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Posso te conhecer?

Um dia igual a tantos outros e no entanto bastou um toque que o diferenciou de todos os outros. 

Numa esplanada vulgar. Eu sentada com um chá frio à frente e um livro na mão.  

Cenário habitual num dia que marcou toda a diferença. Embrenhada num romance de outros tempos, nem me apercebi que se aproximam da minha mesa. 

Sinto um toque na minha mão. Electrifica-me! Arranca-me do mundo encantado sem pedir licença.

-Posso conhecer-te? 

Não consigo gesticular uma palavra que fosse. Já há muito que não era surpreendida assim. Preciso de um momento para me orientar. 

No entanto não quero acreditar na boa sorte que me tocou à porta e recuso.

-Já conheço pessoas que chegue, obrigado. 

Como se fosse um ser não merecedor de atenção alheia.

-Posso ao menos provar-te do contrário? Aposto que nunca conheceste ninguém assim como eu. 

E tinha toda a razão. Constantei o facto ao observá-lo enquanto se sentava sem pudor na mesa já ocupada por minha pessoa. 

E ficou à minha frente, desafiando o meu muro a cair e incitando o meu baixar de guarda munido apenas dum sorriso. 

-Mas o que quer de mim? 

Apenas isso, conhecer-te. Podes até me tratar por tu, como eu já faço contigo. E depois, quem sabe, podíamos fazer algo mais perigoso! Tipo partilharmos um chá frio, trocarmos livros ou até se formos mesmo muito rebeldes mesmo, passearmos juntos enquanto conversamos sobre o tempo. Que dizes?

E completamente desarmada, caí. Escapou-se me um sorriso que depressa se intensificou numa gargalhada partilhada com aquele estranho. 

Conhecemo-nos naquele dia e partilhamos muito mais que meras gargalhadas. 

Depressa nos tornamos confidentes enquanto os dias que se seguiram se tornaram mais diferentes e marcantes nas nossas vidas. 

Tudo porque me deixei levar numa ousadia estranha de dar-me a conhecer a alguém. 

 

©Miss Steel 69letras 2017

 

 

 

 

 

 

Confissão

Para Leitores M18

Olá sou a Lena, tenho 32 anos e tenho algo a confessar. Matei um homem. Sim, leste bem, matei-o. Mas foi em defesa pessoal. Apesar de não ser minha culpa, nunca falei com ninguém sobre isto.

Faz hoje um ano. Estou no Facebook a ver o meu feed, quando recebo uma mensagem de um Homem bem atraente. Ele pede desculpa por me estar a contactar desta forma e apresenta-se. Normalmente não ligo muito a estas mensagens de estranhos, mas algo nele me intriga. Respondo-lhe. Não demora muito até me fazer um pedido de amizade e eu aceitar. Ele é charmoso e muito educado. Falamos horas e horas sobre tudo e nada. Trocamos os nossos números e começamos a falar por telefone. A voz dele é excitante. Passo os dias a pensar nele. Finalmente – pensava eu naquele momento, sem imaginar o que vinha a seguir – ele convidou-me para jantar em casa dele e vermos um filme de terror. Sim de terror. É algo que temos em comum. Ambos gostamos de filmes de terror – apesar de que os filmes de terror dele, não eram bem o meu género de terror. Eram bem piores! Fui ter a casa dele como combinado. Chego as 19.00 horas. Abre-me a porta e deixa-me entrar. O apartamento dele esta muito bem arranjado. Bem demais. Parece saído de um comercial.

Na altura não pensei que fosse estranho, mas agora pensando nisso devia ter ficado alertada.

Da cozinha vem um cheiro bem agradável. Depois de me ajudar a tirar o casaco e arrumar junto com a minha mala conduz-me até a sala de jantar. Esta tudo tão romântico. Estou nas nuvens. Toalha de mesa vermelha, louça de porcelana – carissima –, a sala esta somente iluminada por velas e pelo chão estão espalhadas pétalas de rosas. Puxa-me uma das cadeiras para trás e indica-me com a mão que me sente. Depois pega num dos copos e uma garrafa de vinho já aberta e enche o copo. “É Vinho tinto caseiro. “ – diz ele enquanto me estende o copo. Pega no outro, e enche-o também. Levanta o copo e diz: “A nossa.” Provo o vinho. Tem um sabor um pouco esquisito e é grosso. Mas como não o quero decepcionar logo no primeiro encontro, sorriu e digo que é bom.

