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O livro acabou….

O livro acabou,
Mas as páginas continuam em branco 
para ser preenchidas,
Cada linha um momento,
Cada página uma história,
O livro não acabou ,
tu é que saltaste o melhor
que estava acontecer,
Perdeste o interesse de ler
de me ler,
foi mais fácil pular da capa 
para a contracapa,
Do que apreciar o conteúdo
delicado, selvagem, 
cheio de paixão
Que te podia levar até 
aos teus desejos mais íntimos
Para ti o livro acabou,
deixaste de querer,
Para mim o livro começou
Comecei a viver de onde
me deixaste
©Lola 2017 #69Letras

Escondidos atrás pseudónimos

Desde que te conheces e começaste aprender a escrever, que todos os papeis, cadernos, até folhas de jornal, eram escrevinhados por frases, poemas de tudo o que vias e sentias.
Achaste que seria baboseira escrever algo que jamais alguém ir ler. Juntaste cada pedaço da tua vida e sentimentos, naquelas folhas e guardaste-as no baú.
A vida nem sempre te sorria, dava-te alguns pontapés, quebravam-te. Tens aquela sensação de que mesmo que grites o que te vai na alma. Não sai.
Mas quando pegas numa caneta, nas folhas brancas e nuas e, escreves….Escreves o que não te conseguia sair da garganta.
Rasgas as tuas palavras naquelas folhas virgens. Deixas a tua alma sangrar e libertar todo o peso que suportas, naquele caderno.
Mais uma vez quem vai ler?
Ganhas coragem e resolves mostrar a alguém muito próximo, amiga ou familiar e pedes a opinião. Dizem-te: “- É bonito! É para algum trabalho ou projecto?
Interrogaste. “- Não! Escrevo porque amo escrever. Escrevo aquilo que não consigo verbalizar.”
Se quem te rodeia no dia-a-dia descobrem por algum acaso, esse teu Hobbie. Esse teu segredo.
Questionam-te. “- O que é aquilo? que parvoíces são aquelas que escreves.? Onde te lembraste de escrever estas obscenidades?”
Dizem para cresceres, teres uma profissão decente e honrada. Porque escrever tretas não coloca pão na mesa, nem te sustenta um tecto.
Até poderá ser. Mas, mesmo assim a escrita consome-te, esta-te nas veias. Não perdes o impulso, porque é algo que amas fazer, é a tua forma de te expressares.
Sufocada pela família e sociedade rendes-te à satisfação deles e arranjas algo palpável para eles. Mas nas tuas pausas, no canto do teu quarto, despejas todo o teu tormento, toda a tua raiva e paixão. Escreves até perderes as forças nos dedos.
Dos numerosos cadernos que tens, passas a tua escrita para computador. A receio vais publicando um ou outro texto em blogs, mas não assinas o teu verdadeiro Eu. Usas um pseudónimo.
Conforme vais enviando, os teus textos são acarinhados, elogiados. E vês que, não estás sozinha. Há quem sinta o mesmo que tu, que esteja a passar a mesma fase que tu.
Sentes-te bem, o teu ego eleva-se, mas continuas a não ter coragem de mostrar quem és.
Continuas a esconder-te atrás de um pseudónimo.
Com o passar do tempo, tudo o que escreveste, está exposto, publicado.
Estimam-te, enchem-te de elogios. Um Hobbie passa a um projecto.
O que fazer?
Como vais continuar?
Tens de dar a cara, assumir o teu pseudónimo, mas não consegues. Estremeces só de imaginar o que poderão dizer de ti, tanto a família, amigos, conhecidos.
Receias que te gozem, que te vejam de forma diferente.
Dizes NÃO. Não te queres expor assim. Recuas todos os passos que deste.
Agora, pergunto-te. Porquê?
Porque te escondes? Porque desistes?
Se tudo o que mais amas é escrever. Faz-te sentir viva.
Porque te retrais de medo por uma minoria, quando a maioria te aplaude de pé, te elogia e incentiva.
Que te fazem, perceber que não és a única a sentir.
Que se identificam com os teus desabafos, como se lhes lesses a alma, com os teus desejos, fantasias.
Tens medo que te chamem de leviana? E dai?
Antes uma leviana com alma, garra e sentimentos, do que uma céptica vazia, oca de sentimentos.
Eu, Lola, escrevinhava textos, escrevia em papel tudo o que sentia.
Nunca fui incentivada por ninguém e todos sabiam que eu escrevia.
Mas existem aquelas pessoas que passam na nossa vida por algum acaso e nos dizem -Escreves com o coração, com a alma. Porque não escreves um livro, porque não fazes uma página só tua?
Respondi, porque não achava que fossem ler. Disseram-me. Tenta, tentar não custa.
Meio a medo assim o fiz. Os resultados foram superiores às minhas expectativas.
Escrevo seja de que assunto for.
Escondi-me atrás de um caderno durante muitos anos.
HOJE, escrevo para todos vós, o bom, o mau, as minhas loucuras, as minhas tristezas, as minhas fantasias.
Dou a minha cara, o meu nome, a minha alma em tudo o que faço.
Se irei ser bem aceite por quem me rodeia não sei, e simplesmente nesta fase já não quero saber.
Sabem porquê?
Porque vos tenho a Vós, que me fazem sentir que não estou sozinha.
Que vos posso continuar a ler a vossa alma, até onde a minha vista possa alcançar e até onde os meus dedos me deixarem percorrer cada espaço das folhas.
A todos os que escrevem, aos que partilham os seus textos não se escondam.
Não tenham medo de ser quem sois.
Não deixem de alcançar o que mais amam….
ESCREVER….
©Lola 2017 #69Letras

