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Ele é apenas apaixonado por um amor que já sabe que existe.

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Nem sempre quando escrevo é sobre um rosto específico, na verdade foram vários os rostos que à sua maneira me marcaram e deixaram de si em mim. Então pego nos vários pedaços das várias paixões que guardadas, misturo-os como se pertencessem a uma só pessoa e é para este todo que escrevo. Um rosto que não existe composto por pessoas reais que não sendo perfeitas deram-me deliciosos momentos de felicidade e quando os junto, são eternos e perfeitos. Escrevo-os como se seguisse uma receita, 10gr de emoção, 100gr de abraços, uma pitada de sedução e levo ao forno a tesão e é assim que vou escrevendo pequenos textos.
Nem sempre quando escrevo estou apaixonada, acontece é que ja estive e da mesma forma que guardo tudo o que ja vi, faço o mesmo em relaçao a tudo o que já senti. E quando tenho vontade de puxar a caneta como quem puxa um cigarro deixo fluir a mescla de sentimentos através da tinta e escrevo curtas de paixão, desejo ou saudade!

?A Vizinha

Brincadeira de mau gosto

Tem momentos em que a saudade aperta.

Ainda tudo parece uma brincadeira de mau gosto sem data de terminar. Mas estive lá, vi que não foi brincadeira mas mesmo assim continua a ser surreal de mais para ser verdade. Se eu não tivesse lá estado, poderia achar que tudo isto não passa de um equivoco, mas estive e ainda assim dentro de mim, existe a esperança que um dia destes tudo vai voltar ao normal, porque nada disto pode ter acontecido.

Não pode. A minha mente está doente, ou não será a mente, mas a alma e o coração destroçado? Como posso eu delirar e esperar que retornes do oposto da vida? Da morte?

Eu estive lá vi o teu corpo repousar, escutei os sinos e a terra a tapar a tua nova casa…. eu estive lá, então porque me parece tudo mentira? Não pode existir esperança na morte.

Oh meu amor! Daria a minha alma em troca da certeza de te voltar a ver. Derrubaria esta grande divisão, tudo para te ver uma vez mais sorrir.

O meu sorriso é decoração, os planos que faço para esta minha vida são colagens em cima de tristeza sem coração. Caminho desanimada, caminho perdida cheia de saudade!

Desejaria que me fosse arrancado o meu ultimo fôlego para deixar de sonhar contigo enquanto durmo e poder sonhar acordada a olhar para ti e voar imortalmente ao teu lado.

E tudo isto é demência, é dor gritante, escondida dentro de mim, não consigo te deixar ir, embora soe a loucura é esta realidade distorcida que ainda me segura.

 

 

A Vizinha #69Letras

Uma carta ao meu amor!

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Então e se de repente só existisse o correio como meio de comunicação? E se, os telefones e a internet desaparecessem como por magia?
E agora? O que se seguiria? O amor ia acabar? Não ia mais nascer?
Estas perguntas soam parvas não é?
Todos sabemos que antigamente (este antigamente não foi assim à tanto tempo como parece. Não foi no tempo dos dinossauros), não existiam estes meios de comunicação. A comunicação se não era presencial era feita por cartas. E hoje todos vocês que estão a ler isto estão cá, filhos dos vossos pais, que nasceram dos vossos avós bisavós que se apaixonaram e alimentaram esse amor, sem enviar 500 cartas por dia, ou falar horas ao telefone. Muitos viam-se uma vez ao mês quando a distância era grande, outros de quinze em quinze dias, ou uma vez outra por semana, quando escapavam da janela do quarto, fugidos para ir ao encontro da pessoa amada, ou por exemplo encontravam-se sob o olhar atento de um familiar, durante tempo limitado, para evitar a desonra na família. E amor nasceu, amadureceu independentemente da distância, do numero de dia ou horas que não se viam ou falavam. Bastava a saudade, as memorias do ultimo encontro e a ânsia da próxima vez. Tenho saudades deste tempo, tempo este que não pertenci, mas mais tranquilo e sentido. As saudades eram reais, doíam na pele, hoje são interrompidas de hora a hora… e a falta? E o desesperar pelo outro? O achar que parece que vamos morrer de ansiedade? e viver aquele abraço saudoso que rodopia quando no encaixe do abraço são o centro um do outro? E ver a pessoa amada a caminhar até nós, a irradiar felicidade que não cabe no sorriso nem no olhar, onde está isso quando ainda há 5 minutos trocaram mensagens?

Outros tempos.
Fico irritada com as novas relações. Fico com a sensação que quem manda mais sms é quem mais ama. Isto chateia-me. É-te imposto que mandes mensagens, muitas, várias até. Não te são dadas ordens diretas, mas dizem-te coisas como: ‘Hoje estiveste muito calada’, ‘já não gostas de mim’.
Isto irrita. Já bem basta passares o dia embevecida de paixão, a pensar e ansiar por outra pessoa, e ainda tens de interromper cada passo que dás para enviares uma sms ou duas ou três. E depois claro que cai mal um #nãoqueressaberdemim, quando não fizeste outra coisa se não suspirar o dia todo por essa pessoa.
Dos outros não sei, mas sei de mim. Sei que não lido bem quando me impõem quando tenho de dizer algo, que me forcem e façam sentir a obrigação de enviar um sms.
Meus amigos vamos ter calma.
Sejam dependentes do que sentem mas não invadam o dia a dia da outra pessoa. Não andamos na escola para andarmos a enviar sms o tempo todo com o telemóvel escondido debaixo da secretária. Somos adultos, trabalhamos, lidamos com pessoas. Façam o vosso dia a dia, e depois sim, inundem o telefone um do outro com declarações de amor ou colem-se que nem lapas nos vossos tempos livres.
Comuniquem pessoalmente esqueçam os relatos por telefone. Guardem isso para unirem a um olhar a dois.
Entendam dependentes de telemóveis ou internet que alguém ser ativo contigo diariamente não significa amor, fidelidade ou respeito.
No instante em que recebes um amo-te no telemóvel ele ou ela pode estar a trocar olhares sugestivos com outro alguém. Por isso vamos ter calma, respeitar o espaço de cada um e deixar de medir o amor que alguém tem por nós através do numero de sms que nos envia.

A vida como a conheço, desapareceu assim como tu.

 

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Fotografia: Via Pinterest
Talvez um dia o Universo nos permita viver a ‘parte II’ dos nosso amor.
Hoje és a lágrima que escorre pelo rosto quando o vento me beija, e eu sorrio.
Sorrio, com memórias felizes, com a fantasia de um dia voltarmos a sorrir juntos.
Às vezes, fixo as estrelas e partilho com elas histórias de quando me amaste.
Para mim, nem para as estrelas que acolhem cada palavra que partilho, acredita que o nosso amor nunca cairá em desuso, foi um amor anónimo, mas digno de ser representado em livros, em peças de teatro, filmes, digno de ser eternizado nem que seja só no meu coração. E é o que basta. É o nosso amor. Nosso. Ninguém o saberá medir ou igualar, sentir ou emocionar como nós…
Este adeus forçado obriga-me a enfrentar a vida sem ti, mas meu amor, escondo-te nas minhas memórias, declamo o teu nome sempre que me perco a fitar o horizonte, desejo e suplico ao vento que me traga por instantes a memória do teu cheiro.
Amo-te em segredo e espero-te em silêncio, porque sei que,
um dia retornarei a ti.
Um dia retornarás a mim.
Um dia retornareMos.

 

A Vizinha

Faltas-me.

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Imagem: Fabian Perez Artist

Faltas-me a cada música nova que sai, a cada estreia no cinema, a cada noite que se faz.
Faltas-me onde sempre soube que nunca mais conseguiria passar sem.
Faltas-me no meu respirar, no travo dos meus lábios, no calor do corpo, no abraço da minha alma.
Faltas-me no meu mundo que tu o sabias e que dele me escondo.
E não me consigo habituar à tua falta…

um lugar que ninguém vai ocupar.

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Sentada no canto deste quarto onde nos devorámos em infinitos momentos, revivo-nos.
Memórias tão fortes, que me trazem o cheiro familiar da nossa paixão.
Sinto falta de ver o teu desejo crescer, com um simples movimento do meu corpo.
Deitada nesta cama, já à muito sem os lençóis que contaminamos de tesão, dezenas foram os filmes com que gravaste cada imperfeição do meu corpo, cada sinal que me pinta, cada cicatriz que me foi aberta.
Quantas noites de conchinha tivemos o privilégio de ter?
Conhecias o meu dormir. Sabias quando descansava com os anjos, ou quando precisava do teu aconchego para expulsar os diabinhos que tentavam estragar o meu sono de beleza.
Despertar com o teu toque a derreter-se na minha pele, era o melhor início de dia. Todos os dias, começávamos com o pequeno almoço dos deuses, o teu sabor em mim, o meu em ti. Líquidos cheios de açúcar.
Vício.
A tua mão a embalar os meus cabelos e a intensidade do teu beijo, trazem-me saudade….
Espero voltar a ver-te nos meus sonhos…o único lugar onde ainda existes, um lugar que ninguém vai ocupar.

?A vizinha #69Letras