Mal eu sabia que aquilo afinal de vinho não tinha nada.

Ele desculpa-se e vai em direção a cozinha. Pouco depois chega com uma travessa na mão. É o jantar. Cheira muito bem. Parece assado, mas depois de provar sei que não é assado de porco. Não consigo dizer que tipo de carne é, mas esta delicioso.

Pensando nisso agora, e sabendo que tipo de carne era, ainda tenho de vomitar.

Digo-lhe o quão bom esta e com um sorriso ele agradece. Passamos o jantar inteiro a conversar sobre a minha vida. Ele quer saber se contei sobre nos a minha família ou amigas e se alguém sabe onde estou neste momento. Nego e conto que só disse a uma amiga que ia sair, mas que não entrei em detalhes. Ele sorri.

Não pensei nada sobre o interrogatório na altura, mas agora percebo que queria saber se alguém poderia dar pela minha falta.

Acabamos de jantar e ele conduz-me até a sala. Liga a televisão e antes de começar o filme, conta-me que é um dos seus preferidos. Diz-me também que tem vários daquele tipo e que se me portar bem mos mostrava. PLAY. O filme começa.

A única coisa que se vê é um quarto mal iluminado com uma cama no meio. De repente aparece uma pessoa – parece um homem – com uma mascara que parece ser feita de pele humana, no quarto e na mão esquerda arrasta uma mulher pelos cabelos até a cama. A mulher não para de gritar. O homem pega nela e ata a as mãos dela a cama. Ela esta de barriga para baixo e nua.

Só naquele momento é que tinha reparado nesse pormenor.

O homem baixa as calças e começa a penetrar o rabo da mulher. Agora sentindo de novo dor a mulher grita. Ouço um tipo de ganir satisfeito do homem. Parece que o facto da mulher estar a gritar o excita ainda mais. Depois de acabar ele puxa as calças para cima e tira algo do bolso. Não consigo perceber o que é ate ver sangue a sair da goela daquela pobre mulher. É uma navalha. O homem sai do quarto e o filme acaba.

Confusa fico a olhar para a televisão e só depois de alguns segundos dou conta que ele esta a olhar para mim com um sorriso de uma orelha a outra. “Então gostaste?”, pergunta ainda a sorrir. Sem entender bem o que acabo de ver simplesmente sorri o.  Pergunto se aquilo é um filme snuff e a única resposta dele é: “Quem sabe…”

Ele vira-se novamente para mim e beija-me. É um beijo intenso. Nunca antes senti algo assim. Rapidamente me fazer esquecer a porcaria do filme e eu finalmente consigo me deixar levar por completo por aquele momento. Reparando o quão excitado ele esta paro e passo a minha mão por cima. Ele esboça um sorriso: “E diz, já vamos tratar disso.” Ele da-me um copo de vinho e manda-me beber. “Vais precisar de liquido, para o que vem a seguir.”, diz-me. Eu dou um golo e pouso o copo. De repente começo a sentir-me zonza. Os meus olhos fecham. A única coisa que me lembro a seguir é de acordar com uma dor de cabeça enorme e sentir alguém a tirar-me a roupa. Ainda estou sonambular e por isso não me consigo mexer. Abro os olhos e vejo-o a por a mascara. Ele vira-se de costas para mim e com a adrenalina e o medo que me alojam agora olho em meu redor e pego na navalha pousada em cima das suas calças. Deito-me novamente e tento esconder o melhor que consigo a navalha na minha mão, visto estar nua. Ele vira-se novamente para mim, veste as calças e dobra-se sobre mim. “Muito bem minha querida. Já acordas te.”, diz ele. Aproveitando a oportunidade espeto a navalha no peito dele. Consigo ver os olhos dele abrirem-se incredulos e pouco depois o corpo dele cai sobre mim. Empuro-o para o chão, levanto-me e pego nas minhas coisas todas e saio a correr do apartamento. Só depois de entrar no meu carro lembro-me de que estou nua e visto-me.

Tenho lido os jornais todos os dias a ver se vejo alguma noticia sobre ele, mas nada. Ou ele não morreu ou ainda não descobriram o corpo dele.

