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Vontades aprisionadas

Nesta tua vida cheia de encruzilhadas, mantens as vontades aprisionadas, em gavetas bem fechadas, e cheias de sentidas histórias, que te avivam memórias, de coisas há muito passadas, Continuar a lerVontades aprisionadas

A rua da minha vida

Caminhas meio dormente pelas
ruas molhadas.
Sentindo as dores da vida…
A calçada de piso disforme ,ajuda a lembrar as tropelias e falta
de recato que deste ao corpo.
O vento que carrega o ar frio e te faz semicerrar os olhos… Continuar a lerA rua da minha vida

Foto

Pela objectiva da minha máquina imortalizo cada momento, cada vida.
Retrato cada olhar, cada gesto numa película
Momentos que irão ficar sempre na memória,
Serão apreciados por várias gerações.
Mas são momentos de desconhecidos.
E os meus momentos?
Por que objectiva vou gravá-los?
Quem poderá ve-los? 
Se os mesmos se encontram trancados a sete chaves na minha memória.
Mas gostava que…
Gostava que um dia pudesses ver,
Ver o quanto sonhei,
O que consegui atingir, quem amei
Com quem partilhei e partilho os meus segundos.
Se por breves minutos pudesses
Ver pela objectiva da minha mente….
©Lola #69Letras

Memória duma Tanga

TEXTO ERÓTICO M|18 󾬥 󾬥 󾬥󾬥 󾬥 󾬥
Hoje deu-me para isto, Bastardo em formato Fada do Lar. Cheguei cedo e cheio de energia, a noite prometia, ia ter um encontro escaldante e há muito adiado com a minha instrutora de Fitness. Semanas de sedução que finalmente iam ter o seu prólogo, por norma sou bastante arrumado e asseado, efeito de anos de vida militar.
No entanto, o meu quarto é muitas vezes prolífico em surpresas, a minha quatro patas acha que debaixo da cama é o seu móvel de arrumações e, com alguma regularidade encontro roupa que já nem me lembrava dela, pés de meia sem par, um ou outro sapato, etc.
Desta vez, bem escondida num cantinho encontrei a tua tanga de renda preta, quase inconscientemente levei-o ao nariz.
F@da-se! Ainda têm o teu cheiro, é curioso. Já têm quase três semanas, se pensarmos que foi das poucas vezes que chegamos ao quarto, estendo-me na cama e à medida que fecho os olhos as memórias invadem-me e envolvem-me.
O teu beijo intenso e poderoso, quase como veneno que me percorre as veias e incendeia a pele, assim que te abri a porta. Largas tudo à porta, até os saltos enquanto fecho a porta.
Entras sentas-te na mesa, abres as pernas em provocação, já estou erecto, mas contigo é o meu estado normal assim que te beijo, esses olhos verdes enfrentam-me e desafiam. Avanço para ti, com champanhe aberto à minutos para ti, beijo-te intensamente, deslizo a língua pelo teu pescoço, com alguma habilidade faço cair uma alça e depois a outra do teu vestido preto cheio de aberturas.
Teus seios lindíssimos monopolizam a minha vista é a minha boca esfomeada, escorro docemente o espumante pelo teu peito e saboreei-o até ao teu umbigo. Gemes e contorces-te de prazer, puxas-me para ti, prendes-me entre as tuas pernas, abres-me a camisa violentamente.
Penso que não ficou um botão direito. Percorres o meu corpo com as tuas garras, arranhas e mordes-me, deixas a tua marca, forças a saída das minhas calças, A minha erecção hipnotiza-te, percorres com delicadeza o comprimento e a largura do meu desejo, soltas-me da prisão das tuas pernas, viras-me para a mesa , tiras-me a garrafa de champanhe gelado da mão.
Sorves um abundante golo, ajoelhas-te e sem aviso abocanhas todo meu membro até ao fundo da tua garganta. Que sensação soberba!, repetes o gesto mais duas vezes, sentes que estou no meu limite. Paras.
Sorris maliciosamente, pegas nele e como se fosse uma trela arrastas-me para o quarto, bandoleias teus glúteos fenomenais à minha frente, estou louco de tesão.
Assim que vislumbro a cama. Ataco-te por trás, minhas mãos percorrem o teu corpo em loucura, enfio a minha mão pela tua tanga e sem pudor procuro teu clitóris húmido, masturbo-te enquanto te prendo pelo pescoço e beijo os teus lóbulos. Não aguento! Dobro-te, desvio a tanga para o lado e entro em ti abruptamente.
Gritas, insultas-me, pedes mais, a tua vulva quente escorre de desejo, acelero quase desumanamente, meus polegares marcam-te a cintura dada a robustez das estocadas: Vens-te em minutos. Foi de tal forma intenso que ainda gritas e te contorces de prazer.
Digo-te ao ouvido:
– Já tens o que querias?
A resposta disse tudo.
– Já me f@deste, agora amas-me.
Respiro lentamente para controlar a excitação, deito-a na cama de costas para mim,.
Acaricio-lhe o corpo delicadamente entre os meus lábios e mãos, retiro-te a famosa tanga, lambuzo-me no teu rego  Sorvo cada gota do teu orgasmo, enquanto introduzo os dedos para te estimular e enlouquecer novamente.
Não aguentas mais. Num golpe de anca viras-me e acabas em cima de mim. Acaricias o meu corpo com o teu, que loucura sentir teus mamilos rijos na minha barriga, ao longo de mim. Brincas com a minha verga envolvendo-a nos teus lábios vaginais macios mas, sem nunca forçar a penetração.
De repente,  enterras-te toda nele. Teus olhos brilham de luxúria enquanto mordes os lábios, montas-me devagar de início, sentindo cada veia palpitante do meu pénis, cada centímetro, a medida que a volúpia te invade aumentas a cadência. Sentas-te em cima dele para o sentires bem fundo dentro de ti, as tuas unhas afiadas retraçam-me o peito, não aguento mais e ela sabe.
Aperta-me bem dentro de si com os músculos pélvicos e faz-me esperar por ela, e consegue-o mais uma vez. Agora num clímax repartido, ainda as convulsões de prazer nos percorrem e sinto-a a apertar-me o membro na sua vulva novamente, diz-me ao ouvido:
– Ainda não acabou.
Sinceramente, é das poucas mulheres que conheço que me consegue manter a libido em alta consecutivamente, no momento em que sentiu a rigidez regressar, aproveitando a viscosidade dos nossos fluidos sodomizou-se. Encaixando toda a minha verga no seu ânus, delicadamente de início e avançando para um ritmo mais vigoroso, gritas exuberantemente, tenho a certeza que te ouviram na rua toda.
À medida que cavalgas dedilho a tua vagina ávida, sinto que te vens, escorres pelos meus dedos, provo o teu mel, puxas-me a mão, também queres saborear. Chupas-me os dedos freneticamente enquanto montas, vou explodir e tu sabes. Sentes-me sempre de forma indescritível.
Saltas de cima de mim e enfias-o na boca, dois movimentos de língua e solto todo o meu leite nas tuas amígdalas, sorves e chupas cada gota. Aninhas-te no meu peito, dizes com um sorriso sarcástico:
– Tens meia hora para recuperar.
Toca o telemóvel.
De repente voltei ao presente, é o meu encontro desta noite, nem dei pelo tempo passar.
 Felizmente está atrasada, vou-me arranjar. Guardo a tanga na minha gaveta das recordações.
Hoje é dia de criar novas memórias..
©Bastardo 2017 #69Letras

