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Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari.
Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher.
Teimas em chapinar nas poças das minhas ilusões, baralhas-me a razão e excitas-me com o teu perfume de flores silvestres e águas bravas de Niagara.
Sinto-me teu, tão teu, que chego a tocar o teu corpo imaginado, a beber dos teus seios, a morder a tua vulva selvagem.
Perco-me nos teus cabelos. Agarro-os com força, quase tanta quanta a força que abuso do teu quadril.
Beijo-te o ventre, deslizo a minha língua descontrolada pelo teu corpo, acaricio-te o rosto, sorris, para por fim beber do mel que jorra de ti.
Sou teu, sabias?
#PSassetti 26.06.2017
#69Letras

Meu porto de abrigo

Existe algo no teu peito que me conforta.
Algo que acolhe o meu mundo, este mundo complicado que por vezes não cabe no mundo real.
Não encaixa nos estereótipos impostos pela sociedade. 
Simplesmente não cabe. 
Este meu mundo é grande mas incompleto sem o teu. 
Torna-se gélido, quase inútil aqui permanecer, sem ti.
O teu núcleo é quente e sólido derretendo o meu gelo, o meu coração.
Não.
Não sou histórias de amor e paixões perdidas.
Sou de amores.
De preferência puros, sinceros.
Como tu.
Como esse teu peito, de tamanho do mundo, de coração miúdo, de amor profundo. 
No teu abraço descanso sem receios, 
Na tua alma eu encosto a minha.
Meu porto de abrigo. 
Meu amigo.
Meu abraço predileto.
©Krishna 2017#69Letras

 

Finjo…

Finjo não reparar, mas escondo em mim este anseio crepitante de te ter.
Vivo como que numa ânsia encenada que me corroí as vísceras, e que me expõe sem apelo em chagas flamejantes nos planaltos perdidos de afrodisia.
Estou num cárcere. Sinto-me preso.
Sinto que é teu este sangue que bombeia em mim, em ebulição, ao sabor da volúpia.
Sinto-me teu, só teu, neste sentimento que encerro a ferros no meu peito, e que escondo do mundo dentro das muralhas imaginadas das minhas vontades.
Finjo ser forte,
Finjo não reparar no rosado dos teus mamilos, ou na forma como se precipitam quando nos cruzamos.
Finjo não reparar no dilatar da tua vulva, ou no calor que ela profere, nem tão pouco na forma como me olhas com esses olhos de menina.
Finjo ser livre, engano-me e exploro como posso o teu corpo imaginado, na solidão encenada do meu quarto.
#PSassetti #69Letras 06.06.2017

Manipulado pelos teus caprichos…

Teimas em manter a tua língua na minha,
Em lamber todo o teu suco que ainda escorre por ela e em saborear todo o seu sabor.
Insistes em lamber os meus lábios carnudos como se fossem teus.
Demoras-te ao percorrer o meu peito em brasa, como que a consumir-me numa fogueira em lume brando sem contemplações.
Gostas de prolongar os teus orgasmos ao mergulhar sem reservas no mar profundo da imensidão do meu sexo.
Consomes-me.
Abusas de mim sem reservas.
Fazes-me teu.
A minha vontade em nada importa junto da tua dedicação e persistência.
Os meus desejos para nada contam.
Fazes-me ancorado em ti.
Amarrado.
Açoitado pelas tuas vontades.
Sinto-me como um condenado com a Forquilha do Herege.
Sinto-me teu.
Manipulado pelos teus caprichos…
….e gosto.
#PSassetti #69Letras 05.06.2017

Deixa-me contar-te uma história sobre o tempo…

Texto Erótico|M18

Foram dezoito minutos desde o momento em que te encostaste a mim, até que acabou. Dezoito eternos minutos…
Costumam ser seis.

