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Uma rapidinha entre canais e uma porta fechada!

Não consigo pensar em nada mais triste do que um fim de um amor.

Uma porta fechada, um quarto morto apenas com o som de uma rotina: deitar para cedo erguer para trabalhar, voltar jantar e tornar a deitar. Continuar a lerUma rapidinha entre canais e uma porta fechada!

Ovo Vibratório

TEXTO ERÓTICO M|18 🔞🔞🔞🔞🔞🔞
Como sempre ao final do dia, quando chego a casa depois dum bom banho e adiantar jantar.
Sento-me ao computador a ver as publicações dos meus colegas da  #69Letras.
Qual não é a minha surpresa, a nossa Loja Sex-Shop Aubaci online.
Óptimo!!!
Nada como ir espreitar as novidades. Delicio-me com os conjuntos de lingerie, com os corpetes (de morrer e chorar por mais).
Mas o que me chama mais atenção são os óleos de massagem, os acessórios de BDSM… Hummm!!
Já sei que me vou perder, das duas formas. Em dinheiro e novas aventuras.
Depois de apreciar cada imagem, cada artigo, decido-me para experimentar um Ovo vibratório e um conjunto de Wax Play (para quem não sabe, são velas corporais para brincar com o parceiro).
Encomenda feita. 24 horas depois entregue. Pacote discreto só com o nome da transportadora.
Abro excitada para ver os artigos e chamo o meu companheiro.
Pergunto-lhe qual dos dois vamos estrear. Com aquele olhar safado que gosto, pega no Ovo e diz-me:
– Que tal irmos jantar fora, e na altura certa colocamos o Ovo…
Como não é só ele que gosta de doidices. Acedi ao pedido.
Vestido de verão sexy de alças azul escuro por cima do joelho, sem lingerie e sandália de salto.
Chegamos ao restaurante, pediu uma mesa no centro da sala. Olhei para ele e disse-lhe que uma mais discreta era melhor. Discordou. Seria a do centro.
O meu coração disparou, como é que ele iria ligar o que trazíamos, se éramos o centro das atenções no restaurante. Respirei fundo e deixei-me ir.
Pedimos o jantar, e já com meia garrafa de vinho branco bebido, sentia-me mais relaxada. Mais solta e atrevida.
Descalcei um dos pés e deixei-o deslizar por debaixo da mesa e toquei ao de leve no membro dele, já a meia haste.
Mordi o lábio e sorri. Senti a mão dele acariciar a minha perna e ir subindo.
Senti calafrios e ao mesmo tempo excitação, já me sentia molhada e a escorrer pelas pernas. Fiquei em sentido, quando o senti introduzir o Ovo em modo vibratório ao de leve no meio dos meus lábios da vagina.
Aumentou a vibração e introduzi-o todo dentro dela. Dei um pulo. Segurou-me na mão e disse para eu respirar.
Mas respirar como???
Se aquela vibração começava a dar-me espasmos no corpo e quase atingir o orgasmo.
Ele disfarçava, sorrindo para mim e tentado distrair-me com a conversa, mas era impossível.
Cravei-lhe as unhas nas mãos dele e disse-lhe ao ouvido:
– Já não aguento mais!!! Estou-meee a virrr!!!..
Senti a mão dele de novo nas minhas pernas, retirou o Ovo. Senti todos os meus fluidos a escorrerem por mim abaixo. Discretamente, ele leva o Ovo à boca para saborear o meu mel.
Estava louca de tesão, precisava sentir o corpo dele no meu, sentir aquele membro que me enlouquece.
– Quero que me possuas, não importa onde seja. Quero-te já!!
Saímos. Dirigimos-nos para o carro, deu meia volta ao quarteirão, numa rua mal iluminada, parou o carro.
Tirou-me lá de dentro, deitou-me sobre o capô e violou-me com desejo, loucura.
Deixei os meus gemidos que estavam presos na garganta, soltarem-se e pedi-lhe:
-Não Pares!! Não pares!! Quero sentir esse teu leite todo dentro de mim. Inunda-me!!
Atingimos o orgasmo em uníssono. Com os corpos ainda colados, senti o calor dos lábios dele nos meus.
Fechando aquele momento com um beijo quente, doce e apaixonado.
Seguimos para casa com um sorriso nos rostos, de quem achava que as coisas não iriam ficar por ali…
Ainda havia mais por experimentar…
®Lola 2017 #69Letras

Ilumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

O único pecado que existe é não estares ao meu alcance, como poderei eu saciar-me se não te tenho aqui onde és preciso?
Preciso-te para que me preenchas com os teus pedaços de homem trágico. Luz todos a temos, mas quantos de nós entram no quarto escuro da alma em que habitamos? E desses quantos, quantos são os que o partilham ou se deixam visitar? Adoro-te por isto! Pela porta que me abres, onde rompo por ti a dentro e instalo-me na noite sem estrelas onde resides, bruto, liberto, nessa mártir que me seduz onde alberga a minha luz. Continuar a lerIlumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

