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Girl on girl

Texto Erótico| M18 ???

Elas já tinham partilhado um pouco de tudo, de onde vinham, onde estavam e para onde queriam ir… Riram-se de todas as coincidências nas quais não acreditavam e perdiam-se em horas de conversa sobre tudo, sobre nada…

Havia um oceano entre elas o que não impedia que se sentissem cada vez mais próximas… A imaginação voava mais alto e um dia confessaram… “Sonhei contigo… Aliás, connosco!”… ambas sabiam o que aquilo significava… a partilha tinha atingido aquelas líbidos já de si acesas e abertas a estímulos… As conversas aqueceram e passado algum tempo e esforço decidiram encontrar-se… Continuar a lerGirl on girl

Volto já… se calhar!

Conhecem aquele sentimento de traição numa amizade? Não? Pois eu acabo de sentir isso. 

Estive sempre lá durante a nossa amizade. Apesar de não sermos melhores amigas, estava lá quando ela precisava de mim. Ajudei-a em vários aspectos. Consegui com que ela concretizasse um sonho dela. Deixava a desabafar e tentava dar-lhe os melhores conselhos que tinha. Ela ligava, eu atendia. Mandava mensagem com um pedido de ajuda, e eu lá deixava tudo para ajudar. E ela? O que fez pela nossa amizade? NADA.

Sim, leram bem. Não fez nada. Não deu valor ao meu tempo e carinho investido. Todos os meus conselhos, estavam errados. Só o que ela dizia estava correcto. Se eu quisesse desabafar, mais valia falar para uma parede. Essa ao menos “ouvia-me”. Ela é uma pessoa muito sabichona e por vezes agressiva verbalmente. Não sei porque é assim. Eu saturei.

Por isso hoje digo-lhe volto já. Mas sinceramente não sei se vou voltar. Uma “amizade” assim não vale o meu esforço. 

© Peregrinus 2017 #69Letras

Rosa choque lembras-te?

M18|ContoErótico

Liguei-lhe.
Mais uma vez não consegui cumprir o que prometi.
Afastar-me da sua voz selvagem, tanto que desperta em mim…
Com um simples “estou” perdi-me de tal forma que dei por mim a imaginar aqueles seus lábios.
Ela sabia bem como me atender o telefone, a suavidade e tom da sua voz fazia-me tremer.
Sempre com a sua maldade pergunta-me o porque da chamada, sendo eu um tolo com tesão um simples “que estás a fazer”-achei que chegava.
Se houve erro que cometi foi este…
Disse-me tão solenemente: “apanhaste-me a ir para o banho, estou de roupa interior em cima do sofá…”
Mulher é obra do demónio, mas esta deve ser filha herdeira dele!
“Já não dizias nada há muito tempo, tenho saudades”
Pedi aos santos que fizessem a chamada cair mas ouvi a voz dela.
“Estás ai? É que se tiveres preciso de ti…”
Fiquei frio, com uma tesão enorme.
“De mim…para quê?
“Apenas falar…fiquei com vontade só de ouvir o teu respirar… antes de ir para o banho sabe bem. “
“De que cor é essa roupa interior que eu gostaria tanto de tirar ?”

“A que me ofereces-te...rosa choque lembras-te? O tecido é tão macio consigo sentir ao tocar no meu peito, e do meu peito relembras-te do seu sabor ?”

“Mulher…tu…deixas-me…”

“Se demorares muito começo sem ti. Digo-te que já senti o toque dos meus lábios e estão encharcados…”

Desliguei.
Não aguentei.
Prometi que não lhe iria ligar.
Que parvo.

Nunca mais lhe ligo.
Para a próxima vou directo para casa dela.

