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Entrega em crescendo…

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Escuta….
Sente….
Deixa-te levar pelos sentimentos, pela luxúria.
Hoje quero que sejas a minha coelhinha.
Vem.. nessa pele branca e rosa.
Deixa-me acariciar-te, ouvir o teu gemer.
Sentir esse corpo frágil, trémulo debaixo deste flopper.

Absorvo…
Entrego-me…
Submeto-me às pequenas torturas que nos enchem ambas de fogo, sou a tua bichinha esta noite…
Contorço-me sob o toque por ora leve do chicote e vejo prazer nos teus olhos…
Fecho os meus e mergulho… Continuar a lerEntrega em crescendo…

Vidas

Vidas paralelas,
Vidas desencontradas….

Todos os dias encontramos pessoas amigas, pessoas tranquilas, complicadas, sofridas, amadas…cada relação é uma aula de aprendizagem.

Há quem seja negativa e se nutre da escuridão, mas há o reverso de quem transborda de luz, de felicidade..pessoas abençoadas, positivas.

Quando achamos que já vimos tudo, bate-nos à porta mais uma desilusão…mais uma lição de vida!
O nosso crescimento depende todo da dor, pois não vi ainda ninguém a crescer do riso.
Assim é a nossa estrada da vida… uns dias ensinando, outros aprendendo, outros dias decepcionando, outros surpreendendo….
É uma estrada árida, mas às vezes florida.
Todos nós temos as nossas feridas, umas maiores que outras que custam a sarar mas,
nesta estrada que percorremos arranjamos sempre uma força surreal para as sararmos…
Mas nem sempre aprendemos com os erros, continuamos a errar…
Por isso somos humanos, sensíveis, rígidos, traiçoeiros, egocêntricos…
©Lola 2017 #69Letras

Mar Revolto

Aqui, enquanto vislumbro a violência das ondas que embatem na rocha no seu movimento repetitivo,  com a sua sonoridade única que me acalma e transporta suavemente para outra dimensão.
Enquanto a minha filha de quatro patas me lambe a orelha e me suja de areia na sua instintiva maneira de me animar, que percebo a verdadeira dimensão da solidão que me envolve, o isolamento que instaurei a mim próprio. Ao coração que finjo não ter, aos princípios mais básicos da relação humana que finjo não cumprir, meras mentiras que imponho à minha consciência.
Sou o primeiro a sofrer com as dores de outrem e a tentar ajudar, sou o segundo a calçar os seu sapatos e perceber o caminho da tortura percorrido, o terceiro a tirar a roupa do corpo e tirar da boca se, de alguma forma ajudar outrem.
No entanto para mim próprio sou sempre e eternamente o último, identifico-me neste mar revolto e violento, a minha vontade férrea e imutável de seguir os meus sentimentos independentemente das barreiras que se apresentem, tanto bate que um dia chegarei vitorioso a mim próprio. Poderei dizer orgulhosamente que nunca desisti até chegar onde quero, ao que realmente procuro não fosse a ironia da mutação constante da vida, nem sempre o que queremos hoje se reflecte na vontade do amanhã talvez por isso absorvo cada minuto e hora como se fosse a última.
Tal como este mar revolto também procuro dias de calmaria que, sei que chegarão mais tarde ou mais cedo, mas também mais tarde ou mais cedo a revolta retornará, afinal a vida nada mais é que o conjunto de ciclos de luta por objectivos e recomeços por novos objectivos que implicam mais batalhas, assim sendo sigamos em guerra que o mar já nos chama.
Bastardo #69Letras

escritora? Eu? Nada disso.

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Hoje escrever é como conversar com um velho amigo, o papel sabe tudo em primeira mão, a caneta sente a força das minhas emoções e a tinta são as lágrimas e sorrisos que me acolhem.
Tudo começou sem avisar assim como todas as coisas da vida que chegam de surpresa. Foi numa noite, estava sentada na cama dominada por uma tristeza inconsolável. Sabem como é… datas que nos marcam e trazem saudade, dor e as memórias do que foi e já não é. Peguei numa caneta, num caderno velho e comecei a debitar palavras arrancando a dor e tudo o que não era capaz de dizer em voz alta…e a pouco e pouco comecei a arrumar os meus pedaços.
Sei pouco sobre ser escritora, nem sei se tenho talento ou não, o que sei é que simplesmente escrevo, fantasio e distancio-me do mundo. É o meu ritual, o meu ioga, o meu centro e meditação.
Deliro com o sentir, seja dor ou amor que é dor*, sou apaixonada pelo sentir.
Sentir tudo.
Cada letra e palavra,
cada toque e cada corpo
cada olhar e sorriso.
Cada dia e cada noite,
cada sonho ou pesadelo,
cada chegada ou partida.
Agora… escritora? Eu? Nada disso.
Sou apenas eu a Cátia Teixeira ou a A Vizinha e umas quantas palavras que partilho com quem as quer ler.

Ele é apenas apaixonado por um amor que já sabe que existe.

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Nem sempre quando escrevo é sobre um rosto específico, na verdade foram vários os rostos que à sua maneira me marcaram e deixaram de si em mim. Então pego nos vários pedaços das várias paixões que guardadas, misturo-os como se pertencessem a uma só pessoa e é para este todo que escrevo. Um rosto que não existe composto por pessoas reais que não sendo perfeitas deram-me deliciosos momentos de felicidade e quando os junto, são eternos e perfeitos. Escrevo-os como se seguisse uma receita, 10gr de emoção, 100gr de abraços, uma pitada de sedução e levo ao forno a tesão e é assim que vou escrevendo pequenos textos.
Nem sempre quando escrevo estou apaixonada, acontece é que ja estive e da mesma forma que guardo tudo o que ja vi, faço o mesmo em relaçao a tudo o que já senti. E quando tenho vontade de puxar a caneta como quem puxa um cigarro deixo fluir a mescla de sentimentos através da tinta e escrevo curtas de paixão, desejo ou saudade!

?A Vizinha

Tira-me o véu…

 

Tira me o véu .
Tira o véu que me cobre o rosto e vê o quanto ele esconde .
Vê as rugas que ficaram dos anos que foram passando .
Vê a mágoa que o meu olhar esconde , vê tudo o que não permito que ninguém veja .
Tira me o véu e olha me nos olhos com Amor e paixão .
Com o teu olhar desvinca me o rosto , apaga a mágoa .
Põe no meu rosto de novo um sorriso , uma nova vida .
Só o teu olhar irá conseguir fazer cair o véu .

Raven