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Deste amor…

O tempo passa.
Passou de tal forma que perdi noção,
Não sei se do tempo,
Se de ti.
Deixei escapar frases
Detalhes.
Deste amor,
Uma grande paixão…
Sem querer deitei-te no chão.
Parti sem me importar,
Se alguma vez a tua alma eu teria.
Saída magoada desta aventura voltei
Vejo-te inteiro por fora
Vazio por dentro.
Mesmo de sempre.
Com olhar ternurento,
Uma compaixão sem igual.
Obrigado por me fazeres voltar.
Ficares e perdoares.

© Krishna 2017 #69Letras

Serei a tua força na derrota.

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Serei tua companheira
se me deixares lutar ao teu lado
tua cúmplice se te partilhares.
Serei teu sonho se o revelares
A noite para profanares
e o dia para te camuflares.
Serei tua força na derrota
abrigo nas tempestades
Lágrima se te vir partir
Mas corrente que te guia
Rumo à liberdade.
Serei esperança na tristeza
Casaco no inverno
Brisa no calor.
Serei a outra metade
A outra pele.
Serei o abraço que encaixa!

 

 

 

A Vizinha

 

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

 

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Todos os dias ela sussurrava o seu nome. Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

A Vizinha

Tenho saudades tuas!

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Sim saudades, saudades do passado, saudades de quando eramos só os dois na nossa bolha de sabão. E eramos tão felizes.
Faz-me falta! Sinto a tua falta a cada de dia que passa.
Mentiram me! O tempo não cura tudo! O tempo apenas atenua a dor e a saudade. Mas elas permanecem lá. Ocupam o teu lugar como se tivessem nascido comigo. Mentiram-me! E eu não gosto de mentiras.
Há tanta gente que parte sem partir e outros que partem mas ficam. Ficam dentro de nós e levam parte de nós.
Mentiram-me! E eu sinto tantas saudades tuas!

Kate

—agora abri a garrafa.

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Talvez um dia acabe por ficar.
Hoje não é o dia.
Quero a liberdade de partir quando sentir que devo e experienciaras inúmeras mascaras da paixão!
Quero sentir todos os tons da paixão na minha pele, os cheiros, as temperaturas sem promessas ou amarras.
Quero o gosto doce do nascer de uma nova paixão nos meus lábios, e a despedida amarga que encerra essa mesma, para dar inicio a outra.
Talvez um dia acabe por ficar, hoje quero partir. Ah! E amanhã também.
Pertenço à paixão, talvez um dia te pertença.
Voltarei quando me embriagar.
Para já, ainda agora abri a garrafa.

Devolve-me…!

Fotografia: Louise Coghill Photography
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Foste-te embora com a força de um vendaval! Tal como o vento que varre tudo à sua passagem, também tu partiste, e levaste a minha pele, o meu sangue, a minha pulsação, o meu coração… não precisas de voltar, devolve apenas o que levaste.

Sou uma pessoa e não posso sentir?

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A alma parte, o coração deixa de bater e o corpo esfria, e o teu coração fica vazio.
E tu, és obrigada a partir também, seguir em frente ‘dizem’. Mas seguir para onde?
De repente, tu tens de fingir que não é nada contigo e a encarar a morte de quem sempre ocupou o teu peito como algo banal. Natural! Porque a vida continua ‘dizem’ eles. Continua para onde?
De repente, chorar, pensar nele, não faz sentido, não o deves fazer, porque sofres, ‘dizem’…
O quê? Não posso chorar a partida do meu amor?
Não posso falar dele? Não posso reviver o passado, umas, duas, infinitas vezes porque me faz mal e tenho de seguir em frente?

Espera!
Sou uma pessoa e não posso sentir?

Não posso chorar, espernear, desesperar, sonhar, questionar e gritar a dor que tenho dentro do peito? Dor que se vê no olhar e na ausência do sorriso?
Um dia… ele já não vai estar em mim… ou tão em mim.
Hoje ele está e eu vou chorar, sentir e sofrer a sua partida.
Eu quero sentir. Quero!
Quero sofrer. Chorar. Reviver…. simples acções que me fazem senti-lo por perto…
Seguirei em frente quando me quiser soltar…. mas não é hoje, ou amanhã!
Não abro mão de o deixar de sentir…

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015