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Sufocada

Sinto-me sufocada,
Não me sinto,
Sinto-me perdida
em algo que lutei
mas deixei de ter forças
Sinto-me sufocada
numa relação que 
já não existe
Quero respirar mas o ar fica preso
Quero me libertar
Mas o sentimento é mais forte 
que eu,
Sufoco,
Quero acordar e pensar que 
isto tudo foi um sonho
Mas a realidade é outra
A dor persiste,
A mágoa é dolorosa,
Sinto-me sufocada 
para viver de novo,
A vida perdeu o brilho
Rendo-me ao inevitável,
Acabou!
Tens de superar,
Tens de lutar por ti,
Tens de te reencontrar
Mas as forças tendem abandonar-me
Sinto-me frágil,
Sinto-me sem chão
Sufoco para poder respirar,
Só queria sentir uma lufada de ar,
Aí saberia que poderia superar
tudo
©Lola 2017 #69Letras

#AsRelaçõesAbusivasDeixamMarcasParaAVida

 

#AsRelaçõesAbusivasDeixamMarcasParaAVida

As roupas caíram no chão expondo o teu corpo despido, mas mesmo nua continuas vestida.
Escondes esse teu ternurento olhar, negas-me o teu jovem sorriso, o que se passa dentro de ti? De que tens medo?
A doçura na tua voz atraiçoa-te então porque te mostras crua?
O que foi que te fizeram?
Se te estendo a mão encolhes-te receosa, se te dou um abraço o teu corpo assume-se rígido, porque não te deixas sentir? É apenas um abraço.
És presa, presa dentro de si mesma, resignada ao seu próprio ninho, fragil e estupidamente edificada com muralhas, tens medo de sorrir e de sentir a felicidade correr na pele, tens receio de sentir um toque ternurento porque sentes que te podes partir?
Mas minha pequena, se partires, estarei aqui a ver-te finalmente viver verdadeiramente nua despojada de bloqueios, e dar-te-ei a mão o corpo e o abraço, o afago o conforto e o encaixe, a paixão a tesão e o meu coração.

 

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

Da próxima calças tu as botas…

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Texto Erótico|M18. Sim vamos portar-nos bem… é só um copo…
E ao fim do segundo gole no cocktail que escolhi já as pernas estavam entrelaçadas debaixo da mesa e as mãos aparentemente perdidas na gesticulação tocavam-se ocasionalmente aumentando a temperatura…
Já saímos do bar meio às pressas e ainda antes de chegar ao carro prendeste-me pela cintura e mergulhaste a tua língua na minha boca… senti a tua tesão contra a minha barriga e comecei a navegar o teu corpo toda eu mãos… meteste a mão já ansiosa por dentro das minhas calças e percebeste que algo não estava… apesar de já me conheceres um pouco olhaste para mim com resquícios de choque mas rapidamente aproveitaste para apalpar terreno e mergulhar um dedo em mim que já jorrava em antecipação… abriste as calças e mostraste o efeito que te causava aquela exacerbação no meio da rua… foi a minha vez de ficar chocada! Cega pela tesão, passei do choque a agarrar o teu membro e apertar sentindo o quão duro estava… pronto para entrar na perdição… caindo em mim achei por bem irmos para um sitio mais recatado e foi num pulo que me vi de soutien e botas altas a ser fodida por ti… encostada à parede, presa por cabelos e anca enquanto investias com força e uma tesão grotesca que me aproximava de um orgasmo violento… foi de bom grado que deixei que me pusesses de 4. Sugaste com uma boca gulosa o néctar que me escorria da vulva ansiosa por mais e voltaste a entrar em mim… consenti que me usasses e também eu aproveitei quando explodi mais uma vez à volta do teu caralho que pulsava num orgasmo longo e intenso…
Scarlett

Hoje eu quero ir ao inferno!

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Meu amor…
Como gosto que me banhes de palavras suaves e celestiais…
Meigos gestos em que o tempo congela e faz descer à terra o próprio céu…
Em que cada segundo sinto o sabor das tuas mãos a recitar poesia na minha pele…
Como eu amo a intensidade carinhosa que colocas em tudo… Desde o mais ínfimo pormenor que a qualquer mortal passaria despercebido…
Como eu venero o doce som do silêncio que percorre o meu olhar com o teu… e de quando se encontram, naquele lugar especial, fazem o mundo girar ao contrário numa pausa intemporal e divina…
Mas, meu amor…
Hoje eu quero ir ao inferno!
Brincar com os mais terríveis demónios.
Ser a presa mais fácil no meio dos predadores.
Quero ser agarrada, lambida, chupada, mordida… vencida…
Quero ser puxada e arrancada à força.
Quero ser disputada, agarrada e controlada por esses seres famintos.
Meu amor…
Se não me levares lá… levo-me eu e arrasto-te comigo.
Hoje eu quero ver quem vence…
O teu anjo… ou o teu demónio…

*SyrenA*

Presa nesta paixão e tu não está mais aqui

 

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Presa nesta paixão
E tu não está mais aqui

Vontade de fugir, largar tudo
E correr para ti.

Sinto-me a perder a mim mesma
Perder a noção de tudo
Preciso de ti.
Corro, corro no vazio

Deixaste-me algemada
Deitaste a chave fora
Presa a este amor
que me fizeste acreditar
Mas tu deixaste de acreditar.

Lola #69Letras

Coitada. Está apaixonada.

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É-lhe muito mais fácil negar do que admitir que o quer e que sem ele não quer mais estar. É como se ao admitir não houvesse volta a dar, como se ela se pegasse ao colo e aos braços dele se entregasse: Toma! Sou tua.
Só a ideia de ela dizer que está apaixonada fá-la chorar. Diz ela que a faz sentir fraca, vulnerável, despida. Como se se abandonasse a sim mesma para se dar a ele.
Parece uma presa encurralada, mal consegue respirar o medo impera no olhar e o corpo não pode estar de tão agitado. É irônico vê-la assim. Ela que sabe sempre o chão que pisa e porque o pisa, ela que tem sempre respostas prontas e opinião sobre tudo. Agora não sabe nada. Não sabe que fazer, está desorientada, desnorteada. Sente-se louca.
Está apaixonada. O que poderia ser bom, só é pena aquele não teimoso, aquela cobardia em arriscar.
Sim, sou cobarde.

 

A Vizinha

Eu mortal, tu imortal.

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Olho para ti e ainda não descobri porque tanto me atrais, porque ouvir o teu nome me faz tremer e o meu corpo se dá a ti sem restrições.
Tu e esse teu sorriso deslavado cheio de más intenções são a minha perdição, deixas-me nervosa, perco o raciocínio e a razão porque tu és tudo e mais um pouco do tudo o que não consigo explicar.
Entraste na minha vida mas não vieste sozinho, trouxeste um vendaval de emoções que veio baralhar desorganizar tudo o que sou, o que penso e o que sinto. Aterrorizas-me por isso, deixas-me louca hipnotizada atordoada! Transformas-me na mulher que desprezo, que sempre fugi ser, mas contigo não tenho hipóteses.
Tu és mestre e eu escrava,
eu presa e tu caçador,
tu és colecionador e eu sou artefacto,
eu papel e tu caneta,
tu és poeta e eu inspiração,
eu mortal e tu imortal.
E neste vendaval de tensão tesão alucinação tu és o meu mar, a minha terra, o meu ar, a minha paz e o meu aconchego. Por isso, tal como a uma flor, planta-me no teu lar e vamo-NOS demorar!

 

A VIZINHA