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Vida é preciosa

Tu não tens noção do quão a vida é preciosa
Não tens noção do milagre que é acordar no dia seguinte
Não tens noção da alegria e compensação que tens
por cumprimentares e dizer o quanto amas
a quem te é mais próximo,
Até….
Até ao dia em que te tiram o chão debaixo dos teus pés,
Vês a vida de quem tu mais amas num limbo
Com incertezas de qual vai ser o resultado 
Aí… Pensas,
Valerá a pena as discussões,
as discordâncias de pontos de vista,
a distância colocada entre ambos.
Quando no final a única verdade nua e crua,
está deitada numa cama, pávida e serena
com o olhar a brilhar à procura da esperança
no nosso olhar.
Nessa altura esquecesses tudo o que se passou
e por entre um sorriso amarelo, e um olhar 
marejado de lágrimas, que tentas engolir
Repousas a tua mão em seu braço 
e dizes que tudo irá correr bem,
mesmo tu sabendo que o desfecho
era incerto.
©Lola 2017 #69Letars

escritora? Eu? Nada disso.

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Hoje escrever é como conversar com um velho amigo, o papel sabe tudo em primeira mão, a caneta sente a força das minhas emoções e a tinta são as lágrimas e sorrisos que me acolhem.
Tudo começou sem avisar assim como todas as coisas da vida que chegam de surpresa. Foi numa noite, estava sentada na cama dominada por uma tristeza inconsolável. Sabem como é… datas que nos marcam e trazem saudade, dor e as memórias do que foi e já não é. Peguei numa caneta, num caderno velho e comecei a debitar palavras arrancando a dor e tudo o que não era capaz de dizer em voz alta…e a pouco e pouco comecei a arrumar os meus pedaços.
Sei pouco sobre ser escritora, nem sei se tenho talento ou não, o que sei é que simplesmente escrevo, fantasio e distancio-me do mundo. É o meu ritual, o meu ioga, o meu centro e meditação.
Deliro com o sentir, seja dor ou amor que é dor*, sou apaixonada pelo sentir.
Sentir tudo.
Cada letra e palavra,
cada toque e cada corpo
cada olhar e sorriso.
Cada dia e cada noite,
cada sonho ou pesadelo,
cada chegada ou partida.
Agora… escritora? Eu? Nada disso.
Sou apenas eu a Cátia Teixeira ou a A Vizinha e umas quantas palavras que partilho com quem as quer ler.

O meu mal foi amar-te…

Parei de lamentar a tua partida.
Afinal foste por livre vontade.

O meu mal foi amar-te… Amar-te pra caralho!

Gostei mais de ti que de mim mesmo. E foi exactamente esse o problema.
Demorei para entender que a esperança no amor não faz milagres.


Demorei para entender que o que um não sente dois não vivem!


Fiz uma cura de ti… Afinal já não te reconhecia. Talvez tenha sido essa a causa da minha desistência, já não te reconhecer.


Hoje sigo o meu caminho, tranquilamente.
Estou a reconstruir o que fizeste desmoronar.


Eu também mudei, tenho agora uma vida diferente e sabes que mais? Entendi que a vida que tenho agora era impossível ter contigo e eu gosto tanto dela!

©KingOfMysteries 2017 #69Letras

Represento.

Ilustração: Adara Sanchez Anguia

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Como eu consigo?
Não consigo.
Visto cores alegres para esconder a alma, e uso falsos sorrisos sinceros para ajudar nesta farsa.
Ao fim de várias repetições vai-se tornando mais fácil fingir que não tenho saudades tuas, e que não choro a tua partida.
Como eu consigo?
Não consigo.

Represento.