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Abraça-me

Abraça-me.
Envolve-me nos teus braços,
Nesse abrigo de paz.
Aconchega-me no teu peito
Junto ao calor do teu coração.
Protege-me nas tuas mãos,
Amparo das minhas quedas.
Carrega-me nos teus ombros
Nos dias em que a força se extingue.
Aquece-me no teu ser,
Nesse teu fogo que arde sem se ver.

© Fox 2017 #69Letras

 


Parabéns mãe

‘O amor ? de mãe ?? pode ser traduzido em uma palavra: doação.
Falar ? desse sentimento é entender que ele é a mais completa forma de amor ❤️, um amor que se doa, coloca em primeiro plano o bem-estar, a segurança ⚓️ de um outro ser.

– Parabéns mãe. ? Hoje é o teu dia. –

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Peregrinus #69Letras

O prazer é…!

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O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio-pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração, e não estou perdendo nada! E o susto: acorde, pois há o perigo do coração estar livre!
Até que se percebe que nesse espraiar-se está o prazer muito perigoso de ser. Mas vem uma segurança estranha: sempre ter-se-á o que gastar. Não ter pois avareza com esse vazio-pleno: gastá-lo.

Clarice Lispector

Fotografia: Via Pinterest

Se o queres fazer fá-lo bem feito.

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Ter iniciativa é bom, mas se o queres fazer, fá-lo bem feito. Não o faças num momento previsível porque desse modo até me poderás roubar um beijo mas mais do que isso não.
Se o queres fazer, fá-lo bem feito.
Lança-te nos meus lábios com avidez, segura o meu rosto com as mãos mas deixa a delicadeza em casa, mostra-te firme. De preferência coloca-me entre a espada e a parede. Encurrala-me. Dá-me um beijo que me tire o fôlego, segura os meus cabelos pela nuca, mostra segurança desejo e comando.
Este é um bom começo. Por isso já sabes, se o queres fazer fá-lo bem feito.

O sangue em frenesim!

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Ele não suporta o meu nariz empinado, nem o jeito com que o provoco fazendo exatamente as coisas que ele não gosta e ainda lhe sorrio descaradamente, sorriso esse que se rasga ainda mais ao ver a veia na testa dele a latejar… já sei o que me vai esperar…
É uma especie de bullying para quem não entende para mim é vida! É ter o sangue em frenesim! É poético!
Quando ele se zanga comigo fica cego com tanto calor, leva-me para o quarto e fecha a porta. Aqui me confesso que gosto destes tratos (são os melhores) e por isso não consigo parar de o provocar, gosto dele assim, autoritário e agressivo.
‪#‎ConfioNele‬
Dentro das quatro paredes ele chama-me de puta, sorrio com o olhar e ele derrete-se com a minha putice. Quer-me possuir a seco, mas já estou mais que molhada e pronta para o receber. Sempre quente para ele! A minha taradice em satisfaze-lo não tem limites, sou gulosa com os seus gemidos!
É… sofro de bullying, o meu namorado humilha-me dentro do quarto, faz de mim sua escrava, fode-me com indiferença é cruel nas palavras que me dirige…

e eu…

… renasço no meio de tanto bom trato. Sinto-me por fim, leve e liberta. Reponho por fim as noites mal dormidas e descanso como uma princesa, feliz e segura. Ele expulsa os demônios do meu corpo, faz-me chorar a dor que escondo dentro de mim… faz-me suar a prisão em que vivi.
Renovo-me nas mãos do meu namorado.

O teu colo

f6180445a888cb88e53e2f28af022f30Arte: Samarel erotic art

Quando as lágrimas vencem e lavam-me o rosto, quando a força se esgota e o corpo se encolhe com medo, quando o frio me invade e me sinto desamparada, quando lutar perde o significado é o teu colo que desejo para me confortar.
Nunca consegui compreender porque me soa o teu colo a porto de abrigo, a fonte de forças e calor, se nunca conheci o calor do teu corpo…
Sempre que os ventos desorientam a minha bússola a minha alma deseja o teu colo como se tu fosses o meu Norte, como se aninhar-me no teu calor fosse a única paz que preciso para me alimentar e retomar o meu caminho.
É por isto que quero a tua presença. O teu colo.
Tenho um nó na garganta, no meu peito nuvens carregadas de tempestade, e no meu olhar a incompreensão instalada… preciso de ti, do teu calor e do teu colo.
Porquê não sei, nunca o tive nem compreendo porque é tão importante para mim, talvez queira a sinceridade do silêncio.
Estar junto de ti, mas com os meus ‘q’s’ mentais e tu com os teus… talvez precise só de partilhar o meu silêncio contigo e receber um pouco do teu. Sim é isso!
Talvez seja mais uma meninice minha… mas quero-te num quarto de hotel, tu de calções e eu com a tua t-shirt, musica, papel e caneta, vinho e tarte de frutos vermelhos, desvairos de profanação e silêncios reconfortantes e o teu colo como meu porto de abrigo.