Não sei onde te guardar…

Não sei o que fazer contigo, com as memórias de ti ou com todo esse amor que nos unia.

Confunde-me fingir que não me és nada nem ninguém quando foste tudo para mim. 

Como te chamo agora? Como te trato? Como vou-te olhar sem denunciar o que ainda sinto por ti. 

O que faço com todas as fotografias que partilhamos onde nosso amor é tão evidente. Ainda choro cada vez que as vejo, sim… Ainda não as rasguei apesar do fim que abruptamente nos fez seguir direcções opostas. 

As nossas músicas, será que ainda as posso chamar de nossas? Ou já tens outras músicas que te chegam mais ao coração? 

Será que ainda sonhas com meu toque? Será que ainda procuras o bater do meu coração ou já te conformas com outro bater qualquer. 

Eu sei que não, não me conformei ainda. E é a minha única certeza. Do resto nada mais sei… 

Como esquecer o que vivemos, o que sentimos, o que nos uniu e o que nos separou. 

Não quero esquecer-te mas também não sei onde guardar-te, se no meu coração ou num canto poeirento da minha memória onde raramente visito. 

E tu? Onde me guardaste? 

©Miss Steel 69letras 2017 

Minha Lisboa

Entrar por ti como uma criança entra no quarto dos pais… Pé ante pé, marota e segura…

Andar pelo meio da confusão de uma cidade que quase não dorme, trânsito, luzes, torres, barulho…

E chegar finalmente ao teu núcleo… Embrenhar-me nos teus bairros, senti-los a respirar uma tradição que parece perdida mas que mora lá, as cores, as varandas, as ruas sinuosas e deliciosas de percorrer… Pôr um pé na Estrela que brilha dentro de ti e há-de sempre por-me um brilho no olhar… Escadas que não acabam, casas de fado que cheiram à vida boémia, ruinhas e ruelas que nos fazem desembocar no Bairro Alto, subir-te, descer-te… Continuar a lerMinha Lisboa

Memórias…

Texto Erótico|M18

Aqui deitado.
No quarto escuro e silencioso.
Junto ao meu corpo solitário.
A minha mente te possui.
O meu desejo te vislumbra.
Memoria que me mantém acordado…
Quase que sinto o calor do teu corpo.
Tenho a frescura das sensações dos dias que não me sais da cabeça.
Quando com um ar cândido dizias
“Ainda com vontade?!!!!”
Enquanto com a inocência do desejo me afagavas o membro para lhe voltares a dar vida.
Como se de um naufrago tratasses…
Usando métodos de salvadora.
Com uma boca quente e sôfrega de mim.
Excitada pela tesão por ti que sentias encher te a boca.
A minha perna húmida ,testemunhava a vontade de me teres que escorria do teu corpo pela pele macia.
Aquela sensação de te preencher o espaço que ainda tem algo de mim dentro.
Ainda a pouco te agarrava a cintura enquanto explodia em ti…
Pegas no meu membro guloso de te provar novamente e guias de volta onde pertence.
Dentro do teu lugar mais desejado.
Devoras me com lentidão…
Ao principio…
Depois gemes como que te acicatando para te moveres mais depressa…
Pedes que te aperte mais!!!
Esfregas te em mim…E soluças entre gemidos de prazer e lágrimas que te escorrem do rosto…
Num orgasmo que vem la de dentro.
Tao emocional como louco de desejo por mim.
Abraça me…
Aqueles abraços que me mantêm acordado no quarto escuro…
Onde as memorias ganham vida…

Read My Mind