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A última palavra

Sentou-se junto dela e ficou em silêncio, a olhar as ondas que se desfaziam em espuma na areia branca.
Ela também ficou em silêncio.
Ele desviou-lhe da cara os cabelos dourados.
Ela chorava em silêncio.
E o coração dele também começou a chorar.
“Desculpa por…” começou ele, mas ela interrompeu-o.
“Não digas nada. Nunca disseste nada. O silêncio é a tua melhor palavra.”
Ele sabia que ela tinha razão.
Nunca foi capaz de lhe explicar o que aconteceu, porque se afastou, porque a deixou sozinha sem nenhuma justificação.
Apenas se calou e saiu da vida dela sem uma palavra.
O silêncio foi a sua última palavra.
Mas a dor que sentia no coração não ia deixar que, desta vez, o silêncio fosse a última palavra.
Levantou-se e com o indicador escreveu na areia molhada.
Quando acabou, aproximou-se dela, limpou-lhe uma lágrima e beijou-lhe os cabelos.
Ela não falou, não se mexeu.
Apenas deixou que mais lágrimas caíssem pelo rosto.
Ele foi embora, deixando um rasto de pegadas atrás de si.
Ela olhou para trás e, quando já não o conseguia avistar, levantou-se e aproximou-se da areia molhada em que ele escrevera.
Um sorriso surgiu entre as lágrimas.
“Amo-te.”

© Fox 2017 #69Letras

Parabéns mãe

‘O amor ? de mãe ?? pode ser traduzido em uma palavra: doação.
Falar ? desse sentimento é entender que ele é a mais completa forma de amor ❤️, um amor que se doa, coloca em primeiro plano o bem-estar, a segurança ⚓️ de um outro ser.

– Parabéns mãe. ? Hoje é o teu dia. –

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Peregrinus #69Letras

escritora? Eu? Nada disso.

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Hoje escrever é como conversar com um velho amigo, o papel sabe tudo em primeira mão, a caneta sente a força das minhas emoções e a tinta são as lágrimas e sorrisos que me acolhem.
Tudo começou sem avisar assim como todas as coisas da vida que chegam de surpresa. Foi numa noite, estava sentada na cama dominada por uma tristeza inconsolável. Sabem como é… datas que nos marcam e trazem saudade, dor e as memórias do que foi e já não é. Peguei numa caneta, num caderno velho e comecei a debitar palavras arrancando a dor e tudo o que não era capaz de dizer em voz alta…e a pouco e pouco comecei a arrumar os meus pedaços.
Sei pouco sobre ser escritora, nem sei se tenho talento ou não, o que sei é que simplesmente escrevo, fantasio e distancio-me do mundo. É o meu ritual, o meu ioga, o meu centro e meditação.
Deliro com o sentir, seja dor ou amor que é dor*, sou apaixonada pelo sentir.
Sentir tudo.
Cada letra e palavra,
cada toque e cada corpo
cada olhar e sorriso.
Cada dia e cada noite,
cada sonho ou pesadelo,
cada chegada ou partida.
Agora… escritora? Eu? Nada disso.
Sou apenas eu a Cátia Teixeira ou a A Vizinha e umas quantas palavras que partilho com quem as quer ler.

Tua para sempre.

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Ainda que não recebas aquele sms ou uma chamada minha no visor, é o teu nome que ainda esfrego entre os meus lábios. Carrego-te no sorriso e vivo cada palavra por ti um dia aclamada. Há muito que a tua figura arrefeceu no meu colchão mas pele a noite adentro aqueço os lençóis que um dia nos aqueceram aos dois. Sou tua mulher ardente e todos os meus orgasmos frutos da tua presença dentro de mim. Plantaste-te em mim, tal semente que germinou na minha alma brotou forte sentimento que perdurou.
Inspiro lembranças.
Expiro saudades.
Sempre.
Tua.
Para sempre.

