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E agora, quem sou eu?

Já não sei escrever.
As palavras ferem o meu silêncio.
E é uma luta dentro de mim.

As palavras que se embrulham na minha garganta.
O silêncio que se mata para ser mais forte.

E com isto, quem sou eu?
Não me reconheço.
Não sei quem sou.

Continuar a lerE agora, quem sou eu?

… embora nunca o tivesses pronunciado sou quem esperavas! 

Quero que sejas a nova página onde escreveremos a história que nunca iremos esquecer.
No primeiro capitulo contarei sobre o dia em que no poço dos desejos atirei três moedas com três pedidos mas um só desejo: eternidade ao teu lado. Viver o que já não há, dedos entrelaçados lado a lado sentados iluminados pelo calor de uma lareira. Só tu e eu e esta história que nunca iremos esquecer. Quero-te o mais tempo possível na minha vida, sê o meu novo começo, já se ouve o exordial bater das minhas ferrugentas asas, agora é só levantar voo. Pula, ganha balanço e voa comigo, prometo não te deixar cair.
Continuar a ler… embora nunca o tivesses pronunciado sou quem esperavas! 

És luz sem que eu te veja

De todas as luzes do meu dia a dia, és a que mais me intriga. És um verdadeiro quebra-cabeças que desafia a minha perspicácia intelectual. 

Farol que tanto me guia como me ofusca. Orientação descoordenada, rotina sem estrutura. 

Não quero te ler, quero aprender a língua a descobrir na tua leitura. Tuas cores, chamarizes para a minha curiosidade, mantêm-me alerta e de alma viva. 

Nem sabes mas enriqueces o meu dia a dia. Dás o que preciso na altura certa sem correr a risco de me engasgar. Sem ter de carregar o botão, controlo remoto sem bateria ao meu alcance.  Continuar a lerÉs luz sem que eu te veja

A fome e a vontade de comer

Texto Erótico| M18 ???

O convite era para almoço… Subi as escadas sorridente e fui recebida com um sorriso largo e um beijo terno. A vista era de cortar a respiração e enquanto o olhar mergulhava no rio e na paisagem percebi que a luz entrava e aquecia toda a casa.

Foi o abraço por trás e o nariz encostado ao meu pescoço que me tiraram do transe e o jogo de luzes mudou.

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Não tinhas o direito! Não podias…

 

Porque é que o fizeste?

Fotografia: Via Tumblr
Estavas a tentar provar que afinal não sou feita de gelo? E agora que já sabes que por baixo desta capa ainda existe a mulher que um dia tocaste, o que é que tu vais fazer? Se nada é a resposta então já te digo que te devias ter deixado ficar por aí… pelo nada. Valia mais!
Não tinhas o direito! Não podias…
Não podes chegar e beijar-me! Dar-me a mão e descobrires-me frágil perante o teu avanço já que não tens intenção de me amar! Não podes dar á minha boca o refresco que é o teu beijo, não podes sacudir o meu coração e deixar-me assim sem saber para onde ir e o que fazer com este gostinho de felicidade com que pintaste meus lábios.
Não se faz.
Foste o verão que nunca esqueci, foste a luz da minha noite, tocaste-me genuinamente como antes nunca fora tocada, e eu tenho saudades disso! De quem eu era ao teu lado, mesmo que tenha sido breve, a mulher que conheceste é a mesma por quem sinto saudades. Tu foste e ela escondeu-se… fechou-se numa concha, pérola essa que nunca mais foi alcançada como um dia tu a marcaste…

 © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

JOGOS SEXUAIS!

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Velas espalhadas pelo quarto…
Tudo à média luz…
Ela em posição de quatro…
Sabe o quanto o seduz…
Tinha uma lingerie negra vestida…
Aguardava dele a louca investida…
Ele vendou-lhe os olhos…
E à cama a algemou…
Vendando também os seus olhos…
Ás cegas a explorou…
E enquanto tocava e não via…
Ia imaginando… Como seria…
Aquele corpo misterioso…
E ele… Ansioso…
Acariciou-lhe os seios…
No quente da sua boca…
E aos poucos e poucos…
Deixou-a sem roupa…
No ar o som dos gemidos…
Num chilrear pardalesco…
Aquela cena de Amor…
Dava um quadro burlesco…
Era um Amor boémio…
Onde o Amor provocava o riso…
Para atingir o extase…
Faziam o que fosse preciso…
Vendavam os olhos, algemavam-se…
Até usavam um chicote…
Aqueles corpos descontrolavam-se…
Ele veio-se no seu decote…

Poeta Solitário

 

Seria o teu verão se me deixasses…

Seria o teu verão se me deixasses,
por mais que te lembrasses que a tua vida é um senão,
seria o calor da areia quente em teu dorso,
a agua que varre esse coração que não palpita,
que nessa forma maldita indisposto, se sobranceira,
se põe em bicos de pés, dessa maneira tão vazia,
sem querer deixar mensagem á deriva numa garrafa vadia,
que dá á costa, e não vagueia, ali fica inerte a espera,
que eu me lembre de quebrar a monotonia.
Seria a tua primavera, de cheiro a flores campestres,
mesmo em beijos que nunca me deste, sobrevivo,
musa dos meus pensamentos e me deixa assertivo,
por não conseguir sair a rua quando faz sol e nos lamentos,
da calçada que piso, vejo as gotas de tuas lágrimas, résteas da chuva de ontem,
teus tormentos, minhas saudades que improviso, por não te ter,
por não te conseguir ver, nas folhas dos abetos que me circundeiam,
e imaginar que em seus ramos nossos corações passeiam, libertos.
Poderia ser o teu verão se me deixasses ou até primavera de teu cheiro repleto,
ou até inverno que me encoberto no teu calor de lareira acesa, me afogasses em teus braços,
e ali ficasses, á espera do meu outono, de roupa despida, princesa de corpo nú na surpresa,
de não haver dono, nem dona, apenas deitada sobre a mesa, á luz da vela,
apreciar a beleza nessa semiescuridão em que a tua sombra deitada sobre mim,
te faz tão bela, tão sensível a meu toque, nesse choque em que te fechas como flor na minha mão.
Seria o teu verão se me deixasses…