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Será que és tu quem procuro?

Dou por mim a imaginar-te das piores maneiras e feitios. Imagino-te pois nada mais me resta… 

Envolto em mistério, sem um sorriso ou um olhar que honre o meu vislumbre. E no entanto dizes-me tanto. 

O meu pensamento levita. Imagina como seria… Mas prendo-me à terra com unhas e dentes! Não! Não me vou perder para nenhum estranho com alma mais negra que a noite. 

Quero a luz do dia! Quero a claridade no meu espírito para não cair num abismo que me irá deixar refém à sua vontade. E se tem vontades! 

Apetites vorazes que nem cem mulheres satisfazem. Mulheres ou concubinas do diabo, para ele parece ser tudo igual. Sentado no seu trono ele não distingue alvos porém me olha… 

Sim, sinto seu olhar cravado no meu corpo que tanto anseia possuir sem dó ou escrúpulos. 

E eu sinto-me sem sentir… Anestesiada, fora do meu corpo observando a dança do teu cortejar mergulhado num negro abismo. 

Não me olhas de frente mas encantas. O teu silêncio diz-me tudo. Resta a dúvida… 

Serás tu quem eu procuro quando espreito a noite pela minha janela? 

©Miss Steel 69letras 2017 

A culpa é tua. Não tinhas nada de trazer esse vestido transparente

Texto Erótico|M18

“- Adoro as tuas transparências…
– Eu sempre fui transparente. Não gosto de iludir as pessoas.
– E nunca o fizeste mas hoje estás mais transparente que nunca.
– Gostas deste vestido?
– Adoro! Quando estavas a caminho da casa de banho o Engº Antunes parou no corredor e ficou de olhar lascivo e entesoado. E eu só não fiquei de boca aberta pois conheço bem cada curva do teu corpo, cada sinal, cada estria.
– A sério? Ai! Não trago mais este vestido! Ainda sou despedida por distrair os colegas.
– Ou então fazes com que eles sejam despedidos por assédio sexual. Bem me recordo da primeira vez que te abordei. Estava a tremer pois não sabia qual seria a tua reação, mas agora não estou nada arrependido.
– Ainda bem que vieste ter comigo, estava mortinha para te pôr as mãos!
– Hum… Se soubesses o que me apetece agora…
– Diz-me ao ouvido…
– Não. Logo depois do pessoal sair todo. Venho ter contigo… ok?
– Mal posso esperar… até logo!

Estonteante! Não há melhor adjetivo para classificar a colega do gabinete 6. No alto do seu 1,78mt, pele tom de café com leite com um brilho encantador, cabelo negro longo e encaracolado. Seus olhos são negros, tão belos, tão puros. E o Sorriso? É o mais belo, o mais perfeito, o mais lindo que vi. Não adianta ser bonita se não sabe sorrir! E o corpo? É melhor descrever enquanto o saboreio…