 

#ImaginaçãoDeUmaRaparigaDespenteada

©Krishna 2017 #69Letras

Mulher e sua sexualidade

No século em que vivemos, já não deveria de haver preconceitos por parte das mulheres sobre a sua vida sexual e a forma como expressam.
Mas infelizmente, ainda existem muitas mulheres que tem dificuldade de se expressar e revelar os seus problemas sexuais, o que acaba por prejudicar as suas relações.
Pois uma relação não se vive só de amor e paixão, tem de haver sexo, comunicação, cumplicidade e parceria.
Posso afirmar que, em todas as situações que irei enumerar mais à frente, tem tudo haver com o ambiente familiar em que foram criadas, a educação que lhes foi incutida e por último os rótulos da sociedade.
Existem vários tipos mulheres e a sua forma de agir sexualmente, irei enumerar alguns, os mais comuns, embora existam muito mais.
Mulheres Frívolas Mulheres que para elas sexo e intimidade nada lhes diz. Não é algo que achem necessário numa relação. Tem sentimentos como qualquer uma, mas de forma peculiar. Para muitas de nos pode parecer sarcasmo, frieza.
Mulheres cépticas é o género de mulher que foi criada segundo os padrões da religião, e ter relações sexuais é só para procriação. Não são dadas a fantasias, mas não quer dizer que não as tenham. Só que ficam relutantes de exprimirem o que querem ao companheiro. Não alteram a rotina, tem hora e dia para o fazer. 
Mulheres carentes São mulheres que necessitam de carinho, ternura para se poderem sentir desejadas. Um gesto afectuoso pode ser o despertar dos sentidos delas. A rampa de lançamento para o acto do amor, em si. Estão disponíveis para qualquer fantasia dentro da normalidade. Impõe limites.
Mulheres emancipadas é o tipo de mulher casada, bem sucedida na vida. Casada com alguém bem mais velho que ela, que lhe dá a estabilidade e status. Mas ao mesmo tempo tem um amante para as suas escapadinhas exóticas ou profissionais. Para estas mulheres este tipo de sexualidade, intimidade é normalíssimo.
Actualmente, algumas coisas alteraram e este género de mulheres só se encontra na alta sociedade, porque na classe média as mulheres são solteiras, divorciadas ou viúvas e tendem a não querer ter relações fixas. Escolhem-nos por uma noite, ou semana e depois descartam-nos.
Mulheres Ninfomaníacas São mulheres que não conseguem controlar o seu apetite sexual e não se contentam com um só acto. Com uma imaginação muito fértil para fantasias
É considerado um vicio sexual compulsivo.
Nestes casos as mulheres tendem a ter vários actos sexuais até atingirem o orgasmo. Poderão fazê-lo só com um parceiro ou com vários, mas infelizmente nunca se sentirá satisfeita.
Este vicio por vezes prejudica a vida afectiva, mas actualmente existe tratamento para este caso especifico.
Sei que muitas se irão identificar, mas também muitas irão negar. Também sei que algumas irão dizer que os homens são iguais.
Sim, são. Mas não em todos os aspectos.
Como mulher, digo-vos, reflictam sobre os vossos actos, sobre a vossa postura perante os vossos companheiros. Tentem se colocar na outra posição.
 Se ainda não estiver perdido, reergam as vossas relações, deixem as vossas fantasias que só existem em pensamento, vir à tona.
Sejam altruístas.
Sejam felizes de novo.
©Lola 2017 #69Letras

“Corpo é matéria, a alma é transcendente!” Raquel Martins, Playboy 2017

Antes de tudo obrigada por nos dares a oportunidade de contar a história da tua passagem pelas câmaras da Playboy.

Hoje é dia da mulher. Há muitas mulheres que na atualidade ainda vivem fechadas dentro delas, escondidas, inseguras e muitas delas inferiorizadas… O ano de 2017 apresentou-te ao mundo integralmente… Parabéns pela coragem!

                                                             

 

 

Conta-me antes de tudo, de onde veio a decisão de pousar para a Playboy?

Raquel: Essencialmente acho que aconteceu porque estava destinado a que assim fosse! Acredito verdadeiramente nisso! Digo isto porque tenho um amigo que faz Styling, o Sérgio Onze, e participou numa produção para uma das capas, este falou de mim a um dos directores, o Bernardo Coelho, e daí surgiu o convite! Senti um misto de sensações, como uma montanha-russa de emoções! E depois de muito ponderar, aceitei!

 

 

Como foi o processo de selecção?

