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Geografia das curvas

Traças cada curva do meu corpo com os dedos, cada caminho onde se escondem todos os meus medos, como que se um mapa explorasses, terra virgem desbravasses, entre estradas e arvoredos, Continuar a lerGeografia das curvas

O Homem e a Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher, o mais sublime dos ideais. 

Deus fez para o homem um trono; para a mulher fez um altar.
O trono exalta e o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher, o coração. O cérebro produz a luz; o coração produz amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o génio; a mulher é o anjo. O génio é imensurável; o anjo é indefenível;
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher é a virtude extrema; A glória promove a grandeza e a virtude, a divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia significa a força; a preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher, invencível pelas lágrimas.
A razão convence e as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios. O heroísmo enobrece e o martírio purifica.
O homem pensa e a mulher sonha. Pensar é ter uma larva no cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço e cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu.

Victor Hugo #69letras

Eu ainda lembro…

Não estás a ser justa!!
Porra!!
Pediste pela tua sanidade mental que te deixasse ir…
E a minha sanidade??Apareces assim??
Com esse ar de mulher bela e quente…
Olhos rasgados!!
Boca semi aberta pelo sorriso e por promessas de prazer…
Sim!!
Eu lembro bem desse vestido… Continuar a lerEu ainda lembro…

Nossa gordura não deve nada a ninguém!

Todos os dias me olho ao espelho e vejo isto.  Ainda esfrego os olhos, na esperança que eles sofram de algum síndrome de aumento mas não. 

Aquela no espelho sou eu e aquela arrasta o meu eu para a lama.
Complexos? Não! Vergonha? Muito menos!
É o reflexo daquela nos outros que me atinge. Porquê?
Porque deixo de ser “a” para ser “uma”. Perdemos a identidade na gordura…
E se não temos identidade, não somos membros da tal dita sociedade onde a minha palavra talvez até fizesse diferença. Quanto mais não fosse para os meus… Continuar a lerNossa gordura não deve nada a ninguém!

Tempos de Verão e vaidades

 

Pensar no Verão é pensar em corpos vestidos de muita pele…
Tempos em que se distingue bem a beleza e a vaidade.
Gosto da beleza que sobressai por si mesma…
Gosto de mulheres que me fazem delirar com o que não mostram…
Gosto de corpos que com os jeitos prometem certezas…
Gosto das faces que aquecem como o sol…
Gosto que me provoquem com o que não se vê…
Gosto do que se esconde sem conseguir a um olhar mais atento…

©Read Mymind 2017 #69Letras

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me.
Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos.
Perco-me livremente pelos teus sinais, deixo-me conduzir por eles, percorro-te sem destino.
Provo dos teus lábios molhados de sal em beijos demorados com sabor a pecado e a ternura, enquanto que afago o teu cabelo contra o meu peito.
Ao longe, o sol demora a esconder-se. A praia está deserta, estamos apenas nós a contemplar o momento, abraçados, longe de tudo, com o coração cheio de emoção e mais uma dúzia de gaivotas.
Os nossos corpos abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se. Penetro-te, sinto-me a deslizar calmamente pela tua vulva que me chama. Contorces-te. Aconchego-te. Percorro o teu pescoço sem pressas com o meu arfar quente, já agitado. Suspiras, soltas um gemido mais forte, afugentas as gaivotas. Despertas em mim o meu lado secreto, adormecido. Sinto-me empolgado. Sinto-me teu, neste fim de tarde, onde abraçados a ver o pôrdo sol, quiseste ser minha.

Simpatia com a Gata Borralheira

Eu não sou aquela mulher que arregaça a saia para que lhe vejam as pernas.
Nunca serei a mulher que se resigna ou que se cala por medo de ser sózinha.
Adoro a solidão e prefiro-a a falsos lugares para ficar. Não sou mulher de uma noite e quando chego é para ficar a vida inteira. Continuar a lerSimpatia com a Gata Borralheira