Agora sei que não morreu. Estou a escrever esta confissão, porque sei que não sobreviver esta noite. O dia todo tenho visto a cara dele em vários sítios. Consigo pressentir. Restam-me poucas horas. Se isto vier a publico é porque morri. É porque afinal não consegui matar o J

 

Peregrinus #69Letras

Cuidado! A vida é muito curta para ser pequena

Cuidado, a vida é muito curta para ser pequena. É preciso engrandecê-la. E, para isso, é preciso tomar cuidado com duas coisas: a primeira é que tem muita gente que cuida demais do urgente e deixa de lado o importante. Cuida da carreira, do dinheiro, do património, mas deixa o importante de lado. Depois não dá tempo.

A segunda grande questão é gente que se preocupa muito com o fundamental e deixa o essencial de lado. O essencial é tudo aquilo que não pode não ser: amizade, fraternidade, solidariedade, sexualidade, religiosidade, lealdade, integridade, liberdade, felicidade. Isso é essencial. Fundamental é tudo aquilo que te ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é a tua ferramenta, como uma escada.

Uma escada é algo que me ajuda a chegar a algum lugar. Ninguém tem uma escada para ficar nela. Dinheiro não é essencial. Dinheiro é fundamental. Sem ele, você tem problema, mas ele, em si, não resolve. Emprego é fundamental, carreira é fundamental. O essencial é o que não pode não ser. Essencial é aquilo que faz com que a vida não se apequene. Que faz com que a gente seja capaz de transbordar. Repartir vida. Repartir o essencial, a amizade, a amorosidade, a fraternidade, a lealdade. Repartir a capacidade de ter esperança e, para isso, ter coragem. Coragem não é a ausência de medo.

Coragem é a capacidade de enfrentar o medo. O medo, assim como a dor, é um mecanismo de proteção que a natureza coloca para nós. Se você e eu não tivermos medo nem dor, ficamos muito vulneráveis. Porque a dor é um alerta e a dor nos prepara. É preciso coragem para que a nossa obra não se apequene. E, para isso, precisamos ter esperança.

E, como dizia o grande Paulo Freire, “tem de ser esperança do verbo esperançar”. Tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. “Ah, eu espero que dê certo, espero que resolva, espero que funcione.” Isso não é esperança. Esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir. Esperançar é achar, de fato, que a vida é muito curta para ser pequena. E precisamos pensar se estamos nos dedicando ao importante em vez de ao urgente. Tem gente que diz: “Ah, mas eu não tenho tempo”. Atenção: tempo é uma questão de prioridade, de escolha.

Quando eu digo que não tenho tempo para isso, estou dizendo que isso não é importante para mim. Cuidado, você já viu enfartado que não tem tempo? Se ele sobreviver, ele arruma um tempo. O médico dizia “você não pode fazer isso, tem de andar todos os dias”. Se ele enfartar e sobreviver, no outro dia você vai vê-lo, às 6 horas da manhã, andando. Se ele tinha tempo, que ele teve de arrumar agora, por que não fez isso antes? Você tem tempo? Se não tem, crie. Talvez precisemos rever as nossas prioridades. Será que estamos cuidando do urgente e deixando o importante de lado? Será que não estamos atrás do fundamental, em vez de ir em busca do essencial? E assim, contribuir com meu verso!

Texto de: Mario Sergio Cortella

Segredo…

És o meu maior segredo, coisa que escondo a medo, vieste para ficar, és de peça o enredo, actor principal de um drama, que me revolta a cama, e anseio por interpretar, porque de ti preciso, e chegaste sem aviso, devagar foste entrando, soubeste esta peça desempenhar, o teu espaço conquistar, e no coração não mando pois não te quero ignorar.

Nesta peça da vida, que anseia por ser vivida, sou actriz principal, actuo com toda a essência, nesta minha humilde existência, interpreto esse papel, doce e acre como fel, com o cheiro dos meus segredos, repleto de dúvidas e medos, que um dia te hei-de revelar, e este papel representar.

Sigo o guião a rigor, analiso todas as frases, aproveito as tuas deixas, que me fazem render às evidências, de alma com tanta dor, corpo que reclama calor, ignoro incongruências, e rendo-me ao amor, pois é assim que me deixas, num turbilhão de sentidos, intensos e desmedidos, prontos a serem sentidos.

E o segredo que te conto, não precisa de ponto, nem tão pouco encenação, por ser em tudo sincero, vindo do coração, não quero conta-lo em vão, por cenário favorável espero, para que não vire tragédia, não cause a infelicidade, de um drama de verdade, porque o que sempre quis, foi ter um papel feliz.

Por seres o meu maior segredo, talvez um dia to revele, a medo.

 

Miss Kitty #69Letras

Oiçam a vossa v@gina

Hoje quero falar a todas as 69ers escondidas por esse mundo fora, dar uma palavra de conforto às desesperadas e acordar as antiquadas!

Mulheres de todas idades, religiões e nações!
Acordem! Está na hora de pormos os pontos nos is e proclamar aquilo a que temos direito!
Respeito! Igualdade!  Aceitação! E orgasmos!
Sim, queridas, orgasmos! Porquê pensavam que não existia? Pois fiquem sabendo que além de existirem é um direito a que nos assiste e muito nos dá prazer. Sim, agora falo para aquelas que ainda encaram sexo como uma obrigação para satisfação única e exclusivamente do homem. Esqueçam os ditados da carochinha! O que os nossos antepassados por falta de informação, tão erradamente nos ensinavam. Digo-vos até mais: um orgasmo não faz de vocês “mulheres fáceis” ou ” da vida” , seja lá o que for que querem dizer com isso, só faz de vocês SERES HUMANOS SAUDÁVEIS. E sim, podem ter esse mesmo orgasmo da maneira que vos der mais na gana! Sozinhas ou acompanhadas. Desde que não interfiram com a vontade de terceiros, claro.
Claro que há diferenças; mas não há sexos fortes nem fracos! Somos anatómicamente diferentes mas ambos temos desejos por satisfazer de igual modo.
E as antiquadas dizem logo:
– Ah mas os homens têm necessidades…
E vocês não? Salvo certas anomalias corporais, todas têm um clitóris certo? E caso não sintam absolutamente estimuladas sexualmente, ficam as dicas da Miss Steel;
1. – Ensinem o vosso parceiro a dar-vos prazer (não há GPS corporais)
2.- Caso ele recuse a aprender, mudem de parceiro (a educação não tem limite de idade,  quem não quiser aprender, perde)
3.- Fale com o seu médico ginecologista. (As conversas são privadas entre médico/paciente)

Minhas amigas! Todas nós temos direito à felicidade. E a felicidade tem várias formas. Façam o favor de escutar o que a vossa vagina vos diz e sejam felizes!

© Miss Steel 69Letras 2017

#AsRelaçõesAbusivasDeixamMarcasParaAVida

 

#AsRelaçõesAbusivasDeixamMarcasParaAVida

As roupas caíram no chão expondo o teu corpo despido, mas mesmo nua continuas vestida.
Escondes esse teu ternurento olhar, negas-me o teu jovem sorriso, o que se passa dentro de ti? De que tens medo?
A doçura na tua voz atraiçoa-te então porque te mostras crua?
O que foi que te fizeram?
Se te estendo a mão encolhes-te receosa, se te dou um abraço o teu corpo assume-se rígido, porque não te deixas sentir? É apenas um abraço.
És presa, presa dentro de si mesma, resignada ao seu próprio ninho, fragil e estupidamente edificada com muralhas, tens medo de sorrir e de sentir a felicidade correr na pele, tens receio de sentir um toque ternurento porque sentes que te podes partir?
Mas minha pequena, se partires, estarei aqui a ver-te finalmente viver verdadeiramente nua despojada de bloqueios, e dar-te-ei a mão o corpo e o abraço, o afago o conforto e o encaixe, a paixão a tesão e o meu coração.

 

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

Amores desencontrados…

ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da sua própria companhia, sem precisar estar num grupo de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua, que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de calção de algodão, com a minha T-Shirt e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá. Quer deitar na cama desejando que ela entre no quarto em lingerie de tirar o fôlego.
Quer guerra de travesseiros, até que o vencido vá á cozinha buscar água para saciar a sua sede. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se magoar. Então percebeu que a vida de solteira já não faz tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz. Quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “golo” estremecendo a casa quando o equipa dele estiver a ganhar… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, a ler o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça da casa de banho, rindo e gritando quando ele responde puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da confeitaria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?

Autor desconhecido

O Vizinho #69Letras