Arquivo de etiquetas: prazeres

Jantares da 69 Letras

Texto Erótico | M18

Neste texto ficou bem patente de como são os jantares dos moradores do prédio da 69letras.
Hoje foram todos desafiados pelo Vizinho a escrever olhos nos olhos e o resultado foi um misto de tesão, desejo, vontades e prazeres. Ainda se tentou colocar ordem mas foi impossível… Estava tudo ao rubro! Continuar a lerJantares da 69 Letras

Por quanto tempo mais, este desejo de nós?

Mais um dia que nos encontrámos.
E mais um dia que saí de ao pé de ti com vontade de ficar e de me agarrar.
Mais um dia em que este frenesim entre os nossos corpos teima a cobrar.
Mais umas horas que se tornam mágicas, sublimes e com sabor de doce a mel,
um sabor intenso,
sabor a pecado, a maior luxúria de prazeres neste hilariante estado.
Mais um dia que nos encaixámos um no outro
e fervemos de paixão,
esse sabor de intenso desejo pelos nossos corpos desbravados de emoção.
Eu perdida no teu corpo,
a vibrar de orgasmos que me provocaste
e que me colocaram em estado de êxtase místico, quando me penetraste.
Os teus dedos sabem-me de cór,
lês-me em braille.
A tua língua na minha, enroladas uma na outra, dançam as duas…
E excitas-me a cada passo que dão.
Gosto de sentir os meus mamilos excitados na ponta dos teus dedos húmidos
que tão bem me saberão…
Levo a tua mão a mim
para me sentires como me humedeces de prazer em ti.
E mergulhámos os dois, envenenando-nos de tesão.
Com tudo isto as nossas almas quebravam, os loucos e famintos olhares um no outro, perdiam-se de prazer,
puro prazer e desejo.

Mas por quantos dias mais?
Por quanto tempo mais poderá este estado perdurar?
Se tu e eu, não somos permitidos de ficar.
Por quantos dias mais?…
Por quanto tempo do pouco tempo mais, este desejo de prazer sobreviverá?
Se nele também a razão vencerá.
No meu vício te tornaste,
sei que de vícios os mortais
tornam-se dependentes.
Nessa dependência de ti,
quero aprender a renascer,
pois sei que algum dia, também te irei perder.
Mas quero estar preparada
para ficar despegada
e poder sobreviver.

E por quanto tempo mais?

© Miss Lost 2017 #69Letras

 


 

Traição, prazer e perda!