Raquel: Não houve um processo de selecção propriamente dito. Acho que o que houve foi mais da minha parte e foi um processo de decisão!
Recebi o convite e a princípio fiquei surpresa, conhecendo o que conhecia até ao momento dos conteúdos da revista, que confesso que era pouco ou quase nada, achava sinceramente que não tinha perfil para o género mas depois pus de parte essas inseguranças e pensei que alguma coisa teria que ter para que me propusessem tal coisa! Fiquei radiante com a ideia! Mas este estado durou pouco tempo confesso, porque depois passei à fase de ficar um tanto ou quanto de pé atrás em relação ao assunto. Assentei os pés na terra e pensei que sempre achei que a Playboy era somente sinónimo de nudez, daquela pura, dura e crua! E até que ponto eu conseguiria lidar com isso? Com algo que à partida iria contra alguns dos meus ideais? Reuni com eles e apresentaram-me o conteúdo da revista e respectivas sessões que nada tinham a ver com a minha ideia preconcebida. Nunca eu tinha folheado uma edição da Playboy! Analisei tudo em casa e tinha muitas questões! E deixei bem claro na minha cabeça que para o fazer, a sessão e toda a envolvente teria de ir ao encontro da minha pessoa, eu não seria capaz de fazer algo com o qual não me identificasse, algo que no fundo não me representasse enquanto pessoa, que não captasse a minha essência e personalidade. Confesso que fiquei tentada com a ideia porque era um desafio para mim mesma enquanto mulher, desafio esse que envolvia um grande risco porque sabia que estaria exposta para os outros de uma forma que nunca pus em hipótese em estar, sabia que iria sofrer julgamentos mas até que ponto eu me deixaria atingir por isso se realmente o resultado fosse algo que me reflectisse? Basicamente direccionei a minha atenção para os contras da questão porque o facto é que temos mais dificuldades em lidar com eles e tentei contorná-los como podia. Expus-lhes todos os meus medos e deixaram-me tranquila e segura em relação a tudo!

 

 

 

Como te sentiste quando soubeste que irias ser a capa de Janeiro de 2017 da Revista Playboy? Qual foi o teu primeiro pensamento?

Raquel: Quando me foi proposto nunca pensei eu que seria para ser a capa. Fiquei surpresa mas novamente reticente. Porque lá está, o meu pensamento foi que uma capa de revista é sempre uma capa! Tem impacto! É algo que mesmo que não se queira comprar, está à vista de todos! E não iria estar propriamente vestida, iria estar como nunca ninguém – nem eu mesma-, me tinha visto. Mas se há coisa que tenho cada vez mais intrínseca em mim e que tenho adotado como ideologia, é que corpo é matéria, é algo que um dia simplesmente deixa de existir com a maior das facilidades, é efémero, enquanto a alma é transcendente a tudo isso, é o que fica, na memória, no presente, nos outros, na nossa história, e como tal, anulei muitos dos meus pensamentos restritivos seguindo esta linha de raciocínio.

 

Nos estúdios? Receberam-te bem, simpáticos? Conta-nos!

Raquel: Não fotografei em estúdio, apenas a capa, e acho que isso foi um ponto fulcral para me sentir bem ao fazê-lo. A sessão foi num dos quartos do Requinte Motel, em Sintra, e neste caso para mim foi muito importante estar envolvida com o ambiente que me rodeava para de certa forma me fundir com ele e ai me conseguir expressar melhor, me exteriorizar. Digamos que beneficiou em muito o soltar daquele meu lado mais “wild”, que no fundo eu acho que todos temos! Depois, eu já conhecia a fotógrafa e o seu trabalho, a Carla Pires, e acho que ser uma mulher a fotografar ajuda imenso porque tem outro tipo de abordagem, outra sensibilidade e toque. O Styling foi feito pelo Sérgio, que foi ajudado pela namorada, Adriana, que me conhecem até do avesso, meus amigos há já uns bons anos e portanto já experiênciamos muitas coisas juntos, esta é mais uma história que temos para contar! E finalmente o maquilhador, Eduardo Estevam, que conheci no dia que também demonstrou ser super acessível! No fundo estava rodeada de boa energia e a certa altura já estava confortável com tudo aquilo e acabou por se tornar algo divertido de fazer!

