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Sim um Homem também chora…

Hoje vi uma fotografia tua. Bendito facebook!
O meu coração disparou…

Continuas linda, sexy, com o teu doce ar que sempre me fascinou.
E eu continuo louco por ti.

Vai fazer três anos, desde que tudo terminou entre nós.

Vi um amor que pensei ser eterno morrer de repente, vi uma amizade que pensei resistir a tudo cair por terra em menos de nada.

No outro dia passei naquele sítio infernal, onde tudo terminámos.

Foi a primeira vez que ali voltei quase 3 anos depois.
Foi como se revivesse tudo novamente.

Eu sei que não demonstrei mas foi ali, naquele dia 15 de junho, já passava da meia noite, que a minha alma morreu.
Foi ali que senti o meu chão desaparecer, o meu mundo desmoronar e que tive certeza que perdi a mulher da minha vida.
Segui rua abaixo, completamente desorientado, com as lágrimas a escorrer-me pela face.

(Sim um Homem também chora.)

Não devia ter-te deixado ir! Hoje sei. Não deveria ter-te deixado ir! E como me arrependo!
Perdoa-me meu amor, que orgulhosamente achei que estava a agir de forma correcta.

Hoje sei que não passei de um parvalhão orgulhoso que deixou a mulher que mais amou na vida fugir por entre os dedos quando mais uma vez tentaste falar comigo e eu não ajudei, decretando assim o nosso triste fim.

 

Estou pra lá de morto de saudades tuas.
Mas o meu coração continua aqui no meu peito a palpitar por ti, com uma esperança, louca, que nem eu sei onde ele a encontra, de que um dia ainda vamos recomeçar essa nossa história que um dia terminámos erradamente.

 

© SilentSoul 2017 #69Letras

Estava calor, não sei se era do vinho ou se era de mim… | Momento Erótico |

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| M18|

O jantar tinha corrido na perfeição
a conversa fluiu naturalmente,
a comida estava deliciosa
duas garrafas de vinho se esvaziaram.
Sentia-me leve
Sentia-me satisfeita.
Ele foi tirar os cafés
Aguardei na sala.
Estava calor,
não sei se era do vinho
ou se era de mim.
Fui até à varanda
não havia vento o
céu estava estrelado.
Estava lindo.
Perdi-me em pensamentos
a lua estava especialmente bela.
Ele estava a demorar
será que ele tinha gostado de mim?
Gostei dele!
Que se seguirá?
Ele interrompe os meus pensamentos
os seus passos a aproximam-se.
Senti que ele me contemplava,
inclinei-me sobre a varanda salientando as minhas formas
iluminadas pela lua.
Inspirei fundo
Surpresa, abro os olhos!
Colou-se a mim
agarrou-me a cintura,
toda eu estremeci,
inspirei novamente
e ficamos assim a sentir-nos
colados um no outro.
Queria mais…
não ia pedir…
desviei os cabelos
Revelo-lhe o meu pescoço,
beijou-o no imediato
nem se fez esperar,
a mão dele acariciou o meu ventre,
perdeu-se nos meus peitos
e tornou a descer…
afastei as pernas dei-lhe a entender que podia prosseguir.
Não se fez tímido,
subiu o vestido,
desviei as cuecas
e deixei-o entrar dentro de mim.
Uma estocada
um gemido incontrolável…
shiuuu baixinho olha os vizinhos do prédio em frente – disse-me ele!
Entre suspiros
e entredentes
gemi ao ritmo
que ele se movia dentro de mim…
fomos para dentro,
as roupas tinham de sair…

  © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

Ilustração: PetiteLuxures (via instagram)