Tudo aconteceu num célebre dia em que vieste esperar-me…

Sabia que mais tarde ou mais cedo iria acontecer, não podíamos resistir!
Já há muito que os nossos olhares se deliciavam ao vermo-nos, já há muito que os nossos lábios se mordiam, desejando que se tocassem, ansiavam pelo sabor um do outro, as mentes, essas então…
oh!…como trocavam mensagens!!!!
…falavam pelo ar horas e horas, a trocar desejos, a trocar palavras, doces, atrevidas, pecados desejados de ser cometidos.
Acabou por acontecer…
Ligaste me a dizer que estarias à minha espera à saída do trabalho, lembro me que melei o MEU corpo de um perfumado creme para te viciares nele, para que as tuas mãos ao tocarem no MEU corpo, ficassem com o MEU cheiro , pois o desejo cegava-nos!
Sabíamos que não era devido, mas essa atração “carnal” era mais forte e fomos embalados pelo momento , adormecidos do mundo exterior .
E nesse momento, o mundo, sei que parou de girar, éramos só nós.
Não havia medo,
Não havia mais ninguém, estávamos liberados para cometer os maiores pecados da luxúria e adultério.
As pernas tremiam-me, não sei se pela adrenalina de tesão ou simplesmente por medo.
Quando entrei no teu carro o MEU corpo reclamava pelo teu, gritava para que o teu se colasse ao meu e fossemos possuídos pelo desejo de pele com pele, provámos o sabor dessa traição, e como a degustámos!!…estávamos conscientes disso.
Cada vez que nos beijávamos e em que a tua língua sabia cada recanto MEU, percorrendo o MEU corpo, só existíamos tu e eu, a consciência adormecia e permitia irmos ao limite dessa luxúria de prazeres, desejos que tanto reclamávamos há muito.
Este ritual permaneceu por vários meses e onde muitos dos quais fomos penalizados , quando essa consciência acordava e penitenciava-nos! Era duro e as lágrimas corriam o MEU rosto cada vez que nos despedíamos e que no dia seguinte éramos apenas conhecidos.
Como doía!
Doía, não poder gritar ao mundo que tiveste em mim e eu fui tua.
Invejava, quem via o teu sorriso todos os dias.
Invejava, quem todos os dias dormia a teu lado .
Invejava, o lençol que te cobria.
Invejava, as mãos que tocavas.
Invejava a natureza que te contemplava, o vento que acariciava a tua pele.
Mas, o fim acabaria por chegar, sei que nunca sairias da tua zona de conforto, a que mantinha o teu estatuto, eu era outra zona de conforto, FUI, o conforto da recepção ao TEU corpo.
Fui o conforto de te manteres vivo e de provares a ti mesmo que eras desejado, que foste idolatrado, porque soubeste que te cheguei a amar, não foi só sexo, foi muito mais que isso.
Disse-o várias vezes, provei que sabia amar.
Provoquei-te todas as vezes que podia ou mesmo não podendo fazia-o, tu vacilavas, sempre, adoravas ser comandado, assumiste-o!
Tinha dado a conhecer-me demais e aos meus sentimentos, mas não tive maneira de os esconder, transbordavam por cada canto do meu ser.
Sabia que nunca irias tomar uma outra postura, mas andava louca por ti! Nunca tinha cometido adultério, nunca tinha sido jogo de seduções, entre duas pessoas que amava de maneira diferente, perguntava a mim própria:…”como és capaz? À tarde és amante, és demónio de prazer sexual e de noite viras mãe, esposa, empregada, cozinheira…”.
Tudo, o que lá no fundo não tinha qualquer compensação.
Mas como tudo se esgota, terminou, não sei como, não sei porquê? Mas, deixámo-nos de procurar, só os olhares continuavam e continuam em desespero (assim parece) e o resto em Ti, não sei!
De mim sei que foste uma das melhores coisas que me aconteceu e a pior também.
De mim sei, que esse desejo de ti, vive alimentado da ânsia de um dia te voltar a ter, colado a mim, corpos unidos e suados. Chama-se esperança, agora, esse desejo de ti…que ainda me tira a razão e a terra por vezes deixa de ficar firme, quando ainda te vejo.
Regressando ao passado, de novo, recordo…
Esse desejo que preencheu as nossas almas e as nossas falhas, que vivia e escondia-se entre becos sem qualquer saída, entre fugidas e partidas onde provámos o sabor intenso da loucura total, e se perdeu a sanidade tantas vezes!
Desinquietei-te vezes sem conta, porque desinquietavas-me com um simples, teu olhar e toque de pele!!
Apetecias-me a todo o instante, acabando por ser sempre, eu, a mais ousada.
Sabes?!…Hoje cometeria o mesmo pecado! Existem pecados que só se salvarão quando reiterados e o que nunca foi permitido torna-se mais desejável.
Foste e serás o MEU fruto proibido…e eu?
…o que fui para ti?
Teria sido eu, um dos teus pecados preferidos?
Neste desfecho, derramo lágrima por lágrima nas recordações e no teu silêncio leio todas as tuas palavras, ele traduz o fim de um tempo.

#Miss Lost 69Letras ® 25.02.2017

“Se brilhas ficam cegos, se falas têm raiva e se sorris desejam que não dure”

http://natalequandoamulherquiser.pt/os-teus-pequenos-prazeres-dependem-de-ti/

Faz um like e vive momentos Carolans!  PASSATEMPO CAROLANS

Num mundo onde nem tudo depende de nós, encontrei apenas uma de duas soluções. Ou ficava zangada com a vida e tornava-me em mais uma das milhentas pessoas que julgam tudo e todos e que passam o tempo na fofoquice e a descredibilizar as escolhas dos outros ou procurava no meu dia-a-dia os meus pequenos prazeres.

Decidi que por mais trambolhões que já tenha dado não me ia juntar ao grupo dos resignados que é composto por pessoas zangadas cheias de ira e agem para com os outros com índice de sarcasmo elevado, insulto ou raiva. Não! Decidi não estar furiosa por ainda não ter realizado os meus sonhos.

