Lágrimas salgadas

Quando acordei o sol fustigava-me a cara. O sal daquela maresia de final de tarde de outono na praia, cravava-se sem contemplações no meu rosto como punhais de Naruto. Eu estava febril, a minha pele crepitava, os meus músculos estavam entorpecidos, o meu coração estava doente, os meus lábios secos pareciam incapazes de se moverem….

Nós também gostamos disso…

“Tarado!” Ultimamente só recebo elogios destes. Sim elogios, leste bem pois eu considero que quando o fazem é sempre com um sorriso safado nos lábios. E confesso que me aproximo muito desse registo de safadeza mas sempre com a subtileza que me é característica. E tu, Mulher, Tu gostas disso, não é? Tu, mulher madura…

Alguém na minha condição

Não adianta, não vale a pena! Não consigo f@der sem fazer amor! Meu alter ego bem me guia para constantes engates, divertimentos one nigth stand mas meu corpo nega, meu Eu racional abana comigo e diz-me de forma subtil que não é disso que eu preciso. De que vale uma lap dance quando o que…

Exteriorizações da memória

Confesso que precisei de saber. Precisei de saber se realmente valeria a pena esperar e lutar por ti. Não foi fácil estar horas deitado no sofá a ouvir aquelas memoriosas músicas do VH1 que me lembravam o quanto inocente e ignorante era eu na Arte da Sedução (sim, seduzir é uma arte, resistir faz parte)…

Corpo cansado mas guloso…

Hoje acordaste mais tarde, cansada e sonolenta. “Dói-me o corpo todo!” dizes-me com um sorriso safado. Não seria para menos. Os teus gemidos e suores, as nossas posições e as tuas suplicas durante todo o tempo que foste minha só poderiam ter como consequência um acordar com teu cansaço e satisfação. Mas é teu cansaço…

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari. Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher. Teimas em…

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me. Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos. Perco-me livremente…