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Os teus lábios são o teu cartão de visita.

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Impossível esquecer a bela Margarida, morena magra com curvas deliciosas, olhos doces e penetrantes, lábios perfeitamente desenhados, sorriso escondido pela timidez mas impossível de resistir, cabelos negros e suaves como a seda que lhe escondem o rosto, e subtilmente discreta.
Foi quando ela estava a picar o gelo para as bebidas que me aguçou a curiosidade.
O jeito como a bela Margarida colocou o cabelo atrás da orelha acordou os meus instintos de predadora, revelou um delicioso pescoço acompanhado por uns ombros que dão vontade de morder, o que me fez perguntar o que mais esconde aquela Margarida.
‘vou-te beijar’, deixei escapar quando me levantei e fui para junto dela. Retornei ao meu lugar e deixei-a estar entre o gelo e as palavras que lhe deixei.
A festa estava animada e o som das pessoas satisfeitas ecoava no ar, mas ela deixou se estar ali, perto de mim, encostada à bancada da cozinha sem nada dizer.
‘és minha’ pensei.
Fui para junto dela, levanto-lhe o rosto escondido pela timidez, com a mão esquerda seguro-lhe os cabelos na nuca e exponho a beleza daquele rosto com a mão direita trago a boca dela à minha… Doce e intensa Margarida de fazer ferver o sangue ao sentir a ansiedade dela no peito a arfar contra o meu. Deliciosa morena que se rendeu aos meus caprichos.
Beijo doce e delicioso… Fui provar o resto….

Quero um abraço que me deixe libertar

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Sei do que estou a precisar.
Sei o que me está a fazer falta, mas desconfio que se o fizer irei desfazer-me em lágrimas e receio, sozinha não ser capaz de suportar.
Pudesse eu, largar esta dor num abraço quente, mas onde paira este abraço que tanto preciso, quem o carrega?
Onde está quem se deixe afogar nas minhas lágrimas?
Quero um abraço que me deixe libertar.
É numa falésia que gostaria de estar neste momento. A ver o mar e a ser apaparicada pelo vento. (Quero o vento gelado no rosto e o céu cinzento a sombrear o mar revolto do inverno).
Vou fechar os olhos e ouvir-me. Vou ouvir tudo o que não digo, tudo o que não escrevo e o vento vai levar para o mar as lágrimas salgadas que me lavam a cara.
E de repente o teu abraço surgirá por trás… viras-me para ti e seguras o meu rosto com as mãos largando um leve beijo nos lábios…
Quando não existir mais lágrimas, em silêncio iremos tomar um banho quente, e já na cama… serei embalada pela melodia da tua respiração…
© Cátia Teixeira 69 Letras 2017

Eu e tu somos vida…!

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Nos teus braços, o mundo sou eu e tu.
Eu e tu, é outra vida.
É brilho nos olhos
Sorrisos sinceros
Faíscas na pele.
As roupas? Essas estorvam a comunicação entre as almas!
As pessoas? Distraem a nossa cumplicidade.
É no nosso quarto que a nossa pele festeja e a nossa alma descansa.
Na nossa cama, o tempo não nos ganha e amamo-nos sem.pressa.
Amamo-nos em
Conversas
Brincadeiras
Sexo
Conchinha.
Nos nossos lençóis os nossos corpos esgotam-se antes do desejo que só tende a aumentar.
Entrelaçados num nó invisível os olhos fecham-se mas o sorriso mantém-se… E dentro do meu peito, tu ganhas lugar.

Não digas nada!

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Não precisas.
Não preciso que digas que gostas de mim,
Que tens vontade de me beijar,
De me agarrar,
De te passeares pela minha pele branca,
Que o meu sorriso te aquece,
Que a minha voz te enlouquece.
Não digas nada!

Sabes porquê?
Porque os teus olhos dizem tudo!

Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

Beija-me!

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Beija-me!
Um pedido teu
Olhos nos olhos
E a timidez com que me vestiste.
Beija-me!
Um som que me estremeceu
Faces rosadas e
Sorrisos envergonhados.
Beija-me!
Olhos nos lábios, Lábios nos olhos.
Beija-me!
…. E beijàmo-nos!

?A vizinha #69Letras