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OLHOS VENDADOS!

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Hoje vou vendar-te os olhos, não quero saber se chamas o meu nome ou se pensas noutro,
deixei de me importar com os factos.
Hoje só te quero possuir, entrar em ti e fazer-te vir, levar-te à loucura,
mesmo que não seja eu no teu pensamento.
Quero-te encostar na parede e deixar-te sem fuga possível,
arrepiar-te o corpo, humedecer-te por dentro, fazer parte de ti.
Quero ver os teus joelhos fraquejarem a cada investida minha,
e enquanto tu imaginas de olhos vendados, nem sabes como gosto de ver parte de mim dentro de ti, a desaparecer.
Adoro ver-te a cravar as unhas no lençol, adoro ver-te morder a almofada tentando sufocar o grito do prazer…
Deixo-te louca e eu fico louco e é somente um jogo, sem vencedores ou vencidos,
apenas os nossos odores, onde praticámos nossos vícios.
Viciei-me em ti e no teu corpo que me liberta o prazer, ao mesmo tempo que o teu corpo suado Liberta espasmos e gemidos.
Exausta, quase perdes os sentidos…
Tiro-te a venda, olho-te nos olhos e digo-te:
“Não sei com quem fodeste mas sei que fodi contigo”…
Olhaste-me e sorriste…
“Não importa o teu nome ou quem és, só quero repetir tudo outra vez”…

Poeta Solitário

 

Presente de Natal

 

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(Ao telefone)
Ela: Estás em casa?
Ele: Sim
Ela: Convida-me para subir
Ele: Vem

Ele abre-me a porta com aquele olhar de quem acabou de despertar de um belo sonho, deteto um leve sorriso naquele rosto sempre tão sério.
Como é que ele consegue andar de tronco nu com este frio da Escócia? Tatuagem nova, marca na pele onde ainda não deitei as mãos… Ele observa-me.
Na cabeça o vermelho do gorro de natal realça os meus longos cabelos loiros, nos pés uns fatais saltos da cor desta época festiva, no corpo uma longa gabardine de cor creme.
Empurro-o para o sofá entre as pernas dele coloco o meu pé, com a perna fletida a gabardine deixa adivinhar a liga nas minhas coxas.

– O que é que queres para o Natal? Perguntei-lhe
– Quero-te a ti!

Recuo para o meio da sala, desaperto os botões da gabardine, viro-lhe as costas e dispo-a levemente. Assim que me torno a virar para o encarar já ele está no meu encalço. Crava-me aquelas mãos no rabo e levanta-me, enrolo as pernas na sua cintura e rapidamente me joga contra a parede. Os meus dedos enlaçam nos seus cabelos, respiração com respiração, olhos com olhos beijamo-nos, um formigueiro percorre o meu corpo, a boca dele é quente e a barba roça nos meus lábios, já me tinha esquecido como é explosivo tê-lo em mim em como me torno fênix e renasço com na boca dele.
Num ápice estávamos na cama e todo o meu corpo enrodilhado no dele. Pela primeira vez deixou-me ser o comando do desejo, subjugou-se ao meu corpo sem impor a sua necessidade de controlo e então fui finalmente a mulher a quem ele se deixou render e sentada majestosamente em cima dele, com uma mão a apertar-lhe o pescoço fiz do seu sexo a musica do meu corpo, fi-lo sentir-me profundamente olhos nos olhos até todo o meu corpo se perder em orgásmicos espasmos.
De gorro de mãe natal ajoelhada no chão ele triunfou como triunfa orgulhosamente uma cereja no topo do bolo e foi minha boca o cálice do seu desejo.
Feliz Natal!

?A Vizinha

Despe-me. Despe-te

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Vem depressa.
Carrega-me nos teus braços e deita-me na nossa cama.
Despe-me. Despe-te.
Tal como as nuvens quando tapam o sol, cobre a minha pele clara com o teu corpo vindo da noite.
Cobre-me com a tua cor e absorve o calor da minha pele, deixa-me cuspir este fogo que apenas a ti pertence.
Liberta as tuas mãos predadoras na minha pele e marca-a com o desejo que te provoco.
Descontrola-te e envolve este corpo com a tua loucura e torna-o o teu cálice de cristal.
Eleva-me aos teus lábios, prova-me e vê como te cresce água na boca.
Segura o meu rosto com as tuas grandes mãos e leva o meu olhar ao teu. Com os teus olhos nos meus, viola-me a alma e toma-a para ti.
Aprisiona-a.
Eternamente.
Ergue-me com as tuas maos gentis e leva os meus joelhos ao chão apenas com o comando do teu olhar.
Vem depressa.