Nunca mais te vi desde esse dia…

Texto Erótico|M18
Foi a mais ou menos quatro anos numa das ultimas noites de calor que estivemos juntos pela ultima vez. Eu estava tão apaixonada por ti… Por que raio? Hoje penso em ti e sinceramente só sinto repulsa. Mas bom… Naquela altura era a ti que te queria. Foi uma noite arriscada mas que me ficara na memoria. Lembras-te?
Estávamos naquele bar perto do centro comercial. Já não estávamos juntos, até porque me trocaste por outra. Mesmo assim continuava a provocar-te da melhor maneira que sabia. E tu adoravas cada instante. Amavas a minha boca, os meus lábios carnudos e a minha língua… Com o olhar fixo em ti e ignorando os nossos amigos a volta, passava a minha língua pelos meus lábios com movimentos bem lentos. Dava-me um imenso gozo ver-te a remexeres-te na tua cadeira. Passava os meus dedos disfarçadamente com os teus olhos fixos em cada movimento que eu fazia. A tua tesão crescia e tu nada podias fazer.
Começaste a enviar-me mensagens e mandaste-me ir ter ao teu carro. Desculpei-me dos outros a dizer que tinha de fazer um telefonema. Pouco depois vieste também tu. Encostaste-me de costas voltadas para ti contra o carro e fizeste pressão contra o meu rabo para sentir essa tua tesão enorme. Sussurraste-me ao ouvido que me ias castigar e mandas-te me entrar no carro. Com o meu olhar de desafiadora disse que não. Com uma mão agarraste-me no braço e com a outra abriste a porta do carro. Empurraste-me para dentro. Entras-te também, ligaste o carro e não falamos mais uma palavra. Só paraste quando chegamos a zona industrial que ficava la perto. Estacionaste entre uns camiões e saíste do carro. Abriste a minha porta e eu saí para fora. Queria-te perguntar o que fazíamos ali, mas nem me deste tempo de dizer um ui.
Agarraste-me pelo cabelo e beijaste-me com uma intensidade que nunca antes tinhas feito. A tua tesão roçava em mim. Levei as minhas mãos ao botão das tuas calças e abri-as. Puxei as calças e os boxers para baixo e senti o teu pénis a saltar erecto contra as minhas mãos. Comecei a massaja-lo lentamente, soltas-te um gemido. Olhaste para mim sem dizer uma palavra. Quem falou foi o teu olhar. Suplicavas-me para te saborear com a minha boca. Desci e ajoelhei-me em frente a ti. Passei a minha língua na ponta e vi o prazer nos teus olhos. Massajando com as mãos e passando a minha língua em volta dessa tua tesão gostosa, lubrifiquei-o todo. Comecei por chupar só a ponta… O teu olhar escureceu. Eu sabia que estavas a adorar cada segundo. Envolvi-o todo com a minha boca e com movimentos rápidos e sugadelas, fiz-te vir quase na minha boca. Mas cabra como sou parei antes de te vires. Ficas-te a olhar para mim com cara de incrédulo. Respondi-te que não era a tua noite de prazer mas sim a minha. Só tive tempo para me levantar. Ajoelhaste-te em frente a mim, baixaste-me as calças e puxando a minha cueca molhada para o lado, começaste a penetrar-me com os teus dedos e a tua língua habilidosa. Fizeste-me vir ali mesmo com um orgasmo bem intenso. Paraste… Tiraste-me a camisola e com um movimento rápido abriste o meu sutiã. Tiraste-o e começaste a massajar e sugar os meus peitos. Levei a minha mão direita ao teu pénis e massajei ao mesmo ritmo que me sugavas os bicos. Viraste-me de costas para ti e debrucei-me em cima do capo do carro. Enfiaste dois dedos na minha vulva, retiraste-os e penetraste-me com uma brusquidão enorme. Fodeste-me ali mesmo, e presenteaste-me com dois orgasmos intensos antes de entrares também tu em êxtase.
Depois de recuperarmos o fôlego vestimo-nos e voltamos para o bar. Nunca mais te vi desde esse dia…

Contigo no pensamento

Amadruguei em ti, neste frio de inverno o teu fogo eterno quando a rua sai, contigo no pensamento deixei este inferno e encontrei no teu sorrir o meu alento. Já bebi um café e a imagem do teu rosto que me acompanha quando lhe senti o gosto veio me uma alegria tamanha que mesmo mal disposto por tamanho madrugar, sigo caminho mãos nos bolsos e a assobiar. Sei que te sentes cansada mas meu corpo é tua morada, casa quente aconchegada, aperto forte e mão segurada num riso de bom dia, beijo de um até logo em despedida demorada que manhã se faz tarde e eu ansioso e sentido nesta espera te aguarde logo ha noite sem alarde que não gostas de ruido.

