , ardente sempre de desejo que demonstravas sem qualquer pudor .
Ficava a admirar te enquanto te despias , deixando à vista o teu corpo fabuloso , fruto de ginásio depois das reuniões cansativas .
Ah as reuniões onde durante tantas vezes te destabilizei por SMS , dizendo te que seria a tua apanha lápis , deixava te louco de tesão com palavras , sabendo que não me podias responder .
Na tua cama reagia a ti instantaneamente , adorava contornar te o peito musculado com as minhas mãos e sentir te ofegar de desejo .
Acariciar te as pernas e sentir o teu tesão todo , num apogeu que sabia só meu .
Nunca quis saber se pertencias a alguém , nesses momentos eras meu , o meu Sr Doutor .
Quando entravas em mim era me indiferente todo o resto , ah como gozamos os dois , como nos satisfazemos mutuamente .
Sim foi bom recordar te , mas apenas isso nada mais , já não gosto de fatos e gravatas .

Raven

Uma carta ao meu amor!

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Então e se de repente só existisse o correio como meio de comunicação? E se, os telefones e a internet desaparecessem como por magia?
E agora? O que se seguiria? O amor ia acabar? Não ia mais nascer?
Estas perguntas soam parvas não é?
Todos sabemos que antigamente (este antigamente não foi assim à tanto tempo como parece. Não foi no tempo dos dinossauros), não existiam estes meios de comunicação. A comunicação se não era presencial era feita por cartas. E hoje todos vocês que estão a ler isto estão cá, filhos dos vossos pais, que nasceram dos vossos avós bisavós que se apaixonaram e alimentaram esse amor, sem enviar 500 cartas por dia, ou falar horas ao telefone. Muitos viam-se uma vez ao mês quando a distância era grande, outros de quinze em quinze dias, ou uma vez outra por semana, quando escapavam da janela do quarto, fugidos para ir ao encontro da pessoa amada, ou por exemplo encontravam-se sob o olhar atento de um familiar, durante tempo limitado, para evitar a desonra na família. E amor nasceu, amadureceu independentemente da distância, do numero de dia ou horas que não se viam ou falavam. Bastava a saudade, as memorias do ultimo encontro e a ânsia da próxima vez. Tenho saudades deste tempo, tempo este que não pertenci, mas mais tranquilo e sentido. As saudades eram reais, doíam na pele, hoje são interrompidas de hora a hora… e a falta? E o desesperar pelo outro? O achar que parece que vamos morrer de ansiedade? e viver aquele abraço saudoso que rodopia quando no encaixe do abraço são o centro um do outro? E ver a pessoa amada a caminhar até nós, a irradiar felicidade que não cabe no sorriso nem no olhar, onde está isso quando ainda há 5 minutos trocaram mensagens?

Outros tempos.
Fico irritada com as novas relações. Fico com a sensação que quem manda mais sms é quem mais ama. Isto chateia-me. É-te imposto que mandes mensagens, muitas, várias até. Não te são dadas ordens diretas, mas dizem-te coisas como: ‘Hoje estiveste muito calada’, ‘já não gostas de mim’.
Isto irrita. Já bem basta passares o dia embevecida de paixão, a pensar e ansiar por outra pessoa, e ainda tens de interromper cada passo que dás para enviares uma sms ou duas ou três. E depois claro que cai mal um #nãoqueressaberdemim, quando não fizeste outra coisa se não suspirar o dia todo por essa pessoa.
Dos outros não sei, mas sei de mim. Sei que não lido bem quando me impõem quando tenho de dizer algo, que me forcem e façam sentir a obrigação de enviar um sms.
Meus amigos vamos ter calma.
Sejam dependentes do que sentem mas não invadam o dia a dia da outra pessoa. Não andamos na escola para andarmos a enviar sms o tempo todo com o telemóvel escondido debaixo da secretária. Somos adultos, trabalhamos, lidamos com pessoas. Façam o vosso dia a dia, e depois sim, inundem o telefone um do outro com declarações de amor ou colem-se que nem lapas nos vossos tempos livres.
Comuniquem pessoalmente esqueçam os relatos por telefone. Guardem isso para unirem a um olhar a dois.
Entendam dependentes de telemóveis ou internet que alguém ser ativo contigo diariamente não significa amor, fidelidade ou respeito.
No instante em que recebes um amo-te no telemóvel ele ou ela pode estar a trocar olhares sugestivos com outro alguém. Por isso vamos ter calma, respeitar o espaço de cada um e deixar de medir o amor que alguém tem por nós através do numero de sms que nos envia.

Não vale a pena estares aí e eu aqui.

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Não te iludas.
O que sentiste comigo nunca mais se vai repetir noutro corpo.
A explosão nuclear que vivemos só acontece uma vez, mas se algum dia voltares a viver algo na mesma medida, liga-me, manda-me um e-mail ou sms e cala a minha presunção.
Nós dois, no mesmo espaço, fodemos a alma antes do corpo!
Basta cruzarmos o olhar que o teu sexo aperta dentro das calças e entre as minhas pernas o clima vira tropical.
Esta paixão! Ai a nossa paixão!
Confessa que morres de saudades de soltar a fúria do teu demónio no meu corpo, sem limites, quando, onde e como querias?
Lembras-te como o nosso fogo dispensa palavras?
A nossa paixão pedia,
roupas esquecidas no chão,
pele rasgada e pintada,
mãos endiabradas,
beijos de suor e fluidos,
cheiro a sexo no ar,
gemidos abafados entre almofadas.
Não vale a pena estares aí e eu aqui.
Aí não me tens.
Aí não me vês, não me tocas e não me fodes.
Vem.