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Não sei o que será pior

Não sei o que será pior um amor não correspondido ou a ausência de amor?!

Quando se ama, apesar de não sermos correspondidos, sentimos que estamos vivos porque transbordamos dum sentimento de desejo carnal e possuir a alma da outra pessoa, de beijar, de acariciar, de abraçar, de fazer amor! Quando passamos para palavras e expressamos os sentimentos à pessoa amada, ela diz-nos “Gosto de ti mas apenas como amiga…” É um balde de água fria… Mas sentimos algo… Embora não correspondido… sentimo-nos vivos.

Quando existe a ausência sentimo-nos vazios, questionamos se voltaremos a amar, a sentir desejo, a sentir entusiasmo de receber aquela sms, aquele telefonema, aquele convite… Apenas nos sentimos vazios… Sem alma, sem nada… Apenas o vazio!

Ladybug

Mar nunca antes navegado

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Parece que foi noutra vida quando o mar nunca fora violado nem as florestas desbravadas, quando em mim habitava um coração intacto e uma mão aberta ansiosa para amar preparada para receber e se entregar. Parece uma outra vida, tão distante desta que agora conheço, foi antes da poluição, dos sismos,das erupções vulcanicas e do degelo dos oceanos, foi antes de conhecer o lobo na pele de cordeiro, o melhor de todos os atores, o incrível imbecil destruidor de sonhos. (“Quem nunca se cruzou com um?”). Tudo isto foi antes de me terem arrancado o que de mais puro tivera, dentro do peito, um coração de sangue jovem, ingenuo e virgem, eterno sonhador, crente romântico, de forma prometida, suave, leve, regular doce e apaixonado com genuíno sentimento. Fora-me arrancado, vi-o sangrar nas mãos do saqueador de histórias de amor, vi-o ser jogado no chão  e o coração que antes era  vida em pedra se transformou quando no piso tocou. No chão rolou… rolou… pelo caos atravessou e a sua forma mudou e hoje de mão fechada, na minha pele ainda sangra.

 

A Vizinha

Amar e ser amado? Para dançar o tango são precisos dois.

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Era o meu amor inteiro e o teu migalhas era eu feliz e deslumbrada pelo que sentia por ti, não pelo amor que me entregavas mas pelo que experienciava dentro de mim.
Oh! Eu amei-te incondicionalmente numa desmedida loucura, saltitava que nem adolescente para os teus braços, sentia-me realizada cada vez que te via sorrir.
Eras tu a minha demanda
Eu tua salvadora,
Tu o meu príncipe desnorteado
Eu, o teu norte.
Do que sinto mais saudades é de te amar e de sentir aquele amor queimar dentro de mim, mas esse amor desvaneceu-se, amar ou ser amado? Eis a questão.
No final este amor transformou-se em cansaço, amei-te por dois, alimentei o meu amor e o teu.
No final fiquei eu, cansada e desfalcada.
No final ficaste tu a lutar pelo que deixaste de receber.

Amar e ser amado?
Para dançar o tango são precisos dois.

?Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 2015