A vida como a conheço, desapareceu assim como tu.

 

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Fotografia: Via Pinterest
Talvez um dia o Universo nos permita viver a ‘parte II’ dos nosso amor.
Hoje és a lágrima que escorre pelo rosto quando o vento me beija, e eu sorrio.
Sorrio, com memórias felizes, com a fantasia de um dia voltarmos a sorrir juntos.
Às vezes, fixo as estrelas e partilho com elas histórias de quando me amaste.
Para mim, nem para as estrelas que acolhem cada palavra que partilho, acredita que o nosso amor nunca cairá em desuso, foi um amor anónimo, mas digno de ser representado em livros, em peças de teatro, filmes, digno de ser eternizado nem que seja só no meu coração. E é o que basta. É o nosso amor. Nosso. Ninguém o saberá medir ou igualar, sentir ou emocionar como nós…
Este adeus forçado obriga-me a enfrentar a vida sem ti, mas meu amor, escondo-te nas minhas memórias, declamo o teu nome sempre que me perco a fitar o horizonte, desejo e suplico ao vento que me traga por instantes a memória do teu cheiro.
Amo-te em segredo e espero-te em silêncio, porque sei que,
um dia retornarei a ti.
Um dia retornarás a mim.
Um dia retornareMos.

 

A Vizinha

Nas relações nem sempre é Primavera!

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Daqui em diante vamos ver a nossa história crescer linha a linha, aumentando a cada novo parágrafo. Seremos as personagens da nossa história. A tinta já começou a correr, as vírgulas e os pontos finais já são pontuados e as interrupções e exclamações parte dos nossos momentos.

Ao primeiro beijo somamos muitos e muitos outros, depois do primeiro abraço vieram tantos mais e serão outros tantos os que estão para chegar. Após a primeira gargalhada juntaram-se muitas mais risadas. À primeira noite de amor, mil e uma noites de amor serão poucas…

Mas não somaremos bons momentos às contas da nossa vida, juntar-se-ao muitos outros momentos menos bons aos nossos dias.

Prepara-te porque escreveremos a primeira discussão que não será ficção e a ela surgirão muitas mais, vão surgir as primeiras lágrimas como resultado da jorrada de palavras ditas com a cabeça quente. Talvez venhamos a pensar desistir mais do que uma vez, mesmo que seja por escassos segundos, iremos morrer de ciúmes e discordar uma em outra vez.

Mas continuaremos a acrescentar páginas ao nosso livro, não será fácil como parece, vamos sorrir muito mas também existirão dias em que não quereremos sorrir um com o outro.

Desejo que na jornada que estamos a começar que nos lembremos SEMPRE de nos respeitarmos e que quando estivermos em conflito nunca esqueçamos de todos os motivos que nos juntaram.

Que os dias menos bons nunca se sobreponham aos bons momentos!

A Vizinha