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Sufocada

Sinto-me sufocada,
Não me sinto,
Sinto-me perdida
em algo que lutei
mas deixei de ter forças
Sinto-me sufocada
numa relação que 
já não existe
Quero respirar mas o ar fica preso
Quero me libertar
Mas o sentimento é mais forte 
que eu,
Sufoco,
Quero acordar e pensar que 
isto tudo foi um sonho
Mas a realidade é outra
A dor persiste,
A mágoa é dolorosa,
Sinto-me sufocada 
para viver de novo,
A vida perdeu o brilho
Rendo-me ao inevitável,
Acabou!
Tens de superar,
Tens de lutar por ti,
Tens de te reencontrar
Mas as forças tendem abandonar-me
Sinto-me frágil,
Sinto-me sem chão
Sufoco para poder respirar,
Só queria sentir uma lufada de ar,
Aí saberia que poderia superar
tudo
©Lola 2017 #69Letras

Talvez um dia percebas tudo isto e muito mais, talvez esse dia não seja tarde demais…

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“Aqueles que realmente nos amam nunca nos deixam de verdade”


Sem duvida uma grande verdade.
Porque quando realmente se ama, não há como renunciar completamente o que sentimos por alguém, não se desliga o coração et voilá, acabou.


O amor é mais que uma relação, bem mais na verdade.
O amor é cuidar, é estar perto ainda que longe, é preocupação, é apoiar… O amor é tão mais que palavras. O amor são atitudes.


Talvez um dia te apercebas que continuei sempre a teu lado, que lutei por ti todos os segundos, que morri de saudades em todas as horas de cada segundo, porque para mim, desde que me deixaste que um segundo é uma eternidade que parece não ter fim, que te apoiei e que tudo o que sempre quis foi a tua felicidade, fosse ela comigo ou sem mim.


Não tenho dúvidas que ao perder-te, perdi a mulher que verdadeiramente amei, que me completou e me fez feliz.
Mas tu também perdeste… Perdeste o homem que te mais te amou, ama e irá amar incondicionalmente.
Capaz de dar a volta ao mundo por ti.


Talvez um dia percebas tudo isto e muito mais, talvez esse dia não seja tarde demais.

SilentSoul #69Letras

Conto – Parte 1

Começou com uma mensagem provocadora, conversas banais. Estando ele tão longe dela eram as mensagens que lhe restavam. Ela bem tentava ignorar o “bip” do telemóvel quando entrava uma mensagem. Mas ela não resistia em ver se tinha sido ele ou não. Assim que via, ter sido dele ela lutava consigo mesma para não abrir e ler o que ele escreveu. Essa “luta” não demorava muito. Ganhava sempre a tentação. Era um vai e vêm de mensagens quentes. Arrepios e as cuecinhas molhadas era uma reação constante lendo as palavras escritas por ele – Aquele homem tão seguro de si mesmo, tão mais velho que ela. Tão bom que já a tinha na palma da mão. – Passavam os dias a conversar sobre tudo um pouco.

Um dia ela ouve o som do seu telemóvel à tocar, sem ver quem era ela atendeu. Uma voz masculina, bonita – que lhe causou um arrepio imediato entre as pernas – cumprimenta-à. Era ele. Ela nunca tinha ouvido aquela voz tão sensual. Sem saber o que dizer ou fazer ela simplesmente sorriu. Passados alguns segundos ele pergunta se ela esta lá. Apercebendo que ainda não tinha dito nada ela cumprimenta-o. “O que estas a fazer neste preciso momento” pergunta ele. A resposta dela é quase imediata: “A vestir-me.” Ela ouve um curto gemido. “Muito bem. Despacha-te e sai para fora. Hoje não vais dormir em casa.” O mundo a volta para. Será que ouvi bem? – pensa ela. Como se ele lhe tivesse ouvido os pensamentos ele responde: “Sim ouviste bem. Estou a tua porta. Despacha-te.” Ele desliga. Incrédula ela fica olhando para o seu telemóvel. Passados alguns minutos ela começa a vestir o resto da roupa e olha-se no espelho. Calças rasgadas e um T-Shirt de andar em casa. Eu não posso sair assim – pensa ela. Estando calor na rua ela despe a roupa novamente e veste um vestido lindo que nunca usou por vergonha. É um vestido que lhe destaca as curvas sensuais. É provocador e encantador. Ficando a ver o seu reflexo no espelho ela começa a pensar se ele realmente estará à espera ou não. Passa um batom vermelho nos seus lábios carnudos e cheios. Puxando o elástico que lhe prendia o cabelo começa a cair o seu cabelo ondulado sobre seu rosto e costas. Ajeita um bocado o cabelo para trás. E sai do quarto com a sua bolsa. Calça umas belas sandálias e sai porta fora. Lá esta ele. Aquele homem tão seguro de si mesmo, tão mais velho que ela. O homem mais bonito que ela alguma vez viu. Sentindo suas pernas a tremer e suas cuecas a molhar ela segue em frente e para quando estão cara à cara. Tocando no rosto dela e puxando-a contra si ele beija os lábios dela que a tanto desejava. Com uma mão na sinta dela ele puxa-a ainda mais contra ele. Ele quer que ela sinta à tesão dele. À tesão que ela lhe causou no momento em que a viu. “Foda-se és tão bela.” Diz ele enquanto a beija. “Quero-te possuir aqui mesmo.”

