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Mesmo longe, consomes-me…

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Consomes-me.
Tu estás tão longe, que se tentasse ir à tua procura morreria de insucesso.
Mesmo longe, consomes-me.
A minha mente só se interessa por ti, pelas memórias que vivemos e pelas memórias que ainda vamos escrever. A minha cabeça descarta qualquer informação que não tenha a ver contigo, e mesmo esta distância, me faz estar contigo, 24 horas por dia.
Consomes-me.
Quando o desejo vem é a ti que o meu corpo chama.
Sem dar por isso, acorrentaste com uma qualquer matéria invisível as minhas mãos e partiste.
Quero aliviar este desejo mas sou incapaz, sou rejeitada pelo meu próprio corpo, corpo este que só por ti se interessa.
Consomes-me a mente, o corpo e a alma.
Pobre da minha alma, que vagueia por terras nunca exploradas, atravessa oceanos e agora anda perdida por águas frias à tua procura.
Nem a alma me quer. Até ela consumiste ao ponto de me abandonar em busca de ti.
Tens razão. Como é que eu não me tinha apercebido?
Tu estas em mim. Sim, eu pertenço-te.

Represento.

Ilustração: Adara Sanchez Anguia

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Como eu consigo?
Não consigo.
Visto cores alegres para esconder a alma, e uso falsos sorrisos sinceros para ajudar nesta farsa.
Ao fim de várias repetições vai-se tornando mais fácil fingir que não tenho saudades tuas, e que não choro a tua partida.
Como eu consigo?
Não consigo.

Represento.

Ps: continua a visitar-me.

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Esta noite estivemos juntos!
Esta noite apareceste como se nada fosse e calaste-me a voz num beijo apaixonado como só tu sabes dar.
Esta noite, a tua morte não passou de um engano e estavas de volta com o teu sorriso tão grande quanto tu.
Esta noite, amámo-nos, derreti-me no teu calor, morámos juntos como tantas vezes planeámos.
As lembranças desta noite deixaram saudades em mim…. Agora a caminho de casa, apercebi-me que afinal a noite passada estive contigo, apenas em sonhos.
Gostei de te ver.
Estavas lindo.
Ps: continua a visitar-me.

Como se volta à vida quando parte de nós nos abandona?

 

Eu não acreditava na vida depois da morte… No inferno…
Mas depois de ti…

Aprendi que ninguém sai de um amor com vida.

É óbvio que estou vivo, respiro, o meu corpo move-se dia após dia…
Mas a minha alma, o meu brilho, o meu lado de menino apaixonado, o meu encanto…
Levaste contigo no dia em que me deixaste.
Habito agora um corpo apático que outrora transpirava emoções…
Sobrevivo neste inferno que é não te ter e eu não chamo isto de estar vivo.

Como se volta à vida quando parte de nós nos abandona?

A falta que tu me fazes, ninguém faz.
A paz que tu me trazes, ninguém traz.
As saudades com que tu me deixas, ninguém deixa.

KingOfMysteries #69Letras

Amar e ser amado? Para dançar o tango são precisos dois.

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Era o meu amor inteiro e o teu migalhas era eu feliz e deslumbrada pelo que sentia por ti, não pelo amor que me entregavas mas pelo que experienciava dentro de mim.
Oh! Eu amei-te incondicionalmente numa desmedida loucura, saltitava que nem adolescente para os teus braços, sentia-me realizada cada vez que te via sorrir.
Eras tu a minha demanda
Eu tua salvadora,
Tu o meu príncipe desnorteado
Eu, o teu norte.
Do que sinto mais saudades é de te amar e de sentir aquele amor queimar dentro de mim, mas esse amor desvaneceu-se, amar ou ser amado? Eis a questão.
No final este amor transformou-se em cansaço, amei-te por dois, alimentei o meu amor e o teu.
No final fiquei eu, cansada e desfalcada.
No final ficaste tu a lutar pelo que deixaste de receber.

Amar e ser amado?
Para dançar o tango são precisos dois.

?Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 2015

Tu confundes-me e consomes-me.

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Corada, quente e insaciável é assim que estou. Estás tão presente no meu corpo que quase que posso jurar que o teu toque é real.
Peço que te vás embora. Vai!
Tu confundes-me e consomes-me.
Temo que nunca mais me irei encontrar, e acabarei por morrer sozinha, com saudades de mim e do teu corpo. Apenas do teu corpo. Porque TU, ainda estás em mim, fizeste-me absorver o veneno que largaste quando pelo meu corpo rastejaste. Ocupaste a memoria do meu corpo e atordoaste os meus pensamentos e ainda hoje, sem ti, ainda te intrometes na minha mente e fazes-me corar pela lembrança dos pecados que outrora cometemos.
Pecados… que deixam saudade… pecados que ainda dão vontade… pecados que nunca mais cometerei… porque de mim fugiste…