No final do dia subi ao piso 1, gabinete 6. De óculos e concentrada no último mail do dia, lá estava ela. Os últimos raios de sol entravam pela janela, iluminando-a. Fiquei à porta apreciando a forma como ela digita o texto, como se concentra de forma séria no ecrã do computador… Que pensamentos pecaminosos estes que me invadem a imaginação. Aproximo-me lentamente, desfazendo o nó a gravata e desabotoando a camisa. Passo o dedo indicador desde a mão até ao seu ombro, abrindo a mão e apanhando o seu longo cabelo. Com um elástico prendo-o, deixando ao descoberto o seu belo e cheiroso pescoço… Hum, que belo e intenso aroma é o seu. Com um beijo faço-a arrepiar e suspirar, e relaxadamente ela se encosta à cadeira. Tiro a gravata e faço dela uma venda, deixando-a assim com o coração aos saltos de expectativa.
“- Que me vais fazer?” pergunta-me.
“- Relaxa e aprecia…” respondo.
Com um beijo no pescoço faço-a libertar um longo e intenso gemido, descendo lentamente os lábios até ao ombro direito onde lhe retiro a alça do vestido, e com a mão esquerda a alça esquerda. Peço-lhe que se levante e o vestido cai. Como é bela e sedutora de conjunto de sutiã e cueca rendado branco na sua pele morena… Com um beijo doce envolve-me nos seus braços obrigando-me a encostar meu corpo ao seu. O calor do seu desejo e a doçura dos seus lábios deixa-me em completo tesão e vontade de a possuir ali mesmo, em cima da sua secretária. Habilmente abro o seu sutiã, deixando descobertos o seus belos seios e seus rijos e apetitosos mamilos. Enquanto a beijo vai me despindo a camisa e desapertando o cinto das calças, sentando-me de seguida na sua cadeira para me tirar a as calças juntamente com os boxers. De joelhos, debruça-se sobre a minha cintura e coloca todo o meu tesão na sua boca, fazendo-o desaparecer todo lá dentro, sugando-o… Deito a cabeça para trás gemendo. Um arrepio invade-me a espinha deixando os restantes sentidos completamente entorpecidos. Olha-me no olhos enquanto habilmente me chupa, o que me deixa ainda mais entesoado. Que delicia! Que mulher, que língua e boca mágicas! Contenho-me para não me vir no momento pois não o quero já. Debruço-me sobre ela e beijo-lhe suavemente, levantando-a para lhe retirar as cuecas. O odor da sua vagina invade-me as narinas, abrindo o apetite á minha boca. Com um abraço e um beijo longo invertemos os papeis, ficando eu de joelhos e ela sentada na cadeira. Uma perna para um lado, outra para o outro assim fica, toda aberta para mim esperando ansiosamente pela minha língua. Desde o joelho vou percorrendo um longo e extasiante caminho até ao interior das suas coxas, onde me espera uma linda e apetecível vulva, assim como um rijo clitóris. Desde a abertura da vagina até ao Monte de Vénus minha língua percorre vagarosa e prazerosamente, descendo até ao clitóris onde dispenso a atenção dos meus lábios e da minha língua… Com a mão direita subo seu corpo, desde o umbigo até á sua boca, passando pelos seus voluptuosos e perfeitos seios, acariciando seus mamilos e dando de seguida meu dedo para sua boca o chupar. Com dedo do meio da mão esquerda penetro-a, e enquanto lhe chupo clitóris, atinge um intenso orgasmo, sentindo-o a jorrar na minha boca, quente e saboroso… Pego-a pelos braços, beijando-a, e deito-a em cima da secretária. Retira a venda e diz-me:
“- Fode-me!”
De olhar fixo um no outro, intenso e lascivo, com as suas longas e perfeitas pernas enroladas a apertar-me contra si, obriga-me a uma deliciosa e profunda penetração.
“- Tão quente e húmida que és.
– Tão duro e gostoso que estás!”
Que delicia de mulher! Que maravilha de serão!
“- Fode-me por trás! Quero me vir contigo dessa forma!”
Rapidamente vira o seu belo, rijo e perfeito rabo para mim. Fecho-lhe as pernas, empino-lhe o rabo, deixando a sua bela “ameijoa” exposta para mim. Com a mão esquerda agarro-a pela cintura e penetro violentamente, deixando de seguida a marca da mão direita na sua nádega. Com estocadas certas e fortes, e puxando-a pelo seu rabo de cavalo, fodo-a mesmo ali, em cima da sua secretária, elevando-nos ao nosso belo, intenso e mutuo orgasmo!
“- A culpa é tua. Não tinhas nada de trazer esse vestido transparente.” – digo-lhe a recuperar a respiração.
“- Agora que sei que adoras vou o vestir mais vezes…” – diz-me ela com o seu olhar safado e tesudo.
“- Veste, já sabes o que te acontece de seguida…
– Um saboroso e intenso castigo…
– Gostas pouco gostas…”

 

O Vizinho #69Letras

 


Wolf

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Há dias que só me apetece sentir, não sei bem o quê nem porquê, mas sentir… Sentir-me qualquer coisa, sentir-me viva… E sentir-te… É isso que mais quero, agora que sei como és, sentir-te…
É nesses dias que este meu lado negro se revela, se evidencia… Este meu lado que conheces tão bem e que despertaste em mim por seres como és, igual a mim, e que se encontrava escondido de tudo e todos… Esse lado de fêmea com o cio que quer desfrutar dos prazeres mais insanos e intensos que ainda não conhece mas que mexem tanto com ela…
Esse lado que também tens, conheço bem e que amo por ser tão devasso, tão sentido… O lado que faz de ti o meu lobo e eu tua presa, a tua fêmea acima de todas as outras, ao qual me rendo, me submeto, numa submissão consentida onde não há regras para atingir o prazer…
É nessa altura, em que os nossos anjos e demónios andam em guerra e o lado mais negro vence, que me reclamas como tua, que nos possuímos como loucos, sem pudores nem limites, pois o único limite é o prazer.
Esse prazer que não conseguimos negar, de dois lados escuros que se completam de forma carnal, animal, de lobo quando sente o cheiro da presa, mas ao mesmo tempo tão terno, instintivo e protector da sua fêmea, que me deixa á tua mercê, rendida. E nessa tua caça, neste jogo de sedução, a que me entrego, deixo de ser eu como me mostro e passo a ser eu como sou, como só tu me conheces, e sabes satisfazer.
Deixo-te usar os teus instintos, sentires-me poro a poro, cheiro a cheiro, gosto a gosto. Abro-me para ti, deixo-te provares-me e provocares-me até não suportar, e como só tu sabes fazer, fodes-me com a língua enquanto me tocas até me vir vezes sem conta e te deixar saciado do meu néctar que sorves avidamente.
E entre carícias e beijos, estás tão pronto quanto eu, tão duro e ansioso, que comprovo e reforço sentindo o teu gosto salgado na minha boca até quase não aguentares e prontamente entrares dentro de mim, lentamente, para me dares o prazer de te ver possuíres-me, desapareceres em mim, e fazer parte de ti.
Com movimentos descompassados e urgentes, tocas-me fundo e peço mais, quero tudo de ti, por desejo, por instinto, por amor, e não é preciso muito para explodirmos num orgasmo assombroso, quando os nossos lados escuros e sombrios se fundem num só, e com o poder do prazer se conseguem iluminar.
E cada vez que nos saciamos tornamo-nos um pouco menos sombrios…

© Miss Kitty 2016 #69Letras

Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras