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Minha Lisboa

Entrar por ti como uma criança entra no quarto dos pais… Pé ante pé, marota e segura…

Andar pelo meio da confusão de uma cidade que quase não dorme, trânsito, luzes, torres, barulho…

E chegar finalmente ao teu núcleo… Embrenhar-me nos teus bairros, senti-los a respirar uma tradição que parece perdida mas que mora lá, as cores, as varandas, as ruas sinuosas e deliciosas de percorrer… Pôr um pé na Estrela que brilha dentro de ti e há-de sempre por-me um brilho no olhar… Escadas que não acabam, casas de fado que cheiram à vida boémia, ruinhas e ruelas que nos fazem desembocar no Bairro Alto, subir-te, descer-te… Continuar a lerMinha Lisboa

Tornaste-te no meu mundo

Breve e penetrante foi o toque da tua mão na minha, célere e memorável é o encanto do teu olhar.

Foi o tempo insuficiente para tanto! Merecíamos mais…juntos éramos mais! Eras tu na tua rotina era eu embrenhada na minha, mas juntos a cada suspiro lavados em saudade.
Quantas vezes, em pezinhos de lã espreitei a memória e a vi velejar pela lembrança do teu doce olhar toda ela derretida, de mão dada contigo na praia ao luar. Imagina o meu espanto! Logo eu que só conheço o romantismo quando o escrevo e não o vivo! Logo eu fui-me render a estes pensamentos porque tu encaixaste neles. Tu fazes-me sentir e querer pertencer ao grupinho dos apaixonados e fazer todas as idiotices e clichês ao teu lado!
Deitada, adentras pelos meus pensamentos, sinto-me abraçada por eles como se fizessem parte do meu presente, a minha cama está vazia e tu não estás ao meu lado.
Apaixonei-me! Não uma, não duas, mas todas as vezes que olhavas para mim, sentia-me certa, a tua certeza e pode até ser coisas da minha imaginação, mas ficava com a sensação que cada vez que me olhavas contemplavas o teu sonho de mulher…

Será que deste conta que te estavas a tornar no meu?

Tantas foram as vezes que me perdia a vislumbrar-te… podias tu (e disso tenho a certeza), ter sido o meu eterno namorado, o primeiro que duraria uma vida, o meu sorriso a cada despertar, o aconchego ao anoitecer! O companheiro de uma vida, o meu amado e desejado amante!
Brilhei por um parco tempo, pareceu um sonho e como detestei de acordar! Os dias ficaram sem graça e o meu coração tornou a esfriar…

Mas…!

Se tu ainda me pertences, se eu ainda tenho lugar marcado no teu coração então não vamos ser a dança que ficou por dançar, nem as palavras que ficaram por escrever, vamos ser aqueles que amam e que vão viver para esse amor!

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015