…. continua..

Peregrinus #69Letras

Quantas lutas tivemos entretanto?

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Quantas lutas tivemos entretanto? Quanto foi o amor que entregámos e esperámos ser devolvido por quem não ama como nós? Quantos foram os atos de amor com que sonhei e nunca lhes toquei? Quantas foram as palavras que escrevi que nunca me foram devolvidas? Sonhadas e desejadas desesperadas por um pouco daquilo que dou quando amo?
Estavas tu aí a ler-me quando escrevia sem saber sobre ti. Como magicava dentro de mim tal Romeu que ama como um Deus e eu aqui deste lado do rio a escrevinhar enquanto enrolava o cabelo sonhando ser a deusa de vestido leve e cabelo reluzente de um belo cavalheiro.
Pode os nossos caminhos estarem a cruzar-se mas não existir uma história de amor para nós, mas é delicioso saber que o que idealizo é palpavel e se não está em ti, está por aí.

?A vizinha #69Letras

Cabeça aprisionada no passado

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O novo ano começou
e eu com a cabeça no passado
vivo aprisionado
por um sentimento louco nunca ultrapassado.

Só tu me deixas o olho arregalado
eu deixo-te o lábio molhado
Estou estranho meio obcecado
no fundo podes-me chamar necessitado
já que és a minha maior necessidade.

Dona da minha vaidade,
guardiã do meu sentimento,
o reencontro está lento
a culpa é minha só lamento.

Mas quanto tempo tenho de esperar?
Quanto mais tenho de lutar?
Quanto mais tenho de mostrar?
Quanto mais tenho de te necessitar?
Adorar?
Venerar?

…e o que não vivo?

Vivo a imaginar,
sentimento forte que veio sem avisar
e que se está aguentar.
Este sentimento cresceu sem parar,
tu é que és a bomba
mas eu que estou prestes a rebentar.

CJah #69Letras
Photographer: Haris Nukem

ando perdido em busca de inspiração

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…ainda espero que me digas o que queres, ou se ainda queres, voltar a mergulhar na tentação ou andar perdida numa busca sem noção, conheço essa sensação de insatisfação, também ando perdido em busca de inspiração, mas só o teu corpo e a tua alma me conseguem inspirar, o teu toque o teu beijar, o teu gemer o teu respirar é tudo o que me faz mover, avançar, é o que me desprende o que me faz lutar é pensar que um dia a escuridão um dia tu venhas abraçar.

CJah

 

Sabem quando algo que vocês querem muito mas mesmo muito de repente se proporciona na vossa vida?

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Pois é, estou a passar por isso em três áreas distintas da vida. Algo com que sonhei, batalhei, que a dada altura nem a saca rolhas consegui obter, finalmente veio até a mim .Encontro-me com aquele sentimento de que é tão bom que não pode ser verdade, que deve estar para cair um santo do altar ou que está para chegar uma tempestade devastadora depois destas semanas de sol! Não festejo estes acontecimentos, vejo-os a acontecer. Será isto sinal de maturidade quando olhamos para as coisas sem explosão e euforia? Ou será consequência de uma serie de desapontamentos e tentativas falhadas que nos faz passar pelas coisas sem uma alegria efusiva? Recordo-me de rejubilar com os acontecimentos, de lançar foguetes confetis e dançar, agora observo o caminho calada, um passo de cada vez e depois logo se vê. Não me sinto capaz de festejar. Um novo amor, um novo trabalho um novo sonho alcançado, parece que apenas aguardo pelo momento em que isso me será arrancado. Estarei eu a desperdiçar estes momentos ao vive-los como se realmente não me fossem tão importantes? Não estarei a ser ingrata perante os meus sonhos? Ou estarei simplesmente a preparar-me para o caso de se dar mais uma desilusão? Este texto não passa de um desabafo, das saudades que tenho do meu eu mais festivo, mais vivo e genuíno. Vejo-me muito calma, sem grandes alaridos, sem brilho… vejo-me adormecida. Será maturidade ou estarei simplesmente a deixar passar a alegria que poderia estar a sentir por ver os meus sonhos a realizar?

A Vizinha