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…O tal defeito meu !

Foi um deslize,
Uma fraqueza comum,acontece!
Não devia ter-Te falado tanto…
E tão de dentro!
(o tal defeito meu,falo demais)

Deveria ver com mais atenção a própria atenção!
Deixar de brincar às fases e usar apenas as minhas frases!
Foi um deslize…
Como muitos que acontecem sobre determinados erros de linguagem e interpretação!
Como muitos que são propositados para usar o nome “deslize” e são actos de maldade…

Foi um deslize, uma fraqueza, uma lacuna …
Erro crasso meu…
Que guardo, confortada, com os sorrisos que causa …
E que não me intimidam ou fragiliza…
tornam-me mais forte no caráter de Mulher que sei que sou, …mais Eu!
Porque sim, sou… um “Eu Humano” e sem medo de mostrar falhas…

Não faltam deslizes, por aí, camuflados!
Com medos tão absurdos que se mostram ser quem não são nem nunca o foram!
Um dia eu, algum dia tu, todos os dias outros …
Com os nossos deslizes…
Que fazem parte da aprendizagem da vida!

©My Sighs 2017 #69Letras

Faltas de tudo

Há uma falta de tudo,
Quando percebes que tudo mudou de lugar …
A falta de uma palavra, uma só tira-nos o chão!
Nos últimos 20 anos, poucas foram as palavras que me abrigaram, já calejada de dar e pouco ou nada receber!
Será tão fácil assim esquecer!?
Será tão despercebido o quanto se magoa?
Será assim tão fora de moda e tão desvalorizado a simplicidade dos sentires?
Será a simplicidade do Ser o fracasso?
Será que foi em vão ….
Esta falta de tudo abafa-Me o coração…

©My Sighs 2017 #69Letras

Do Amor e do ódio…

Do Amor e do ódio…

O Amor pode-se tornar possessivo, por vezes tão destrutivo, quando se apodera inapropriadamente, tanto do corpo como da mente, e explora as fraquezas, das mentes mais indefesas, que por Amor acabam por ceder, a qualquer vontade ou querer.

É um Amor descontrolado, abusivo e desaustinado, que nos impede de agarrar à vida, que deveria ser livremente vivida, destrói a auto-estima, corrói e subestima, num querer sem sentido, de um Amor que como tal não pode ser definido.

E quando menos se espera transforma-se em ódio, basta um ligeiro episódio, onde o instinto de sobrevivência, renega toda a subserviência, acaba por se odiar, essa forma estúpida de amar, que se alterou sem motivo aparente, de Amor que cuida e protege o corpo e a mente.

A vontade de querer resistir, aos males que tentam infligir, aliado à revolta, de perder algo que não tem volta, transforma esse Amor em ódio, que torna a relação abusiva, cruel e subversiva, que nem o amor ao próximo consegue manter, só o amor-próprio consegue vencer.

Miss Kitty #69Letras

Derruba-me se conseguires!

Hoje escrevo decorada a nódoas negras na alma. Mas de pé. Sempre de pé!
Essas luvas cheias de vidros partidos embebidas em palavras ofensivas não me derrubam. Enganas-te se achas que me derrubas com meras palavras nulas de classe e educação.
E esses vidros partidos? Quanto muito arranham-me a ousadia. O cheiro do sangue espicaça-me a adrenalina que me faz sentir viva.
Esses murros que a vida madrasta insiste em me dar…aceito-os e abraço-os de espirito humilde e aberto! Venham eles! São pequenas lições que me fortalecem o carácter para as próximas batalhas.
Mas de volta a ti, se pensas que me derrubas com toda essa violência no olhar e baixo nível na língua, reduz-te à tua insignificância. Nem te metas comigo tão pouco se queres viver.
Eu cuspo nos cornos do diabo depois de cada vez que o monto no carrocel da vida!
Cada murro, cada palavra, cada investida em prol da minha fragilidade humana é um degrau acima na força do meu carácter!
Queres-me derrubar? Ahahahahah! Eu sou aquela que nunca cai e se caio, é só para te esmagar com o peso da minha revolta em cima de ti!

©Miss Steel 69letras 2017 

Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava…

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Fotografia: Via Pinterest

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

?A Vizinha #69Letras

Segue o teu coração

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Se lhe desse rédea solta… Ui onde é que ele a esta hora já estaria! O oferecido jogar-se-ia nos braços dele e iria desfazer-se em saltitantes batimentos despojados de discernimento e crédulo pelo inocente sentimento.
Sei bem por quem o meu coração chama mas ainda assim faço ouvidos moucos e tranco-o a sete chaves. Ele revolta-se e contorce-se dentro do peito, aperta-me e faz-me sentir incompleta mas de nada lhe adianta.
Bem pode gritar espernear e sangrar, mas alguém tem de o chamar à razão. Sim ele palpita pelo novo amor, está entusiasmado, mas ainda é assombrado pelo velho amor.
Temo que este coração será sempre adolescente como o velho amor o foi, mas ele tem de ter calma e resolver-se. Arrumar toda a bagunça e depois sim, será solto e livre para tornar a amar.

Coração.
Razão.
Nunca sós.
Precisam um do outro.

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016