Arquivo de etiquetas: Ruiz

Doce néctar feminino…

Texto Erótico | M18

Tarde de inverno! Estou a aproveitar o sol da tarde num café pitoresco onde, eventualmente, busco inspirações…o toque do meu celular desperta-me de intensas divagações, a mensagem diz: “O texto sairá às 19h!” E, assina: Vizinho #69Letras. Logo meus pensamentos anteriores transformaram-se em seios tesos que via-se por pequenos relevos na blusa branca. Muitas foram as vezes que pensei no Vizinho…”Será que ele fode… fode mesmo? Ou serão apenas letras?”. Invariavelmente, via-me ajoelhada na sua frente, segurando o seu pénis, lambendo-o, tomando-lhe todo em minha boca e ele a segurar os meus cabelos com força! Ou, em outros momentos, via-me sentada sobre a sua boca, sentindo a sua barba em minhas coxas, sua língua a lamber a entrada da minha buceta, ou a sugar o meu clitóris. Sou despertada pelo celular novamente.
“- Olá! Bom final de tarde, Fah! Aceita tomar um vinho comigo?” Imaginei, por um instante, uma taça sendo derramada sobre a minha vagina… quando disse: -“ Sim, aceito!” Marcamos na minha casa! 2h depois abro-lhe a porta. Sinto o seu perfume que invade a minha mente! Sinto-me pulsar entre as coxas! Os seios tesos, novamente e penso: Relaxa! Respira, Fah! Acalma-te!!!

 

Fah Ruiz… Desde o Colóquio Internacional de Literatura em São Paulo que ela invade meus pensamentos e minhas mais puras e quentes tentações. Não sei se pela forma arrojada que me abordou, pelo seu olhar negro e brilhante, ou mesmo pelo Hipnotic Poison da Dior que invadiu o meu nariz… só sei que fui “obrigado” aceitar o convite da editora para novo encontro Literário em Porto Alegre na esperança de a rever e assim fortalecer uma amizade… Amizade… tu e as tuas amizades… sê direto e diz logo! Queres é explorar aquele corpo perfeito e bronzeado, torneado e apetecível!
Vinho… uma boa desculpa para aquecer neste Inverno Brasileiro que tanto me agrada, na companhia da minha Poetiza Brasileira favorita. Em sua casa, melhor ainda! Não posso resistir, ela tem que ser minha!
“- Olá, Boa noite Fah…
– Boa noite Mr. V! Entre! Sinta-se á vontade e confortável!” Á vontade e confortável! Sabes bem como desejo isso! E ainda por cima me recebe num deslumbrante vestido preto de cetim, justo à pele onde consigo visualizar as curvas do seu corpo. Irresistível! No exacto momento que cerra a porta eu me coloco atrás de si, abraço e beijo seu ombro descoberto… Liberta um gemido e respira fundo… vira-se para mim e me beija nos lábios, deixando-me completamente em êxtase! Um beijo que não termina, envolvente e muito quente que se interrompe no momento que nos sentamos “à vontade e confortáveis” no seu sofá. Sim, ambos desejávamos este abraço, este beijo…
“- Vinho? – Sim, obrigado…” Entrega-me um copo de vinho tinto, e enquanto dou um gole reparo que em cima da mesa está o flogger de couro, as algemas e uma linda venda preta…
“- Fah, as tuas intenções então em sintonia com as minhas…
– Já tínhamos falado sobre isso…” e nesse momento se levanta e despe seu vestido ficando apenas de meias rendadas presas a uma cinta e no seu salto alto super sensual! Mil e uma coisas desejo neste momento mas o vinho lembrou-me de uma fantasia que à muito pretendo realizar.
“- Fah, quero beber este vinho mas vindo dentro de ti.
– Uau! Tu lês-me os pensamentos!”
Deita-se, coloca duas almofadas na sua lombar e abre suas pernas…
“- Tenho que preparar o teu corpo minha querida… e a minha língua é perfeita para isso”
Começo por beijar seus joelhos, seguindo viagem até as interior das suas coxas onde encontro um lindo e húmido ninho de prazer… minha língua é devassa, meu desejo é imenso, minhas vontades são enormes! Desde a entrada da vulva até ao seu clitóris minha língua percorre esta estrada quente e doce, e com dois dedos penetro-a… Ela liberta um longo e intenso gemido, contorcendo todo o seu corpo…
“- Não te mexas, vou colocar o vinho dentro de ti…”
Com cuidado e precisão coloco um pouco de vinho dentro de sua vagina, sugando de imediato para não entornar no sofá! Na minha boca sinto a mistura estonteante do vinho com o néctar quente e doce da sua vagina, na pele arrepiada a safadeza enriquecida com o álcool, no nariz o exótico e floral do óleo corporal que seu corpo emana, na ponta dos dedos a suavidade da sua brilhante e magnifica pele…

