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O que é bonito

o que é bonito?

bonito é o que persegue o infinito, bonito é o que persegue aquilo que não tem limites, bonito é o que persegue uma grandeza cujos valores não são limitados, bonito é o que persegue o incalculável, o imensurável. Continuar a lerO que é bonito

Sou uma perfeita repetição.

Sou uma perfeita repetição.
Que anda sempre sem conclusão…
De mão dada à minha decisão.
De trabalho, conhecimento e empenho.
Árduo, puro e permanente.
Assim continuo nesta repetição,
Mais confiante, mais serena.
Mais com mais dá menos certo?
Com menos medos!
Descobrindo talentos, relembro a nostalgia de outros tempos…
Brincava com letras,
Descobria pontuação.
Ganhava inspiração,
Apostando sempre no que gosto.
Investi em experiências,
Deixei de lado as tendências!
Faço o que faço cheia de inspiração!
Com o pouco que tenho,
Com ideias às vezes cheias de talento…
Sinto-me sempre de parabéns!
Apenas por dar o melhor que há em mim.

 

© Krishna 2017 #69Letras

Saudade – Pablo Neruda

Saudade – O que será… não sei… procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos. Continuar a lerSaudade – Pablo Neruda

escritora? Eu? Nada disso.

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Hoje escrever é como conversar com um velho amigo, o papel sabe tudo em primeira mão, a caneta sente a força das minhas emoções e a tinta são as lágrimas e sorrisos que me acolhem.
Tudo começou sem avisar assim como todas as coisas da vida que chegam de surpresa. Foi numa noite, estava sentada na cama dominada por uma tristeza inconsolável. Sabem como é… datas que nos marcam e trazem saudade, dor e as memórias do que foi e já não é. Peguei numa caneta, num caderno velho e comecei a debitar palavras arrancando a dor e tudo o que não era capaz de dizer em voz alta…e a pouco e pouco comecei a arrumar os meus pedaços.
Sei pouco sobre ser escritora, nem sei se tenho talento ou não, o que sei é que simplesmente escrevo, fantasio e distancio-me do mundo. É o meu ritual, o meu ioga, o meu centro e meditação.
Deliro com o sentir, seja dor ou amor que é dor*, sou apaixonada pelo sentir.
Sentir tudo.
Cada letra e palavra,
cada toque e cada corpo
cada olhar e sorriso.
Cada dia e cada noite,
cada sonho ou pesadelo,
cada chegada ou partida.
Agora… escritora? Eu? Nada disso.
Sou apenas eu a Cátia Teixeira ou a A Vizinha e umas quantas palavras que partilho com quem as quer ler.

Pontos de viragem… 

Novos ciclos.

A vida é imprevista.

Perturbadoramente e inesperadamente uma caixinha de surpresas.

Num ponto de viragem que nunca esperei mudei tudo.

Aposto numa alteração brutal por amor e por carinho que nunca, até hoje, tinha recebido de maneira tão intensa e tão sincera.

Mergulho….Entro a pés juntos, de cabeça, o que seja….

Como se á beira de um penhasco com o oceano pela frente e naquele impasse de mergulhar de cabeça sem saber o que me espera lá em baixo na agua, eu atiro-me de corpo e alma.

Numa reviravolta improvável de acontecer, fecho um ciclo, renovo-me e mudo a maneira de viver nesta vida.

Fecho a porta da solidão e abro a janela do amor e da compreensão.

Quem me conhece e, atentamente, conhece o que me vai dentro do peito sabe que nunca o faria se não tivesse uma certeza mais do que certa em relação ao passo que tomei.

Sou indeciso por natureza e inseguro pela vida e por tudo o que passei.

Meço todas as atitudes que tomo racionalmente e ponderadamente sobre a minha vida.

Quem me conhece bem e me lê sabe disso….

Mas hoje…

Hoje fecho um ciclo.

Dentro de mim abandono a solidão que me fazia chorar todas as noites um pouco por dentro e me matava aos poucos o que ainda restava de sentimentos.

Dentro de mim afasto a frieza que começava a ganhar ao calor do carinho e do abraço sentido para amar sem medidas e sem medos.

Parei.

E quando parei encontrei…

Fui encontrado.

Resgatado do abismo.

Alguem que me puxou lá do fundo pelos dedos….já não havia espaço para agarrar a mão…

Restavam apenas fragmentos do que eu era….

Mas ainda existe muito por fazer.

Tenho de abandonar a desconfiança de que posso me magoar novamente.

Há que deixar correr o tempo…Ainda estou no ar….atirei-me e ainda estou a voar rumo á agua lá em baixo….

A adrenalina do voo não me deixa antever o que está por baixo da agua….é um jogo em pleno voo que é jogado intensamente e muito rapidamente.

Vou mergulhar ainda mais fundo neste amor ou baterei numa rocha dissimulada pela agua?

Não sei…

Aceito a aposta deste jogo em que as hipóteses de ganhar são imensamente maiores do que as hipóteses de perder.

Confio no salto que dei.

Confio em ti meu amor.

E nestes pontos de viragem sigo contigo.

Estou ao teu lado…finalmente juntos porque o que nos une não se explica.

Nestes pontos de viragem eu pertenço-te e tu a mim.

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Guerreiro

Escrevemos… 

Há dias em que queremos escrever e sentimos que nada faz sentido.
Procuramos palavras, sentimentos, um motivo, uma atitude, um gesto, uma palavra…
E nada faz sentido.
Escrevemos porque nos liberta e nos faz despejar a alma em palavras.
Mas a alma é sorrateira e esconde-se nos meandros da nossa escrita.
Esconde-se para não ser descoberta.
Há dias em que nada faz sentido e tudo parece ser o que sempre foi… mais do mesmo… a vida que queremos e não queremos.
E escrevemos essa vida em palavras para atenuar o que temos e não temos.
Escrevemos as nossas ilusões e os nossos desejos.
Escrevemos as nossas agruras e o nosso desânimo.
Escrevemos as nossas fantasias mais ousadas e o que vivemos intensamente.
Somos aquilo que escrevemos e nada mais importa quando usamos um papel, teclas ou o visor de um dispositivo qualquer…
Não temos horas,
Não temos dias,
Não existe noite ou dia,
Não existe tempo para fazer aquilo que nos emerge num sentimento profundo de liberdade!!
Escrevemos…
Quando nada faz sentido até na escrita…
Escrevemos!!
Somos 69’ers e adoramos!

Guerreiro

Lutas internas…

Prendo-me nas lutas internas com esperança de um dia me libertar, de expulsar pensamentos impróprios e exorcizar demónios.

Sei que não sou o único e que muitos como eu lutam contra o seu coração, sua vontade e mesmo contra os seus sonhos, ao ponto de nos sentir-mos tão minúsculos e infelizes. Não tenho palavras sábias neste momento nem conselhos para vos dar, apenas a minha solidariedade…

Vendo bem até tenho. FORÇA! Batalha com todas as forças, organiza-te e rodeia-te de pessoas de bem, que só te querem ver feliz. De uma coisa podes ter a certeza, é nestas alturas que vês quem são os teus verdadeiros amigos, pois para beber uns copos e celebrar uma conquista não faltam “colegas”, mas para te ajudar a levantar e “lamber” as tuas feridas só podes contar com os verdadeiros amigos… Esses sim, se estão ao teu lado na tristeza, acredita que serão felizes ao teu lado no triunfo!

Obrigado aos meus verdadeiros amigos!

O Vizinho #69Letras

Foto: Pinterest
Modelo: Atesh Salih