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Correr

Correr rápido;

Tão rápido

Que, por muito que corram,

Nunca me irão apanhar.

Correr para longe;

Tão longe

Que, por muito longe que vão,

Nunca será suficiente.

Correr sozinha;

Tão só

Que, por muito que olhem,

Nunca verão mais ninguém.

Correr feliz;

Tão feliz

Que, por muito que tentem,

Nunca me vão magoar.

Correr triste;

Tão triste

Que, por muito que me doa,

Nunca irá acabar.

Correr livre;

Tão livre

Que, por muito que tentem,

Nunca me irão prender.

Correr com lágrimas;

Tão chorosas

Que, por muito que as sequem,

Nunca irão parar de cair.

Correr leve;

Tão leve

Que, por muitos pesos que tenha,

Nunca me conseguirão parar.

Correr rumo ao desconhecido;

Tão incerto

Que, por muito que me avisem,

Não me irão demover.

Correr por amor;

Tão apaixonada

Que, por muito que tentem,

Não te irão tirar do meu coração.

Correr por correr;

Tão bom

Que, por muito que me mandem parar,

Nunca pararei de correr.

Correr

Simplesmente correr.

© Fox 2017 #69Letras

Toda a minha alma respira liberdade…

Sinto-me leve, livre e solto.

Sinto que renasci!

Ahhh como é bom respirar em plenos pulmões!

Consegui finalmente soltar-me de tudo o que a ela me ligava.
Não consigo explicar o quão radiante isso me deixa.
Foram anos a esperar por isto, cheguei a pensar que não ia conseguir.

Ahhh como é bom respirar em plenos pulmões!

Não sei se alguém me entende, mas sinto-me como se tivesse estado todo este tempo fechado numa cave qualquer, sem ver luz, sem liberdade e agora todas as portas estão abertas…
O Sol voltou a brilhar e convida-me agora a percorrer todos esses caminhos interditos até então.

Passei a ver tantas outras coisas… Passei a ver quem a meu lado tem caminhado.

Sou agora agradecido por finalmente ter acordado desse coma, chamado de amor ingrato e solitário, que passei nos últimos anos.
Aconteceu em mim um segundo 25 de abril.

Toda a minha alma respira liberdade!

Sinto-me leve, livre e solto.

Sinto-me feliz e preparado para voltar à vida em pleno!
Reaprendi a respirar!

Ahhh como é bom respirar em plenos pulmões!

Não há nada melhor que a liberdade, não há nada melhor que sabermos que pertencemos por inteiro a nós próprios!!

Vou ser feliz… Sejam todos vocês também!

©KingOfMysteries 2017 #69Letras

Ao teu colo sirvo-me quente…

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Texto Erótico|M18 Preparo-te um menu cheio de cores, disponho-te para que te sintas confortável. Com seda vermelha tapo-te a visão, não vês o prato que preparei para ti tão leve de tão crú, assim está o meu corpo, nú.
Aproximo-me do teu rosto e cheiras o repasto, no olfacto inspiras suavidade. Ecoa no ar a melodia baixa, notas de piano que preenchem o espaço, teus músculos relaxam, cede o teu corpo ao meu menu light.
A sala está quente, crepita a lenha, estalo eu a cada peça de roupa que te dispo enquanto que na tua boca se derrete um quadrado de chocolate.
A rolha da garrafa de vinho salta fora, escutas o copo que se enche, o teu nariz aprova e a boca prova o gosto que os meus lábios deixa nos teus.
Ao teu colo sirvo-me quente, nos teus lábios apertas os meus mamilos faminto de carne, esfomeado por mim.
Respira.
A música ainda toca e o fogo arde.
A manga que te dou a provar escorre-te pelo corpo, sugo-te o sumo, gosto de fruta, desço mais o pouco e trago-te a pouco e pouco.
No gosto da minha boca tu já estás.
Sabe a ti.
Tiro-te a venda.
A entrada foi servida.

