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A cada dia perde-se mais um pedaço…

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Parece que trago o mar prisioneiro dentro de mim e que esta pele já não o consegue conter por muito mais tempo. Às vezes, não sei se o liberte ou se luto contra ele…
Abrir as comportas para ele sossegar é libertar-me da dor de te ter perdido. Mas aliviar esta dor, é afastar-te de mim e eu meu amor, não quero deixar de te sentir. De alguma forma todas as lágrimas que carrego é a única coisa que me faz sentir viva. ‘ viver é sentir’. Se nada mais me impressiona, me desperta, me embriaga, me cativa e se deixar de te sentir não estarei eu de alguma forma a ‘morrer’? Segue-nos no facebook!
Dor é sentir…
Se sentir-te é dor, é ter-te dentro de mim – então esta dor é tudo o que sou.

viver sem a tua presença

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Que saudades eu tenho de me quando me embriagava com o teu sorriso entorpecia com os teus beijos e enlouquecia com os nossos desejos.
Um ano se passou e como uma alcoólatra ainda me encontro em fase de recuperação. Está difícil sobreviver ou melhor viver sem a tua presença. Muitos são os momentos que parece ser impossível acostumar-me a um caminho sem ti… longos são estes dias em que sei que te tenho de te esquecer e um longo caminho ainda a percorrer.

Brincadeira de mau gosto

Tem momentos em que a saudade aperta.

Ainda tudo parece uma brincadeira de mau gosto sem data de terminar. Mas estive lá, vi que não foi brincadeira mas mesmo assim continua a ser surreal de mais para ser verdade. Se eu não tivesse lá estado, poderia achar que tudo isto não passa de um equivoco, mas estive e ainda assim dentro de mim, existe a esperança que um dia destes tudo vai voltar ao normal, porque nada disto pode ter acontecido.

Não pode. A minha mente está doente, ou não será a mente, mas a alma e o coração destroçado? Como posso eu delirar e esperar que retornes do oposto da vida? Da morte?

Eu estive lá vi o teu corpo repousar, escutei os sinos e a terra a tapar a tua nova casa…. eu estive lá, então porque me parece tudo mentira? Não pode existir esperança na morte.

Oh meu amor! Daria a minha alma em troca da certeza de te voltar a ver. Derrubaria esta grande divisão, tudo para te ver uma vez mais sorrir.

O meu sorriso é decoração, os planos que faço para esta minha vida são colagens em cima de tristeza sem coração. Caminho desanimada, caminho perdida cheia de saudade!

Desejaria que me fosse arrancado o meu ultimo fôlego para deixar de sonhar contigo enquanto durmo e poder sonhar acordada a olhar para ti e voar imortalmente ao teu lado.

E tudo isto é demência, é dor gritante, escondida dentro de mim, não consigo te deixar ir, embora soe a loucura é esta realidade distorcida que ainda me segura.

 

 

A Vizinha #69Letras

Copo meio cheio ou meio vazio.

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Acordei em sobressalto ansiosa e agitada quase que a sufocar. A minha primeira reação assim que acalmei a respiração, foi chorar, não desalmadamente, mas conformada.
Senti as lágrimas a nascer e a empurrarem-se umas às outras como que a libertarem-se… prisioneiras da minha dor.
Desceram lentamente pelo rosto, fazendo comichão na pele prestes a mergulhar na almofada.
Respirei fundo e encontrei-me dividida entre o copo meio cheio ou meio vazio. Copo meio cheio porque voltaste a casa e confortaste o meu coração. Fazia tempo que não sonhava contigo, e esta é a única forma de te trazer até mim, de te ver e reavivar nas memórias a tua imagem que com o passar do tempo tem vindo a perder cor, o que me deixa assustada. Tenho receio de um dia fechar os olhos e ao tentar procurar-te não te conseguir ver, e se para te ver e avivar nas memórias tenha de ser em forma de pesadelos, que seja, todos os dias, não quero saber, quero te ver! Tudo para te ver, uma vez mais.
Inevitavelmente senti o copo meio vazio, os sonhos ou os pesadelos são reais naquele espaço de tempo em que se processam, mas quando desperto, a realidade é crua e desfalcada. Não és palpável, és passado, memórias, lágrimas e sorrisos, a vida segue e eu sigo junto com ela, forçada, vazia, com meio coração a transbordar de saudade… a desejar voltar a dormir, e quem sabe ver-te mais um pouco… e quem sabe se esse sonho ou pesadelo dure o suficiente para me tirar esta sensação de viver em metades…

 

 

A Vizinha

Lembrar-me de ti faz-me sentir forte!

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A tua morte dói, mas tem dias, que lembrar-me de ti, dos nossos momentos, me faz sentir forte, tão forte como o nosso amor foi!
Talvez devesse lembrar-te menos vezes, mas continuo a teimar na doce tortura que é recordar-me de ti… perco-me vezes sem conta na memória do teu sorriso, o sorriso mais fantástico que alguma vez conheci.

Devolve-me…!

Fotografia: Louise Coghill Photography
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Foste-te embora com a força de um vendaval! Tal como o vento que varre tudo à sua passagem, também tu partiste, e levaste a minha pele, o meu sangue, a minha pulsação, o meu coração… não precisas de voltar, devolve apenas o que levaste.

Represento.

Ilustração: Adara Sanchez Anguia

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Como eu consigo?
Não consigo.
Visto cores alegres para esconder a alma, e uso falsos sorrisos sinceros para ajudar nesta farsa.
Ao fim de várias repetições vai-se tornando mais fácil fingir que não tenho saudades tuas, e que não choro a tua partida.
Como eu consigo?
Não consigo.

Represento.