Sous le ciel de Paris

E lá estava ela.
O olhar brilhante, o sorriso doce, as madeixas douradas a ondular ao sabor da brisa, o casaco vermelho a combinar com a boina, o corpo esbelto e perfeito.
Na ponte sobre o rio Sena lá estava ela, a contemplar a Torre Eiffel, como sempre fazia ao fim da tarde.
A neve caía-lhe sobre os ombros como se algodão fosse e ela não se importava com o frio cortante que se fazia sentir naquele Inverno parisiense.
E, como sempre, aqui estou eu sentado na escadaria à espera que ela chegasse, apenas para a contemplar.
Apenas a olhar, sem a poder tocar, sem lhe poder dizer que o meu coração se prendeu a uma estranha.
O meu coração prendeu-se a ela.
Mas hoje foi diferente.
Hoje, depois de olhar a Torre, ela olhou para mim.
O seu olhar chocou com o meu e, timidamente, ela sorriu.
Sorriu para mim. E aproximou-se.
“Posso sentar-me aqui?”
Surpreso, apenas acenei a cabeça em sinal afirmativo.
O meu corpo estremeceu quando ela se sentou e o seu perfume suave invadiu o espaço.
“A vista é linda. Todas as tardes venho até aqui para olhar para a Torre e ver o anoitecer cair sobre ela.”
“Eu sei. E eu venho aqui só para te olhar e comprovar que o teu brilho é maior que o das estrelas”, pensei.
Sorri para ela e apresentei-me.
A conversa sobre Paris e a sua beleza prolongou-se até a noite chegar.
“Amanhã irei voltar. Encontro-te aqui?”
Ela queria voltar a estar comigo.
O meu coração quase explodia com tanta felicidade.
A semana passou-se com encontros diários na escadaria.
E eu sentia-me apaixonado.
Numa dessas tardes ela contou-me porque olhava sempre para a Torre Eiffel ao anoitecer.
“Um dia gostava de ir até ao cimo da Torre e olhar as estrelas. Acredito que de lá lhes poderia tocar e que os meus desejos se realizariam.”
“E qual é o teu desejo?”, perguntei.
“Neste momento…tu”.
Os nossos olhares fixaram-se, aproximando os nossos rostos e fazendo com que os lábios se tocassem.
Que beijo tão suave e doce.
Eu amava-a. Eu queria tornar os seus sonhos realidade.
Uma tarde, antes de nos despedirmos, sussurrei-lhe ao ouvido:
“Esta noite vais mais alto. Esta noite vais tocar nas estrelas.”
E entreguei-lhe uma chave. Uma chave para a Torre.
Os olhos dela ganharam um brilho maior que o do sol.
Abraçou-me.
“Obrigado! E tu? Vens comigo? Queres ir mais alto e sentir como é tocar numa estrela?”
“Eu já senti. Eu já te toquei.”
E assim nos despedimos.
Na noite cerrada, caminhei em direcção à Torre Eiffel.
Parei na ponte onde sempre a costumava ver.
Olhei para o topo da Torre e vi uma silhueta.
Uma silhueta esbelta e mais brilhante do que o anel de diamante escondido no meu bolso.
Tocava nas estrelas pedindo os seus desejos. Estava lá, mais alto.
A mulher a quem entreguei o meu coração.
A mulher que amo.

© Fox 2017 #69Letras

Não interessa quantos são

Não interessa quantos são.
São todos filhos do coração, quem diria que eu teria um coração de tal tamanho.
Os dias correm, corremos com eles de tal forma que perdemos demasiado à nossa volta.
Tomamos por certo tanto que nos escapa entre os dedos.
O vosso crescimento, meus queridos sobrinhos.
Os vossos medos, receios, vontades e preguiças.
Desculpem se em algum momento me quiseram junto de vós e não consegui aí estar para vos confortar.
Todos os momentos são únicos quando estou com vocês, ensinam-me tanto em tão pouco tempo.
Gabo-vos a forma de encararem a vida, todos os problemas, com esse vosso sorriso sincero e genuíno.
Sei que às vezes a vida prega-nos rasteiras, a tia sabe. Mas a tia está cá para vos apanhar sempre… e nestas rasteiras não choram, são por vezes mais fortes que os adultos.
Só quero que chegue o dia em que tomem consciência do quanto adultos já são, sendo tão miúdos. Hoje tomo-vos as dores como as minhas tias de certa forma, tomaram. Mas sei o que vos custa.
Quando tudo cai à vossa volta, quando os papás tentam não vos mostrar toda a mesquice deste mundo, vocês meus seres inteligentes, sentem mais do que visualizam.
Vocês são enormes, nunca se esqueçam disso.
Toda a tia tem este dever, não posso dizer que é prepara-los, pois eles prepararam-se sozinhos.
Acompanhem-nos nesta caminhada, ajudem-nos a tornarem-se adultos conscientes e agradecidos. Esta é a nossa função como tias/tios.
Embora o meu útero ainda não tenha gerado vida, sei o aperto de um amor pequeno, baixinho e birrento.
Não saiu de mim, mas são meus.
Todos eles.

