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Se fomos vistos ou não, não sabia, nem queria saber.

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Ambos vestidos sensualmente fomos jantar à Expo. Agarrado à minha cintura, percorremos o caminho da garagem até ao restaurante. Sentamos-nos numa mesa de canto, à media luz, o cheiro afrodisíaco da comida com o incenso, deixava a minha imaginação fértil, vaguear.
Começamos a segredar e os nossos olhares maliciosos cruzavam-se. Sabíamos bem que estávamos a provocarmos-nos mutuamente. O empregado veio-nos trazer a ementa e subtilmente o meu pé descalço fez o percurso até ao meio das tuas pernas. Estremeceste.. Vi o teu olhar surpreendido e malicioso e para não dares nas vistas, endireitaste-te.
Pedimos o jantar e chegaste a cadeira mais pra perto de mim. O toque da tua mão a percorrer a minha coxa até ao meu sexo, fez-me estarrecer. Esbocei um sorriso….
Sem saber como e porque fiquei excitada e, senti o teus dedos lubrificarem-na antes de me penetrares. Soltei um pequeno gemido que foi abafado e selado por um beijo teu. Por esses teus lábios mornos, carnudos.
Perdi-me…Mas tive de regressar abruptamente com a chegada do empregado, que nos trazia o jantar.
A conversa foi animada e provocadora causada por o vinho. Sim…Ele liberta-me muito mais a libido.
Não precisei dizer nada, simplesmente mordi o lábio e olhei-o com languidez. Saímos.
Fizemos o percurso de regresso mas com o passo mais apressado. Chegamos a garagem e não resisti, beijei-te loucamente e passei a minha mão pelas tuas calcas , já estavas de pau feito, encostei-me ao carro e obriguei te a beijares me no pescoço, agarrei-te pelos cabelos e fiz te ajoelhar para me fazeres um minete.
A seguir abri a camisa até os botões saltarem e disse-te que me beijasses os seios. Chupaste-los como se fosse uma criança esfomeada.
Agarrei a tua cabeça com as minhas mãos, dei-te um beijo suave, virei-me subi a saia até ao rabo e ordenei te que me penetrasses, não te fizeste de rogado. Com uma mão nas minhas ancas e a outra a puxar-me os cabelos, perguntaste-me se era aquilo que eu queria. Respondi-te com gemidos e um sorriso. Viemos-nos como animais.
Se fomos vistos ou não, não sabia, nem queria saber.
Delicadamente empurrou-em para dentro do carro e arrancamos para casa. A porta mal se tinha fechado, já sentia todo dentro de mim….
Como desejava que todas as noites fossem assim..

LOLA #69Letras

Que amor sobrevive por meio do egoismo?

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Recordo aquele amor como recordo uma história, lembrança de um sentimento, mas hoje já não fere ou inflame. É uma passagem, uma história, uma no meio de tantas outras já vividas.
Se vivi, faz parte de mim!

Lembro-me tão bem daquele amor que em tempos me transformou numa super heroína. Era vê-la incansável a mover montanhas a bater o pé tal bandeira hasteada a reivindicar que nada a demovia de amar aquele homem. Vieram as gárgulas, as sereias matreiras, as bruxas com as garras de fora e os ogres, mas ela derrubou-os e a cada combate mais forte se tornava aquele amor. Era ele o meu proposito, a minha criptonite mas também quem me nutria.
Ela virou costas a tudo o que era contra o que o seu coração pedia, como se o seu coração apenas batesse devido à força daquele amor.
Foi assim durante infinitas temporadas, foram as batalhas cada vez mais cortantes, a força dela já não chegava porque ele nunca vestiu a capa. Que amor sobrevive por meio do egoismo? Que amor prospera quando não é regado? Amor dúbio que destrói qualquer coração adornado de sentimento.
E foi assim, como seria de prever que aquele amor dos velhos tempos forte e destemido pronto para enfrentar a fúria, com o tempo tornou-se débil. Pobre furação que se dissipou, perdeu a energia e murchou.
Ela tirou a capa e nua em frente ao espelho lavada em lágrimas decidiu ser a sua super heroína. Ele… bom, ficou com saudades dela!!!

?A Vizinha

?A vizinha #69Letras

Nunca quis saber se pertencias a alguém , nesses momentos eras meu.

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Já não me lembrava de ti , sinceramente já não passavas de uma memória arrumada na gaveta .
Mas hoje tive um bom dia teu , olhei para o tlm e pensei … Humm tu?
Respondi te secamente ao bom dia
: disseste me …
-Voltei.
Mas que raio me interessa saber se voltaste ou não … Pensei eu .
Não me saíste da cabeça
: comentaste tu .
– Lá vamos nós outra vez , sabia eu .
Foste uma história para arquivar , mas que valia a pena recordar era um facto inquestionável .
Lá me lembrei eu do Sr Doutor , dos seus fatos feitos à medida , as camisas perfeitamente engomadas com a respectiva gravata , que tantas vezes me tiraram do sério.
As vezes que vinhas ao Norte e imploravas para me ver .
Eu , que me fazia sempre de indiferente , mas cada vez que saiamos para jantar me fazias sentir uma rainha , que me presenteavas com tudo que uma mulher deseja .
Claro que me fazia de difícil , até me levares para a tua cama e me despires sem qualquer cuidado , ardente sempre de desejo que demonstravas sem qualquer pudor .
Ficava a admirar te enquanto te despias , deixando à vista o teu corpo fabuloso , fruto de ginásio depois das reuniões cansativas .
Ah as reuniões onde durante tantas vezes te destabilizei por SMS , dizendo te que seria a tua apanha lápis , deixava te louco de tesão com palavras , sabendo que não me podias responder .
Na tua cama reagia a ti instantaneamente , adorava contornar te o peito musculado com as minhas mãos e sentir te ofegar de desejo .
Acariciar te as pernas e sentir o teu tesão todo , num apogeu que sabia só meu .
Nunca quis saber se pertencias a alguém , nesses momentos eras meu , o meu Sr Doutor .
Quando entravas em mim era me indiferente todo o resto , ah como gozamos os dois , como nos satisfazemos mutuamente .
Sim foi bom recordar te , mas apenas isso nada mais , já não gosto de fatos e gravatas .

Raven

Por falar em salivar…

 

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Fotografia: Via Pinterest

Naquele momento já lambida pelo teu calor e embriagada pelo teu cheiro, o que mais desejei foi ter o tamanho de uma gata. Sim de uma gata! Para trepar todo o teu corpo, esfregar-me em cada centímetro de ti e marcar-te com o meu cheiro, deslizar pelas tuas costas, arranhar-te e salivar na tua pele.
Por falar em salivar…
Fico de água na boca só a recordar o teu beijo, e não, não é metáfora! Que gula! Que fome! Que vontade de ser novamente engolida pela tua boca…
Deixa-me ser a gata que se deleita no calor do dono, deixa-me miar no teu ouvido hoje, amanhã e todos os dias que seguem… Vem!
Vem com tudo porque eu quero que me faças miar de prazer.

 

A Vizinha