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Não quero luz. Quero escuridão.

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Fotografia: Via Pinterest

Pára de me inventar e materializa-te JÁ à minha frente.
Vem e derrete o meu sangue com os teus lábios quentes. Envolve o teu olhar no meu e encontra a paz na minha presença, assim como eu.
Dá-me a mão e leva-me contigo. (Não quero saber para onde, apenas leva-me), e mima-me eternamente com o teu toque no meu cabelo enquanto permaneço despida no teu peito.
Estes sintomas estão me a matar…
Não quero luz. Quero escuridão.
Não quero espaço. Quero um quarto.
Não quero ouvir a chuva. Quero o som do fogo a queimar.
Não quero um abraço, quero um amasso.
Não quero a paz de um amor. Quero a fúria do teu amor.
Não quero um corpo de anjo, quero o teu corpo de demônio. Esse corpo que tem a medida certa, para encaixar as minhas coxas torneadas em torno da tua cintura e empurrar-te o mais dentro de mim que possível.
Não te quero apenas na superfície da minha pele.
Quero que te fundas na minha pele pálida e a tinjas com a tua cor de verão.

 

Cátia Teixeira, Vizinha 69Letras® 26.02.2017

É o quanto basta para te sonhar e esperar.

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É,
Eu ainda agarro esta ideia, louca ilusória e infantil!
Pois que seja. Eu sonho, invento e reinvento, desejo ardo e espero.
Perfumo-me de sonhos, de cores suaves e castelos encantados.
É, ainda acredito e é por isso que te sonho!
Ah se soubesses o quanto eu sonho contigo e o quanto pareces real…!
Farei qualquer coisa para te ter para mim, a ti que te invento e não tens rosto, cor, cheiro ou sabor, não tens voz nem calor.
Conheço a tua alma, o teu coração o que te faz sorrir e chorar, mas se me cruzar por ti na rua, como te irei encontrar se tudo o que invento de ti é uma silhueta que não se assume e teima em demorar?
Oh! Tu és real, e eu espero e perco-me em momentos que um dia iremos viver, antecipo o teu abraço e a mais bela história de amor.
Dizem que não existes, não és real, que és o sonho que nunca será correspondido, a canção que nunca ninguém cantará, o por-de-sol que ninguém tocará, o arco íris que ninguém roubará!
Dizem eles mas não digo eu. É o quanto basta para te sonhar e esperar.
Eu não vou desistir nem me entregar a outro alguém que não tu, apenas porque tardas e podes nunca mais chegar.
Eu vou estar aqui, e vou ter-te para mim.

Esta tortura a que te submeto é a mesma a que me sujeito.

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Segue-nos no facebook! Esta tortura a que te submeto é a mesma a que me sujeito. Tu estás aí e eu aqui a querer-te dentro de mim. Privo-me de ti apenas para te ter a suplicar pelo meu corpo nas raras vezes em que atendo as tuas chamadas.
Eu não te vejo, e tu não me vês, mas mimo-te ocasionalmente com uma fotografia minha para te tornar a reacender e deliciosamente contaminar a tua mente.
Torturo-nos. Jogo ou não, é assim a rebentares de desejo que te quero. Logo logo vais-me ter nos teus lençóis, mas não será quando implorares, mas quando eu quiser .
Torturo-te e é por isso que tanto me desejas, é por isso que cegas de tesão, é põe isso que estou em cada orgasmo que tens e é em ti que penso, sonho revivo e invento para me vir.
Sim tudo isto é desnecessário, podemos-nos sentir sempre quando e onde quisermos mas é assim que quero o teu corpo. A desejar-te por noites sem fim e consumar apenas quando bastar um olhar para que eu escorra de desejo e o teu lutar para rasgar as tuas calças.

 

A Vizinha

Adoro como a minha imaginação me faz estremecer… oxalá que o mundo exterior fosse capaz de ter tanto impacto em mim.

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Gosto de escrever e de me inventar no papel.

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O que sou, quem sou, poucos o sabem e confesso nem eu mesma o saber.
O que sei, é que dentro de mim existe um mundo ilimitado de personalidades e de quereres.
Não sei o que quero ou quem sou.
Enquanto não o sei, sou tudo o que escrevo e tenho tudo o que invento.
Quando me apetece, posso ser uma mulher apaixonada. Esta mulher é amável, atenciosa, presente, prepara pic-nics, veste cores claras e acredita no amor para toda a vida. Ela espera pacientemente pela chegada do seu principe, e até posso imaginar esse momento. Ele surge diante de si entre a multidão a sorrir como se ela fosse o tesouro mais raro do mundo, e num abraço ela tem a certeza que é o seu mais que tudo.
Outras vezes,
Posso ser uma conquistadora mortal, onde a minha mente instiga e prende, e no meu corpo corre o sangue de Vênus que leva à loucura os homens que tropeçam nos meus saltos. Esta mulher sente cada noite de paixão que vive. Noites de verão eternas na memória de quem esbarra com ela.
Quando escrevo, tanto um amor para toda a vida ou noites num quarto de hotel enchem-me o peito.
A liberdade que a minha caneta me dá é momentânea, mas enquanto não me descubro, esta realidade traz brilho ao meu olhar.
O que eu hoje não sei de mim, descobrirei, amanhã.
Até lá,
Vivo o que escrevo. Risco e apago o que escrevo. Escrevo e vivo. Vivo e apago ou risco por cima.
A liberdade deste corpo e desta mente pertence-Me e os rabiscos da minha vida são o alimento de tudo o que escrevo.