©Krishna 69letras 2017 

 


 

Noites no Cabaret – Conto

TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?
CAPÍTULO I
A vida não é fácil, e as contas aglomeram-se. O que ganho no escritório não chega, preciso de um Part-Time.
Algo que fosse simples de fazer e que rendesse mais algum para as restantes despesas. Tinha de terminar a minha licenciatura e sair daquele covil com cheiro a mofo e a velho e poder fazer os meus devaneios no Shopping.
Adoro roupa, lingerie, sapatos, botas…..Só de pensar….
Despi-me e fui tomar um duche, sentia-me pesada, cansada e já há alguns meses que não tinha ninguém com quem partilhar a cama.
Fechei os olhos e veio-me as imagens das ultima noite que tive com o Vitor, aquela boca pelo meu corpo, os dedos a brincarem pela minha vagina.
Ó Deus!!! Que tesão!!
Debaixo do chuveiro e já com o corpo ensaboado, deixei as minhas mãos deslizarem pelo corpo, enquanto relembrava tudo o que fizemos nessa noite..
Não me aguentei e masturbei-me, senti-me arrancar gemidos vindo da alma, como se ele me estivesse a f@der.
AHHH!!!! Como eu estava a precisar disto.
Senti-me mais relaxada, mas depois veio à tona a forma como nos separamos.
Enrijei.
Vesti o robe, petisquei algo e peguei uma caneca de café e fui a janela ver a noite da minha rua.
A dois quarteirões de minha casa, podia ver o inicio da diversão da noite, os bares, o cinema e num recanto a média luz um Cabaret.
Pus-me a pensar, em qual daqueles sítios, poderia fazer algum dinheiro extra, sem fazer muitas horas e que rendesse o suficiente.
Não deixei ficar para outro dia, tinha de ir fazer um reconhecimento do terreno.
Liguei à Vi e perguntei se ela não em queria fazer companhia numa saída, disse-lhe que tinha de vir meia formal e sexy. Perguntou-me logo o que eu andava a engendrar.
Sorri.
Abri o armário, o que iria vestir? Olhei e nada que vi me enchia o olho, ate que mesmo ao canto estava algo bordeaux a espreitar. Retirei. Era o meu vestido de malha, justo com decote em V, era mesmo este. Calcada, maquilhada, sai ao encontro da Vicky.
Encontramos-nos num bar bem acolhedor e com pouco movimento para  hora, cumprimentamos nos e com aquele olhar inquisição, perguntou:
– Vais me dizer agora o porque desta saída. Sabes que estou sempre pronta para sair contigo, mas…
Sorri com ar de mistério.
– Já tínhamos falado de que precisava dum Part-time, não posso adiar mais…
– Mas o que esta saída à noite te vai beneficiar nisso?
– Vou dar uma vista de olhos nos bares e discotecas, ver se precisam de alguém temporário.
– Tens noção que as noites são longas e dolorosas….
-Sei..Mas também podem ser divertidas e vai ser um escape.
Percorremos quase todos os bares e não havia nada que me seduzisse nem em valores, nem ambiente.
Eram 2h da manha e quase a desistir, numa ruela a media luz, meio escondido da confusão, ouvimos murmúrios e risos.
Olhei para Vicky e disse-lhe:- Ultima tentativa.
Assentiu. Dirigimos nos em direcção aquela boite. Quando estávamos perto reparamos que era uma boite de strippers. A Vicky agarrou me no braço e acenou que não.
Disse-lhe que valia tentar, parecia ser um sitio requintado e com clientes seleccionados.
Vi continuava apreensiva, mas entrou comigo.
(continua)
©Lola 2017 #69Letras

(E)ternamente por ti apaixonada

É assim que gosto de estar. (E)ternamente por ti apaixonada.

Enquanto assim estiver, dias felizes viverei.

Gosto de sentir o gosto dos teus lábios na vontade da minha boca antes de te beijar.

Gosto de me sentir nervosa cada vez que o teu corpo despido avança sobre o meu.

Desejo-te profundamente num misto de pressa sem pressas de acabar.

Gosto de como os teus olhos castanhos tocam os meus abrindo um sorriso no olhar.

Adoro como o teu cheiro inquieta o meu corpo e toda eu me agito aflita por sossegar no teu corpo… tens-me… inteiramente despida e louquinha por ti.

 © Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2017


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