 

 

O primeiro contacto entre o teu corpo totalmente nu e a câmara? Como te sentiste? (Sei que sempre tiveste um corpo fenomenal, no entanto nudez é nudez! Mexe sempre connosco.)

Raquel: Já o tinha feito anteriormente, aconteceu com Kid Richards mas nunca o tinha feito em digital, pois, caso não saibam, o Kid fotografa apenas em analógica. E para mim, tendo em conta o registo, fotografar em digital consegue ser um pouco mais intimidante, para além disso, nunca tinha fotografado com a Carla, apesar de já a conhecer. Mas sendo esse o conteúdo ou não da sessão, é sempre um quebrar de gelo só que neste caso a sua proporção era maior! Achava eu! Porque depois, como já referi anteriormente, toda a envolvente, foi a meu favor e foi só deixar fluir, como que um deixar cair do pano a pouco e pouco. É sempre importante neste género de sessões sentir o que me rodeia, desde o espaço, à luz, às pessoas e à música, porque eu sendo tímida e retraída por natureza torna-se complicado demonstrar sensualidade ou qualquer tipo de emoção se assim não for.

 

 

Foste tu que escolheste o teor da sessão? O que pouco tinhas vestido autoria tua ou tudo deles?

Raquel: Deram-me essa liberdade pois perceberam logo num primeiro contacto o meu estilo, aquilo que por ventura eu iria gostar ou não de fazer e ainda bem que assim foi! Portanto, deixei nas mãos da Carla e do Sérgio e sabia que não podia estar em melhores mãos! Deram-me a conhecer toda ideia que tinham, todos os pormenores que estavam envolvidos que adorei desde logo porque era sem dúvida a minha praia.

O desenrolar da sessão?

Raquel: Começamos por fotografar na cama e depois fomos aproveitando aquilo que o quarto tinha, desde os espelhos ao varão. Finalmente acabamos por fotografar na banheira, que são para mim, sem qualquer dúvida, as fotos que mais gostei de fazer!

 

Como foi a reacção daqueles que te conhecem quando te viram ser capa da Playboy?

Raquel: Algumas pessoas ficaram chocadas mas mais com a ideia de pousar do que com a sessão propriamente dita, porque nunca pensaram em ver-me na capa da Playboy mas nem eu mesma pensei um dia em fazê-lo por isso acho que o choque foi tanto para mim como para aqueles que me conhecem! Mas fazendo um balanço das reacções em geral, estas foram uma mão cheia de reacções positivas e isso é sempre bom de receber!

 

 

A exposição do teu corpo a nível nacional mudou o teu dia-a-dia?

Raquel: Não, de todo! Acho também que o público da Playboy é muito especifico, pode agora estar a tornar-se mais abrangente, mas são maioritariamente homens e duma faixa etária especifica. E digamos que estes se calhar nem atentam tanto assim em quem é a Raquel Martins!

 

Qual foi a pior coisa que te disseram? E a melhor?

Raquel: Para ser sincera, o facto de ter adorado o resultado final, fez com que opiniões negativas me passassem completamente ao lado. Como é óbvio li comentários depreciativos, mais presentes nas redes sociais, como seria de esperar, mas faz parte do processo e eu aceito isso. Relativamente ao melhor…disseram-me que estava linda, e que, não desvalorizado todo o aspecto físico, conseguiram captar um lado meu que quase ninguém conhece, o lado místico, que é sem dúvida o que tenho de mais bonito.

 

 

A tua família como reagiu?

Raquel: Os meus pais participaram no meu processo de decisão portanto sabiam de antemão para o que ia e fiquei até surpreendida quando vi a reacção tanto da minha mãe como do meu pai. Ao meu pai fiz questão de lhe pedir para que apenas visse a revista se fosse eu mostrar-lha, porque pus em hipótese não o querer fazer caso achasse que o fosse chocar muito. Para mim era a pessoa a qual seria mais constrangedor ter que me mostrar de uma maneira que nunca me viu e digo isto não por não ter abertura com ele mas por ser homem e logo acima disso ser o meu pai! Mas foi tudo receios bobos da minha parte porque foi aceite da melhor forma possível e se havia alguma opinião que me atingisse seria só e unicamente a dos meus pais.