A Vizinha #69Letras

Até breve…

Purpura princesa que a olhos vagueia,
entre lobos acantonados nas cercanias,
acorda de teu pesadelo que o corpo te medeia,
não existem medos, nem urzes queimadas em serras vadias.
Purpura princesa, de caminhos trilhados,
vontades despertas em acampamentos de corpos lavrados,
por essa vontade incerta de mexer em amor deitados,
no suor agreste da mente suja de pecados.
Purpura princesa desperta e deixa o passado,
acanta te na beira da água que nasce da serra,
bebe da vida o cálice fresco e imaculado,
corpo presente em hortelã deitado.
Purpura princesa de sorriso semi aberto,
teu pensamento divaga sobre o céu descoberto,
na cor purpura de teu corpo de duna no deserto,
onde outrora nasceram cactos na mão puro gesto,
de liberdade aprisionada a cinzel no teu corpo manifesto,
levanta te, porque beleza que tens é muito mais que cor,
exterior de princesa e alma de rainha da primavera,
cheiro a calor em lenha de castanheiro a arder,
chama acesa a queimar devagar na beira da montanha onde a dor,
que te acompanha não será favor nenhum, a ti mulher sincera,
numa cabana de porta de madeira, sempre aberta, estarei a tua espera.
Colorida princesa, de porta saída,
corpo leve, alma varrida,
cheiro a primavera em teu peito sentida,
e gesto de sorriso numa curta despedida.
Até breve…

 

O sangue em frenesim!

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Ele não suporta o meu nariz empinado, nem o jeito com que o provoco fazendo exatamente as coisas que ele não gosta e ainda lhe sorrio descaradamente, sorriso esse que se rasga ainda mais ao ver a veia na testa dele a latejar… já sei o que me vai esperar…
É uma especie de bullying para quem não entende para mim é vida! É ter o sangue em frenesim! É poético!
Quando ele se zanga comigo fica cego com tanto calor, leva-me para o quarto e fecha a porta. Aqui me confesso que gosto destes tratos (são os melhores) e por isso não consigo parar de o provocar, gosto dele assim, autoritário e agressivo.
‪#‎ConfioNele‬
Dentro das quatro paredes ele chama-me de puta, sorrio com o olhar e ele derrete-se com a minha putice. Quer-me possuir a seco, mas já estou mais que molhada e pronta para o receber. Sempre quente para ele! A minha taradice em satisfaze-lo não tem limites, sou gulosa com os seus gemidos!
É… sofro de bullying, o meu namorado humilha-me dentro do quarto, faz de mim sua escrava, fode-me com indiferença é cruel nas palavras que me dirige…

e eu…

… renasço no meio de tanto bom trato. Sinto-me por fim, leve e liberta. Reponho por fim as noites mal dormidas e descanso como uma princesa, feliz e segura. Ele expulsa os demônios do meu corpo, faz-me chorar a dor que escondo dentro de mim… faz-me suar a prisão em que vivi.
Renovo-me nas mãos do meu namorado.

Quero um abraço que me deixe libertar

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Sei do que estou a precisar.
Sei o que me está a fazer falta, mas desconfio que se o fizer irei desfazer-me em lágrimas e receio, sozinha não ser capaz de suportar.
Pudesse eu, largar esta dor num abraço quente, mas onde paira este abraço que tanto preciso, quem o carrega?
Onde está quem se deixe afogar nas minhas lágrimas?
Quero um abraço que me deixe libertar.
É numa falésia que gostaria de estar neste momento. A ver o mar e a ser apaparicada pelo vento. (Quero o vento gelado no rosto e o céu cinzento a sombrear o mar revolto do inverno).
Vou fechar os olhos e ouvir-me. Vou ouvir tudo o que não digo, tudo o que não escrevo e o vento vai levar para o mar as lágrimas salgadas que me lavam a cara.
E de repente o teu abraço surgirá por trás… viras-me para ti e seguras o meu rosto com as mãos largando um leve beijo nos lábios…
Quando não existir mais lágrimas, em silêncio iremos tomar um banho quente, e já na cama… serei embalada pela melodia da tua respiração…
© Cátia Teixeira 69 Letras 2017