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Seguimos de braço dado.

Vamos nesta viagem…
De mãos dadas.
De pensamento junto.
De coração cheio.
Seguimos de braço dado.
Tens algo que me prende em ti,
Bondoso, carinhoso e sedutor…
Que mais poderia eu querer no teu olhar??
Pressiona o acelerador, vamos para longe!
Se felicidade implica distância,
Distância serei de todos os outros
Apenas para sermos felizes.
Abraça este nosso caminho e leva-me junto sempre,
Não me soltes por banalidades e paixonetas.
Prometo-te uma vida de amor verdadeiro,
De beijos derradeiros.
Serei a tua co-piloto,
Nesta pista de corridas.

 

© Krishna 2017 #69Letras

Estrelas

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Texto Erótico|M18

– Anda, quero mostrar-te um sítio.

– Agora? Vão dar por nossa falta?

– E o que tem? Preciso de ti mais do que nunca.

Apenas sorri. Pegaste na minha mão, entrelaçaste os teus dedos longos e grossos nos meus e enquanto nos dirigíamos para a porta, imensos olhares focavam o nosso caminhar, os nossos corpos, as nossas mãos… Por momentos parecia que estávamos a caminhar sobre uma passadeira vermelha onde toda a atenção recaía em nós. Começo a sentir borboletas na barriga, nunca me tinhas segurado desta forma, com esta certeza. Afinal não passávamos de uns meros amigos que de vez em quando se encontravam para “estudar anatomia”.

Da última vez prometemos que seria a última vez, tal como todas as outras vezes. Já perdi a conta de quantas promessas já quebramos… seria para ser só uma vez, só um contacto, só uma noite, mas esta minha carência pelo teu toque e a tua carência pelas minhas fantasias combinam na perfeição.

– Já me vais dizer o que me vais mostrar?

– Quando chegarmos, verás.

(…)

– Este será o nosso lugar. Gostas?

Sinto a tua mão a pousar delicadamente sobre a minha anca, a puxares-me aos poucos para a tua frente e sem dar por isso, já estavas abraçado a mim. O meu corpo começa com suaves arrepios, é estranho, fazes-me perder a noção das vezes que já estivemos juntos, mas ainda consegues despertar esse efeito em mim.

– É lindo! Daqui vemos a cidade toda. Nosso? O que queres dizer com isso?

– Não queres que seja nosso?

És tão bom a fugir ao assunto quando me respondes com outra pergunta. Consigo sentir o teu coração a acelerar. A tua mão hesita-se, ficas sem saber onde me tocar, pousas-la devagar, com aquele toque quente na minha barriga, a tua respiração ofegante junto ao meu pescoço e o teu tesão bem junto do meu rabo.  Adoro senti-lo e ver-te assim, mordo o lábio e encosto-me mais um pouco para o sentir, viro-me para ti. Faço aquele olhar sedutor, desaperto as tuas calças, amarro-o, olho-te nos olhos e beijo-te. Caramba, que se passa contigo hoje?  Estás desajeitado com os beijos, estranho mas ao mesmo tempo tão romântico.

– Vem, deita-te aqui comigo. Olha como as estrelas brilham.

De facto, nunca tinha reparado muito nas estrelas, nem fazia ideia de que te interessavas por estrelas. Olho e vejo-as a brilham intensamente, intensamente como o desejo que tenho em te saltar em cima. Trazes-me aqui para ver estrelas? O sitio é fabuloso, de facto, a minha mente já está a trabalhar em simultâneo com a tua… estás à espera que diga alguma coisa não é? Não me vem nada à cabeça, o meu pensamento já está muito para além daquelas estrelas. Surge-me então :

– Não podes ir buscar uma para mim?

Não era nada disto que queria perguntar, só me ocorrem perversidades, aquelas que tu adoras. Dou-te a mão.

– Para que ir buscar uma, se tu já o és.

Trocamos olhares, sento-me na tua barriga, sinto as tuas mãos a subirem-me pelas pernas parando e apertando o meu rabo. Assim sim, já pareces o “bad boy” que conheci, desinibido.  Desaperto a tua camisa, muito devagar, botão a botão, sempre de olhos nos olhos, consigo sentir o teu desejo. Rebolas, fico por baixo, a relva está húmida, tal como eu. Desapertas o meu vestido… e permanecemos lá até o amanhecer.