O Inquilino #69Letras

Seria o teu verão se me deixasses…

Seria o teu verão se me deixasses,
por mais que te lembrasses que a tua vida é um senão,
seria o calor da areia quente em teu dorso,
a agua que varre esse coração que não palpita,
que nessa forma maldita indisposto, se sobranceira,
se põe em bicos de pés, dessa maneira tão vazia,
sem querer deixar mensagem á deriva numa garrafa vadia,
que dá á costa, e não vagueia, ali fica inerte a espera,
que eu me lembre de quebrar a monotonia.
Seria a tua primavera, de cheiro a flores campestres,
mesmo em beijos que nunca me deste, sobrevivo,
musa dos meus pensamentos e me deixa assertivo,
por não conseguir sair a rua quando faz sol e nos lamentos,
da calçada que piso, vejo as gotas de tuas lágrimas, résteas da chuva de ontem,
teus tormentos, minhas saudades que improviso, por não te ter,
por não te conseguir ver, nas folhas dos abetos que me circundeiam,
e imaginar que em seus ramos nossos corações passeiam, libertos.
Poderia ser o teu verão se me deixasses ou até primavera de teu cheiro repleto,
ou até inverno que me encoberto no teu calor de lareira acesa, me afogasses em teus braços,
e ali ficasses, á espera do meu outono, de roupa despida, princesa de corpo nú na surpresa,
de não haver dono, nem dona, apenas deitada sobre a mesa, á luz da vela,
apreciar a beleza nessa semiescuridão em que a tua sombra deitada sobre mim,
te faz tão bela, tão sensível a meu toque, nesse choque em que te fechas como flor na minha mão.
Seria o teu verão se me deixasses…

Audição OFF. Criatividade ON.

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Fotografia: Via Pinterest
Audição OFF. Criatividade ON.
Vou-te contar um segredo.
Houve momentos que não ouvi metade do que disseste, não porque não tenha interesse em te escutar mas porque o filme mental que realizei interferiu totalmente na audição.
O teu interesse em mim como argumentista, pode até não ser nenhum, mas olha faz o que quiseres com a informação que estás a receber.
Eu: ARGUMENTISTA
Tu: REALIZADOR
Eu e Tu: ACTORES
Foi simples, Nada muito elaborado.
Os dois em pé, frente a frente, as tuas mãos que despem o vestido pelos ombros, eu nua, tu pronto, fecho das calças desapertado, os teus braços que me colocam ao teu colo, estas pernas a abraçar a tua cintura, as tuas mãos nas minhas costas e cabelos, bocas esfomeadas, tu dentro de mim, as tuas mãos nas minhas coxas e as minhas costas a lamber a parede.
E foi isto. Apenas e nada mais que isto.
Criatividade OFF. Audição ON.
**

👠A Vizinha

É o quanto basta para te sonhar e esperar.

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É,
Eu ainda agarro esta ideia, louca ilusória e infantil!
Pois que seja. Eu sonho, invento e reinvento, desejo ardo e espero.
Perfumo-me de sonhos, de cores suaves e castelos encantados.
É, ainda acredito e é por isso que te sonho!
Ah se soubesses o quanto eu sonho contigo e o quanto pareces real…!
Farei qualquer coisa para te ter para mim, a ti que te invento e não tens rosto, cor, cheiro ou sabor, não tens voz nem calor.
Conheço a tua alma, o teu coração o que te faz sorrir e chorar, mas se me cruzar por ti na rua, como te irei encontrar se tudo o que invento de ti é uma silhueta que não se assume e teima em demorar?
Oh! Tu és real, e eu espero e perco-me em momentos que um dia iremos viver, antecipo o teu abraço e a mais bela história de amor.
Dizem que não existes, não és real, que és o sonho que nunca será correspondido, a canção que nunca ninguém cantará, o por-de-sol que ninguém tocará, o arco íris que ninguém roubará!
Dizem eles mas não digo eu. É o quanto basta para te sonhar e esperar.
Eu não vou desistir nem me entregar a outro alguém que não tu, apenas porque tardas e podes nunca mais chegar.
Eu vou estar aqui, e vou ter-te para mim.