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Momento

Abri os olhos devagar.

Os primeiros raios de sol da manhã entravam timidamente pela janela.

Devo ter-me esquecido de a fechar, depois do que aconteceu na noite anterior.

O que se passou ao certo?

Desculpa, mas não sei explicar.

Foi medo, foi pânico, foi a loucura que se instalou na minha cabeça.

Viste-me chorar e gritar e sentiste-te impotente por não saberes como ajudar.

E sei que tiveste medo.

Tiveste medo que fosse aquele o momento final.

O momento em que, com lágrimas nos olhos, eu te iria dizer que foi um erro voltarmos a tentar e que, afinal, não era amor.

Mas, apesar das emoções que te assolavam a alma, não me abandonaste.

Secaste as minhas lágrimas, beijaste o meu rosto, levaste o meu corpo para a cama e abraçaste o meu ser.

Ficaste sempre ao meu lado, sem saber o que nos reservava o amanhã.

Acordei.

O sol entrava pela janela, beijava as cortinas alaranjadas e conferia uma aura de magia ao quarto.

A calma reinava e a tempestade que me devastou tinha-se extinguido.

Lembrei-me da noite anterior.

E agora?

O que é que eu queria?

Amava-te ou não te amava?

Respirei fundo e virei-me.

Ao meu lado, dormias profundamente.

Na tua face a calma do sono misturava-se com o cansaço que a tua mente sentia.

Olhei bem para ti.

Lindo, pacífico, forte.

E sorri.

Senti o meu coração bater como as asas de um colibri em busca do néctar.

Senti uma incontrolável vontade de te abraçar como o mar abraça a areia.

Senti desejo de te beijar como a terra beija o céu.

Senti que a minha vida só fazia sentido se tu estivesses sempre ali, ao meu lado.

Senti amor.

E foi aí que eu percebi tudo.

Eu amava-te.

Eu amo-te.

© Fox 2017 #69Letras

Infinito definitivo

Dito assim até parece uma fraude.

Mas imaginem por um momento, bastando apenas mesmo um, que eu pudesse provar que não existe infinito.

Num momento que já teve principio, meio e fim.

Já durou o que tinha a durar, aquele pequeno momento.

Até podia ter sido um momento tão bom, preenchido e cheio de vida. Mas o mesmo chega, mais tarde ou mais cedo, ao fim da sua vida.

Outros momentos vão e vêm. Mas nenhum é eterno.

Sei que nos iludimos e por vezes na ambiguidade do momento temos a presunção de assumir que é eterno.

Mas não…

Nada nem ninguém é eterno, infinito ou para sempre.

O que resta então?

Se os momentos das nossas vidas não passam de escassos definitivos, onde pára a imortalidade dos sentidos então?

Onde ou a quem podemos afirmar a veracidade do que sentimos?

Momentos.

Desfrutem. Memorizem. Guardem bem dentro no infinito dos vossos corações.

Saboreiem. Deliciem-se. Percam-se, se for preciso, nesses escassos momentos na certeza de que podem não voltar.

©Miss Steel 69letras 2017

Confissões Universitárias

Texto Erótico | M18

Sou a Maria tenho 28 anos, sou Professora e tenho uma confissão a fazer. Pequei ao mais alto nível, no meu ultimo dia de trabalho numa das universidades, onde fui substituir um colega doente.

Fez um mês que estava nesta Universidade e havia um aluno bem – como haverei de descrever? – excitante! numa das minhas turmas. Sou uma mulher com fartos seios e lábios carnudos e sei bem o efeito que provoco nos homens.  Vesti uma saia bem justa e uma blusa onde os meus seios com pouco esforço poderiam disparar para fora. Decidi que seria aquele dia em que comia o Pedro. É que ele excitava-me imenso durante as aulas, e visto o meu marido em casa não me satisfazer a bastante tempo, perdi-me. Eu já tinha ouvido algumas conversas entre ele e os seus amigos, portanto sabia que ele também o queria.