 

DamaDeCopas

A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho

 

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Naquele dia o que ela mais queria era fazer-se mulher nas mãos daquele predador.
Nada do que sucedeu nesse dia, foi por acaso, aquela menina inocente premeditara tudo.
Com a casa da avó livre como cenário Capuchinho fez-se à estrada.
Colocou um leve vestido branco rendado na aldeia onde vivia, e nesse dia fez questão de poupar a mãe, coitada que trabalha tanto, e foi ela mesma quem preparou a cesta onde muito obedientemente levava o lanchinho à avó que vive no bosque todos os santos dias. Capuchinho rejubilava quando chegava a hora de se fazer à estrada e hoje não seria diferente.
A linda menina de lábios inocentes da cor do pecado seguiu sem olhar para trás em direcção à casa vazia da avó envolta na capa encarnada que sua mãe costurara para si.
Imaginem só aquela doce menina de pele clara, lábios pequenos e pureza espelhada no olhar a correr no bosque sozinha nervosa e ansiosa!
Pousou na mesa do chá o bolo e o pote de mel e do fundo da cesta tirou o que tanto escondeu da mãe.
TOC TOC!
Com o peito aos saltos, o corpo a tremer, e a ansiedade nas faces rosadas, Capuchinho Vermelho abre a porta em lingerie da cor da paixão, cabelos caídos nas costas, e atira-se para os braços do seu lobo.
Conhecera-o no dia em que trouxe pela primeira vez o lanchinho para a sua querida avó, e desde aí, fez questão de ser incumbida dessa função.
Capuchinho Vermelho foi arrebatada por aquele 69 do bosque que a fez derreter com o seu sedutor olhar.
Os passeios pelo bosque, os pés descalços no rio de aguas límpidas e cristalinas, as flores exóticas que juntos apanhavam, deixaram de ser suficientes. Foi ela, aquele doce menina, que quis tornar-se dele! E foi naquele dia, que o predador dos bosques, comeu a virgem da capa de vermelho e a tornou sua mulher sob a dança do corpo esculpido pelas horas de trabalho como lenhador naquele bosque.
Quanto à avó, que terá ela ido fazer para não estar em casa no dia em que a sua neta planeou deixar de ser menina? (esta será outra história)

 

A Vizinha

Fotografia: Via google

Doutoramento em sedução

 

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Pensas o quê?
Que chegas, pões em prática o doutoramento que tiraste em sedução e num estalar de dedos caio a teus pés?
Então, pensas bem!
Assim que te vejo a chegar sinto logo o cheiro a perigo no ar, sorris enquanto caminhas até mim atiras-te à minha cintura, e inicias o teu jogo proibido com frases perversas que sussurras ao meu ouvido.
Pensas o quê?
Que ainda agora chegaste e que és o meu mestre e eu a tua submissa obediente?
Então, pensas bem!
Beijas-me com paixão, tocas-me com desejo, dos teus lábios saem palavras de fazer as freiras rezar 24 horas por dia e capazes de estremecer as minhas pernas.
Pensas o quê?
Que chegas cheio de truques, e eu farei parte da tua lista de conquistas?
Então, pensas bem!
Se pensas que o teu sorriso descarado, o teu olhar desflorador, as tuas palavras carregadas de malícia, o teu desejo imortal, o teu jogo perverso e o teu corpo carregado de suculentas tentações vai me afetar,
então, pensas bem!

 

A Vizinha
Fotografia: Via pinterest

Eu quero fugir de ti, mas tu não deixas!

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Quem és tu que surges com esse ar de galã e seduzes-me e baralhas-me? E quem te disse que funciona? (Talvez a minha falta de jeito em fingir que não gosto)
Quem és tu que calas as minhas teorias, receios, medos e ‘q’s’ com as palavras que sabem a beijos?
Quem és tu, que me chamas para os teus braços e que o meu lugar não é longe de ti?
Quem és tu, que me beijas com desejo e me acendes o desejo sem me tocares?
Quem te disse que podias chegar e aprisionar a minha mente junto com o coração?
Quem és tu, de onde viste e porque só chegaste agora?
Quem és tu que agora, não estás aqui?

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015