A Vizinha

Duelo entre a Raven vs Ela. Tema: Amor

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Duelo entre a Raven vs Ela.
Tema: Amor

Amor de outras vidas , reencontro karmico , não é o esplendor apregoado em belas histórias e melodias , é voltar a conceber um Amor temporalmente desfasado , é reconhecer o cheiro , cada linha da face , cada reentrância da Alma , é fusão imediata de todos os sentidos , é deixar de ser dois e passar a ser Uno . Quando se tenta explicar esta dimensão as palavras falham , não chegam , perdem se no ar , pois não existem . Quando um Amor assim se reencontra é reviver um passado sem espaço no presente e sem encaixe no futuro , pois não é daqui nem de agora . A Alma fica cheia para depois ser vaporizada em mil fragmentos .

Raven

Sentir que os passos que vamos dando têm chão…
Que as palavras soltas se juntam num verdadeiro cantar das cigarras
Alimentando cada raio de sol com a plenitude de um amanhecer,
E esculpir..
Esculpir em nuvens de algodão a palavra amor!
Como quem quer falar com a lua em tom suave, calmo…
Chorar de alegria ao ver que até as estrelas partilham o seu brilho.
Umas com as outras..
Numa partilha tão única, tão verdadeira…
Como a nossa…
A nossa partilha…
Nos sonhos, nos momentos, na vida, na saliva…
No encontro e desencontro de seres que se completam.
A metade e a metade da laranja….
Que dará o sumo de uma só!!!
Os corpos que relaxam na paz de uma tarde…
Que perdura na mente criando a noite…
Salpicando de chuva uma madrugada quente…
De um qualquer país tropical onde até a terra cheira…
Sentir…
O cheiro da terra e o toque dos teus lábios…
Na pele molhada da chuva que cai sobre nós…
Que nos molha o cabelo…pingando suavemente
por nós dois…de mãos amarradas e firmes!!
Parece que levitamos no tal cantar das cigarras
Na noite de lua cheia…
Onde as corujas de olhos esbugalhados nos
miram espantadas por presenciarem tal cena…
De amor!!…
Os nossos pés cheios de lama vão deixando pegadas
pela estrada fora, como prova que ali estivemos
ávidos de desejo e de paixão..
Num virar de página que nos mostra o início..
De uma longa e profunda caminhada
Que vamos fazer…de mãos dadas …
Partilhando…
Os sonhos, os momentos, a vida e a saliva…
Bebendo juntos o cálice…
Com o sumo da nossa própria laranja!!!
Eu e tu!
Tu e eu!

Ela

 

Agora percebo porque existe os príncipes e os outros.

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Lê-nos no facebook!
Príncipe!
Agora percebo porque existe os príncipes e os outros.
Agora sei porque existem os outros e tu!
Príncipe!
Desde que chegaste que esta palavra fez finalmente diferença na minha vida. Os príncipes existem, és tão real como a nossa paixão. Soas-me a magia, sabes-me algodão doce.
Quem me dera, que sentisses o significado desta palavra pelos meus lábios, talvez deva cansar o teu ouvido e repeti-la infinitas vezes, talvez deva gritar ao mundo!
Sim, existem os príncipes e os outros…
Os príncipes seguram na tua mão, trazem-te paz, derretem-se com a tua tontice, amam-te num o olhar, num beijo escondido, numa mão que se entrelaça em surdina, ama-te em qualquer lado. Os príncipes, recolhem as armaduras para tu entrares, e voltam a vesti-las para enfrentarem o mundo ao teu lado… sim existem os príncipes e os outros.
Existes tu… e os outros? Que outros? Não existe mais nada.

A tua respiração no meu pescoço…

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Tens paixão pela escrita? Escreve connosco!
A tua respiração no meu pescoço naquela tarde melancólica ainda hoje me arrepia a pele.
A tua voz no meu ouvido a dizer o quanto me queres, ainda hoje ecoa na minha mente.
E tu sabes disso. Aliás tu sabes tudo, de mim e por mim, sem precisar de dizer uma palavra.
Tu sabes o que quero, exatamente o que eu preciso, sabes como colocar a excitação expressa no meu rosto.
Ganhas vantagem porque de ti nada sei. És tão misterioso… tão indecifrável… mas mesmo assim deixei-te avançar, deixei-te respirar a minha pele, deixei-te entrar no meu peito… e hoje..
Oh hoje! Hoje o jeito com que nos tocámos ainda me arrepia a pele,
Hoje a ondulação dos nossos corpos, acorda-me todos os sentidos…
Hoje nada sei de ti… continuas tão misterioso…