Na sexta-feira durante as aulas tentei arranjar maneira de o fazer ficar mais tempo na sala de aulas do que os outros alunos. Deu o toque de saída e todos os alunos se despediram de mim e agradeceram o bom trabalho que fiz. O Pedro veio em ultimo. Deu-me a mão para se despedir. Eu perguntei se ele tinha algum compromisso a seguir, e ele respondeu que não. Pedi para ele se sentar. De pé em frente a mesa dele verguei-me e com pouco esforço consegui que o botão da blusa saltasse. Os meus seios ficaram bem visíveis bem em frente a cara dele. Vi que a tesão dele aumentou. Pousei a minha mão por cima e comecei a acaricia-lo. Ele ficou confuso e começou a gaguejar. Mandei-o calar e desfrutar o momento. Foi ai que as suas mãos agarraram os meus seios e a sua boca começou a chupar os mamilos. A sua língua circulava em volta de um e depois no outro mamilo. Rapidamente abri-lhe a braguilha e o seu pénis bem grosso e comprido ficou a mostra. Mandei-o sentar na minha secretaria. Ajoelhando-me em frente a ele comecei a chupar. Senti que ele estava para se vir e parei. Ele ficou a olhar para mim com cara de decepção. Levantei a minha saia e sentei-me por cima dele. Lentamente começou a penetrar-me até ao êxtase. Mudamos varias vezes de posição até que lhe dei autorização para explodir na minha boca.

Levantei-me, limpei a cara e compus a minha roupa. Dei-lhe um beijo e sai da sala.

Pequei sim, mas foi tão bom!

***

Sou o Pedro, tenho 23 anos, sou estudante universitário e tenho uma confissão a fazer. Fodi a professora substituta e não me arrependo de nada!

 

Peregrinus #69Letras

Tenho saudades…

Tenho saudades…
Saudades de ouvir, sentir, cheirar…
Saudade daquele momento em que me fazes esquecer tudo o que me rodeia. Por instantes esqueço todos os meus problemas e viajo pelos meus pensamentos fora. És o único que me faz parar no tempo. Preciso de te ver novamente. Sentir o teu cheiro mesmo antes de te ver. Sentir-te a subir pelas minhas pernas fora. Preciso tanto de esvaziar a minha cabeça. Infelizmente estou bem longe. Neste fim do mundo não tenho acesso ao mar. Não te posso ver.

Mas um dia… Breve…vou voltar!

Peregrinus #69Letras

Deixa-me ser o que olhas

 

Deixa-me entrar em teu ser e ser alvorada,

tirar os dedos um a um e abrir essa mão fechada,
descobrir na palma da mão, na curva da vida abrigada,
um porto de abrigo, uma janela, uma porta, uma nova entrada.
Deixa-me entrar em teu ser e ser a colheita tardia,
aquela que demora, que pisada na alma tráz á boca o sabor do mosto que enche a garrafa vazia,
cheira a calor, prazer, êxtase, mundo em geração de eterna alegria,
fadas, loendros, árvores frondosas entroncadas e toque de magia.
Deixa-me entrar em teu ser e aquecer o teu pensamento,
fogo de lenha de azinho e cheiro a peito de momento,
mão aberta e colo em dia de cansaço e tormento,
tapete na tua cama e meu baixo ventre teu assento.
Deixa-me ser o que olhas e vês como infinita paisagem,
campos de papoilas abertas em flor e arvoredo num abraço de intensa folhagem,
tronco em que te cravas, corpo que cheiras, ramos em que viajas,
ser paz, vida, um sorriso enorme que carregas todos os dias na tua bagagem.

O Inquilino

Sem principio nem fim

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Escrevo sem principio nem fim, a história surge a meio e está longe do fim. Gosto de continuações… foram tantos os inícios e fins…. saudades de continuar dia após dia, de me embrulhar na mesma personagem e no mesmo sentir.
Escrevo como gostaria de viver, já estar a meio e longe destes fins que me levam mais um pedaço.
Gosto do meio, onde os alicerces já estão fundados, gostos das histórias que escrevo onde conto momentos que nunca começaram e no ar fica o gostinho de um bocadinho mais… Assim sou também no que toca ao prazer, não anseio aquele orgasmo que me deixa sem força, gosto de estar a meio perdida de desejo onde o fim daquele momento ainda se encontra longe.
Meios sãos os meus infinitos onde tudo continua sem prazo de acabar. Gosto disso, gosto do que continua e me faz sentir estável.

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Eu gosto de ti e tu gostas de mim.

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Eu gosto de ti e o melhor é que gosto de gostar de ti.
Mas sabes o que ainda é melhor? Tu também gostas de mim.
Gostamos um do outro, e isto é tudo. E este tudo, é muito, é BIG.
Eu e tu, tu e eu, apenas nós dois perdidos de paixão por este mundo fora.
Que maravilhoso!
Somos o mundo um do outro. Nós somos a melodia que nos faz dançar o amor!
Eu gosto de ti e tu gostas de mim.
Sabes qual é o melhor plano que tenho neste momento? Gostar de ti em mil e uma palavras diferentes… em mil e um gestos diferentes!