                                          

Como mulher, jovem como te sentiste com tal demonstração de confiança?

Raquel: Acho que mais do que mudar a ideia que as pessoas tinham de mim, mudou a minha percepção de mim mesma. Ajudou-me de certa forma a afirmar-me enquanto mulher ou a ver-me mais como tal porque até então não via tanto esse meu lado. Sempre disse que não me via como mulher pois para mim o reflexo de uma mulher sempre foi a minha mãe, as minhas avós e as minhas tias porque já existe nelas toda uma vivência e consequente firmeza. Eu perto delas sempre fui uma menina cheia de inseguranças e portanto não poderia sequer servir como termo de comparação mas com isto cheguei a conclusão que ser mulher está mais associado há ideia de liberdade, de força, de resistência e afirmação desses mesmos factores. Acabei por demonstrar isso tudo do princípio ao fim ao passar por todo o processo e portanto senti-me de facto uma mulher!

 

No meio desta aventura quais foram os teus receios e/ou medos?

Raquel: Acho que já deixei claro a maior parte dos meus medos e receios mas o meu maior receio era sem dúvida o resultado final porque depois era o meu nome que estaria envolvido e podia prejudicar-me futuramente na minha vida pessoal e profissional. Fazer algo que depois não gostasse era o que mais me assustava e em tudo na minha vida tento manter-me fiel a mim mesma e aos meus princípios. Foi um risco mas acredito que se não tivéssemos que enfrentar os nossos
medos e receios, as experiências e desafios não teriam presentes o factor adrenalina e por conseguinte perderia tudo o encanto natural. O meu feeling era que iria correr tudo pelo melhor e foi o que aconteceu!

 

 

Tens algum recado para as mulheres ?

Raquel: Acho que o meu recado acaba por ser não só para as mulheres mas para o ser humano em geral mas tendo em conta o dia vou direccioná-lo a elas. Estamos num mundo em que a sociedade nos impõe padrões, estereótipos, como se regras de etiqueta se tratassem, daquilo que é suposto sermos e fazermos como sendo o socialmente correcto mas está mais do que na hora, de quebrar esses muros e ver o que está para lá deles. O que está para trás não nos trás nada de novo e caso tal persista em continuar, eu serei daquelas que farei de tudo para fazer e ser o contrário daquilo que é presumido. Eu acho que não devemos seguir a cartilha que define a feminilidade como um comportamento único. Ser feminina é ser como queremos e somos e ter orgulho disso.

 

 

Essa mudança parte de nós, vem de dentro, contrariando a ideia de que tudo converge para o centro. Vem duma atitude e auto-afirmação que deve ser exteriorizada e espalhada pelas ruas e que é mais do que necessária da nossa parte. Não há nada como uma mulher intimidante, não há nada como uma mulher segura daquilo que é e quer, e eu acho que é daí que deriva a verdadeira sensualidade, o sex-appeal, aquele tal” je ne sais quoi”. Claro que esse modo de estar é uma coisa que só poder ser alcançada por nós, no nosso íntimo, e o pensamento errado de muitas das mulheres é de que o encontram por ai e principalmente nos outros. Este estado de libertação, o estado nirvana, vem de dentro, da alma, da essência.

Como já referi, corpo é matéria, alma é transcendente, e para mim é isto e somente isto que deve ser descoberto e aprofundado para melhor ser, melhor estar e sobretudo melhor viver.

 

Publicação: Playboy Portugal | Photo: Carla Pires | Styling: Sérgio Onze | Make Up & Hair: Eduardo Estevam | Ass. Produção: Adriana Rodrigues

 

Espero que tenham aproveitado para conhecerem um pouco melhor a nossa “Coelhinha” Portuguesa, que abriu o coração e deu-nos as suas palavras nesta entrevista exclusiva da 69Letras.

Obrigado Raquel, por todo o tempo, paciência que nos dedicaste. Esperamos que o teu místico e a tua beleza interior e exterior te levem onde tu mais desejares, mereces!Beijo grande !

© Krishna 2017 #69Letras

 

 

 

Mulheres, não se anulem!