Mantenho este sorriso de quem acredita que está prestes a viver o seu sonho, o meu olhar ainda brilha de inspiração, o entusiasmo mantém-se sempre que falo sobre onde quero chegar e continuo a encorajar outros tantos sonhadores e lutadores mesmo que ainda eu mesma não tenha conseguido alcançar os meus sonhos. De que nos serve menosprezar as vitórias dos outros só porque não conseguimos vencer? É num mundo contrário que quero viver onde aplaudimos quem não desiste, onde sorrimos genuinamente com a felicidade do outro.

Enfatizamos os nossos dias com insatisfação, monopolizamos conversas com tudo o que não tem a ver connosco que perdemos o nosso centro. O nosso eu, distancia-se, perdemos a sensibilidade de quem somos, do que realmente queremos individualmente, e quando damos por nós queremos o mesmo que toda a gente, seguimos a mesma direção até que chega uma altura que nos falta algo, não sabemos o quê. Cometemos erros uns a seguir aos outros na busca desse algo que nos falta, fazemos escolhas e loucuras, e quando paramos estamos perdidos. Perdidos de tudo, e principalmente de nós.

A vida já é demasiado complexa para vivermos nela sem nos conhecermos.
Não percebo nada da vida, e tenho demasiado a aprender, mas tenho uma certeza, busco-me.
Oiço-me.
Sinto-me.
Permito-me.

Este é o meu sonho, encorajar as pessoas a olharem para dentro de si, a descobrirem como podem melhorar a forma como começam ou terminam o dia. Nem sempre é possível termos o emprego dos nossos sonhos, e naturalmente que perdemos um pouco do nosso brilho após 8 horas diárias, mas, e se no tempo que nos sobra fizéssemos algo que pudéssemos controlar? Algo que amássemos? Tantas vidas ficariam mais leves se encontrassem também os seus pequenos prazeres.

O meu prazer, está na escrita. Nela encontro-me nela me perco. Nela sonho encontro o meu equilibro.
Se nos centrássemos mais em nós certamente suportaríamos mais facilmente as conquistas dos outros. Acontece que tantas são as pessoas que ficam cegas pela inveja. É tão fácil desvalorizar os outros quando somos tão pequeninos.

A tua ousadia é ofensa, as tuas conquistas urticária mas as tuas quedas são o arco-íris num dia de chuva.
Os pequeninos ficam ali no buraco mal cheiroso apertado e encurralados a verem-te voar e a orar para que te espetes no chão esmurres o nariz percas litros de sangue e ainda fiques desformado, por fim suspiram de alívio quando te vêm desistir e a resignares-te a viveres num buraco a emburreceres como eles.

Se brilhas ficam cegos, se falas têm raiva e se sorris desejam que não dure.
Podiam estas palavras ser exagero e mentira, mas não, é o meio em que vivemos, nunca és bom o suficiente e para quê apoiar e incentivar se podemos ser maus, mesquinhos e simplesmente rebaixar?
Ofende-me esta falta de humanidade. Não sou muito, mas inspira-me ver os outros voar!
Séc. XXI? Onde? Só se for no tempo, porque o espaço é outro.
Sociedade cínica, triste e cinza que se alimenta dos teus fracassos para se nutrirem.
A mim, parece-me cansativo viver assim, não seria mais simples se olhássemos para dentro de nós e deixássemos os outros voar? Basta que exorcizemos a inveja e a ganância e tenhamos coragem de sair do buraco…

Eu quero contagiar, inspirar mostrar que é possível melhorar o nosso dia-a-dia.
Convida uma amiga ou aquele amigo especial para um copo em tua casa.
Põe uma música a tocar, senta-te confortavelmente com a luminosidade à meia-luz, inspira fundo e enche os pulmões de ar, solta lentamente o ar e fecha os olhos, saboreia a cremosidade do teu Carolans e sorri. Conta disparates ri-te às gargalhadas, faz mil planos e sonha com eles, bebe mais um golo e sente o abraço na alma, funde-te com a melodia, não penses em nada absorve aquele local… Abraça quem amas. Dá mais um golo e beija por quem estás apaixonado, semeia e faz amor, termina a bebida, como te sentes? Cheia de amor!