É o quanto basta para te sonhar e esperar.

É, Eu ainda agarro esta ideia, louca ilusória e infantil! Pois que seja. Eu sonho, invento e reinvento, desejo ardo e espero. Perfumo-me de sonhos, de cores suaves e castelos encantados. É, ainda acredito e é por isso que te sonho! Ah se soubesses o quanto eu sonho contigo e o quanto pareces real…! Farei…

Beija-me além do que se vê.

Beija-me. Beija-me os lábios, mas não te esqueças do cérebro. Beija-me: o olhar, a boca, os cabelos, as mãos, o ventre, o interior das coxas, os pés, as faces, o sorriso, o pescoço, as feridas, o ouvido. Beija o que vês, mas lembra-te de beijar o que os teus olhos não alcançam… Beija-me a pele…

beijos que encerram os copos vazios.

Aqui estamos nós embrulhados no tapete do chão da sala iluminados pela tarde cinzenta que corre lá fora. Gosto tanto das nossas tardes sem roupa, perdidos no nosso vinho preferido entre beijos frutados e desejos escondidos revelados propositadamente com a desculpa de ser o vinho a falar… A cada copo vazio enchemo-lo de novas fantasias…