Uns bons anos nos separam e aquela celebre frase que diz “às vezes, não acontecer aquilo que desejamos, é um fantástico golpe de sorte”, faz todo o sentido contigo.
Não penses que te estou a escrever de novo, não estou! Estou a escrever para outras mulheres, para que não deixem nenhum homem fazer com elas o que fizeste comigo.
Tu querias uma bonequinha, feita à tua medida e eu na inocência própria da idade, deixei…
Eu fazia tudo para te agradar! Eu deixei de ser quem era, para ser um modelo daquilo que desejavas.
Eu deixei de gostar de mim, para gostar daquilo que tu querias fazer de mim. Eu suportei o que não queria porque era o que tu querias.
Fizeste-me crer que era tudo amor. Tudo por amor. E que por amor tudo se faz. E eu fiz, eu deixei, eu perdi-me em mim própria. Eu deixei os meus sonhos morrerem, para viver os teus.
Eu dei tudo de mim, em troca de nada. Tu só querias mais um troféu! Mais uma gaja a fazer tudo por ti porque isso te fazia bem ao ego. Eu na minha ingenuidade achava que isso te deixava feliz, mas não, só alimentava o teu ego.
E o que restou de mim, depois de ti?
Nada… Apenas um corpo cansado, marcado pelo esquecimento, cheio de feridas que ainda hoje não sarei… Destruíste o meu amor próprio com uma pinta do caraças, deixa-me que te diga!
Passados muitos anos, eu consegui cicatrizar muitas dessas feridas. E sabes porquê?
Porque encontrei o verdadeiro sentido do amor. Encontrei alguém que me aceita como eu sou, que me ensinou a gostar de mim outra vez e que me fez amar o meu corpo tal como é.
Com ele eu percebi que posso ser eu, mesmo eu! É tão libertador… Com ele eu aprendi que amar é sempre uma coisa que se faz a dois e não um pelos dois.
Esta é a minha mensagem a todas as mulheres, a que aprendi contigo… Nós merecemos sempre o melhor, nunca menos que isso. O amor não pode ser nunca desculpa para nos anularmos… Nunca, mas mesmo nunca! Precisamos de alguém que nos complete e não que nos anule!
Foi mesmo um fantástico golpe de sorte…

Raio de Sol | #69Letras

Sejam MULHERES, sem medos!

Todo o ser humano feminino é bonito, sem margem de dúvidas.
Todas diferentes, com mil e uma diferenças, a beleza feminina prevalece na presença, maturidade e naturalidade de cada uma de nós, mulheres.
Desde que nos apercebemos de que ser mulher é muito mais do que um corpo, a mente começa a mudar.
Não há nada mais intrigante do que uma mulher com confiança e segurança no olhar, certo homens???
Essa confiança e segurança vem de nós, de um ser interior que preside bem escondido cá dentro, quando começa a espreitar para ver o mundo que cá está fora, esse ser torna-se forte.
Muito forte.
E ai? A mudança começa.
Metamorfose em preparação para algo maior.

“Ah menina, que bonita que és ”
Claro que sim, ela é bonita.
Tão tenra idade
Tanta confiança.
Tanto brilho no olhar
Esse olhar… mostra menos do que ela na realidade quer.
Esta voz doce que harmonia os dias de qualquer rapaz… é um tesouro de paixão.
Aqueles desejos dos filmes,
Passam pelas fantasias desta já, mulher.

Como?? Como fizeste tal passagem?

Todos os meninos, esses pequeninos…
Que um dia me fizeram chorar, mais tarde aprendi a brilhar repetitivamente como um farol.
Alguém tinha o remédio para o meu crescimento.
Poção mágica, mostrando tanto e tão pouco.
Lá fui eu à procura daqueles prazeres que a vida me mostrou em mísero tempo
Procurei em vários lugares… sim todos eles algo me deram, de diferente.
Todos com um encanto…oh encanto se me entendem… ?
Todos com uma coisas em comum….
Aquele toque sabido,
Vinha sempre com um beijo escondido.
E essa menina… que menina?
”Exacto, essa mulher.”

                                                   Sejam MULHERES, sem medos!

 © Krishna 69Letras 2017