Assim que me deitei, como em qualquer outra noite, encostaste-te a mim, desviaste o meu cabelo que te atrapalhava e beijaste-me o ombro…
Com o teu roçar no meu corpo, eu já sabia o que viria a seguir.
Como todas as noites em que me deito e ainda estás acordado. Porque todas as noites são iguais…
A tua mão que desliza pela minha coxa, que me puxa a roupa para baixo. Puxas-me para ti.
Notas o meu desinteresse e tentando captar o meu desejo, desces a tua boca até ao tesouro do qual te julgas dono e senhor…
Fecho os olhos…
Penso em tudo menos em ti, penso em tudo menos em s3xo.

Caramba, devia ter ligado para desmarcar a consulta de amanhã esqueci-me! Concentra-te.

Abro e fecho os olhos mais uma vez. Sinto a tua língua…
De repente a conversa com uma conhecida a propósito das crianças e as alergias irrompe pelo meu pensamento e volto a abrir os olhos.

Tenta-te concentrar! Não é este o momento… Pensa nisso depois!

A tua língua continua empenhada em fazer-me vir e eu gemo… É o mínimo que posso fazer para dar um sinal a ti que ainda estou “viva”.
Fecho os olhos e recorro ao arquivo…
Aquele. Sim, aquele! Pensa nele agora, imagina que é ele. Aquele, daquela aventura que te fazia encharcar as cuecas só de te sussurrar ao ouvido… Sim, esse!
Não. Não funciona. Esse tinha um toque diferente, uma língua que não se mexia assim, tinha umas mãos que percorriam o teu corpo à medida que te comia fervorosamente…
Inventa, disfarça, finge… Ahhhh!
Com a excitação, nem percebeu.

“Já te vieste?”

Respondo que sim, respirando mais rapidamente para dar essa sensação.
Viras-me de costas para ti, penetras-me. Uma, duas, três, quatro vezes. Gozas. Acabou.
Fumas o teu cigarro à janela da casa de banho, eu fumo o meu, no terraço, embrulhada na 1a peça de roupa que encontro minha…
Como todas as noites, deitas-te e dormes.
Eu fico um pouco mais, acordada. Fumo outro e outro cigarro.
Agora sim, o “outro”, “aquele” vem-me ao pensamento…
Com ele as noites eram infinitas.
Mas essa é outra história…
E para essa história, eu precisaria bem mais do que dezoito minutos…

QueenP

Sinto-me teu

Sabes,
Gosto de sentir a tua boca na minha naqueles fins de tarde esquecidos à beira mar,
naqueles em que o sal se crava sem aviso na nossa pele e torna os nossos beijos quentes e salgados.

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Continuo a desejar-te…

CONTEÚDO ERÓTICO | M18
Ai de mim….
todo o meu sangue bombeia desenfreado num frenesim frenético, desde a ponta dos meus dedos até ao alto pronunciado do meu sexo.
No meu peito, sinto palpitações galopantes, descontroladas, com vontades próprias, como que se um mustang sem rédeas pudesse saltar do meu peito a qualquer momento, sem qualquer aviso.
Todos os meus músculos fervem, estão atrofiados, gastos, cansados, a latejar.
Tudo em mim está em ebulição.
Tudo em mim está fora de controlo.
Espalhados pela cama, acumulam-se ainda vestígios de nós.
Podemos ver ainda o nossos sucos misturados. Podemos ver ainda as marcas do teu baton vermelho nas almofadas, que marcaste, quando fora de controlo, as mordeste na esperança de alguma contemplação da minha parte.
No meu sexo, estão ainda cravados os teus dentes, a tua língua, a tua vulva em chama, que descontrolada de tesão, abusou dele sem reservas nem clemencias.
Nos meus ouvidos, estão ainda presentes os teus ais, os teus gemidos, os teus gritos de prazer, os teus espasmos, a tua voz sensual a chamar o meu nome.
Na minha mente, está bem presente ainda esse teu rosto de menina feita mulher, com o meu suco a escorrer-te pelo rosto, em contraste com em esses olhos meigos que me fizeram desejar-te.
Quero dormir, preciso repousar um pouco, recuperar as minhas forças, preparar a tua chegada.
Demoras? …..
Continuo a desejar te…..
#PSassetti #69Letras 16.05.2017