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Tenho dias que respiro devagar

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Tenho dias que o calendário toma conta da razão, quando olho á volta e envolto no senão do que está á minha volta não faz sentido sentir apenas que somos uma voz na multidão. Tenho dias de cinzenta alma, cheia de coisas vazias, esperanças ocas de odes gentis em que te sentes e prazeres erguias para dar prazer a almas também como tu, apenas vazias. Tenho dias que acordado adormeço, sem saber ou sequer ter noção com que linhas me teço e por isso mesmo por aqui me deixo em portas de apreço contido em seios de acolher este tamanho desleixo. Tenho dias em que olho para o passado e fico na vontade colado de pensar que o passado não é mais do que um futuro camuflado de cheiro intenso a fado imaginado em casa em que me sinta aconchegado. E nesses dias de tempo não, viajo sozinho sem bagagem de mão, abandono o meu corpo e deixo me ir na perda da razão e fico ali apenas só e inerte á espera que aquilo que sinto seja apenas dor momentânea, apenas um resvalo do coração.Tenho dias sim que respiro devagar, como se voltasse a aprender a respirar para continuar a me conhecer e no meio do caos voltar a aprender a saber, o que é viver.

O Inquilino

Tudo começa por um beijo.

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Tudo começa por um beijo.
Basta um beijo, um pequeno aproximar ou roçar de lábios para começar a agir como uma esfomeada.
Apenas um beijo teu, me faz agir como uma louca esteja eu onde estiver.
Uma caricia entre os nossos lábios é inicio da dança dos nossos corpos pois tu quando vens e mordiscas a minha boca sabes o que podes esperar.
O gosto doce da tua boca na minha desperta este delírio louco que tenho em rodear as pernas nas tuas ancas e colar-te em mim. Estejamos onde estivermos eu enlouqueço umedeço e só sossego quando entras dentro de mim e me acalmas. Vicio.
Basta um beijo teu para as minhas ancas gingarem com as tuas, para se tocarem ao de leve em segredo quando me beijas com desejo no meio da multidão.
Provocas-me. Poes-me à prova. Testas a minha loucura. Prendes-me com este desejo desconcertante que me faz perder o controlo, cegar os meus sentidos e tremer a minha alma. Sorris com a provocação e perdes-te de tesão no meu ar esfomeado de desejo porque tu sabes que o teu beijo é doença e o teu sexo a minha cura.

 

A Vizinha