 

Entre um gemido e outros tantos, percebo que o feitiço se virou contra o feiticeiro.  Após ele ter bebido o seu vinho entre minhas coxas… busca novamente a minha boca com seus lábios lascivos, me beija como se quisesse entrar dentro de mim pela boca, roubando-me o ar, dominando o meu corpo com suas mãos! Ahhhh!
Vira-me de costas e me põe de quatro,  acaricia o meu clitóris enquanto alterna mordidas, beijos e lambidas na minha bunda. Fico extremamente excitada, o corpo dormente como se eu já não estivesse mais presente conscientemente, apenas todo o desejo que sinto por ele movimenta, agora, o meu corpo e meus pensamentos. Ele puxa os meus cabelos até meu rosto ficar muito próximo da sua boca e sussurra palavras que faz a onda de excitação molhar e pulsar entre as coxas. Ele se afasta e puxa meu quadril em sua direcção, apoio o rosto no travesseiro e levanto bem o quadril que ele segura de forma firme… sinto-o acariciar a minha buceta com o pénis antes de penetra-la… solto um gemido agudo ao mesmo tempo que me ponho a rebolar para ele, para senti-lo mais e mais dentro de mim…

 

És doce e ternurenta, quente e bem húmida… as minhas estocadas são profundas e certeiras, teus movimentos com a cintura são maravilhosos e super excitantes! Bem olho para os nossos brinquedos na mesa mas agora só te quero assim, de quatro para mim, onde és toda minha e completamente á minha mercê… Entre gemidos e contorcer de corpos atingimos em uníssono o clímax, e derramo todo o meu tesão dentro de ti…
“- Este vinho é saboroso, e malandro também… Acho que temos de abrir mais uma garrafa!”

 

Fah Ruiz
&
O Vizinho #69Letras

Sobre ontem!

image

Texto Erótico | M18
Ontem, há esse tempo, havia decidido vê-lo! O desejo saltava-me aos olhos, as células, o corpo manobrava ondas de vontade! Olhei-me no espelho após fechar a presilha  que prendia a meia preta e vi cabelos negros a emoldurar o meu rosto! Minha boca carnuda, vermelha do batom que acabará de acarinhar estava, especialmente, melhor naquele momento. Baixei o vestido até as coxas, calcei os sapatos. Desci calmamente as escadas. Quando o táxi parou na porta do prédio… Segui firme com e mente leve e lábios molhados. Ao entrar em sua sala ele estava acompanhado de outros engravatados! Fumavam charutos e bebiam algum etílico, pelo perfume que senti. Ele estava sentado atrás de uma mesa! Fui até ele e sem pronunciar uma palavra empurrei a sua cadeira e ajoelhei! Mergulhei seu sexo em minha boca que o desejava intensamente! Detive-me ali por longo tempo, sentindo cada centímetro daquele homem dentro da minha boca… logo, sinto o meu corpo ser levado à mesa! Vejo papéis serem retirados rapidamente, gemidos e vozes desejosas… sinto-o beijar meus quadris e segurar com força cada lado dele. Ele me invade! Lenta e profundamente! Solto um gemido que faz alguém aproximar-se e beijar a minha boca com mordidas e lambidelas, enquanto ele diminuía o tempo entre a busca de uma profundidade e outra. Sinto outro a acarinhar os meus cabelos, enquanto pergunta se eu o quero, também! Ele levanta meu dorso, nisso sinto mãos e bocas tomarem os meus seios e sou apresentada a outro, grande pénis, que invade a minha boca num vai e vem delicado! Ouço gemidos vindos de todos os lados e meu corpo entra em tesão profundo, lateja e quer mais e mais… eles seguem ali, me presenteando com estocadas, lambidas, mordidas caricias e eu rouca pela profusão de gemidos! Ele solta-me de mãos, bocas e membros duros e volta-me para ele… Segura meus seios e os lambe e os suga e faz molhar-me intensamente. Acarinha-me com os dedos! Puxa-me o quadril e novamente busca a profundidade  molhada com estocadas fortes e apenas diz: olhe para mim! O que faço gemendo e sussurrando até o gozo!

Fah Ruiz #69Letras

Eu em tua boca!

13382324_1439329186092557_1832371025_n

Texto Erótico|M18

Havia 2 anos que ele incitava vontades muito intimas em mim! Evitava o seu olhar, sua conversa provocativa. Certa feita, estava em casa, atirada sobre grandes almofadas, quando o celular tocou… li no identificador: Ele! Novamente provocando, novamente lascivo… Quando disse, por fim: venha! Dez minutos depois abri a porta! Ele entra um tanto tímido para o seu tempo de vida e experiência… eu não falo nada! Apenas o beijo lentamente! Suas mão percorrem as minhas costas e entendem os meus cabelos negros por rédeas o que faz com que o beijo seja um mergulho sem escafandro em mar revolto! Desço percorrendo o seu dorso com a língua… neste momento, todo o meu corpo o quer… lateja, molha! Encontro um tesão imenso que deixo invadir a minha boca… ele geme! Logo me afasta e por segundos olha para mim e vê a minha língua buscar os cantos da boca como se gotas de um vinho bom pudessem escapar por ali. Ele sorri e num sussurro rouco diz: Tu é minha! Minha! Fecho os olhos e o sinto entre os meus rins… sugando, acarinhando… sorvendo! Sinto suas mãos cravadas nos meus quadris! Levanto, viro-me de costas para ele e apoiando a perna no sofá… inclino o dorso e ele vem… e me doma! Eu tremia e sussurrava gemidos! Ouvia a sua respiração mudando de cadencia e fomos assim, num encaixe perfeito até a explosão de sensações e , enfim, a dormência!

Fah Ruiz

Espasmos no abismo líquido

received_1437130119645797

Ele está a dois passos de mim… Três segundos e me perdi no verde-outono daqueles olhos. No teu pecado ou no meu?

Sigo em frente, ouço passos firmes e rápidos. Ando na direção do meu porto seguro…ele vem à sombra da fumaça do seu cigarro. No corredor passo por quadros que retratam rostos disformes, mãos que buscam nudez de Gueixa. Cortinas esvoaçantes dançam ao ritmo da tarde. Olhos se cruzam no espelho. Ao passar para o 3° andar ouço sua respiração. As luzes do fim de tarde atravessam a escuridão do corredor. Paro em frente ao retângulo bege. Alguns anos, de puro capricho burocrático com a vida, caem ao chão. Atravesso o vão do templo da retidão. Não passo a chave. Olho para a  banheira. A espuma convida. Deixo cada peça de roupa deslizar pelo meu corpo, como que, seres com vida, entendessem,  essa, momentânea eu, deixando-me seguir para o livre arbítrio. Junto delas se esvai cada centímetro do protocolo protetor.

Ele fecha a porta. Sinto seu calor, seu cheiro. Sua respiração anuncia.  Arrepios fluem destemidos. Meus cabelos são soltos e caem na cintura presa entre dedos arbitrários. Ele me mantém assim, à sua vontade. A língua invade. Liberta fico em suas mãos. Nesse interagir sem diálogo, personagens sem nome, deslizo solta, levada à doce força para um prazeroso enredo.

Ecoam sons, reflexos de átomos atraídos. As respirações cadenciadas como orquestra sob entendida batuta. Meu corpo é levado sem pressa, tomado como quem senta em uma praça, solitariamente e absorve o frescor do outono, deliciando-se, vagarosamente, num sorvete de pistache. Segue assim, sorvendo cada poro. O ventre toma forma, lateja… Quer! O ar embriaga. Cria-se a arena. Não sei se sou o touro, o pano vermelho, o toureiro ou mesmo a poeira lançada depois de cada “Olê” elegante. Logo sou um leque, frenético e frágil, de alguém na arquibancada. Ele dentro, vida dentro. O gemido vem entre lábios. Vozes em sussurros. Sou levada para fora do tribunal da consciência. Para ele sou Clarice-Marta-Angelina-Janis-Fabiani-Bartira-Ágata-Scarlet, sendo domada. Dois corpos em espasmos. Derramo-me, leve e dormente, em seu aconchego.

Volto à vida com o suspiro que me é contumaz. Lembro do abismo líquido do tédio e de como é saborosa a perversão.

Sigo em frente, com meus devaneios, com meu café forte e amargo ao som de… Ne me quitte pas.

Fabiani Ruiz